10.04.2008
- DESESPERO NO PORTO DE URUGUAIANA
A greve dos
fiscais da Receita Federal provoca a perda de centenas de milhões
de reais à economia gaúcha e brasileira. Por mais de vinte dias,
entre 600 e 700 caminhões estão paralisados no Porto Seco de
Uruguaiana. Ao denunciar, da Tribuna da Assembléia Legislativa,
que muitos caminhoneiros estão desesperados, o deputado Francisco
Appio, afirmou que tem conhecimento de motoristas que começam a
sofrer problemas de saúde, pela má alimentação e incertezas. São
contas que atrasam e prejuízos que se acumulam, pois não podem
saldar seus compromissos com oficinas, fornecedores de pneus e o
próprio consórcio do caminhão.
"Tem motorista
que já completou três semanas, sem poder deixar o local,
descarregar a carga e retornar para casa. A situação está ficando
insustentável. E o governo Lula, navegando nas boas pesquisas,
está indiferente ao que está acontecendo nas fronteiras do
Mercosul. Os levantamentos da ABTI apontam que o prejuízo está em
torno de 1 milhão de reais ao dia, somados os prejuízos causados
no Porto Seco de Uruguaiana, Foz do Iguaçu, Santana do Livramento,
Jaguarão e São Borja. Se calcularmos um custo diário de 300
dólares por caminhão, teremos um total de 612 mil e 300 dólares.
Efetuando-se a conversão, o prejuízo fica em torno de 1 milhão de
reais por dia. Uma frota de 700 caminhões tem perdas diárias
incalculáveis. Perdas que acumulam prejuízos irrecuperáveis, há
mais de vinte dias. O Porto Seco de Uruguaiana está transformado
em praça de desespero e agonia. O governo precisa fazer alguma
coisa e já!", apelou o deputado Francisco Appio,
coordenador do SOS Caminhoneiro, que recebe relatos desesperados
de motoristas gaúchos, presos no pátio do Porto Seco, sem poder
sair, pois não podem abandonar a carga e o caminhão.