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17/03/2009
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GOVERNO BAIXA O IMPOSTO DO FEIJÃO
Antes de viajar à Brasília, a governadora Yeda Crusius
assinou o Decreto, reduzindo para 7% a alíquota do ICMS
do feijão.
Até ontem, o produto era tributado em 12% nas operações
interestaduais. Além disso, o governo equalizou a pauta
em 91,50 mais adequada do que os 160 reais vigentes.
Ao anunciar a redução da carga tributária do feijão, os
Secretários Ricardo Englert (Fazenda) e José Alberto
Wenzel (Casa Civil), anunciaram que o decreto atende à
demanda dos produtores de Vacaria, representados pelo
deputado Francisco Appio. Naquela região mais de 20 mil
hectares produzem feijão.
O parlamentar reiterou a importância da adequação dos
tributos, para evitar a evasão de impostos, com
eventuais contrabandos para Santa Catarina, onde a
alíquota é de 1%.
“Vencemos esta etapa. Se os resultados da
comercialização forem positivos, estaremos em condições
de solicitar nova redução de alíquota”.
Da tribuna da
Assembléia, Francisco Appio comemorou as boas notícias.
Antes porém,
registrou o falecimento do médico lagoense radicado em
Porto Alegre, dr. Paulo Nacul, no último dia 14 em
Torres.
Leia abaixo o
discurso do Deputado Francisco Appio
(Assembléia Legislativa-17/03/2009 – FRANCISCO APPIO
– Deputado Estadual) “Registro nos Anais desta Casa
o falecimento do médico Paulo Paulo Soly Moojen Nácul
que morreu em Torres, dia 14, onde ele costumava passar
as férias. O seu sepultamento foi ontem à tarde com
grande acompanhamento no Cemitério São Miguel e Almas
aqui em Porto Alegre. Natural de Lagoa Vermelha,
mudou-se para Porto Alegre com 18 anos. Estudou no
Colégio Júlio de Castilhos e depois se formou-se em
Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS). Ginecologista, foi médico do Estado e do
Instituto Nacional do Seguro Social, além de atender em
consultório particular. Aposentou-se no ano passado.
Filho de pai libanês e de mãe brasileira, Nácul viajou
ao Líbano em 2008 para conhecer seus parentes. Deixa a
viúva Ana Maria e dois filhos: João Paulo, seu
companheiro em jogos do Grêmio, e Ana Paula. Em nome da
comunidade de Lagoa Vermelha e da comunidade gaúcha
apresentamos à família as nossas condolências e peço a
Vossa Excelência que a Mesa também se manifeste nesta
solidariedade”
A boa notícia é a desoneração da carga tributária do
feijão. A governadora Yeda Crusius teve a gentileza de
convidar a Bancada Progressista, para a cerimônia onde
assinará o Decreto reduzindo a carga tributária do
feijão.
O feijão é produzido em larga escala na região de
Vacaria e no entorno, em mais de 20 mil hectares, mas
enfrenta obstáculos de competitividade de preço, já que
em Santa Catarina pratica-se alíquota de 1% além de uma
pauta mais realista.
Aqui no Estado, nos últimos meses o setor enfrentou
concorrência desigual. Enquanto o feijão era
comercializado entre 55 e 70 a pauta estava entre 125 e
160, pauta injusta e pesada para os produtores. As boas
notícias chegam em boa hora e haverá um estimulo, não só
à comercialização mais a manutenção do plantio desse
produto da cesta básica, indispensável na mesa do
brasileiro.
Ora, a desoneração de carga tributária tem sempre seus
reflexos e costuma colocar os governantes na boa na
história quem diminui impostos. O governador Germano
Rigotto, por exemplo, foi homenageado na Abertura da
Colheita da Maçã, em Vacaria.
Porque em seu governo assinou decreto reduzindo ou
isentando a maçã do imposto de circulação de mercadoria.
Foi para história, ficou consignada ali não só a
satisfação do produtor em ver reconhecido que a única
fruta que pagava impostos finalmente obteve respeito do
governo, mas como também do consumidor que pode comprar
e consumir uma fruta com preço mais ajustado à
realidade.
O ex-governador Germano Rigotto surpreendeu-se com a
homenagem. Homenagem que os governantes costumam receber
quando no exercício do mandato e não quando fora dele.
Foi importante vermos as representações da sociedade
civil, o governo federal pelo representante do
ministério da agricultura, o governo do estado pelo
secretário substituto Gilmar Tietbhol, a representação
do BRDE, do Banrisul, da Sicredi, do Banco do Brasil,
dos trabalhadores pelos sindicatos, do ministério do
trabalho pela representante da superintendência, dos
prefeitos, mas dos trabalhadores e produtores.
O maior espetáculo da maçã não está nos bins carregados
de frutas, mas nos ônibus carregados de trabalhadores
que ao fim do dia, depois de cumprida sua jornada vão
para os seus alojamentos, vão para os seus refeitórios e
certamente dão boas notícias para suas casas quando
retornam as cidades de origem.
Um trabalhador produtivo não fica só nos 480 de piso,
pode chegar a 1200 reais por mês, o que fica acima de
qualquer outro mercado de trabalho rural, claro que vai
depender da sua produtividade, do seu empenho ao
recolher a maçã com a mão, armazená-la no peito numa
sacola e colocá-la com cuidado nos bins que levarão às
câmaras frias.
É preciso
reconhecer a sensibilidade dos homens e das mulheres com
a fruta que ela vais significar muito ali na frente para
complemento de vitamina, para higiene bucal das nossas
crianças e para a preservação do emprego. Por isso saúdo
a abertura da colheita da maçã realizada em Vacaria no
final da semana passada por nossa iniciativa, consagrou
as relações entre o capital e o emprego, patrão e
empregado, meio ambiente e o
homem.
(Francisco Appio – Deputado Estadual)
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