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07/01/2011
- TRECHO DA RS020 AGORA É ARMANDO WALDEMAR DE ZORZI

A partir de 21 de dezembro a RS020, trecho da interseção com a
RS453 Rota do Sol-Rodovia Euclides Triches (Taínhas), à interseção
com a BR285 (São José do Ausentes), passou a se chamar “Rodovia
ARMANDO WALDEMAR DE ZORZI”.
A Lei 13.583, assinada pela Governadora Yeda Crusius, foi uma
proposta do deputado Francisco Appio. Ao apresentar o PL 155/2010,
Appio prestou uma homenagem a um dos grandes empreendedores dos
Campos de Cima da Serra e Caxias do Sul.
Armando Waldemar De Zorzi muito contribuiu para o desenvolvimento
e o incentivo do reflorestamento e aproveitamento de energia
renovável, com destaque para a Celulose Cambará, responsável pela
maior parte da economia dos municípios da região.
A iniciativa atende
solicitação da Bancada Progressista da Câmara de Vereadores de
Cambará do Sul. Caberá ao DAER sinalizar com placas a
identificação da rodovia Armando Waldemar De Zorzi.
Clique aqui e veja a Lei 13.583
Veja, a seguir, a justificativa do Projeto de Lei.
JUSTIFICATIVA – A presente proposta objetiva denominar
“Rodovia ARMANDO WALDEMAR DE ZORZI” a RS020, trecho da interseção
com a RS453 Rota do Sol-Rodovia Euclides Triches (Tainhas) à
interseção com a BR285 (São José dos Ausentes).
Neste sentido, propõe-se
o nome do Sr. Armando Waldemar De Zorzi visando homenagear este
ilustre empresário da região que muito contribuiu para o
desenvolvimento e o incentivo do reflorestamento e aproveitamento
de energia renovável em empreendimentos regionais.
Filho de João Batista e
Luiza Giacomet De Zorzi, Armando Waldemar De Zorzi é o quinto
filho de uma família de treze filhos. Nasceu em Caxias do Sul no
dia 20 de janeiro de 1924. Passou a infância no município de
Canela onde frequentou o curso primário.
Por ter uma
personalidade empreendedora, já aos 16 anos tornou-se motorista
profissional e com apenas 17 anos comprou seu primeiro caminhão da
marca Internacional tipo K7, veículo este, restaurado e preservado
na família.
Extremamente
determinado, Waldemar, como era conhecido, sempre trabalhou com
muito afinco. Como resultado desse esforço e dedicação, aos 23
anos, adquiriu sua primeira serraria no município de Vacaria.
Junto com a administração desse seu empreendimento, realizou o
transporte das madeiras serradas para Caxias do Sul. Waldemar em
sociedade com Sr. Etore Lazzarotto e auxílio financeiro de seu
sogro, Sr. Aquilino Zatti, ampliou seu negócio e em três anos era
proprietário de duas serrarias.
No ano de 1953, com o
falecimento de seu pai João Batista, Waldemar assumiu a liderança
de sua família e formou a Madeireira De Zorzi, MADEZORZI,
resultado da união de suas 2 serrarias com a serraria deixada de
herança aos seus irmãos pelo seu pai.
Em 1954, pensando em
melhorar o aproveitamento dos pinheiros comprou uma fábrica de
compensados no interior de São Francisco de Paula, onde fabricavam
portas e compensados. Mais tarde a empresa foi transferida para
Caxias do Sul.
Ao mesmo tempo em que
administrou os seus negócios exerceu o cargo de presidente da
Cooperativa Madeireira Caxiense, cujo um dos fundadores havia sido
seu pai João Batista. Sua liderança reconhecida o manteve
presidente reeleito por unanimidade por mais de 30 anos.
Waldemar também
apresentava um caráter visionário. Acreditava, desde a década de
50, que a energia tinha que ser renovável e, por isso, construiu
as usinas que geravam energia para as suas serrarias, aproveitando
quedas d’água e a serragem resultante da obtenção das tábuas.
Nesta mesma época iniciou o replantio das árvores derrubadas, para
que seus descendentes tivessem matéria prima para continuar suas
empresas.
Em 1968, liderou a
formação de uma nova sociedade, juntamente com outros madeireiros
e investidores, cujo objetivo era o plantio de árvores para
exploração comercial – a Reflorestadores Unidos - estabelecida nos
municípios de Bom Jesus e Cambará do Sul e ao longo de sua vida
plantou mais de 30.000 hectares de pinheiros.
Ainda embasado no
princípio do aproveitamento ideal da madeira, em 1972, comprou a
Celulose Cambará, que na época produzia celulose a partir de
árvores inteiras de araucárias, passando a utilizar os resíduos
das serrarias como matéria prima na fabricação da mesma.
Além da grande visão
empresarial, Waldemar norteou sua vida baseado em fortes
princípios éticos e humanitários. Nas vilas onde funcionavam seus
negócios nunca deixou faltar assistência médica a seus
funcionários. Em todas as vilas construiu escolas e contratou
professores quando ainda não havia obrigatoriedade institucional.
Nas suas primeiras serrarias os professores contratados eram
hóspedes de sua família durante o período letivo.
A exploração da madeira
era realizada em terrenos íngremes, com mata cerrada e máquinas
precárias e, Waldemar, homem destemido, que não se detinha em
problemas, mas em buscar soluções, aprendeu sozinho a construir
estradas, algumas beirando precipícios, e a edificar pontes para
transpor não só riachos, mas também rios do porte do Tainhas e das
Antas. Ao longo de sua vida abriu milhares de quilômetros de
estradas, algumas delas ainda hoje utilizadas pelos municípios e
povoados onde operou seus negócios.
Sala das Sessões -
Deputado Francisco Appio
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