Uma
semana depois do anúncio de sua aprovação,
familiares e amigos do cardiologista Protásio
Lemos da Luz, comemoram a sua mais nova conquista,
pois acaba de ser reconhecido, após provas e
sabatinas de rigorosa Banca Examinadora, como
titular da Cátedra de Medicina da Universidade de
São Paulo, uma das mais respeitadas do mundo.
A notícia foi comemorada em Vacaria, Porto Alegre,
Esmeralda (sua terra natal), justamente no dia do
aniversário do município. Os três dias de provas e
sabatinas, foram emocionantes, como relata seu
irmão, o advogado Irineu Santos Lemos da Luz, em
carta ao deputado Francisco Appio.
Leia
abaixo a carta do Dr. Irineu Santos Lemos da Luz.
DR. PROTÁSIO LEMOS DA LUZ É INDICADO PARA CARGO DE
TITULAR DE CARDIOLOGIA
Resultado foi anunciado à platéia que lotou a
Congregação da FMUSP, na noite desta quinta-feira.
A agenda
eletrônica marcava: 18h do dia 27 de novembro de
2008. O espaço da Sala da Congregação da Faculdade
de Medicina da USP era pequeno para comportar a
expectativa da platéia pelo resultado do Concurso
de Professor Titular de Cardiologia da FMUSP, que
teve duração de quatro dias seguidos. Era o ápice
da semana que envolveu o trabalho intenso dos sete
candidatos, submetidos a três provas públicas, e
da Comissão Julgadora de cinco membros, presidida
pelo Prof. Dr. Noedir Stof, também presidente do
Conselho Diretor do Incor.
O cargo
de professor titular de disciplinas de
departamentos da Faculdade de Medicina da USP,
como a de Cardiologia, tem importante papel na
condução da assistência, do ensino e da pesquisa
em suas especialidades no Complexo Hospital das
Clínicas. Como membros dos conselhos diretores dos
institutos, os professores titulares participam
das decisões estratégicas do hospital; e como
membros da Congregação da FMUSP, eles têm
influência, por meio de voto, nas principais
decisões sobre os assuntos da faculdade.
Por
volta da 18h30, a Comissão Julgadora compôs a mesa
e anunciou as notas dos candidatos. Todos os
ilustres professores doutores que concorreram por
ordem de inscrição: Charles Mady, Antonio
CarlosPereira Barretto, Wilson Mathias Junior,
Protásio Lemos da Luz, Alfredo José Mansur, Max
Grinberg e Edimar Alcides Bocchi – obtiveram notas
acima de 9,0.
"Levando
em consideração o alto nível de exigência do
concurso e o desempenho nas provas, todos os
candidatos demonstraram profundo domínio de suas
especialidades e excelência acadêmica
incontestável. E isso repercute não apenas na
FMUSP, mas também nas universidades de origem dos
membros da Comissão Julgadora, ou seja: Unicamp,
Unifesp e FMUSP-Ribeirão Preto", diz Prof. Dr.
Stolf. O Prof. Dr. Protásio Lemos da Luz foi o que
obteve as maiores notas, segundo quatro dos cinco
membros da Comissão, sendo, portanto, o indicado
para ocupar o cargo. Suas notas foram: 9,71 –
9,48 – 9,68 – 9,74 - 9,71.
Dr.
Protásio é Diretor da Divisão de Cardiologia do
Incor, desde março de 2007, e da Unidade Clínica
de Aterosclerose do hospital. Sua produção
acadêmica e científica é bastante extensa e serviu
de lastro para sua entrada na Academia Brasileira
de Ciência, onde é membro titular desde 1999,
assim como na Academia de Ciências do Estado de
São Paulo (1996) e na Academia de Medicina da
Bahia (2002).
Dr.
Protásio compõe o grupo dos 11 médicos
considerados ícones na cardiologia brasileira do
século XX, segundo opinião dos cardiologistas
congregados na SBC – Sociedade Brasileira de
Cardiologia. Além de todos esses títulos, foi
agraciado pelo governo brasileiro, em 2002, com o
título de Comendador da Ordem Nacional do Mérito
Científico.
Veja
mais detalhes da vida acadêmica e científica do
novo professor titular abaixo.
De
acordo com a Assistência Acadêmica da FMUSP, a
posse do novo titular ocorrerá somente depois da
tramitação e da aprovação do processo do concurso
pelos diversos órgãos da USP (Consultoria
Jurídica, Cert e DRH) e subseqüente publicação do
ato da Reitora da USP, no Diário Oficial, nomeando
o candidato indicado pela Comissão Julgadora do
Concurso. QUEM É O PROF. DR. PROTÁSIO Discípulo do
Prof. Luiz Venere Décourt, um dos pilares
fundamentais da cardiologia brasileira e
latino-americana, Dr. Protásio nasceu emVacaria,
no Rio Grande do Sul e fez seus estudos básicos no
Paraná, onde também se formou em medicina, em
1965, pela Universidade Federal do Paraná.
Na FMUSP,
fez residência em clínica médica, especialização
em cardiologia, doutorado e livre-docência. Sua
carreira na USP foi intercalada por estadia nos
Estados Unidos, onde ficou por cinco anos, na USC
e Cedars-Sinai Medical Center (UCLA), e de onde
voltou com o título de fellowship.
A
produção acadêmica e científica do Dr. Protásio é
bastante extensa e serviu de lastro para sua
entrada na Academia Brasileira de Ciência, onde é
membro titular desde 1999, assim como na Academia
de Ciências do Estado de São Paulo (1996) e na
Academia de Medicina da Bahia (2002).
Dr.
Protásio compõe o grupo dos 11 médicos
considerados ícones na cardiologia brasileira do
século XX, segundo opinião dos cardiologistas
congregados na SBC – Sociedade Brasileira de
Cardiologia. Além de todos esses títulos, o
diretor da Divisão de Cardiologia Clínica do Incor
foi agraciado pelo governo brasileiro, em 2002,
com o título de Comendador da Ordem Nacional do
Mérito Científico. Mas, talvez, uma das distinções
mais caras ao doutor é o Prêmio Jabuti´2004,
concedido pela Câmara Brasileira do Livro, pela
obra "Endotélio de Doenças Cardiovasculares", que
tem como co-autores Dr. Protásio Lemos da Luz,
Francisco Rafael Martins Laurindo e Antonio Carlos
Palandri Chagas. LINHAS DE PESQUISA
No
início de 1970, fez dois anos de terapia
intensiva. Investigou determinantes prognósticos
em choque cardiogênico, volume plasmático, edema
agudo de pulmão, pressão coloidosmótica do plasma
em choque e edema agudo. Publicou vários artigos
relacionados e um livro junto com Prof. Max Harry
Weil. Trabalhando com HJC Swan, William Parmley.
W. Ganz e J. Forrester , durante três anos,
participou ativamente dos estudos que levaram à
caracterização funcional e metabólica do miocárdio
isquêmico. É um dos autores do primeiro trabalho
que identificou o miocárdio hibernado, que tanta
relevância clínica tem atualmente por ter
despertado o conceito de viabilidade miocárdica,
no qual se baseiam indicações de revascularização
cirúrgica em doença coronária. Na ocasião publicou
vários artigos sobre drogas e procedimentos que
ajudam na recuperação da função cardíaca
pós-infarto. Ao voltar ao Brasil, em 1976,
iniciou, junto com o Prof. Egas Armelin, as
atividades da recém-criada Divisão de
Experimentação do Incor. Trouxe os modelos de
investigação em isquemia miocárdica, prosseguindo
os estudos sobre preservação do miocárdio
isquêmico pós-infarto e caracterizando a função do
miocárdio normal e infartado durante oclusão
coronária. Vários trabalhos foram também
publicados na literatura internacional e nacional.
Uma extensão natural dessas linhas de pesquisa
foram os estudos sobre aterosclerose, reatividade
vascular e endotélio, iniciados em modelos
experimentais. Posteriormente, iniciou estudos
clínicos que culminaram na criação da Unidade
Clínica de Aterosclerose do Incor, que hoje
integra pesquisas animais, de laboratório e
investigações em seres humanos. Esse trabalhou
demandou a criação e adaptação de modelos
experimentais em coelhos, bancadas, culturas de
células, criação de laboratórios especiais, como o
de Endotélio e Biologia Vascular, hoje
emfuncionamento, instalação de técnicas para
estudos humanos - como a ultra-sonografia de
artérias periféricas. Para tanto, mantém
colaboração constante com outros laboratórios de
investigação da USP, incluindo Anatomia
Patológica, Hematologia, Bioquímica e
Farmacologia. Essas investigações representam a
linha mestra de pesquisa da Unidade Clínica de
Aterosclerose no momento e tem rendido
considerável numero de publicações nacionais e
internacionais sobre estado redox, resposta
vascular à lesão e fisiopatologia da
aterosclerose, envolvendo o endotélio, lípides,
moléculas de adesão leucocitárias e reatividade
vascular. Exemplos desses estudos são pesquisas
sobre a participação do endotélio nas doenças
cardiovasculares e a ação protetora do vinho tinto
sobre a formação de placas ateroscleróticas em
coelhos.
Estudos
com vinho e suco de uva em seres humanos
demonstraram a ação protetora do vinho tinto sobre
o sistema cardiovascular. As pesquisas tiveram
grande repercussão na imprensa especializada e
leiga. Estão também em curso estudos humanos sobre
fatores de risco não convencionais, como
homocisteína e baixo níveis de HDL plasmático. São
de especial interesse suas pesquisas atuais sobre
detecção precoce, não invasiva da aterosclerose.
Os projetos têm financiamento de agencias
governamentais, tais como Fapesp, Finep, CNPq e
Fundação Zerbini O conjunto dos trabalho
desenvolvidos pelo Dr. Protásio e sua equipe levou
à publicação de mais de 328 artigos científicos em
livros e revistas nacionais e internacionais. Os
trabalhos publicados pelo autor foram citados em
mais de 2624 publicações de outros autores.
Publicou ainda os livros "Nem só de Ciência se Faz
a Cura" e "Endotélio e Doenças Cardiovasculares",
este último vencedor do Prêmio Jabuti de 2004, da
Câmara Brasileira do Livro.
Clique aqui e acesse o Currículo do Dr. Protásio Lemos
da Luz