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18/08/2009
- CELULAR NA CADEIA
Em 2000, Francisco Appio foi Relator da CPI do Crime Organizado,
presidida pelo deputado Paulo Pimenta. Com o Relatório nas mãos,
Appio resgata algumas das conclusões da época:
- Estava entrando uma droga nova e mais barata. Os barões da coca
estavam caindo, Fernandinho, Nei Machado e outros.
- Caminhões roubados eram moeda de troca do narcotráfico. Carros
também.
- O duro combate às drogas estava gerando um novo tipo de crime, "o
sequestro relâmpago".
- E o celular era o aliado mais importante da bandidagem, que
aprendeu cedo que "informação é poder".
"Tentamos legislar nesta área, obrigando o cadastramento dos
celulares pelos comerciantes. A lei pegou, mas quando surgiram os
chips, caímos em desgraça outra vez", esclarece o parlamentar, autor
da Lei 11.818/2002.
O uso desenfreado do telefone de dentro das prisões, com chips
trocados a todo o instante, ampliou o sequestro relâmpago, extorsão,
chantagens e comando de ações, diretamente da cadeia, sem controle.
A única coisa boa nisso tudo é o grampo destes telefones, rastreados
permitem a polícia acompanhar e prender. Mas, às vezes, tarde
demais, pois muitas vítimas tombaram neste meio tempo.
"Nossa Lei 12.876 de 2007 "está pegando", demora um pouco, mas todos
vão compreender. Ela proíbe a ocultação do ID (identificador de
chamada), ferramenta disponibilizada pelas operadoras. Mas como os
telefones modernos vêm com este dispositivo, a alternativa é a
campanha de informação e educação. Veja este texto de apoio que
recebi”, acrescenta Francisco Appio, sem revelar o autor.
“O meu celular é uma extensão de mim mesmo. Em breve, o celular que
está colado à minha mão, poderá se tornar mais simples, como óculos,
relógio, anel, brinco ou até mesmo um dispositivo na fivela da
cinta. Já me disseram que em breve poderia implantá-lo, sob a pele.
Mas ele é meu, permite que me achem a qualquer hora do dia ou da
noite. Penso que os outros também pensam assim, quero achá-los
quando precisar, seja médico, dentista, amigo, parente ou prestador
de serviço. Para ligar é fácil, muito fácil, o problema é receber.
Quando me chamam, despertam uma grande ansiedade, que mobiliza todo
o meu corpo, cabeça, cérebro, mãos, pés, coração que bate mais
forte. Quando olho e veja que o número não está identificado
(particular, privado, desconhecido), aciono o chip da desconfiança,
que tenho lá dentro de mim e que eu mesmo controlo. O que será? Quem
será? Notícia boa ou ruim? Mas por que diabos a pessoa que está
ligando não quer se identificar. O anonimato interessa a quem?
Concluo que boa coisa não é e não atendo. Tenho este direito, o de
saber quem está invadindo minha privacidade. Inventaram uma
maquininha fantástica (quem inventou?), merecia o Prêmio Nobel da
Paz e o troféu da Guerra, pois faz o bem e o mal. Ainda bem que
tenho minha rede de controle, e meu bloqueador de chamadas. Meus
dispositivos para impedir estas ligações são simples. Normalmente
uso o indicador direito, mas vale qualquer dedo para pressionar a
tecla vermelha que tira do ar o invasor anônimo. Sabe lá o que ele
queria?”
Como dizia o "chumbinho", vai saber...
Conclusão: use a inteligência e o dedo para combater o crime
organizado. Te liga tchê!

Leia em www.appio.com.br CELULAR É METRALHADORA - FURTO E ROUBO DE
CAMINHÕES EM CANOAS – MAIS RECURSOS DA CONSULTA POPULAR - A MAÇÃ VAI
PARA A COZINHA NA 1ª FRUTIVAR .
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