A tragédia de Santa Catarina encheu os cofres dos
pedágios gaúchos da BR-116, BR-285, RS-122. No
Pólo Vacaria, o tráfego de caminhões ultrapassou
os 350 mil veículos, dos quais mais da metade são
caminhões pesados. Com o fechamento da BR-101 o
acesso do Sul ao Norte passou a ser feito por
Vacaria, onde registrou-se um aumento de mais de
70% no fluxo de veículos.
Em 01/11/2008, informações do DAER registram 9750
passagens, nas três praças de pedágios de Vacaria,
dos quais 5.051 leves e 4.197 pesados.
No dia 27/11 este número passou para 16.027
passantes, dos quais 4.277 leves e 10.096 pesados.
O acumulado do mês, até 27/11, foi de 291.040
veículos, dos quais 149.197 pesados. A maior parte
da frota é formada por caminhões com 6 eixos que
pagam tarifa de R$ 20,50 em cada praça, estimando
sua participação nos pedágios com mais de 3
milhões e 58 mil reais (dos veículos pesados). Os
outros 140 mil veículos (passantes leves menos
isentos) pagaram 5,40 em cada passagem,
contribuindo para “o grande negócio" com mais 756
mil reais, o que garante para o Pólo Vacaria
receita de mais de 3 milhões e 800 mil reais.
Faltam computar os dias 28,29 e 30 (não
disponíveis no site do DAER). Estes resultados
foram "engordados" com a tragédia de Santa
Catarina. Estas simulações explicam o empenho da
"República das Empreiteiras" em garantir agora -
via Assembléia Legislativa - a prorrogação por
mais 20 anos, até 2028.
Os usuários esperam que o Pólo de Vacaria dê
substancial ajuda aos flagelados de Santa
Catarina. Em todo o ano de 2008, a estimativa da
receita informada supera 35 milhões de reais. A
previsão para investimentos em 20 anos, se os
contratos forem prorrogados, é de 48,9 milhões,
equivalente a receita de um ano e meio. A previsão
da receita neste período supera os 600 milhões,
mesmo que sejam concedidos descontos. Por estas
simulações, para cada 10 reais arrecadado, apenas
1 irá para investimento.