Os
caminhoneiros estão mobilizados para manifestações
pacíficas contra a prorrogação dos contratos de
pedágios. As associações recomendam que afixem
imediatamente fitas pretas no pára-brisa, em
"sinal de luto contra a prorrogação dos contratos até
2028".
Por enquanto
não haverá greve, mas não está descartada.
Inicialmente haverá debates para mostrar à Governadora
da inconveniência da prorrogação por mais 20 anos,”
pois os pedágios gaúcho estão "caros demais".
O projeto de Lei 279/2008, que prorroga os contratos,
tramita em regime de urgência na Assembléia
Legislativa. A Frente Parlamentar Contra a Prorrogação
dos Contratos de Pedágios - FPCPCP – pede apoio dos
caminhoneiros, alertando para “o risco de
aumento de 60% nas tarifas para caminhões, caso o
projeto seja aprovado”.
Proteste
para evitar a aprovação do projeto, em nome do
interesse público.
"Além das ilegalidades denunciadas, os pedágios são os
mais caros do país, não tem fiscalização, regulação e
nem todas as estradas têm qualidade no pavimento",
denunciou o deputado Francisco Appio, coordenador da
FPCPCP.
"O governo quer decidir 20 anos em 10 dias e põe
camisa de força nos deputados da base aliada".
LUTO CONTRA A PRORROGAÇÃO DOS CONTRATOS DOS
PEDÁGIOS
Coloque no seu caminhão um pano ou fita adesiva preta,
amarrada na antena ou pára-brisa, para protestar
contra a prorrogação dos contratos de pedágios.

Avalie os
números e veja onde os pedágios de Vacaria gastaram
os R$138.872.148,66 arrecadados em 9 anos
(1999/2007). Neste ano a Receita atingirá 40
milhões de reais, pouco mais de 80% das obras
previstas para vinte anos, se os contratos forem
prorrogados.
Observe
que a maioria das despesas nada tem a ver com as
estradas. Gastos com advogados (consultoria
jurídica), com propaganda, impostos, taxas consome
mais de 65% da receita.
O lucro
das empreiteiras é de 27% e está assegurado na lei.
Sobra pouco para tapar buracos.
Com os
outros 6 Pólos a situação é a mesma ou pior que a de
Vacaria, onde moradores das cidades sedes pagam
tarifa cheia por pequenas distâncias.
Pedágios
dos caminhões aumentarão em 60% e continuará sendo
cobrado o eixo-suspenso.