Os contratos
de pedágios vencem em 2013, mas estamos na antevéspera
de sua prorrogação por mais quinze anos, mantendo o
modelo de concessão implantado em 1998, modificado em
2000 e atualmente fora de controle da sociedade. Em
Vacaria, ao contrário de outras praças, poucas vozes
se insurgem contra o exagero das tarifas, cobrança
bidirecional (na saída e na volta) que onera os
moradores da cidade, pagam tarifa cheia por pequenas
distâncias.
Ao Governo
do Estado, me disseram, chegam informações de que “Em
Vacaria, está tudo bem e o povo concorda com a
prorrogação por mais quinze anos”. Quem disse isso?
Quem pode garantir esta concordância? Quem
tranqüilizou o Governo de que está tudo bem?
O Prefeito?
A Câmara de Vereadores? A Câmara de Indústria e
Comércio? A AGAPOMI? Sindicatos? Taxistas e os
caminhoneiros? Os produtores rurais? Os estudantes e
professores?
É de se
perguntar as razões deste silêncio constrangedor.
Enquanto Caxias do Sul e outras praças resistem e
provocam alterações no modelo com novos investimentos
e melhorias, vamos ficar de braços cruzados? Vacaria,
por que te calas?
“Tenho
encontrado poucos aliados nesta resistência de mais de
10 anos, fiscalizando, cobrando e denunciando o não
cumprimento dos contratos. Trata-se da concessão
temporária de um bem público (estradas), jamais abri
mão das responsabilidades como parlamentar:
1) Votei a favor das concessões, com a garantia
do Aeroporto Regional, asfaltamento da RS-122
(Vacaria/Ipê), retomada da Estrada da Maçã
(Vacaria/Bom Jesus), conclusão da Ponte do Barracão,
pelo asfaltamento da BR-470 (Barracão/Lagoa Vermelha)
e o Programa Nenhum Município Sem Asfalto (acessos à
Esmeralda, Monte Alegre e outros).
2) Votei a favor ao apresentar e defender
emendas do pagamento “uma única vez por dia”, cobrança
a cada 100 km assegurada com a unidirecionalidade, na
saída da cidade, com passe livre na volta. E a
conquista dos descontos para usuários freqüentes para
transportadores, convênio que durou apenas seis meses.
3) Apresentei o substitutivo da Lei 11.460 que
isentou as cidades sedes em 2000, mas que teve
vigência de apenas 84 dias. Novo projeto, de nossa
autoria, está tramitando.
4) Votei contra o Aditivo 1 (11/2000) que
alterou os contratos, para a cobrança nos dois
sentidos , a pretexto de zerar ações judiciais e
assumir o perímetro urbano.
5) Tentamos criar o Conselho de Usuários,
previsto na Lei, não fomos bem sucedidos.
6) Na CPI dos Pedágios, provamos que o modelo
está errado, precisa ser corrigido, fiscalizado e
regulado. A tarifa está 37% acima das licitações,
mesmo corrigida pela inflação, amparada pelo Aditivo 1
que expirou em dezembro/2004.
7) Este Aditivo, que a Assembléia votará em
breve, convalidará as distorções e irregularidades que
o próprio Ministério Público reconheceu e apontou.
8) É verdade que a empresa se integrou à
comunidade. Gera empregos, patrocina clubes, jornais,
rádios, festas, rodeios, eventos sociais e
filantrópicos. Sinaliza e faz melhorias, presta
socorro e dá descontos para alguns usuários
freqüentes. O problema é o preço? É um absurdo
pagarmos 5,40 (saída) e 5,40 (volta), mesmo em
pequenas distâncias, tarifa cheia para caminhão vazio
e cobrança do eixo-suspenso.
9) UM PROBLEMA É O PREÇO? OUTRO É A FALTA DE
ALTERNATIVAS PARA VACARIA.
Nenhuma
outra cidade está cercada por três praças, próximas da
área urbana. Outras cidades com problemas menores
reagem através dos empresários (CIC/CDL), vereadores e
imprensa, conquistam melhorias com viadutos, trevos,
isenções e redução de tarifas. Em Caxias a maior
resistência está na Câmara de Vereadores”.
Clique aqui e leia as declarações dos vereadores de
todos os partidos.
Clique aqui e leia “PEDÁGIOS - EIXO SUSPENSO”, nova
publicação do SOS Caminhoneiro, com fatos, denúncias,
comprovações e sugestões de mudanças do modelo.