19.12.2007 -
Caminhoneiro
não é o culpado do excesso de carga.
O
projeto da AGERGS, Agência Reguladora de Serviços
Concedidos, criado neste plenário, foi debatido,
examinado e votado, carregado no colo como fruto das
angústias, preocupações e responsabilidades com o
patrimônio público. Ela já tem mais de 10 anos e não é
nenhuma criança, já amadureceu o suficiente e se hoje é
questionada, não pensem que nós a queremos fora. Lutamos
para preservar essa instituição de Estado e não de
governo.
Amanhã
quinta-feira virá à comissão de serviços públicos o seu
presidente. Ato regimental, por convocação, cumprindo-se o ritual
da constituição, oportunidade ímpar para a AGERGS revelar pela sua
direção as boas intenções do conselho superior da entidade,
momento indispensável e necessário, para o parlamento examinar
fatos e questões que estão na Ordem do Dia, angustiando e
instigando os parlamentares. Trata-se da CPI dos Pedágios que
realizamos recentemente. Aliás, entregamos hoje em nome da Frente
Parlamentar, ao ilustríssimo Dr. Mauro Renner Procurador Geral de
Justiça, ofício em meu nome e de Marisa Formolo, Paulo Azeredo,
Dionilso Marcon, Miki Breier, Stela Farias, Álvaro Boésio e todos
os demais integrantes da Frente Parlamentar com uma análise
crítica da própria CPI do seu relatório final. De suas pendências,
das informações sobre consultorias não fornecidas, mas
necessárias, redigida por várias mãos e que registro nesta casa.
Por isso, requeiro que este documento que já em mãos do Procurador
Geral de Justiça, que também será entregue Procuradoria Geral da
República, ao Presidente do Tribunal de Justiça, a Casa Civil, a
AGERGS, ao Presidente da Assembléia e ao Tribunal de Contas que
faça parte dos anais desta casa é o que requeremos.
Faço um apelo a
AGERGS que fará na sexta-feira próxima uma reunião do conselho
superior para homologar um aumento de tarifas e infelizmente não
estará lá nenhum representante dos usuários pois até hoje esta
categoria que paga não tem representação, não estarão lá também os
caminhoneiros que estão sendo injustamente atacados cuja imagem
está sendo atingida pelos meios de comunicação, graças a uma mídia
absurda que a AGCR e a Associação dos Concessionários de Rodovias
contratou, onde revela a preocupação com o excesso de peso, justa
preocupação, onde atribui ao excesso de peso o desgaste de
rodovias, correto está certo, onde atribui ao excesso de peso
também o risco de vida de pessoas, nada a criticar; mas onde
transfere para o caminhoneiro a responsabilidade do problema está
ERRADO.
É fato que:
“O controle do peso da carga é atribuição contratual das
concessionárias tanto que na praça de Eldorado como em outras
existem instalações para unidades móveis de pesagens. Quando a
CPI foi aquela praça, verificou as instalações e se o trabalho
está sendo feito e isto foi denunciado e é fato.” Estão
de forma absurda, injusta, covarde denegrindo a imagem de uma
categoria que não pode se defender pois nem sequer vota, pois no
dia da eleição está transportando pelo Brasil a fora e em trânsito
seu voto não tem eficácia.
Concluo pedindo
a AGCR que remova esta propaganda enganosa ou a modifique que
implante o controle pois a carga é de responsabilidade do
embarcador, o dono da carga que paga as multas, o caminhoneiro é
um mero transportador fragilizado no mercado fraticida de fretes é
obrigado a aceitar aquele frete ou não terá serviço. Saibam que
50% dos caminhões – em levantamento do consultor Fernando
Macdowell – trafegam vazios, não há frete de retorno no Estado,
vão ao porto de Rio Grande e retornam vazios, pagam tarifa cheia
como se carregado estivessem, a AGERGS precisa modificar essa
propaganda absurda.