"Senhor Presidente,
senhoras e senhores deputados,
As pragas que assolam nossas estradas e atingem em cheio
o Transporte Rodoviário de Cargas, reconhecido pela
relevância social, segurança alimentar e interesse
nacional, são pragas bem conhecidas, porém de antídotos
ineficazes.
Quem denuncia a falta de controle da velocidade? O DNIT
tem 297 redutores no país, mas eles não estão multando,
pois a preferência é pelos pardais que arrecadam mais?
Quem tem coragem de denunciar os buracos, que aos
milhões deterioram caminhões, estressam motoristas,
reduzem a qualidade de suas vidas, aumentam custos,
provocam acidentes e mortes, e favorecem a abordagem dos
estribos dos caminhões pelos assaltantes?
Quem denuncia as estradas sem balanças ou balanças que
não funcionam, facilitam e estimulam o excesso de peso
que o caminhoneiro não quer, mas transporta diante da
pressão do embarcador?
Quem denuncia o desinteresse das montadoras que
continuam fabricando portas que não ocultam o estribo,
facilitando a abordagem pelos bandidos? Veja em nossa
página www.appio.com.br que muitos estão equipando suas
portas com um complemento em fibra para ocultar o
estribo.
(E agora tem tapa-buraco. O que é isso?)
A inusitada operação disporá de 450 milhões de reais,
sem fiscalização. Remendos que não sobreviverão até o
Natal, mesmo assim é uma das ações necessárias.
Lembrem-se que o governo arrecada bilhões com a CIDE, a
famosa contribuição cobrada dos combustíveis, e pouco
repassada para a manutenção da malha.
O IPVA é cobrado em alguns estados, acima do justo,
abarrotando os cofres dos Detrans, verdadeiros paraísos
financeiros, pois nem todos cumprem integralmente suas
funções. Reconhecemos que metade vai para os municípios
e estes também jogam no caixa único.
O Brasil, auto-suficiente em petróleo, cobra dos
caminhoneiros o valor internacional que encarece os
fretes. Pior é o custo nas estradas concedidas, onde o
vale-pedágio não funciona plenamente, nem sempre
fiscalizado ou respeitado. O autônomo ganha menos.
(Os embarcadores nunca aparecem para discutir o
vale-pedágio ou segurança nos terminais das indústrias
para um efetivo combate ao furto e roubo de cargas).
O PL 187/97 publicado na página www.appio.com.br, de
autoria do Deputado Mário Negromonte (BA), líder da
bancada do Partido Progressista, aprovado na Câmara e
Senado, foi uma das poucas vitórias do TRC. Será
regulamentado, sem vetos, pois a posição do Denatran é
favorável, conforme antecipou seu Diretor Alfredo Perez.
O ilustre Márcio fortes, Ministro das Cidades, dará o
sinal verde à Casa Civil para a regulamentação.
Na Ceasa de São Paulo, motoristas são assaltados,
seqüestrados e torturados dentro das próprias
instalações, como aconteceu com Lorismar Godinho Valin,
na quarta-feira (25.01), cujos detalhes estão em nossa
página www.appio.com.br.
Receptadores e desmanches, compram e vendem mercadoria
roubada, manchada de sangue estimulando o furto e roubo
de cargas, pois a Lei de Gerson continua sem ser
revogada. É hora de recodar que não foi o crime que se
organizou mas a sociedade que se desorganizou visitando
nossa página na internet www.appio.com.br.
Os moto-táxis espalham-se pelas cidades, na grande
maioria clandestinos a pretexto de atender os mais
pobres, favorecem a fuga de criminosos. O transporte
clandestino através de vans e ônibus trafegam sem
segurança, prestam péssimo serviço ao cidadão. Poucas
empresas atendem as exigências da Lei.
Estamos legislando no combate ao transporte clandestino,
através do PL 5.340/2005, já aprovado na Comissão de
Viação e Transportes, cujo texto está na página
www.appio.com.br.
Mas o TRC ainda não foi regulamentado. Aguarda votação
na Câmara Federal do PL 4358/2001. Leia a projeto na
página www.appio.com.br.
Os pedágios avançam sob a égide da lei de mercado e do
capitalismo selvagem e ficam cada vez mais caros. Veja o
caso do Rio Grande do Sul, onde a decisão da Agência
Reguladora dos Serviços Concedidos – AGERGS - determinou
a cobrança do eixo suspenso, um descalabro e um assalto
legalizado, no bolso do transportador.
(Eixo suspenso deve ser isento e caminhão vazio deve
pagar menos)
Quando implantados nos anos 90, cobravam num único
sentido. Depois alteraram contratos para cobrança na ida
e na volta. O preço por eixo era razoável, depois
aumentou e nem todos os compromissos previstos no
projeto foram cumpridos. Nas vias urbanas, por exemplo,
apenas conservam o leito da pista, sem nenhuma melhoria.
O caminhoneiro e o taxista foram desarmados e não podem
ter porte de arma, conheça as propostas na
www.appio.com.br, com mudanças no Estatuto do
Desarmamento.
Caminhoneiro não pode portar uma faca para descascar
laranja, muito menos fazer comida na caixa, bater pneus
ou fazer o pernoite com segurança, veja o caso de um
motorista de Antonio Prado, abordado enquanto dormia na
página www.appio.com.br .
Poucos motoristas votam e aqui na Câmara Federal é
pequena a bancada que o defende. O caminhoneiro não tem
voz, pois 80% não votam e tem poucos representantes.
Motorista não vota. Seus familiares revoltados, também
não votam.
(No dia das eleições estão fora de suas cidades e apesar
do mais moderno sistema de votação eletrônica, voto em
trânsito não vale. São excluídos mais de 12% dos
eleitores, a maioria motoristas em trânsito, que tem o
dever da justificativa e não tem o direito do falar
através do voto).
Associações de motoristas promovem festas, erguem
templos aos caminhoneiros, com sedes e piscinas, mas a
maioria não contrata advogados para defendê-los. Perdem
caminhões nos consórcios não pagos, nas dívidas
contraídas, nos seguros não honrados, nas diárias não
recebidas, e na exploração dos fretes de terceiros.
1) O vale-pedágio foi um avanço, mas não funciona
plenamente.
2) As Receitas federal, estadual e municipal devem
investigar e combater os desmanches.
3) A polícia militar do Rio de Janeiro precisa ouvir e
investigar as denúncias de extorsão.
4) A corregedoria da Polícia Rodoviária Federal tem que
agir com rigor contra alguns maus policiais, que com uma
trena medem o comprimento do caminhão e quase sempre
aplicam a multa por centímetros, logo transformadas numa
cervejinha e no “deixa prá lá”.
(Fui caroneiro por alguns dias e pude testemunhar, da
cabine, ameaças, extorsões e explorações. Verifiquei,
mas não denunciei, pois os motoristas temem
represálias).
E o caminhoneiro gaúcho de Flores da Cunha, que apareceu
morto numa delegacia de Pernambuco? Dizem que foi
suicídio com fios de computador. Suicídio? Não tinha
motivos para tal. Faltaram explicações, sobraram
suspeitas. Saiba mais no site www.appio.com.br.
Dez caminhoneiros mortos nos anos 90, jamais foram
resgatados. Foram seqüestrados, torturados e mortos,
seus corpos insepultos suas famílias abandonadas. Para
crime político tem indenizações milionárias, como esta
farra de alguns que se dizem vítimas da ditadura. Veja
na www.appio.com.br caso por caso dos 10 gaúchos
desaparecidos nos anos 90.
(E a ditadura dos criminosos não tem preço? A vida de um
caminhoneiro quanto vale?)
Para os bandidos, a vida do motorista tem pouco valor.
Eles querem a carga e o caminhão, não tem medo de lei,
nem de polícia e tampouco tem medo de Deus. Saiba quanto
vale, conhecendo a história de um motorista de São
Marcos na página www.appio.com.br.
O governo aplicou pouco dinheiro da CIDE nas estradas,
não revisa pedágios, mas prefere anunciar novas praças
que serão implantadas. Espalha-se o terror entre os
cinco milhões de motoristas que conduzem a frota
estimada em 2 milhões e 100 mil caminhões. Juntem a
estes, as angústias dos condutores de ônibus e
representantes comerciais, que integram o exército
desarmado dos usuários das estradas pedagiadas.
(Dizem “ruim com o pedágio, pior sem ele,mas afinal a
CIDE para que serve?)
Em 1995, o governador chamou o Secretário dos
Transportes, para implantar as concessões rodoviárias.
Aceitamos o projeto diante da garantia do preço baixo
por eixo, conforme debate que SETCERGS, por ocasião da
inauguração do Sest/Senat em Bento Gonçalves, em 1996.
Durante meses, debatemos e incorporamos emendas de nossa
autoria para uma única cobrança por dia na mesma praça,
bem como a cobrança num único sentido. O sacrifício do
transportador regional foi recompensado, no compromisso
honrado por Antonio Britto e José Otávio Germano, de
asfaltamento da RS 122 (Antonio Prado - BR 116 Vacaria),
a Rodovia Synval Guazzelli, histórica reivindicação dos
caminhoneiros e contratou projetos para asfaltar o
acesso 'a 300 municípios do estado.
(Olivio Dutra, eleito com a bandeira de ”Britto é o
pedágio, Olívio é o caminho”, logo tratou de alterar
contratos, cobrando na ida e na volta, aumentando os
custos. CPI proposta na Assembléia Legislativa (RS), não
foi instalada. Retornará neste ano)
O governador Alceu Collares implantou dois bem sucedidos
projetos de pedágios comunitários: em Portão, na RS 122
e Sertão, na RS 135. Os recursos permitem a manutenção e
a duplicação entre Scharlau e São Vedelino, em fase de
conclusão.
1) Porque não adotar este modelo, se os resultados vão
além da conservação ? E os preços ?
2) Em Portão um caminhão com três eixos paga R$ 10,70 na
ida, e zero na volta.
3) Em Vacaria, o mesmo caminhão paga R$ 9,60 na ida e
outros R$ 9,60 no retorno.
Outro caminhão, com quatro eixos paga em Portão R$ 15,50
e ajuda a duplicar a RS 122. Não paga nada na volta. Em
Vacaria, São Marcos, Farroupilha, Flores da Cunha, paga
R$ 12,80 na ida e outros R$ 12,80 na volta. Não dá para
entender.
(O dever moral impõe a investigação e a revisão das
concessões, agora no oitavo dos seus quinze anos).
Ações propostas na justiça defendem usuários, como a que
determinou a cobrança num único sentido na praça de
Farroupilha. Mas outra decisão da Justiça Federal está
pendente.
Em Caxias do Sul a Justiça Federal julgou e o TRF da 4ª
Região confirmou a sentença do fechamento das duas
praças de pedágios de Vacaria, além das praças de São
Marcos e Vila Cristina-Caxias do Sul, todas na BR 116,
por falta de via alternativa. Rodosul, Convias e até o
governo do estado foram ao STJ pedir a suspensão
administrativa da sentença. Veja como decidiu o juiz,
lendo o acórdão na página www.appio.com.br.
Todos querem abrir a caixa preta dos pedágios, saber
quem são seus sócios, discutir as planilhas, checar
custos e tarifas e cumprir a sentença da Justiça Federal
de Caxias do Sul, iniciativa do Procurador Celso Tres,
julgada no mérito pelo eminente Juiz Federal Eduardo
Fernando Appio. A Sentença que fecha as quatro praças da
BR 116, foi confirmada no TRF da 4ª Região e está no
Supremo Tribunal de Justiça, aguardando julgamento.
(O caminhoneiro que quer saber quem são os verdadeiros
sócios dos pedágios, deve procurar a resposta com
funcionários das praças, registros dos cartórios e
sindicatos. Se for o caso vá ao Promotor Público, peça
informações e denuncie. Não tenha medo da verdade, pois
o caminhoneiro foi transformado em sócio minoritário dos
pedágios. Sócio sem voz para reclamar, mas com a
obrigação de ajudar os sócios maiores, tirando cada vez
mais dinheiro do próprio bolso).
E ATENÇÃO. Estamos abrindo abaixo-assinado para
sustentar AÇÃO POPULAR, pedindo a revisão das tarifas
dos pedágios, cancelamento da cobrança do eixo suspenso,
cobrança uma única vez por dia em cada praça, eliminação
da cobrança do retorno, e o julgamento do recurso no STJ
e apoio à instalação de CPI na Assembléia Legislativa
para abrir a CAIXA PRETA DOS PEDÁGIOS.
Senhor Presidente, meu tempo esgotou, requeiro que dê
como lido o depoimento que colhi, através do SOS
Caminhoneiro, onde prestamos serviços aos
transportadores, há mais de vinte anos gratuitamente.
Uma denúncia que identifico como KASSOL, para evitar
represálias, denuncia o problema dos bitrens e balanças.
O outro que identifico como CAPIM, pseudônimo para
evitar represálias, ataca pedágios e cobrança do eixo
suspenso. As entrevistas podem ser lidas no site
www.appio.com.br.
Assumo a responsabilidade destes depoimentos que
anexamos.
Obrigado Senhor Presidente, Senhoras e senhores
deputados."
Francisco Appio – Deputado Federal