18.07.2008 - USUÁRIOS QUEIXAM-SE DA LENTIDÃO DAS OBRAS DO TREVO DA RS122 COM A RS453

Em ritmo lento a CONVIAS está executando o trevo de intersecção da RS122 com a RS453 em Caxias do Sul. Considerado o pior trecho do Pólo Caxias, de responsabilidade da concessionária desde dezembro de 2000, quando foi aprovado o aditivo número um, só agora as obras estão sendo realizadas.

Este trevo sempre foi reivindicado pelos usuários que trafegam pela rodovia. A CONVIAS alega que não era de sua responsabilidade executar as melhorias, mas o aditivo assinado ainda no tempo do governador Olívio Dutra, deu ás concessionárias esta responsabilidade.

Visitando a obra, o deputado Francisco Appio ouviu dos usuários a queixa de que elas estão em ritmo muito lento, quase parando, o que é uma pena, pois se trata de um trecho de grande movimentação de veículos, tanto os que vão a São Marcos como aos que se dirigem a Antônio Prado.

O deputado Appio, como coordenador da Frente Parlamentar Contra a Prorrogação dos Contratos de Pedágios, alertou os transportadores para o risco do Governo encaminhar a proposta, vinculada ao Duplica RS.  No governo Britto, o "pulo do gato" era cobrar pedágio em algumas rodovias, para sobrar recursos para asfaltar os acessos aos municípios. No governo Olívio, derrubaram a unidirecionalidade e passaram a cobrar na ida e na volta com o Aditivo 1, para que as concessionárias assumissem o perímetro urbano. Agora o pretexto é duplicar, mas como ficam as tarifas que estão 37% acima da base da licitação, mesmo corrigidas pela inflação? E o que é pior, como conviver com um modelo sob suspeição, com denúncias de contratos não cumpridos, fiscalização duvidosa e omissão da Agência Reguladora? E as cidades sedes continuarão pagando tarifa cheia, por pequenas distâncias? E os caminhoneiros continuarão pagando tarifa cheia por caminhão vazio e pagando eixo suspenso? Além destas questões existem outras, de interesse público, que recomendam o completo esclarecimento de todo o processo de concessão, para avaliarmos o atual modelo, cujos contratos vencem daqui a cinco anos.