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26/05/2009
- PEDÁGIOS: O PROBLEMA É O PREÇO
Além das
constantes críticas da falta de transparência, gastos em
despesas inúteis e superfaturamento para justificar
desequilíbrios, os pedágios privados são acusados de
serem "caros demais" comparados com os
pedágios federais. Enquanto um carro de passeio percorre
300 km na BR116, entre o Passo do Socorro e Curitiba,
com R$13,50 (5 pedágios de R$ 2,70), o mesmo veículo é
obrigado a pagar R$6,00 por 40 km entre o Passo do
Socorro e Vacaria. Para fazer o percurso até Vila
Scharlau na BR116, com 240 km, pagará 5 pedágios (4 de
R$ 6,00 e outro de R$ 4,80) total de R$ 28,80 (o dobro
do valor gasto na BR116 em SC e PR). Os contratos dos
pedágios privados entraram no décimo ano e terminarão em
novembro de 2013. Se não houver fatos novos, os pedágios
da BR116 e BR285 em Vacaria serão modificados,
substituídos pelo modelo federal implantado na BR116 em
SC e PR, com custo menor.
O modelo gaúcho gasta mais de 60% do que arrecada em
impostos, propaganda, consultoria jurídica e tributária.
A TIR - Taxa Interna de Retorno - é de 27% para a
concessionária, sobrando pouco mais de 13% para obras no
pavimento. NESTES QUASE DEZ ANOS, O PÓLO VACARIA - EM
SUAS TRÊS PRAÇAS DE PEDÁGIOS - ARRECADOU MAIS DE 200
MILHÕES DE REAIS. Para os moradores das cidades
sedes, o problema está no preço e na tarifa cheia, mesmo
por pequenas distâncias. O desconto/isenção para as
placas da cidade é antiga reivindicação dos usuários
locais, mas apenas um grupo seleto de pessoas é
agraciado com o desconto.
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