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17/06/2010
- AS ÚLTIMAS DO VINHO BRANCO
A cidade de Nova Pádua é sede do mais
respeitado encontro de produtores de uvas, organizado pelos
Sindicatos de Trabalhadores Rurais, em mais de 20 municípios da
serra gaúcha. A XI Jornada da Viticultura Gaúcha é realizada hoje, no
Salão Paroquial. Entre os organizadores Olir Schiavenin, Coordenador
da Comissão Interestadual da Uva, confirma que além de preços
baixos, os cantineiros atrasam o pagamento da safra.
Vinícolas que elaboram o vinho gaúcho
queixam-se da altíssima carga tributária, superior a 42% entre
impostos e encargos, além dos custos da rolha, vidro e rótulo. O
recolhimento do ICMS é feito antecipadamente, na extração da nota
fiscal, o que eleva os custos de comercialização.
O deputado Francisco incluiu como tema da 1ª FRUTIVAR
(veja em
www.appio.com.br) a palestra do famoso cardiologista Protásio
Lemos da Luz, autor de pesquisas na Fundação Zerbini e Instituto do
Coração em São Paulo, disponível no site. Suas pesquisas sobre os
benefícios do vinho tinto no enfrentamento da arteriosclerose foram
reconhecidas internacionalmente.
O vinho está inserido na cultura gastronômica
do brasileiro, que elevou o consumo diante da comprovação dos
benefícios para a saúde (tomado moderadamente). A aprovação de Lei
Estadual, incluindo o suco de uva na merenda escolar, ampliou o
debate e comprovou os benefícios da bebida/alimento, observa o
deputado Francisco Appio, resgatando outras informações importantes,
como a comprovação de que pelo menos um vinho branco tem as mesmas
propriedades do vinho tinto.
"Desde o início dos anos 1990, quando o mundo
tomou conhecimento do chamado paradoxo francês", caracterizado pela
baixa incidência de problemas cardíacos numa população adepta de uma
dieta rica em gorduras, o consumo moderado de vinho tinto foi
apontado como o principal responsável por essa estranha situação,
que fugia ao padrão mundial. A explicação para os possíveis
benefícios à saúde desse tipo de bebida, um tema cheio de polêmicas
no meio médico, foi associada à elevada presença de compostos
antioxidantes da categoria dos polifenóis, em especial de uma
molécula denominada resveratrol, no vinho tinto. Por ter em média
dez vezes menos resveratrol do que o vinho tinto, o vinho branco se
tornou uma espécie de patinho feio no mundo dos fermentados de uvas
e perdeu consumidores em todas as latitudes. Mas esse complexo de
inferioridade acaba de ser, em parte, atenuado pelos bons resultados
de um projeto da Embrapa Uva e Vinho, de Bento Gonçalves (RS).
Depois de qautro anos de estudos e ensaios, os pesquisadores
brasileiros desenvolveram uma técnica para fazer vinho branco com
níveis quatro vezes maiores do que o normal de polifenóis, sobretudo
do badalado resveratrol, da quercitina e de flavonóides.
O novo método, que deve ser alvo de alguma
proteção legal, já foi repassado para uma vinícola gaúcha. A
Cooperativa Garibaldi firmou parceria de 3 anos com a Embrapa,
lançou 20 mil garrafas de um vinho branco seco (não-doce) mais rico
em resveratrol, o Lorena Ativa Acquasantiera, da safra 2008. “Para
obter esse vinho, utilizamos em conjunto três tecnologias
desenvolvidas por nossa unidade”, diz o enólogo Mauro Zanus, da
Embrapa Uva e Vinho, coordenador do projeto. A uva com que o vinho
foi elaborado (BRS Lorena), a levedura usada em sua fermentação e o
protocolo de vinificação (a receita técnica para transformar o suco
de uva em vinho) são criações do centro de pesquisa de Bento
Gonçalves. Alguns dias depois da apresentação do vinho branco
brasileiro com mais antioxidantes, pesquisadores do Technion
(Instituto de Tecnologia de Israel), em Haifa, divulgaram um método
semelhante para elevar a taxa de polifenóis nesse tipo de bebida.
(Fonte: Embrapa)
CLIQUE AQUI E ACESSE A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA
XI Jornada da Viticultura Gaúcha
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