19/10/2009 - PEDÁGIOS VÃO TUMULTUAR

Esta primavera está sendo tumultuada pelo tempo. A próxima será menos tranquila ainda, pelo debate sobre pedágios nas eleições gerais que vão agitar a primavera de 2010. Faltam onze meses e meio para as eleições (presidente, governador, senador, federal e estadual) não nesta ordem.  

O voto é um direito, não um dever. O eleitor deve votar nas idéias (não só na pessoa) e o candidato precisa deixar bem clara a sua posição sobre temas pontuais como Pedágios. 

Por apoiar os pedágios em 1998 (em troca da ponte do Barracão, Aeroporto de Vacaria e a RS122 Ipê/Vacaria), pagamos um alto preço eleitoral, especialmente após o Aditivo 1 de 2000, que alterou os contratos, sepultando algumas conquistas e liberando preços. 

Em 2000, a nossa Lei 11.460 (isentou as cidades sedes), vigiu por 84 dias e foi anulada por outra lei, apresentada pelo lobby das concessionárias. O lobby montado vinculou vários segmentos e é sustentado pelo dinheiro dos usuários de rodovias pedagiadas. 

Farta propaganda e patrocínios de grande valor, calam a boca de muita gente, tornando mais difícil a luta pela redução os preços dos pedágios para moradores das cidades sedes (Vacaria, São Marcos, Flores da Cunha, Farroupilha). 

Francisco Appio – “Escrevo sobre pedágios (não consigo falar nas rádios) para dar voz e vez aos que não conseguem reclamar. Usuários de rodovias pedagiadas não têm assento na Agência Reguladora e dizem que aquela é "bolo de noiva". Não tem sequer uma lei de multas, o problema maior é o preço (exagerado), a falta de fiscalização (Daer) e regulação (Agergs) e o modelo que aplica muito pouco na rodovia”. 

Pedágios tiram o sono de muitos em Vacaria, pelo alto preço pago para entrar e sair da cidade. Mas tem quem dorme bem com o desconto de 50%, uma minoria do andar de cima, a quem os pedágios contemplaram com a bonificação.

Appio protesta e age na coordenação da Frente Parlamentar Contra a Prorrogação dos Contratos de Pedágios. “Faltam quatro anos para o encerramento do Programa Estadual de Concessões Rodoviárias. Como é que aguentamos 11 anos? Não adianta ameaçar, chantagear, denegrir, assustar, retaliar. A Frente Parlamentar Contra a Prorrogação dos Contratos de Pedágios, resiste ”.

O parlamentar estranha que algumas entidades fogem do debate : “Não debatem, não investigam, não tocam nos pedágios. O lobby bate forte em quem é contra a prorrogação. Os preços estão 37% acima e a defesa da indenização uma barbaridade. As concessionárias é que devem, mas o lobby conseguiu inverter a ordem. E o interesse público é desprezado quando falam em 1,7 BI (GOVERNO), 460 milhões (ABCR), ou 260 milhões (AGERGS)”.