|

10/02/2009
- MUTIRÃO CONTRA AS DROGAS
Da tribuna da
Assembleia Legislativa (10/02) o deputado Francisco
Appio enalteceu a iniciativa do deputado Kalil Sehbe,
que propôs a criação de Comissão Especial de Combate às
Drogas.
“Esta era a
minha intenção no início deste ano legislativo.
Manifesto apoio ao deputado Kalil e a todos os que
queiram discutir a devastadora ação das drogas no seio
da sociedade”. O deputado Appio propôs um MUTIRÃO CONTRA
AS DROGAS, revelando que vem debatendo o assunto no
interior e fora do Estado, onde localizou boas
experiências na reintegração de dependentes,
especialmente através das Organizações Não
Governamentais.
Defendeu que
nenhum sucesso no combate às drogas será alcançado se
não houver a participação da família, escola, saúde
pública e a sociedade organizada.
Não é suficiente atacar traficantes, pô-los na cadeia,
condená-los pelo aliciamento dos jovens. Nem todos sabem
da devastadora e criminosa ação das drogas, destruindo o
caráter e a personalidade das pessoas, bem como sua
estrutura física.
Leia a seguir o relatório das visitas do parlamentar.
Após visitar e conhecer o trabalho das “fazendas” de
recuperação de toxicômanos e alcoolistas em São José e
Florianópolis, o deputado Francisco Appio defende que o
mutirão contra as drogas depende da associação
família/escola/saúde pública.
“Não podemos
imaginar os pais enfrentando a “doença” do filho sem
auxílio da sociedade, das instituições e da saúde
pública. Pouca gente tem recursos para enfrentar os
longos meses de internação e os riscos de reincidência”.
O parlamentar
visitou a central da ONG CRETA – CENTRO DE RECUPERAÇÃO
DE TOXICÔMANOS E ALCOOLISTAS (www.creta.org.br).
Na audiência com seus diretores e assistentes sociais,
tomou conhecimento que aquela organização abriga entre
500 e 600 pacientes em suas treze fazendas, das quais
três femininas, no município de Paulo Lopes.
Nestes Centros
de Reabilitação, os primeiros três meses destinam-se à
DESINTOXICAÇÃO, na segunda etapa de três meses ocorre a
INTERIORIZAÇÃO (espiritualidade) e do sétimo ao nono mês
a RESSOCIALIZAÇÃO.
Os resultados
são bons, graças às atividades, assistência médica,
psicológica e ao trabalho em grupo. O tratamento de nove
meses busca o controle da dependência química, através
da DISCIPLINA, ESPIRITUALIDADE E LABOTERAPIA. A cura
definitiva dependerá mais do paciente, sua família,
atividade laboral e tratamento adequado, nem sempre
disponível pelo SUS.
Contatado
pelos pais, médicos ou autoridades (fone 48.3247.9698) a
ONG programa a triagem e logo após a internação. A
instituição não governamental se sustenta pelos
convênios com prefeituras (Vacaria tem convênio com a
Creta), auxílio-doença do INSS, quando for o caso ou
pagamentos particulares de até três salários
mínimos/mês.
Presidida por
Jonas Ricardo Pires, a organização tem sua Central na
Rua Joaquim Paz 1647, em São José, na Grande
Florianópolis. Santa Catarina mantém o programa PROERDI,
apoiado pela SENADI – Secretaria Nacional de combate às
drogas.
No Rio Grande
do Sul foi aprovada lei que obriga os hospitais a
manterem dois quartos (SUS), exclusivos para dependentes
químicos.
Normalmente o
dependente do crack torna-se violento e reage às
propostas de internação. Na maioria das vezes recorre-se
ao Ministério Público e Poder Judiciário, pois há falta
de vagas e nem todos podem pagar as internações.
Na outra
ponta, as autoridades enfrentam dificuldades no combate
ao tráfico, pois os distribuidores multiplicam-se entre
os próprios usuários. Com preços baixos o crack atingiu
em cheio as populações mais pobres e os meninos de rua.
A droga da
miséria, como é chamada, além de barata, age
rapidamente, pois em sete segundos sai dos pulmões para
o cérebro.
O deputado
Francisco Appio apoia a criação de Comissão Especial
para mobilizar a sociedade contra o tráfico, consumo e
tratamento.
|