A Diretora revelou que nenhuma das
concessionárias de pedágios cumpriu as normas
contratuais relativas à qualidade da malha
rodoviária, conforme e levantamento realizado em
2005;
O maior problema foi verificado no Pólo de
Vacaria, onde 39% da malha viária está fora dos
índices de conformidade estabelecidos nos
contratos;
O Pólo Metropolitano vem em segundo lugar, com
34% da malha concedida fora dos padrões;
No Pólo de Caxias, a reprovação é de 30%;
No pólo de Lajeado, de 24%;
No Pólo de Carazinho, reprovação de 19%;
No Pólo de Santa Cruz, de 14%;
No Pólo de Gramado, 13%.
No total são 457 Km reprovados e destes 332
apresentam problemas em relação ao acostamento;
Não foi feito estudo para o ano de 2006, tendo
em vista que o DAER não apresentou os dados de
fiscalização;
Apesar da cobrança da Diretora de Qualidade,
junto a Diretora Geral da AGERGS e Conselho
Superior da AGERGS, não foram tomadas
providências em relação aos dados para o estudo
da qualidade em 2006;
Foi suprimido do Termo de Referência da AGERGS
a solicitação da equipe técnica no sentido de
que fossem realizados estudos completos, com
verificação dos preços de mercado e os
praticados pelas concessionárias, para o fim de
cálculo de possível desequilíbrio dos contratos;
Desta forma, segundo a Diretora Denise, a
análise é fictícia do desequilíbrio financeiro
dos contratos, pois está presa a proposta
comercial e aos preços apresentados pelas
concessionárias, dificultando o sistema de
fiscalização;
Houve a sugestão à Diretora de Qualidade, feita
por parte do Conselheiro Ricardo da Silva da
Agergs para que a mesma não falasse sobre o
estudo realizada pela Lastran, que alterou o
termo de referência, prejudicando a fiscalização
por parte da AGERGS;
A diretora confirmou, também, que houve sugestão
do Conselheiro Vilella para que fosse
substituída em seu depoimento para a CPI;
A diretora deixou claro que é fundamental para a
AGERGS contar com uma legislação que permita a
aplicação de sanções às concessionárias para que
a AGERGS exerça também o seu papel de
fiscalização, que hoje não existe.
Segundo a diretora deveria ser feito um estudo
completo, através de empresas independentes, de
todos os custos, de acordo com os valores de
mercado para chegar ao verdadeiro cálculo de
desequilíbrio dos contratos;
A diretora colocou que há alternativa para um
novo modelo, desde que sejam feitos os estudos
completos e principalmente levando em
consideração a produtividade de uma empresa
concessionária, uma taxa de retorno adequada e
principalmente uma fiscalização constante, com
revisões periódicas, levando sempre em conta os
preços dos insumos de acordo com o mercado;
Citou o exemplo dos novos editais de concessão
de rodovias da União, que terão revisões
periódicas nas tarifas e cuja Taxa Interna e
Retorno-TIR são mais baixas do que os contratos
de concessão do RS;
Afirmou que são importantes os dados relativos
ao VDM e que os custos de mercado devem ser
constantemente fiscalizados, pois os atuais
contratos são blindados e não consideram estes
dados.
Afirma que o usuário, quando paga a tarifa, ele
paga por 100% da qualidade contratual. Está
embutida na tarifa a exigência completa da
qualidade, o que não está sendo atendido pelas
concessionárias na medida em que a qualidade da
malha rodoviária está abaixo do índice de
qualidade exigido.