31/08/2010 -   CRISE NA LAVOURA: DESCONTROLE DO JAVALI

Uma praga ameaça as lavouras da Serra e dos Campos de Cima da Serra. Importado da Europa, o Javali asselvajado está fora de controle pelos produtores rurais. Com a suspensão do abate legal, pelo IBAMA, os proprietários rurais clamam por uma solução pelo Estado, sugerindo que a Secretaria da Agricultura baixe normas para evitar prejuízos à sanidade animal/vegetal. 

Sem predador natural e com abate proibido, o javali tende a se multiplicar nos próximos seis meses. Atualmente sua população chega a 200 mil exemplares, soltos nas matas e serras da região.  

Sem o amparo do Ibama e ainda sem solução pelo Estado, a iniciativa dos produtores foi criar uma ONG - Organização Não Governamental - para legitimar as ações e pressões, perante as autoridades. 

O deputado Francisco Appio, que realizou audiências públicas para debater os prejuízos e riscos da multiplicação desenfreada desta praga, afetando fauna e flora, registrou a criação da ONG na Assembleia Gaúcha. 

AGAJA-RS – Associação Gaúcha de Controle do Javali Asselvajado 

Na Sexta-feira, dia 27/08/2010, reuniram-se em Caxias do Sul 187 pessoas, entre elas produtores rurais, veterinários, agrônomos, técnicos agrícolas, advogados, médicos, ambientalistas, simpatizantes da causa, representantes dos municípios de Vacaria, Muitos Capões, Esmeralda, Caxias do Sul, Antônio Prado, Ipê, Campestre da Serra, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Lagoa Vermelha, Porto Alegre, Imbé, Maquiné, Vale Real, Carlos Barbosa, Parobé, São Francisco de Paula, Flores da Cunha, Passo Fundo e Gramado, para a Fundação da AGAJA-RS – ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE CONTROLE DO JAVALI ASSELVAJADO, entidade ambientalista, sem fins lucrativos, que tem por objetivo e função social monitorar, controlar e informar as autoridades e órgãos competentes municipais, estaduais e federais, sobre a localização e os danos ambientais, agrícolas, sanitários e particulares causados à Flora, Fauna e Propriedades Rurais, pelo Javali ‘Sus Scroffa’ e seus híbridos cruzados que se encontram asselvajados no Estado do Rio Grande do Sul.      

 

Para isso, vamos utilizar todos os meios legais possíveis, difundindo métodos, informações, alertas e boletins, para que se faça o controle efetivo deste animal exótico, predador, nocivo à Fauna, Flora, Produção Agrícola e criação animal, que afeta e destrói ecossistemas, colocando em perigo a vida do homem rural. 

Na oportunidade foram eleitos para a Presidência da entidade Cassiano Welter Bocchese, empresário e produtor rural, para a vice-presidência Ivalcir Peruchin, veterinário e produtor rural e como secretário Cristiano Winck, veterinário, empresário e produtor rural.  As demais secretarias serão compostas nos próximos dias.

 

Dando início a esta cruzada, contamos com o apoio de todos os senhores e solicitamos que nos enviem todo o material que tiverem relativo a danos ambientais e agrícolas causados pelo Javali, como também fotos e filmes de avistamentos, boletins policiais de acidentes de trânsitos, artigos para publicação, laudos técnicos de agrônomos, veterinários e biólogos, quantificando os danos e prejuízos causados por este animal, para que possamos respaldar nossas reivindicações junto aos órgãos competentes. 

O endereço para correspondência é: AGAJA-RS  Rua Guia Lopes, 886 – Caxias do Sul / RS - CEP: 95020-391 

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EXAGERO para não dizer desconhecimento. No INFORME ESPECIAL (ZH 30/8, página 3) o Comando Ambiental faz confusão sobre a queima-de-campo.

PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS na serra seriam causados pelas queimadas. Queimada é uma coisa "sapecada da palha seca", outra coisa. Quem conhece...

SUGIRO entrevistar moradores de Cambará, São Francisco e Caxias. Nada a ver com as queimadas (florestas) da Amazônia/Brasil Central. Tá na TV.

PROJETO DE LEI 208 para a "queima controlada" aguarda Acordo do PT, para ser votado. Restringirá o uso do fogo com projeto técnico e licença.

O BRASIL tem a "queima controlada", necessária para "sapecar a palha seca" do inverno (geada e neve), menos o RS. Vão acabar com a pecuária.