“Se esta era a assinatura que faltava, contem
com ela, pois não dá para assistir ao desmonte do DAER
– tradicional autarquia – da qual as empreiteiras se
apropriaram”. O deputado Francisco Appio
introduziu desta forma sua adesão à CPI do DAER, que
conta com número suficiente de assinaturas para sua
instalação.
Appio defendeu da tribuna, na quarta-feira (11), o
adiamento da votação do projeto que prorroga os
contratos de pedágios, por força do artigo 62 (regime
de urgência) na proposta do governo.
“Não dá para decidir vinte anos em 20 dias”,
lamentou o parlamentar. Coordenador da Frente
Parlamentar Contra a Prorrogação dos Contratos de
Pedágios resgatou sua atuação na legislatura de 1996
que aprovou o Modelo de Concessões Privados. “O
modelo foi violado, a cobrança num só sentido, foi
substituída pela cobrança na ida e volta, as tarifas
aumentaram 37% acima da licitação, já corrigida, o
DAER não fiscalizou e a AGERGS, criada para regular os
serviços, não cumpriu sua missão”.
Não dá para carregar este modelo sem revisar tarifas,
exigir o cumprimento dos contratos e nova licitação em
2013, sustentou o parlamentar, que da tribuna lamentou
ainda:
1) Que o Governo não tenha mandado a Lei de
sanções da AGERGS, que fiscaliza, mas não aplica
multas.
2) Que tenha incluído novas praças e
listadas obras dos contratos atuais.
3) Que dê superpoderes ao DAER, para
independentemente da Assembléia, fixar tarifas,
prorrogar contratos e alterar a localização de praças.
4) Que extinga o Pedágio Comunitário de
Portão, que em pouco mais de tempo que os pedágios
privados, duplicou 50 km, fez melhorias de viadutos,
elevadas, contornos com metade da tarifa.
5) Que este Aditivo convalide as
supertarifas, fixadas no Aditivo 1 de 2000, 37% acima
da licitação, já corrigida.
6) Que o projeto seja acompanhado do Regime
de Urgência, pois não dá para decidir 20 anos em 20
dias.
A Frente
Parlamentar Contra a Prorrogação dos Contratos de
Pedágios vai apoiar a CPI do DAER, para investigar as
denúncias de relação promíscua entre DAER e
empreiteiras. E defenderá mais tempo para o debate com
a sociedade do projeto que prorroga os contratos até
2028.