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01.08.2007
- APPIO AVALIA A CPI DOS PEDÁGIOS
O que
queremos da CPI dos pedágios:
1)
Investigar se
as licitações e contratos cumpriram a lei, na sua
implantação em 1996.
2)
Examinar o
Aditivo que alterou os contratos em 22/11/2000 e suas
conseqüências.
3)
Apurar por que
a Ação Indenizatória, contra a Lei 11.460, não foi
incluída no Aditivo.
4)
Abrir as
planilhas de cada Pólo com a publicidade da receita e
despesa.
5)
Dar
transparência aos gastos das concessionárias,
definindo suas finalidades.
6)
Fiscalizar a
receita das 28 praças de pedágios, com transparência
ao processo.
7)
Esclarecer o
pretendido reequilíbrio econômico/financeiro,
constantemente defendido.
8)
Dissecar as
tarifas e sua evolução ao longo de nove anos, propondo
sua redução.
9)
Propor a
redução de tarifas para quem mora nas cidades sedes.
10)Esclarecer as razões do forte lobby para a
prorrogação dos contratos até 2028.
Depois
de 60 dias de CPI, apesar do recesso concluímos que
:
1) O Modelo
por Pólos foi exigência do Banco Mundial, que financiou
o BID-I e a Reforma do Estado há dez anos atrás. Este
argumento convenceu a Justiça Federal, derrubando ações
do Ministério Público sobre as Licitações. As
dúvidas persistem e as investigações continuam.
2) O Aditivo
de 2000, favoreceu as empreiteiras. Para compensar
perdas de 28% nos anos de 1998, 1999 e 2000 foi pactuada
a cobrança nos dois sentidos, que gerou superávit de
36.7% nas tarifas comparadas ao Edital, nos últimos sete
anos, com antecipação de receitas até 2013. Além da
dispensa de investimentos em troca do atendimento ao
usuário e inclusão de trechos urbanos, o Aditivo
serviu para convalidar praças que não constavam do
Programa Estadual de Concessões de 1996, como a Praça de
Farroupilha, por exemplo.
3) Apesar de
terem concordado em retirar a Ação Indenizatória contra
os efeitos da Lei 11.460, logo após a revogação de sua
vigência por outra lei, as concessionárias
descumpriram o acordo e prosseguiram até o fim.
4) A CPI
começa a abrir as planilhas de custos e salta aos olhos
que o Modelo por Pólos é gerador de impostos,
taxas e despesas desnecessárias.
5) Ainda não
foram explicados os gastos das concessionárias, mas
causa espanto que 34 milhões arrecadados nos últimos
seis anos, tenham sito usados para cobrir despesas
com advogados, propaganda e marketing.
6) É
imperiosa a conexão on-line das bilheterias dos pedágios
com a receita estadual, para assegurar a transparência
da arrecadação. Há divergência entre a receita
informada pelos concessionários e pelo DAER.
7) O
reequilíbrio econômico / financeiro pretendido pelas
concessionárias é contestado por estudos que revelam
descumprimento de algumas clausulas contratuais,
investimentos aquém do previsto ou fora do prazo
programado. Há evidente falta de fiscalização pelo
DAER e omissão da Agência Reguladora.
8) A redução
das tarifas se impõe como necessidade, para suportar a
manutenção do Modelo por Pólos até 2013, quando vencem
os contratos. Há disparidade dos preços dos
pedágios privados, comunitários e os pedágios federais.
9) O modelo
é cruel e perverso com as cidades sedes, onde seus
habitantes são obrigado a pagar tarifa cheia, mesmo
utilizando pequenos trechos. Os descontos
concedidos amenizam os custos de poucos veículos.
10) A
prorrogação dos contratos defendida para assegurar o
DUPLICA RS, na verdade tem o objetivo de atender ao
reequilíbrio econômico e financeiro, pleiteado pelas
empreiteiras. Esta garantia de prorrogação até 2028,
“teria motivado um gigante paulista da construção, a
adquirir dois terços das concessões gaúchas”.
CONCLUSÕES
da Frente Parlamentar Contra a Prorrogação dos Contratos
sobre este Modelo por Pólos:
Ø
É BOM para
o Estado, livre de investir em 800 km de rodovias
estaduais desde 98.
Ø
“Por isso o
Governo não abre mão da prorrogação”.
Ø
É bom para a
União que há nove anos deixou de investir em quase mil
quilômetros das Brs 116, 285 e 386. “Onde aplicava
anualmente 100 milhões de reais”.
Ø
É bom para o
DAER que deixou de se preocupar com 800 km de rodovias
do estado e passou a receber.
Ø
“Boa mesada,
que totalizou 21 milhões e meio de reais, nos últimos
seis anos do Programa”.
Ø
É ótimo para
Agência Reguladora AGERGS, que faz pesquisas, mas não
multa.
Ø
“AGERGS
recebeu 13 milhões e meio em taxas, em seis anos”.
Ø
Bom para
advogados, consultores, algumas agências de publicidade
e propaganda.
Ø
“Faturaram
mais de 34 milhões nos últimos seis anos”.
Ø
Bom para as
Prefeituras que faturaram 54 milhões em ISSQN no mesmo
período
Ø
“Poucas
aplicaram em estradas urbanas ou rurais, para
compensar”.
Ø
Bom, para as
empreiteiras que arrecadaram nestes nove anos, mais de
R$ 1.138.906.503,52
Ø
“Um bilhão e
cento e trinta e oito milhões, novecentos e seis mil,
quinhentos e três reais e cinqüenta e dois centavos.”
Ø
É RUIM,
muito ruim para os usuários, que pagam alto preço pela
conservação da rodovia, nem sempre livre de buracos,
sinalizada e com atendimento ao usuário, até então
executado pelas polícias rodoviárias do Estado e da
União. É encargo compulsório, ferindo seu direito de ir
a vir. Não foram criados os Conselhos de Usuários,
tampouco preenchida sua vaga na AGERGS.
Ø
“A ironia do
modelo é que parte dos pedágios pagos pelos usuários é
utilizada para pagar advogados para contestarem ações
dos próprios usuários ou propaganda para defender a
continuidade do Modelo”.
Ø
É RUIM,
muito ruim para o Parlamento Gaúcho, dividido entre os
que querem investigar e denunciam as manobras para a
prorrogação dos contratos, não querem investigar, fecham
os olhos aos problemas e mostram-se surdos com os
usuários, defendendo a prorrogação do Modelo por Pólos.
A Assembléia chamada a votar o Programa Estadual de
Concessões, foi motivada pelo Programa “Nenhum Município
Sem Asfalto” com recursos das privatizações em 1996.
Ø
“E
com a garantia da transparência, controle e
modicidade das tarifas, asseguradas pela AGERGS, a
primeira Agência Reguladora do país, em 1997.
Ø
RUIM apesar
destas garantias, de tal sorte que o legislador fixou
contratos por prazo de quinze anos, para que ao término
deste, fossem avaliadas as possibilidades de mudança do
Modelo, pois estava em operação o pedágio comunitário,
bem como a incorporação de benfeitorias e a devolução
das rodovias federais à UNIÃO. Iniciava-se o debate para
a criação de um novo imposto para sustentar a
infra-estrutura, através da CIDE dos combustíveis, Lei
10.336 de dezembro de 2001. O que os deputados aprovaram
em 1996 não é este Modelo, que revela total falta de
transparência, gerador de impostos e taxas, gastos não
justificados e
Ø
“Uma
política de tarifas injusta, cruel e perversa, que
penaliza o setor produtivo do estado, a ponto de
provocar a migração de cargas para os portos de Santa
Catarina”.
Frente Palamentar
Contra a Prorrogação dos Pedágios
Adão Villaverde, Adroaldo Loureiro,
Álvaro Boessio, Cassiá Carpes, Coffy Rodrigues, Daniel
Bordignon, Dionilso Marcon, Elvino Bohn Gass, Francisco
Appio, Gerson Burmann, Gilmar Sossella, Giovani Cherini,
Heitor Schuch, João Fischer, Kalil Sehbe, Kelly Moraes,
Leila Fetter, Marisa Formolo, Marquinho Lang, Miki
Breier, Nélson Härter, Paulo Azeredo, Paulo Borges, Raul
Carrion, Raul Pont, Ronaldo Zülke e Stela Farias.
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