01/12/2008 - TRAGÉDIA ENGORDA LUCROS DOS PEDÁGIOS

A tragédia de Santa Catarina encheu os cofres dos pedágios gaúchos da BR-116, BR-285, RS-122. No Pólo Vacaria, o tráfego de caminhões ultrapassou os 350 mil veículos, dos quais mais da metade são caminhões pesados. Com o fechamento da BR-101 o acesso do Sul ao Norte passou a ser feito por Vacaria, onde registrou-se um aumento de mais de 70% no fluxo de veículos.


Em 01/11/2008, informações do DAER registram 9750 passagens, nas três praças de pedágios de Vacaria, dos quais 5.051 leves e 4.197 pesados.


No dia 27/11 este número passou para 16.027 passantes, dos quais 4.277 leves e 10.096 pesados. O acumulado do mês, até 27/11, foi de 291.040 veículos, dos quais 149.197 pesados. A maior parte da frota é formada por caminhões com 6 eixos que pagam tarifa de R$ 20,50 em cada praça, estimando sua participação nos pedágios com mais de 3 milhões e 58 mil reais (dos veículos pesados). Os outros 140 mil veículos (passantes leves menos isentos) pagaram 5,40 em cada passagem, contribuindo para  “o grande negócio" com mais 756 mil reais, o que garante para o Pólo Vacaria receita de mais de 3 milhões e 800 mil reais.


Faltam computar os dias 28,29 e 30 (não disponíveis no site do DAER).  Estes resultados foram "engordados" com a tragédia de Santa Catarina. Estas simulações explicam o empenho da "República das Empreiteiras" em garantir agora - via Assembléia Legislativa - a prorrogação por mais 20 anos, até 2028.


Os usuários esperam que o Pólo de Vacaria dê substancial ajuda aos flagelados de Santa Catarina. Em todo o ano de 2008, a estimativa da receita informada supera 35 milhões de reais. A previsão para investimentos em 20 anos, se os contratos forem prorrogados, é de 48,9 milhões, equivalente a receita de um ano e meio. A previsão da receita neste período supera os 600 milhões, mesmo que sejam concedidos descontos. Por estas simulações, para cada 10 reais arrecadado, apenas 1 irá para investimento.