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27.05.2008
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NÃO À PRORROGAÇÃO DOS
CONTRATOS
A Frente Parlamentar Contra a
Prorrogação dos Contratos de Pedágio analisará em sua
reunião semanal, nesta quinta-feira 29, o projeto
Duplica RS do Governo do Estado. A Frente tem posição
contrária à prorrogação dos contratos, considerados
lesivos aos usuários e ao interesse público. Também vai
avaliar a anunciada ausência na Comissão de Serviços
Públicos do engenheiro Gilberto Cunha, Diretor Geral do
DAER, convidado para debater os pedágios comunitários. A
Frente Parlamentar é constituída de 33 deputados que já
firmaram posição contra a prorrogação dos contratos, que
são prejudiciais ao Estado. Deputados alertam que as
empresas são beneficiadas com uma antecipação brutal da
receita, desde dezembro de 2004, com o Aditivo 1. O
desequilíbrio que prejudica os usuários é agravado com a
cobrança de tarifas em percentuais acima do processo
licitatório. Por não ter encerrado o aditivo de 2004,
os usuários estão pagando 37% a mais nas tarifas dos
pedágios do Rio Grande do Sul. A Frente Parlamentar
contesta veementemente a informação de que as empresas
concessionárias são credoras de indenização de R$ 1
bilhão de reais, pelo desequilíbrio econômico-financeiro
dos contratos. Francisco Appio protesta, afirmando o
contrário, resgatando que a CPI mostrou que o
desequilíbrio é a favor dos usuários. “Se tem alguém que
deve, são as concessionárias, e provamos isso na CPI dos
Pedágios, só não vê quem não quer ou participa do lobby
da prorrogação”, denuncia o parlamentar, criticando este
modelo.
Veja
a seguir 10 argumentos, para não prorrogar os contratos:
1)
Guerra de informações: Jornal de grande circulação
publicou em 25/05, que as concessionárias reclamam na
justiça indenização de 1 bilhão de reais. Este número
não existe, é falso. A fonte que deu a informação ao
jornal, passou uma inverdade para a população gaúcha. Só
pode ser tática de guerrilha, assustar para prorrogar.
2)
Tarifas: Critério básico (1996) era de 3 centavos por
km/praça de pedágio. Depois foi uniformizada em 3 reais,
hoje 10,60 ida e volta/praça, são as mais caras do país.
A Taxa Interna de Retorno - TIR - era prevista em 14%.
Está entre 23 e 30%. As federais não passam de 8,5%.
3)
Aditivo de 2001 deveria vigorar até dezembro 2004,
corrigiu entre 7% e 8%, além da inflação e na
bi-redirecionalidade deu 37% de aumento nas tarifas,
desde 2001. Repito, deveria ter encerrado em
dezembro/2004, retroagindo à base da Licitação.
4)
Receitas extras com a cobrança do “eixo-suspenso” à
partir de 2006, deu outro aumento, a favor das empresas.
Outras receitas geradas com as novas praças de
cobranças, que não constavam das Leis de 1998.
5)
Mau uso da indenização contra a Lei 11.460 (84 dias de
passe livre para as placas das cidades-sedes). Até hoje
ninguém sabe qual foi o prejuízo. Estamos na Liquidação
de Sentença, desde novembro de 2002. O Perito não
entregou o laudo e a PGE não peticiona para saber qual o
montante. A situação favorece as empresas, que estimulam
versões absurdas de “indenização milionária”. A
Governadora diz que recebeu um "esqueleto" com os
pedágios.
6)
Gastos com publicidade revelam valores absurdos, pagos
com dinheiro dos pedágios, para sustentar a média da
prorrogação dos contratos.
7)
Consultorias jurídicas com notas fiscais, jamais
apresentadas, nem mesmo na CPI, servem de justificativa
para gastos nas concessões.
8)
Foi provado na CPI o superfaturamento com notas frias,
para demonstrar gastos inexistentes.
9)
Este modelo gasta 72% em custos operacionais. Menos de
30% é gasto no pavimento.
10)
O Modelo é gerador de impostos, despesas, taxas. Não
pode ser prorrogado. Está sob júdice e não tem a
confiança e o respeito dos usuários. E existem
alternativas, basta fazer nova licitação para 2013.
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