17.07.2008 - CONVÊNIO PARA PESQUISA DA FAZENDA DO SOCORRO

Convênio para a pesquisa da Fazenda do Socorro será assinado pela UCS - Campus Vacaria, para pesquisa da primeira Fazenda de Vacaria, que data de 1750. O deputado Francisco Appio confirmou com o proprietário Sérgio de Rossi, a agenda da assinatura para a primeira semana de agosto, no próprio local. Rossi investiu mais de 100 mil reais na recuperação de mangueirões, pintura das casas e restauração de taipas. A meta agora é a restauração do altar de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Capela construída no local. Sua meta é transformar o local, em ponto turístico-cultural. A Fazenda do Socorro foi declarada integrante do Patrimônio Histórico Municipal, pelo Decreto Lei 2.437/2007.

LEIA ABAIXO UM POUCO DA HISTÓRIA DA FAZENDA DO SOCORRO ILUSTRADA POR FOTOS DA ATUAL SEDE.


A Fazenda do Socorro, no município de Vacaria, é a fazenda mais antiga da região e data do século XVIII, ao tempo que os paulistas de Sorocaba vinham aos campos da “Vacaria dos Pinhais”, buscar gado e comprar muares para o serviço da Minas Gerais. As terras da Fazenda foram dadas em sesmarias, no ano de 1770, por ato do Governador Geral do Brasil, General Gomes Freitas de Andrade, ao paulista José Campos de Badenburgo, reconhecido como Pai Adão de Vacaria. Há notícias de que Badenburgo, desde 1740, percorria os campos e demarcava sua futura propriedade, que requereu em 1750 quando foram concedidas as primeiras sesmarias pela coroa portuguesa. Em 1765 convenceu sua filha Clara e seu genro Manuel Rodrigues de Jesus, residentes em Laguna, a se transferirem para os Campos de Vacaria.  Estes por sua vez se fizeram acompanhar pela irmã de Manuel Tereza Rodrigues de Jesus e seu marido Antonio Borges Vieira, que se transformou no patriarca de Vacaria.

 

A concessão da sesmaria ocorreu em 1770.  A Fazenda tomou o nome de “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro” – que é ainda hoje a padroeira da bonita capela da atual fazenda do Socorro, situada no 1º distrito de Vacaria, a 18 km da Sede do Município. José de Campos Badenburgo teve de seu casamento com D. Ana Maria de Braga Mello, uma única filha, Clara Jorge da Silva, que veio a desposar Manoel Rodrigues de Jesus, falecendo em 1815. O viúvo resolveu então dividir suas imensas propriedades entre seus filhos. A fração correspondente a atual fazenda do Socorro era, em 1882 propriedade de José Joaquim Ferreira, que a houvera por seu casamento com uma neta de Manoel Rodrigues de Jesus. 

Em 1903, a Fazenda, então em poder de Honório de Brito que administrava em nome de seus netos Luiz e Ieda, últimos descendentes de José Joaquim Ferreira, foi comprada por Marcos Flores de Noronha. Por essa altura, a Fazenda, aureolada de uma sombria fama pelos tristes sucessos a que dera origem, passava injustamente por arrastar um destino aziago. O contrário bem se viu a seguir. Marcos Flores de Noronha, homem de campo de larga experiência, logo dedicou-se com êxito a valorizá-la. Ao falecer em 1929, próspero e feliz, seus dois filhos, Lourdes e Abelardo herdam a propriedade, que seu genro e filha passaram a administrar com tino e entusiasmo, o seu trabalho árduo e persistente vindo a transformar em pouco tempo a Fazenda do Socorro em uma propriedade rural modelar. Sua proprietária, D. Lourdes Noronha Pinto, filha de Marcos Flores de Noronha, dedicou-se com amor a restaurar e embelezar o velho casco da estância, hoje residência de extremo conforto e bom gosto, construindo ao seu lado a linda capela da padroeira, Nossa Senhora do Socorro, e cercando o conjunto com formosos jardins.

 

O proprietário atual é o empresário do agronegócios Sergio de Rossi, do herdeiro João Carlos Noronha, restaurou mangueirões, recuperou a pintura das casas e prepara-se para a contratação do restaurador da capela dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Por algum tempo, na gestão de Noronha, a Fazenda foi sede de Pousada, com grande aceitação pelos turistas. Tombada pelo Patrimônio Histórico do Município é reconhecida por historiadores, como um importante acervo do patrimônio histórico e cultural do Estado.