Resumo das notícias do S.0.S. Caminhoneiro – 21.09.06

   Liderados pela Fetransul, 48 entidades produtoras do Estado do Rio Grande do Sul, entregaram aos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 1º. de outubro um documento em que sugerem várias providências para o desenvolvimento do setor.
Entre as sugestões está o pedido de não renovação dos contratos com as empresas concessionárias de rodovias no Estado, exigência de cumprimento do que estabelecem os contratos com tais concessionárias e incentivo a criação dos pedágios comunitários, entre outras questões.
Para os transportadores, a carga tributária está sendo muito pesada, e há que se fazer algo para aliviar o peso cada vez maior das obrigações das empresas para com o governo, além dos gastos com insumos que também estão influindo na baixa rentabilidade financeira do setor.
As 48 empresas que subscrevem o documento esperam que o próximo governador olhe com mais interesse o empresariado do transporte rodoviário, considerando que ele é responsável pela movimentação da economia gaúcha e mantenedor de milhares de empregos diretos e indiretos.

Um recente estudo elaborado pela Coopercarga Logística comprova que houve um abusivo aumento do óleo diesel entre 2001 e 2006. Segundo a pesquisa, o acréscimo foi superior ao da gasolina, que teve um acréscimo de 40,9%, enquanto o diesel subiu 140%, apresentando uma diferença de 100 por cento.
"A situação preocupa o setor de transporte de cargas que, além de contabilizar grandes prejuízos, teme pelo risco de desaparecimento, por falta de recursos suficientes para manter a atividade", diz Dagnor Roberto Schneider, diretor presidente da Coopercarga.
De acordo com ele, a péssima situação das rodovias, a falta de segurança, a excessiva carga tributária, a frota sucateada (veículos com idade média acima 18 anos) já colocam em risco a atividade do transporte rodoviário de cargas. "Com a constatação de que o setor produtivo do país (mais de 60% do que é produzido é transportado por caminhão) foi agredido por esses constantes aumentos, desencadeados ao longo dos anos, é preciso unir forças para manter esse serviço que é indispensável para continuidade deste importante segmento da atividade econômica nacional", acredita.
Schneider lembra que o transporte rodoviário de cargas é responsável por importante parcela da economia brasileira, garantindo o abastecimento das populações em todo continente. "Todavia, este cenário é perigoso, e não sabemos mais por quanto tempo poderemos continuar", avisa.
Para ele, o impacto do óleo diesel na atividade representa uma perda de 50% sobre o faturamento. Conforme exemplifica, de cada 100 reais faturados, 50 ficam nos postos de combustíveis. "A continuidade do crescimento nacional passa por uma revisão. Necessitamos a imediata desoneração do preço do óleo diesel", ressalta.

 

 

Francisco Appio - Deputado Federal - PP/RS

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