30/05/2009 - GOVERNADOR REQUIÃO PALESTRA NO PARÁ

Após a palestra do governador do Paraná, Roberto Requião, na 13ª Conferência sobre Saúde Pública em Belém do Pará, aumentaram as especulações sobre seu nome para vice na Chapa da candidata governista Dilma Roussef, ou vice de Aécio Neves, se este filiar-se ao PMDB.

Na sua palestra meteu o Pau no Lula e no FHC.

Dissertou dobre a crise econômica no mundo, o fracasso do modelo vigente foi o Neoliberalismo que faliu.
Lembrou o diagrama chinês que transforma “crise/em criatividade”.

Iniciou alertando que falaria “com voz forte para que me ouçam – com clareza para que me entendam - com a brevidade para que aplaudam ao final”, lembrou a famigerada Lei de patentes dos EEUU que também não aumentou o salário mínimo dos americanos, nem o poder aquisitivo do povo.

Da crise de 39, Roosevelt saiu vitorioso fomentando o financiamento imobiliário. Logo depois, causou o maior endividamento geral quando ampliou para financiamentos de carros e ensino superior. Tudo isto financiado pelos fundos derivativos. Americanos inadimplentes deixaram os bancos quebrados - acabou o crédito/financiamento - tirou a confiança do cliente nos bancos, todos pagam a conta.

A proposta inicial do presidente americano era: “Em cada panela uma galinha - Em cada propriedade um poste”.

Franklin Roosevelt sempre sustentou que “se as cidades queimarem, o campo reconstrói as cidades. Se os campos queimarem, as cidades queimam também”.

EEUU saíram da crise com a indústria armamentista na Segunda Guerra.

Nesta nova crise, os americanos querem sair pela emissão de moeda papel.

Da crise mundial, pelo menos dois países escapam: Brasil e Índia. Aqui o campo reconstrói e bota galinha na panela.

Um acerto do Lula: não estatizou os bancos. Flexibilizou os depósitos compulsórios (antiga conta movimento). Os bancos (espertos) aplicaram estes recursos (de custo zero) em letras, ao invés de colocar no mercado.

Requião disse que este fato não causou surpresas, lembrou o que dizia sua avó “nunca vi cabeça de bacalhau, aposentado do Bradesco e banqueiro honesto”.

Foi assim no governo FHC e agora se repete no governo Lula.

Concluindo: propôs aumentar salários no Paraná, o Salário Mínimo Regional é 630 reais (no Rio Grande do Sul 500) e baixar os juros.

Juros nos EEUU 0,50 e no Japão zero.

Repetiu a fórmula para enfrentar a crise salários/créditos/investimentos públicos pesados.

Sugeriu nova moeda “o latino” (sugerido pelo prefeito Fogaça) para se libertar do dólar.

Defendeu a nacionalização do pré-sal, lembrando a Petrobras, onde 70% das ações são negociadas na bolsa de Nova Yorque.

Petrobras pode operar, mas a propriedade deve ser empresa pública.

Governo Requião. No Paraná micros não pagam mais impostos. Pequenas até 2%.

Luz gratuita para pobres - banheiro e limpeza para a saúde.

No PSF paga mais um mil mês.

Leite barriga mole com adição de nutrientes 190 mil litros/dia.

Pobres pagam 5 reais pela água e mais 2,70 se tiverem esgoto.

ICMS baixou de 25% para 12% cem mil itens.

Supermercados dão garantia do emprego.

Energia rural 16% da tarifa para consumo da meia-noite às seis. Turbinas funcionam sem consumo.

Trator solidário (Índia) 75 kw por 57 mil financiado.

Vai enviar nova lei para garantir o seguro do trigo para completar os 30 - união garante 70.

300 pequenos hospitais para mulheres/crianças.

Estado constrói e entrega equipado ao município e ainda ajuda com custeio.

Novidades: hospital dos traumatizados para recuperação/reabilitação. Melhor que o Sarah Kubitschek.

Para enfrentar a crise lembrou uma história contada por Shakespeare sobre Henrique V “fiquem aqui os que querem ficar. Os que não ficarem se arrependerão. Inundou a pradaria. Usou o arco e flecha. Ganhou a batalha contra quinze mil”.

Nação não é mercado.

História se faz com o cimento do tempo e a capacidade de aperfeiçoamento dos homens.