Reunidos em Bento Gonçalves, no sábado 15 de
novembro, os principais líderes do Transporte
Rodoviário de Cargas do Estado decidiram mobilizar
os caminhoneiros, em manifestações contra o Projeto
de Lei que prorroga até 2028 os contratos de
pedágios no Rio Grande do Sul.
Nos próximos dias acontecerá a primeira paralisação
com "Um dia de luto contra a prorrogação dos
pedágios" em todo o Estado. Denunciando os
altos preços, a cobrança do eixo suspenso e a má
qualidade das estradas pedagiadas, além da
ilegalidade da prorrogação, Paulo Caleffi,
presidente da FETRANSUL, e os presidentes de
Sindicatos das Empresas de Transporte de Cargas de
Porto Alegre, Bento Gonçalves, Passo Fundo,
Carazinho, Santa Maria e Pelotas iniciaram ainda no
sábado (15) uma agenda de protestos, convocando
empresários para o debate da inconveniência do
projeto. Caleffi manteve contatos com os presidentes
da FIERGS, FEDERASUL, FECOMÉRCIO, FARSUL, as
congêneres da Federação dos Transportadores do Rio
Grande do Sul, que preside.
Os transportadores pedem mais tempo para discutir a
proposta do governo que tramita em regime de
urgência na Assembléia Legislativa. "Os
deputados vão decidir em vinte dias nossos destinos
de 20 anos?", pergunta o dirigente, que
recebeu a adesão dos caminhoneiros autônomos,
através do presidente Eder Dal Lago da FECAM e dos
taxistas, pelo presidente Mariano Costa da FECAVERGS.
Diante das denúncias de ilegalidades na prorrogação,
Paulo Caleffi está disposto a ir à OAB para pedir a
manifestação da entidade. Já solicitou audiência ao
presidente Cláudio Lamachia.
Na Assembléia Legislativa, acompanhado pelos
dirigentes do SETCERGS, o atual presidente Sérgio
Gonçalves Neto, juntamente com o presidente eleito
José Silvano, está expondo a situação dos
transportadores ante a nova onda de pedágios.
O deputado Francisco Appio contesta a afirmação das
concessionárias de que os caminhões são subsidiados.
O estudo de Fernando Macdowell comprovou que metade
da frota gaúcha trafega sem carga, no Estado, onde
não há frete de retorno. E além de tarifa cheia,
ainda paga por eixo suspenso, mesmo em caminhão
vazio. E quanto ao excesso de peso, a
responsabilidade do programa de controle do peso da
carga é das concessionárias, conforme prevê a
licitação e o contrato de 1996. Isto não está sendo
cumprido pelas concessionárias.
Clique aqui e acesse a publicação "EIXO SUSPENSO" do SOS
Caminhoneiro (Gabinete do deputado Francisco Appio)
ou peça exemplares pelo telefone (51)935.11222