Resumo das notícias do S.0.S. Caminhoneiro – 23.06.06
Dois assaltantes, integrantes de uma quadrilha, utilizaram quarta-feira
roupas do Garra (Grupamento Armado contra Roubos e Assaltos), grupo da
Polícia Civil, para roubar uma carga de remédios e aparelhos eletrônicos
em São Caetano.
Duas vítimas, que ocupavam um caminhão com a carga avaliada em R$ 50
mil, pensaram que os ladrões fossem policiais e foram rendidas. A
Polícia Militar conseguiu recuperar o material em São Bernardo e um
homem foi preso, acusado de pertencer ao bando.
O motorista e um ajudante, funcionários da transportadora Transcole,
foram atacados quando pararam em um semáforo localizado na avenida dos
Estados, em São Caetano. Os dois empregados iam distribuir a carga na
zona Leste da capital.
A dupla usava camisas pretas com as inscrições Garra e Polícia Civil.
“Eles apontaram armas para nós, disseram que eram da polícia e
perguntaram que tipo de carga a gente estava carregando”, contou o
ajudante.
Quando o sinal abriu, os dois falsos policiais entraram no caminhão e
ordenaram que o motorista seguisse dirigindo em direção à Anchieta.
“Perguntaram se a gente tinha nota fiscal dos produtos. Respondemos que
sim e eles disseram que teriam de levar a carga até uma delegacia. Nesse
momento, já percebemos que se tratava de um assalto”, disse o motorista.
Na altura do Km 14 da rodovia, no bairro Taboão, em São Bernardo, os
ladrões mandaram os empregados descer. Cerca de meia hora depois,
policiais militares do Batalhão receberam denúncia anônima informando
que a carga havia sido descarregada em uma casa na favela do Jardim
Uenoyama, na mesma cidade.
O caminhão da transportadora foi encontrado em uma rua próxima.
A DM Construtora comunicou ontem ao Dnit que pretende negociar o
rompimento amigável de contrato com o governo e abandonar a duplicação
da 101. A decisão da empresa, que é responsável pelo trecho entre
Araranguá e Sombrio, foi motivada pela dificuldade em conseguir a
liberação de jazidas de saibro e areia, fundamentais para os trabalhos
de aterro e terraplanagem.
Esta dificuldade transformou o lote do Extremo Sul, no mais atrasado de
toda a duplicação. De acordo o Dnit apenas 1% desta obra está concluída.
Uma reunião marcada para hoje, em Brasília, vai discutir o problema.
Francisco
Appio - Deputado Federal - PP/RS
Câmara dos Deputados
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