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31/03/2009
- AS OLIVEIRAS SÃO VIÁVEIS
O plantio de
oliveiras pode ser mais uma alternativa para o
agronegócio no Rio Grande do Sul, especialmente na
metade sul do Estado. O aumento do consumo do azeite de
oliva devido à recomendação médica e pela opção do
biocombustível, que pode usar produtos como milho,
canola, girassol, faz com que o país fique mais
dependente de importações.
O Rio Grande
do Sul e o Brasil não produzem azeite de oliva, mas se
isso acontecer pode gerar novos investimentos. A
EMBRAPA/Pelotas, que dedica-se às frutas, está
trabalhando há alguns anos nesta área.
Neste momento,
uma comitiva de técnicos e deputados da Assembleia
Legislativa gaúcha encontra-se na Espanha, depois de ter
passado pela Itália, onde visitam viveiros, produtores e
também produtores de equipamentos para extração do
azeite de oliva. A comitiva liderada pela EMBRAPA é
constituída por pesquisadores da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul e três parlamentares: deputados
Ronaldo Zülke, que preside uma Comissão da Assembleia
Legislativa tratando do assunto, mais os deputados
Nélson Härter e Francisco Appio.
Francisco
Appio, que juntou-se à comitiva neste fim de semana na
Espanha, informa que Vacaria já tem um projeto pioneiro.
Trata-se do plantio de mudas na Rasip-5, de propriedade
de Raul Randon. Nos próximos dois anos essas mudas
estarão produzindo os primeiros frutos.
A alternativa
das oliveiras não é novidade no Rio Grande do Sul. Em
alguns pomares foram incluídas oliveiras para consumo
familiar.
O consumo na
mesa não passa de 10% e os restantes 90% da produção
destinam-se à extração do azeite de oliva.
Nos Estados
Unidos, nos rótulos das embalagens recomenda-se o
consumo moderado por sugestão médica. No Brasil e na
Europa esta recomendação ainda não foi aprovada nas
embalagens do azeite de oliva.
Francisco
Appio acrescentou que o plantio das oliveiras é uma
alternativa importante para algumas áreas do Estado.
“Pode agregar valor à terra dos nossos agricultores,
em pequenas propriedades, agricultura familiar ou em
grandes projetos”, ressalta. |