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26.08.2008
- O TAMANHO DO LOBBY DOS PEDÁGIOS
Nos dias 25 e 26 de agosto o
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO realizou o SEMINÁRIO
que provocou nova onda de debates sobre as alternativas
às concessões rodoviárias no Estado. O encontro reuniu
controladores, fiscais, agentes reguladores e
representantes do Poder Concedente. O debate focou o
Programa Estadual de Concessões, implantado em 1998 nas
rodovias gaúchas.
O deputado Francisco Appio, um dos
palestrantes no dia 26, foi à tribuna da Assembléia
Legislativa para registrar a feliz iniciativa, pois
“este modelo de concessões trata de patrimônio público e
como tal deve ser debatido e questionado”.

Destacou a abertura do Seminário pelo
Ministro João Augusto Nardes, enfatizando as ações do
TCU, que resultaram em modificações nas Licitações das
estradas federais, representando economia de 25 bilhões
e redução das tarifas.
Registrou a informação de Ricardo
Pereira Soares do DISET/IPEA, de que as concessionárias
de rodovias foram as empresas que atingiram a mais alta
lucratividade em 2007, com 33,9%, superando até mesmo os
bancos mais rentáveis.
Lamentou que o Secretário Daniel
Andrade não tenha aprofundado na sua exposição ações
sobre o Duplica RS e sua vinculação com a prorrogação
dos Contratos.

Reconheceu que o representante da
AGERGS foi sincero ao afirmar que falta fiscalização
pelo DAER, regulação pela Agência por ausência de lei de
sanções que puna os concessionários que não cumprem
contratos.
Outros registros do deputado Appio
sobre o Seminário do Tribunal de Contas do Estado.
O ex-ministro Cloraldino Severo foi
taxativo ao afirmar que “ a sociedade não é tão idiota,
a ponto de aceitar a prorrogação de contratos que estão
sub judice”.
O Diretor do DAER, engenheiro Vicente
Pereira, perdeu a oportunidade de abordar o PL 192/2008,
que reformula a administração do DAER, tramitando na
Assembléia Legislativa há 10 dias, sem consulta aos
funcionários da autarquia.
O Promotor de Justiça José Guilherme
Giacomuzzi confirmou em sua fala que o Ministério
Público já exarou Parecer Contrário às prorrogações dos
contratos, em nome do interesse público.
Encerrando seu discurso, Francisco
Appio registrou nos anais da Assembléia Legislativa que
as concessionárias arrecadaram em 10 anos nos 7 Pólos R$
1.632.863.123,28 dos quais pouco mais de 44 milhões,
gastos em 7 anos, sob título de Consultorias
Jurídica/Tributária/Comunicação e Propaganda.
“Este é o tamanho do lobby de sustentação do bom negócio
do grande irmão pedágio privado”, completou
Appio, defendendo a não prorrogação dos contratos, a
opção pelos pedágios comunitários, a criação de um grupo
de trabalho com a sociedade para rever o modelo,
reestruturação do DAER e da AGERGS e a CPI do DAER, para
continuar a investigação não completada pela CPI dos
Pólos de Pedágios.
Leia abaixo a publicação do
SETCERGS no Jornal do Comércio do dia 27/08/2008 sobre o
Seminário de Infra-Estrutura Rodoviária.
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