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22/02/2010
- AEROPORTO DA CHAPADA
A polêmica está criada. De quem é a
responsabilidade/atribuição de legislar sobre o Aeroporto Regional
de Cargas, localizado na Chapada, km 11 da BR285 VACARIA/MUITOS
CAPÕES? Dos vereadores, da Assembleia Legislativa ou da Câmara
Federal?
A obra está sendo construída em CONVÊNIO entre
Município, Estado e União (através da ANAC).
Vacaria, em 1998, declarou a área de utilidade
pública para fins de desapropriação (o pagamento está sendo
questionado pelos proprietários na Justiça), adquiriu o terreno e
doou ao Ministério da Aeronáutica, que por sua vez liberou a área do
atual Aeroporto. Esta área junto à BR116 será destinada à
implantação de um Parque Municipal, se a comunidade assim o desejar.
O Estado, em 1998, incluiu o Aeroporto no
PROFAA, Fundo criado com parte das passagens aéreas para
reaparelhamento e construção de aeroportos. Pelo Convênio assinado,
o ESTADO dá a contrapartida de 30% e o PROFAA libera 70% dos
recursos necessários às obras de terraplanagem, pavimentação da
pista de 2.100 metros, área de taxiamento e construção Hangar. A
contrapartida do município é o terreno.
Ao apresentar o PL que denomina o Aeroporto
Regional de Cargas, o deputado Francisco Appio ouviu lideranças do
município e acatou a sugestão de não colocar um nome político
municipal/regional, mas de uma personalidade do Estado,
preferencialmente da região. A sugestão de Maurício Sirotsky
Sobrinho (natural de Passo Fundo), que revolucionou as comunicações
no Estado, pelo rádio, jornal e TV, foi a opção final.
Appio teve o cuidado de protocolar já no
início do ano legislativo, pois tinha conhecimento da iniciativa de
parlamentar de outra região do Estado, com o nome de um político da
esfera nacional, em desacordo com o critério regional. Para garantir
a primazia da tramitação, o parlamentar concluiu sua pesquisa
durante o último Rodeio e protocolou a proposta que está tramitando
na Assembleia Legislativa.
A Comissão de Constituição e Justiça decidirá
se é competência do Estado, do Município ou da União.
Appio defende a legitimidade da proposta
dizendo que da Câmara Federal não pode ser, pois os recursos do
PROFAA são privados e a verba não faz parte do Orçamento da União.
Do município também não, pois o terreno foi
doado em permuta com o Ministério da Aeronáutica, que recebe o
Aeroporto da Chapada e entrega o Aeroporto da cidade.
Ao Estado, que integra o projeto com recursos
orçamentários e a quem caberá a administração do Aeroporto, está
clara a atribuição de legislar sobre a matéria.
O tema não é pacífico e vai gerar muitos
debates.
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