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27.03.2008
- O PEDÁGIO QUE DEU CERTO
“O Pedágio Comunitário de Portão, que conserva e amplia
a duplicação ao longo de seus 50 km, pode ser o símbolo
da integração da comunidade com o poder público na
infra-estrutura viária. Há mais de 10 anos realiza
obras, como a duplicação referida, mais os viadutos de
Portão, São Sebastião do Caí, São Vendelino e em breve o
de Bom Princípio, que receberá outro benefício, o
contorno de quase 3 mil metros, em pista dupla. Bom para
a comunidade local, aumentando sua segurança, melhor
ainda para quem transita pela RS 122, diminuindo o tempo
do percurso. Tudo com recursos gerados na praça de
pedágio de Portão. Mas poderia ser maior o
investimento”,
lamentou o deputado Francisco Appio em discurso da
tribuna da Assembléia Legislativa na quarta-feira 26.
“Lamento que um decreto do governo passado, cujas
razões não conhecemos, tenha transferido toda a receita
do pedágio comunitário de Portão para o caixa único do
Estado. É lamentável, porque o dinheiro ali arrecadado
tem a mais alta rentabilidade: não paga impostos, não
precisa pagar consultorias milionárias de publicidade ou
consultoria jurídica. Praticamente todo o recurso
daquele pedágio comunitário fica na estrada, ao
contrário do que ocorre com os pedágios privados, que
precisam contribuir com taxas elevadas, com o DAER – que
não fiscaliza –, com a Agergs – que não regula – e com a
publicidade.” Appio defende o aprimoramento dos
pedágios comunitários, combate a prorrogação dos atuais
contratos, que apresentam enormes distorções e mau uso
do dinheiro pago pelos usuários.
“Não consigo entender qual a razão de tanto gasto com
publicidade. Dizem que é para melhorar imagem das
concessões do Estado. E as consultorias jurídicas?
Pagamos os honorários dos advogados que vão à Justiça
defender as concessões contra os usuários que provocam
demandas, que fustigam em juízo contra o não-cumprimento
de contratos ou tarifas absurdas. Pagamos para que nos
processem”.
Elogiando o Pedágio Comunitário de Portão, que até o
final do ano concluirá as obras de duplicação, Francisco
Appio esclareceu que “Ao longo de 12 anos, esse
pedágio comunitário duplicou praticamente todo o trecho.
Vejam bem: nem todos os recursos ficam ali – parte
deles, quem sabe, ajudam obras em outras rodovias. Hoje
praticamente todo o trecho está duplicado. O entorno de
Bom Princípio está em fase de conclusão, bem como a
pavimentação em pista dupla de quase 3 mil metros, e um
viaduto será construído até o mês de agosto. Isso não
fiquei sabendo no DAER, que não responde pedidos de
informações, fiquei sabendo dos operários que trabalham
na obra, porque percorro o caminho quase todas as
semanas. Essas obras vão encurtar substancialmente a
distância e o tempo para milhares de pessoas que se
deslocam a Porto Alegre”. Francisco Appio,
protocolou na Assembléia Legislativa o convite para que
a Comissão de Serviços Públicos ouça o Diretor Geral do
DAER, engenheiro Gilberto Cunha, sobre os Pedágios
comunitários. Na seqüência de seu pronunciamento,
Francisco Appio prestou homenagem ao aniversário de
Porto Alegre:
“Aproveito o momento para homenagear a Capital de todos
os gaúchos, pois aqui estão as melhores universidades,
os melhores hospitais, os melhores teatros, cinemas e
casas de espetáculos e os melhores clubes – o meu Glória
nem se compara ao Grêmio e ao Internacional.
Aqui está o poder de decisão. E aqui não se paga
pedágio. É tão bom viver em Porto Alegre, que não é
preciso nem pagar pedágio! Paga-se lá no interior.
O SUS investe aqui mais de 66% dos seus recursos; por
isso, há um fluxo tão grande de ambulâncias todas as
manhãs. São necessários albergues, hospedarias, hotéis,
pensões, casas de parentes para poder acomodar todas as
pessoas que aqui acorrem.
Porto Alegre, com seus 236 anos, soube capitalizar e ser
a cidade cosmopolita, que abraça e a todos acolhe. Cada
um de nós, sem abrirmos mão das origens, somos
porto-alegrenses. Espero que o nosso interior também
tenha um pouco da qualidade de vida de Porto Alegre”.
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