17/11/2008 - CAMINHONEIROS FARÃO MANIFESTAÇÕES 

Reunidos em Bento Gonçalves, no sábado 15 de novembro, os principais líderes do Transporte Rodoviário de Cargas do Estado decidiram mobilizar os caminhoneiros, em manifestações contra o Projeto de Lei que prorroga até 2028 os contratos de pedágios no Rio Grande do Sul.

Nos próximos dias acontecerá a primeira paralisação com "Um dia de luto contra a prorrogação dos pedágios" em todo o Estado. Denunciando os altos preços, a cobrança do eixo suspenso e a má qualidade das estradas pedagiadas, além da ilegalidade da prorrogação, Paulo Caleffi, presidente da FETRANSUL, e os presidentes de Sindicatos das Empresas de Transporte de Cargas de Porto Alegre, Bento Gonçalves, Passo Fundo, Carazinho, Santa Maria e Pelotas iniciaram ainda no sábado (15) uma agenda de protestos, convocando empresários para o debate da inconveniência do projeto. Caleffi manteve contatos com os presidentes da FIERGS, FEDERASUL, FECOMÉRCIO, FARSUL, as congêneres da Federação dos Transportadores do Rio Grande do Sul, que preside.

Os transportadores pedem mais tempo para discutir a proposta do governo que tramita em regime de urgência na Assembléia Legislativa. "Os deputados vão decidir em vinte dias nossos destinos de 20 anos?", pergunta o dirigente, que recebeu a adesão dos caminhoneiros autônomos, através do presidente Eder Dal Lago da FECAM e dos taxistas, pelo presidente Mariano Costa da FECAVERGS. Diante das denúncias de ilegalidades na prorrogação, Paulo Caleffi está disposto a ir à OAB para pedir a manifestação da entidade. Já solicitou audiência ao presidente Cláudio Lamachia.

Na Assembléia Legislativa, acompanhado pelos dirigentes do SETCERGS, o atual presidente Sérgio Gonçalves Neto, juntamente com o presidente eleito José Silvano, está expondo a situação dos transportadores ante a nova onda de pedágios.

O deputado Francisco Appio contesta a afirmação das concessionárias de que os caminhões são subsidiados. O estudo de Fernando Macdowell comprovou que metade da frota gaúcha trafega sem carga, no Estado, onde não há frete de retorno. E além de tarifa cheia, ainda paga por eixo suspenso, mesmo em caminhão vazio. E quanto ao excesso de peso, a responsabilidade do programa de controle do peso da carga é das concessionárias, conforme prevê a licitação e o contrato de 1996. Isto não está sendo cumprido pelas concessionárias.

Clique aqui e acesse a publicação "EIXO SUSPENSO" do SOS Caminhoneiro (Gabinete do deputado Francisco Appio) ou peça exemplares pelo telefone (51)935.11222

Caixa de texto: Frente Parlamentar Contra a Prorrogação dos Pedágios - Adão Villaverde, Adroaldo Loureiro, Álvaro Boessio, Cassiá Carpes, Daniel Bordignon, Dionilso Marcon, Elvino Bohn Gass, Francisco Appio, Gerson Burmann, Gilmar Sossella, Giovani Cherini, Heitor Schuch, João Fischer, Kalil Sehbe, Kelly Moraes,  Marisa Formolo, Marquinho Lang, Miki Breier, Nélson Härter, Raul Carrion, Raul Pont, Ronaldo Zülke e Stela Farias