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01/12/2010
- ARMANDO WALDEMAR DE ZORZI NA RS20

Mais um projeto de autoria do deputado Francisco Appio foi
aprovado na sessão de 30/11/2010, na Assembleia Legislativa.
Trata-se do PL 155/2010, que denomina de Rodovia ARMANDO WALDEMAR
DE ZORZI o trecho da RS020.
O deputado Francisco
Appio, através do PL 155, presta homenagem ao grande empreendedor
regional nos Campos de Cima da Serra e Caxias do Sul, Armando
Waldemar De Zorzi, denominando a RS020, no trecho da interseção
com a RS453 Rota do Sol – Rodovia Euclides Triches (Tainhas), à
interseção com a BR285 (São José dos Ausentes).
Armando Waldemar De Zorzi foi um dos homens que mais contribuiu
para o desenvolvimento e o incentivo do reflorestamento e
aproveitamento de energia renovável, com destaque para a Celulose
Cambará, responsável pela maior parte da economia dos municípios
da região.
Na votação do Projeto de Lei, foi importante o Parecer Favorável
do Relator Ciro Simoni na Comissão de Constituição e Justiça. Em
Plenário, o PL foi aprovado por 46 a zero, na sessão de
30/11/2010, aguardando a sanção da Governadora Yeda Crusius, até o
dia 20/12/2010, para ser publicada a Lei.
Na proposição, Appio
esclarece que a rodovia denominada Armando Waldemar De Zorzi é a
RS020, no trecho entre Tainhas-Cambará-BR285/Ausentes.
JUSTIFICATIVA – A presente proposta objetiva denominar
“Rodovia ARMANDO WALDEMAR DE ZORZI” a RS020, trecho da interseção
com a RS453 Rota do Sol-Rodovia Euclides Triches (Tainhas) à
interseção com a BR285 (São José dos Ausentes).
Neste sentido, propõe-se o nome do Sr. Armando Waldemar De Zorzi
visando homenagear este ilustre empresário da região que muito
contribuiu para o desenvolvimento e o incentivo do reflorestamento
e aproveitamento de energia renovável em empreendimentos
regionais.
Filho de João Batista e Luiza Giacomet De Zorzi, Armando Waldemar
De Zorzi é o quinto filho de uma família de treze filhos. Nasceu
em Caxias do Sul no dia 20 de janeiro de 1924. Passou a infância
no município de Canela onde frequentou o curso primário.
Por ter uma personalidade empreendedora, já aos 16 anos tornou-se
motorista profissional e com apenas 17 anos comprou seu primeiro
caminhão da marca Internacional tipo K7, veículo este, restaurado
e preservado na família.
Extremamente determinado, Waldemar, como era conhecido, sempre
trabalhou com muito afinco. Como resultado desse esforço e
dedicação, aos 23 anos, adquiriu sua primeira serraria no
município de Vacaria. Junto com a administração desse seu
empreendimento, realizou o transporte das madeiras serradas para
Caxias do Sul. Waldemar em sociedade com Sr. Etore Lazzarotto e
auxílio financeiro de seu sogro, Sr. Aquilino Zatti, ampliou seu
negócio e em três anos era proprietário de duas serrarias.
No ano de 1953, com o falecimento de seu pai João Batista,
Waldemar assumiu a liderança de sua família e formou a Madeireira
De Zorzi, MADEZORZI, resultado da união de suas 2 serrarias com a
serraria deixada de herança aos seus irmãos pelo seu pai.
Em 1954, pensando em melhorar o aproveitamento dos pinheiros
comprou uma fábrica de compensados no interior de São Francisco de
Paula, onde fabricavam portas e compensados. Mais tarde a empresa
foi transferida para Caxias do Sul.
Ao mesmo tempo em que administrou os seus negócios exerceu o cargo
de presidente da Cooperativa Madeireira Caxiense, cujo um dos
fundadores havia sido seu pai João Batista. Sua liderança
reconhecida o manteve presidente reeleito por unanimidade por mais
de 30 anos.
Waldemar também apresentava um caráter visionário. Acreditava,
desde a década de 50, que a energia tinha que ser renovável e, por
isso, construiu as usinas que geravam energia para as suas
serrarias, aproveitando quedas d’água e a serragem resultante da
obtenção das tábuas. Nesta mesma época iniciou o replantio das
árvores derrubadas, para que seus descendentes tivessem matéria
prima para continuar suas empresas.
Em 1968, liderou a formação de uma nova sociedade, juntamente com
outros madeireiros e investidores, cujo objetivo era o plantio de
árvores para exploração comercial – a Reflorestadores Unidos -
estabelecida nos municípios de Bom Jesus e Cambará do Sul e ao
longo de sua vida plantou mais de 30.000 hectares de pinheiros.
Ainda embasado no princípio do aproveitamento ideal da madeira, em
1972, comprou a Celulose Cambará, que na época produzia celulose a
partir de árvores inteiras de araucárias, passando a utilizar os
resíduos das serrarias como matéria prima na fabricação da mesma.
Além da grande visão empresarial, Waldemar norteou sua vida
baseado em fortes princípios éticos e humanitários. Nas vilas onde
funcionavam seus negócios nunca deixou faltar assistência médica a
seus funcionários. Em todas as vilas construiu escolas e contratou
professores quando ainda não havia obrigatoriedade institucional.
Nas suas primeiras serrarias os professores contratados eram
hóspedes de sua família durante o período letivo.
A exploração da madeira
era realizada em terrenos íngremes, com mata cerrada e máquinas
precárias e, Waldemar, homem destemido, que não se detinha em
problemas, mas em buscar soluções, aprendeu sozinho a construir
estradas, algumas beirando precipícios, e a edificar pontes para
transpor não só riachos, mas também rios do porte do Tainhas e das
Antas. Ao longo de sua vida abriu milhares de quilômetros de
estradas, algumas delas ainda hoje utilizadas pelos municípios e
povoados onde operou seus negócios.
Sala das Sessões - Deputado Francisco Appio
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