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13/09/2010
- DEPUTADO CONTESTA CORONEL DA BRIGADA
“SAPECADA DA PALHA SECA NÃO É QUEIMADA” - FRANCISCO APPIO
12/09/2010
As queimadas de
florestas e do cerrado no centro do país, mostradas pela televisão,
provocam consequências no sul, onde o uso superficial do fogo para
limpar a palha seca, nos Campos de Cima da Serra, sofre repressão
das autoridades ambientais.
“Queima de campo é
uma coisa, queimada é outra”,
como comprovamos na publicação com o mesmo título, disponível em
www.appio.com.br utilizando argumentos e estudos científicos de
biólogos da UCS.
No Correio do Povo
de sábado 11/09, a reportagem de Halder Ramos cita o Comando
Ambiental da Brigada Militar, como empenhado na maior mobilização da
história contra os pecuaristas. A Operação Centauro Queimadas
utilizou 14 viaturas e 33 homens.
Algumas
informações da reportagem devem ser revisadas. Declarações feitas,
contestadas por improcedentes, descabidas e que contornam a
verdade:
1)
A Prática de
queima de vegetação rasteira (pastagem) na região dos Campos de Cima
da Serra não é ilegal. Não está vedada no Código Florestal
Federal/Estadual, que coíbe apenas a queima de vegetação no interior
de florestas, para protegê-las. (Fui um dos Relatores do Código
Florestal Estadual).
2)
A queima (sapeca
da palha seca, pela geada e neve do inverno rigoroso da região) é
própria dos Campos de Cima da Serra, pelas peculiaridades regionais.
Limpa o pasto seco para o gado acessar o pasto novo. Trata-se de
queima superficial, após a qual o gado pasta normalmente e as
pessoas caminham descalças, sobre o pasto queimado.
3)
Não há devastação
da área, um exagero de informação, pois não atinge árvores, postes,
cercas, casas e não mata animais como mencionado (tatus, perdizes,
jararacas, quero-queros), exceto em “queimadas descontroladas”
ateadas criminosamente por invasores, com o propósito de causar
prejuízos aos proprietários.
4)
Os produtores
continuam usando o fogo, apesar da repressão, pois a natureza impõe
está prática. Métodos alternativos, como uso de veneno para limpar o
pasto, são por demais condenáveis.
5)
A “sapeca da palha
seca” não causa prejuízos à economia regional. É um método utilizado
desde a ocupação espanhola, antes de 1750. Começou a ser combatido
nos anos 90, com o surgimento de Organizações Não Governamentais,
que recebem recursos do exterior e precisam elaborar Relatórios,
para comprovar sua utilização.
6)
Não é o caso da
Patram, que cumpre sua função como Patrulha Ambiental, mas os
“excessos de alguns” têm provocado hostilidade na zona rural, onde
deveria ser aliada na proteção contra a violência, abigeato e
manutenção da segurança.
7)
Não afeta turismo,
tampouco a saúde das pessoas, pois a fumaça se dissipa rapidamente.
Estudos científicos comprovaram que não traz prejuízo ao solo e
incorpora nutrientes.
8)
A busca de outras
formas alternativas é indispensável, mas o Estado e as autoridades
ambientais pouco tem contribuído neste sentido, provocando o êxodo
rural e o abandono da pecuária na região.
9)
O ruralista preso
em flagrante em São Francisco de Paula, quando ateava fogo ao pasto
seco, foi liberado 90 minutos após a detenção. A prisão ilegal
causou constrangimento e a família deverá acionar medidas judiciais
contra o Estado, pelo abuso cometido.
10)
Os demais estados
brasileiros admitem a “queima controlada”, não se verificando a
repressão, típica das autoridades ambientais gaúchas.
11)
Alteramos a
Constituição do Estado em 2002 (Emenda 32, de nossa autoria),
contestada na justiça pelo Ministério Público, pois não havia
segurança dos efeitos no solo.
12)
Os estudos
atuais, que desmistificam os prejuízos, foram juntados ao nosso
Parecer Favorável na Comissão de Constituição e Justiça (aprovado
por 9 a 1) ao Projeto de Lei, que implanta a queima controlada,
mediante projeto técnico, autorização da autoridade ambiental e
normas de precaução. Deverá ser votado após as eleições, pois
depende de Acordo da Bancada do PT, para ir a Plenário.
13)
Questionamos as
notificações e multas, bem como eventuais arbitrariedades cometidas.
Queima de campo não é crime, sustentamos.
14)
A aplicação
administrativa de multas levou muitos proprietários ao Acordo dos
Crimes Leves, pelo qual fica impedido de utilizar a prática por 5
anos. Muitas vezes, não foram devidamente esclarecidos.
15)
Não podem tratar
os proprietários rurais como criminosos, invadindo suas propriedades
com armas pesadas, rompendo cadeados e usando a força contra os
ruralistas. Muitas vezes as famílias fogem para o mato, diante da
presença ostensiva das autoridades ambientais.
16)
O campo merece
respeito, segurança e justiça.
Últimas
do
www.twitter.com/franciscoappio
ASSALTOS A JOALHERIAS
só vão parar quando pegarem os assaltantes e, principalmente, os
RECEPTADORES. Tenho um Projeto de Lei que pode ajudar.
CAMINHONEIRO
gaúcho caiu do caminhão em Concórdia na
Argentina. Está difícil removê-lo para Vacaria, como quer a família.
LAGOA
VERMELHA
homenageada por ANA AMÉLIA. Fará o encerramento da campanha ao
Senado, na sua terra (e minha) dia 30 de setembro, 17 horas.
A
JORNALISTA
que conquistou os gaúchos (tem quase a metade da preferência dos
votos) conta parte de sua história NO JORNAL ZH (12/09/2010).
CAXIAS
DO SUL,
terra de Paim e de Rigotto, dá o primeiro voto para Ana Amélia.
Resultado do trabalho de 35 anos, com respeito/credibilidade.
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