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02/09/2010
- APPIO PROVOCA REFLEXÕES SOBRE O 7 DE SETEMBRO
Na Tribuna da
Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (02/09), o deputado
Francisco Appio fez algumas considerações sobre o patriotismo. Veja,
a seguir, o discurso proferido:
“Saúdo o
presidente dos trabalhos, deputado Cassiá Carpes; o secretário de
Estado da Educação, Sr. Ervino Deon, neste ato representando a
governadora do Estado; o defensor público-geral do Estado em
exercício, Dr. Nilton Leonel Arnecke Maria; o chefe do Escritório de
Representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio Grande do
Sul, embaixador Cláudio Lyra; o representante do Comando Militar do
Sul, coronel Cleber de Assis Fournier; o representante do V Comando
Aéreo Regional, coronel-aviador Luis Carlos Dalla Corte; o
representante do 5º Distrito Naval, capitão de fragata Ricardo
Pereira da Silva; o presidente da Liga de Defesa Nacional do Rio
Grande do Sul, Sr. Paulo Roberto de Carvalho Ferro; o vice-cônsul de
Portugal no Rio Grande do Sul; as Sras. e os Srs. Parlamentares; os
representantes de federações e instituições; e demais pessoas que
nos visitam e abrilhantam esta sessão.
Tentei preparar-me
para a manifestação em nome do Partido Progressista, buscando, nos
tempos de adolescente, de estudante do 1º grau, nos anos 50, quem
sabe a minha primeira redação sobre 7 de Setembro. Não localizei.
Procurei, então, quando estudante na Escola Duque de Caxias, de
Lagoa Vermelha, algo que tenha escrito. Também não achei. Mas na
memória consegui resgatar, sim, as melhores imagens da parada do 7
de Setembro.
Na vida de cada um
essa data sempre foi marcante de uma forma ou de outra. Inspirados
por esses princípios de civismo, de amor à Pátria, de devotamento ao
interesse público, nenhum de nós esqueceu a importância do
Hino Nacional, da
bandeira brasileira, a importância de se festejar o 7 de Setembro.
Sou de um Partido
Progressista que tem na sua formação e na sua herança, ainda do
tempo do presidente Getúlio Vargas, que o criou, princípios de
defesa da liberdade, da ordem, da lei, da iniciativa privada, de
todos esses alicerces, de todas essas colunas que representam a
sustentação da vida democrática nacional, do direito do cidadão, que
precisa ser defendido, valorizado, preservado.
Pois o Partido
Progressista honrou-me com esta missão de falar neste ato e não
limitou a minha fala. Pediu-me, como líder partidário, que
expressasse o sentimento de inconformidade com os tempos modernos de
hoje, quando não se dá mais ênfase ao caráter festivo do 7 de
Setembro, e talvez mais aqui no Rio Grande do Sul, porque a data
concorre com um evento que, para nós, é tão ou quem sabe mais
importante, o 20 de Setembro, a Semana Farroupilha.
O deputado Adilson
Troca fez uma brilhante e muito bem cuidada manifestação sobre a
data que homenageamos hoje.
Não quero nem de
longe criticar aqui meus colegas pela ausência no plenário, porque
sabemos que estamos num momento atípico, no qual a independência é
exercida na sua plenitude, que é o debate dos destinos deste Estado
e deste País. Não critiquem a Assembleia Legislativa se seus membros
não aqui estão, porque certamente em algum lugar do Estado estão no
pleno exercício da atribuição constitucional de ouvir, de
questionar, de ser questionado, de debater, de propor e de trazer
proposituras.
Também não
critiquem se o 7 de Setembro dos dias de hoje não é igual aos meus 7
de Setembro lá no interior do interior de Lagoa Vermelha, Tupinambá,
onde nasci, onde nos colocávamos uniformizados, batendo a sola do
sapato na pedra, na poeira, mas numa cadência rigorosamente
perfeita, que nos levava ao preparo da banda do colégio meses e
meses antes, para que pudéssemos fazer uma expressiva manifestação
de comemoração.
Não critiquem se,
no Rio Grande, o 20 de setembro parece ser maior que o 7 de
setembro, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que
precisamos aqui, sim, é criticarmos, quem sabe, a nossa omissão.
Calamos muitas vezes, quando o 7 de setembro foi atingido na
preservação dos direitos e das liberdades.
Quem sabe fomos
omissos perante os nossos jovens, os nossos filhos e netos, quando
não dedicamos a eles um tempo maior para explicar que os episódios
de 7 de setembro e suas causas políticas não romperam os nossos
laços culturais e afetivos com a nossa nação mãe, Portugal.
Talvez não
dedicamos aos nossos filhos e netos a explicação do porquê de este
Rio Grande ter se rebelado contra o poder central na questão dos
impostos, na má distribuição dos recursos. E não é porque estamos
aqui na extremidade mais longínqua de Brasília.
Talvez devamos
criticar, sim, a nós mesmos por não dedicarmos um tempo maior ao 7
de setembro para comemorá-lo festivamente. Porque não basta sentir
no próprio peito, é preciso externar esse sentimento, pois há de
sobra manifestações para comemorarmos.
V. Exa., deputado
Giovani Cherini, que preside esta Casa, condecorou há poucos dias um
general de exército com a Medalha do Mérito Farroupilha. Ao fazê-lo,
fez a toda a tropa, não importando o número de medalhas que possam
ostentar no peito, mas, sim, a presença marcante que tem o Exército
Nacional, juntamente com as suas irmãs Marinha e Aeronáutica, na
composição da maior reserva moral deste País.
V. Exa. condecorou
o general de exército José Carlos De Nardi, filho de Farroupilha,
poucos dias antes de ser proclamada a sua convocação para chefiar o
Estado Maior no comando das três armas em Brasília, posição na qual
haverá de dar, sim, pela estrutura que está sendo criada, um efetivo
combate aos maiores inimigos desta Pátria: o narcotráfico, a droga,
a arma que ingressa pelas nossas fronteiras, o crime organizado que
ameaça as nossas instituições maiores, que são as nossas famílias.
Por isso, V. Exa., ao colocar a medalha no general De Nardi,
representou o pensamento de todos nós.
Neste instante, ao
mesmo tempo em que louvamos o trabalho persistente e perseverante
das instituições – a Liga da Defesa Nacional, a Maçonaria do Rio
Grande, a Igreja Católica, as escolas públicas e privadas, que
tentam e lutam para preservar os nossos símbolos e os que eles
representam –, V. Exa. fez aquilo que queríamos fazer: dizer aos
homens – e, hoje em dia, também às mulheres – da Marinha, da
Aeronáutica e do Exército que continuem perseverando nessa sua
tarefa gloriosa de preservar a estabilidade e independência
conquistada há tantos anos atrás. Esse é o pronunciamento em nome do
Partido Progressista, meu caro presidente Giovani Cherini”.
Últimas do
www.twitter.com/franciscoappio
QUEIMA-DE-CAMPO - Deixo de defender os pecuaristas
dos Campos de Cima da Serra o dia em que a Patram provar o que
publicou na ZH (1/9 p.44).
"Animais silvestres foram dizimados
pelo fogo ou acabaram morrendo intoxicados". O Coronel Agostini,
disse mais.
"Tamanduás, tatus e até a ave
símbolo do RS, o quero-quero, foram algumas das espécies afetadas"
denunciou o comandante. Essa eu pago pra ver.
SAPECADA
da palha seca é necessária para limpar o campo e permitir que o gado
acesse o capim novo, após a geada e neve do inverno.
QUEIMA
CONTROLADA será a solução com projeto técnico,
autorização oficial e normas de precaução. Projeto Lei 208, está
pronto para ser votado.
JOSÉ
CAMARGO levou para casa o TROFÉU GURI
(ESTEIO/RBS), ontem à noite. Disputado por Vacaria e Bom Jesus, diz
que é Serrano.
“AGRADEÇO
este instrumento valioso para nos promover como profissionais e nos
afagar como gaúchos". No agradecimento, disse mais.
"Esse prêmio trouxe encantamento e
brilho aos olhos de quem me ama", completou José Camargo, um grande
orador. Um grande discurso.
MEDALHA DO
MÉRITO FARROUPILHA (Assembleia, 18/12/07) Camargo
fez uma bela oração. Leia em "BOM JESUS, serrano sim senhor" em
www.appio.com.br
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