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História: Em 18 de janeiro de 1926, em homenagem ao primeiro Juiz da Comarca, do município de Lagoa Vermelha, além de dar o nome de André da Rocha ao Distrito conhecido como "Fábrica", era inaugurado no salão nobre da Prefeitura de Lagoa Vermelha um retrato, onde até 1956 funcionou o Fórum. Dr. Manoel André da Rocha foi o primeiro magistrado da Comarca de Lagoa Vermelha, era natural do Estado do Rio Grande do Norte e contraiu matrimônio com uma filha do Dr. Jorge Guilherme Moojen, morador de Lagoa Vermelha. O Juiz André da Rocha, durante a revolução de 1893, participou ativamente da defesa da cidade de Lagoa Vermelha que havia se tornado reduto republicano.
Por
volta do ano de 1700, os primeiros missionários jesuítas espanhóis chegaram
na região e encontraram somente indígenas conhecidos pelo nome genérico
de "Cainganges" ou "Coroados". Os tropeiros e os primeiros colonizadores
da região sofriam por vezes ataques desses indígenas.
As primeiras tentativas de penetração no território tinham por objetivo
a caça ao gado e a dilatação de fronteiras. O povoamento teve lugar no
ano de 1840, com a chegada do primeiro proprietário da fazenda do Prata,
Bernardo Fialho de Vargas, natural de Taquari. A Fazenda do Prata limitava-se
com a fazenda São João, de João Mariano Pimentel, poderoso tropeiro paulista.
Esta fazenda limitava-se com a fazenda São José, de José Nunes da Silva.
Em 1851, a fazenda do Prata e a fazenda São João foram assaltadas pelos
índios Coroados, guiados pelo negro João Grande. A partir daí, a família
Fialho de Vargas passou a colocar uma pessoa no alto do morro próximo
à sede da fazenda, a fim de previnir uma eventual aproximação dos indígenas.
O morro passou, por isso, a chamar-se Morro da Vigia e hoje localiza-se
próximo à sede do novo município. Bernardino Fialho Vargas vendeu a fazenda
do Prata ao lagunense Manuel Pereira Vieira, que aqui veio a falecer com
51 anos, em 20 de maio de 1902.
Outro pioneiro foi Joaquim Antônio Fernandes e também João de Souza Dias,
primeiro proprietário da fazenda São Crispin, no Chimarrão. O Distrito,
na época pertencente ao município de Lagoa Vermelha, foi criado pela Lei
n. 32, de 08 de novembro de 1904 e contava nesta data com 8 habitações
e uma Capela. Os primeiros sintomas de progresso da vila surgiram com
a fundação no local de uma fábrica de queijos, e que deu margem a que
a vila fosse por muito tempo conhecida por "Fábrica".
Em 1905 foi instalado o Cartório do Registro Civil, tendo como primeiro
titular o Sr. Renato Davila, seguido, em 1908, de seu irmão Lauro Davila.
Em sete de setembro de 1912, reuniram-se os Srs. Firmino Jacques, Amantino
Vieira Hoffmann, José Carlos Ely, Zeferino Rodrigues Borges, Virgínio
DallIgnia, Pedro Eugênio Midechescki, Adolpho e Mânica e Valentin Troian,
que fundaram a cooperativa de laticínios "União e Trabalho", que teve
como seu primeiro presidente o Sr. Firmino Jacques. Fundada a cooperativa,
por volta de 1913, estabelecia-se a família Giovanini, de Bento Gonçalves
e logo em seguida, surgia a primeira casa comercial, de propriedade de
João Crispin Dias, em sociedade com Amantino Vieira Hoffmann. Por volta
de 1918 surgiu o primeiro sapateiro que foi Francisco Faversani. A casa
comercial, em 1920, foi adquirida por Tarquinio Calliari e José Carlos
Calliari.
Em 1920 começou a clinicar o Dr. Miguel ¶ngelo de Pata. Seguiram-se os
Drs. Irineu Gomes de Vasconcellos e Itagibe Vabbom, junto com o farmacêutico
João Ferreira.
Em 18 de janeiro de 1926, em homenagem ao primeiro Juiz da Comarca, do
município de Lagoa Vermelha, além de dar o nome de André da Rocha ao Distrito
conhecido como "Fábrica", era inaugurado no salão nobre da Prefeitura
de Lagoa Vermelha um retrato, onde até 1956 funcionou o Fórum. Dr. Manoel
André da Rocha foi o primeiro magistrado da Comarca de Lagoa Vermelha,
era natural do Estado do Rio Grande do Norte e contraiu matrimônio com
uma filha do Dr. Jorge Guilherme Moojen, morador de Lagoa Vermelha. O
Juiz André da Rocha, durante a revolução de 1893, participou ativamente
da defesa da cidade de Lagoa Vermelha que havia se tornado reduto republicano.
Em 12 de fevereiro de 1903, era nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul, integrando-o durante mais de três décadas, havendo
ocupado a presidência por muitos anos. Ainda foi um dos fundadores, primeiro
Reitor e professor emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Por volta do ano de 1926, quando as emancipações eram decretadas por atos
do então presidente do Estado, as lideranças políticas da época haviam
tentado a emancipação de André da Rocha, sem contudo terem logrado êxito,
pois já naquela ocasião a opinião dos chamados "chefes políticos" não
havia sido unânime.
O primeiro hotel foi de Pedro Freitas, cunhado de José Crispin Dias, que
vendeu-o, depois, para Argemiro Martini e este para Marcos Fiori e em
1941, para a família Tagliari. No ano de 1965, André da Rocha tenta pela
segunda vez sua emancipação política. A Comissão Emancipacionista daquela
época teve na sua presidência o Sr. José Carlos Prestes Machado Vieira
e como vice-presidente, o Sr. Adelino Denardi. Marcado o plebiscito para
o dia 12 de agosto de 1965,um dia antes a Comissão Emancipacionista e
a população de André da Rocha tomam conhecimento de que o mesmo havia
sido suspenso face o ingresso de um mandado de segurança no Tribunal de
Justiça do Estado.
Diante do fato inesperado, nada pôde a Comissão Emancipacionista da época
fazer e viu-se, então, a população frente a uma enorme frustração. No
dia 11 de novembro de 1987, após exaustivos debates em torno do assunto
que envolvia uma nova tentativa de emancipação por parte da comunidade
de André da Rocha, finalmente se reunia a população em Assembléia Geral.
Depois das infrutíferas tentativas anteriores, nasceu um sentimento natural
de descrédito na possibilidade de emancipar-se. Em 1987, passaram os Srs.
Antônio Vieira Jacques e Miguel Angelo Tagliari a levantar a possibilidade
de se fazer uma nova tentativa. Inúmeras emancipações estavam ocorrendo
no Estado e a comunidade de André da Rocha poderia tentar mais uma vez.
Inúmeras reuniões preliminares foram realizadas antes da data da Assembléia
Geral da Comunidade, ocasião em que vários líderes da comunidade recusaram-se
a assumir o comando do movimento, temendo nova derrota.
Na reunião de Assembléia Geral da Comunidade, realizada no dia 11 de novembro
de 1987, quando faltavam dois dias para encerrar o prazo de apresentação
de solicitações na Assembléia Legislativa do Estado, foi eleita, por unanimidade,
a seguinte Comissão para liderar a emancipação: Presidente: Miguel Angelo
Tagliari; 1.Vice-Presidente: Itibereca Paim Lourenço; 2.Vice-Presidente:
Luis Carlos da Silva Jacques; 1.Secretário: João Carlos Ramos Tagliari;
2.Secretário: Luiz Fernando Motta Paim; 1. Tesoureiro: Braz Reis Hoffmann:
2. Tesoureiro: Sadi Davila Hoffmann; Conselho Fiscal:Jonas Jacques Prestes;
José Alceu Vieira Jacques; Romeu Dondé; Antônio Foscarini; Pedrinho Cristianetti
e Firmino Vieira Jacques, que aceitaram o encargo. Vencidas inúmeras dificuldades,
o Tribunal Regional Eleitoral marcou a data de 10 de abril de 1988, para
realização de consulta plebiscitária à população de André da Rocha. Novamente
as forças conservadoras levantaram-se contra a emancipação, ingressando
novamente com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Estado,
requerendo a suspensão da consulta plebiscitária. No dia 24 de março de
1988, foi deferida a medida pleiteada, suspendendo a realização do plebiscito.
A Comissão Emancipacionista não se intimidou e reivindicou seus direitos
de consultar a população para que pudesse decidir a respeito de seus próprios
destinos, emancipando-se. Todas as tentativas resultaram infrutíferas
e o Tribunal de Justica manteve a suspensão do plebiscito.
Diante do quadro que se apresentava, a Comissão Emancipacionista continuava
lutando desesperadamente para conseguir seu intuito de realizar o plebiscito.
Não era mais possível a realização no dia 10 de abril de 1988, mas havia
ainda a possibilidade de realizar o plebiscito em outra data.
Todas as possibilidades legais diante do Tribunal de Justiça haviam sido
tentadas, contudo sem lograr êxito. Restava, então, a última alternativa
que era a negociação com o impetrante do mandado de segurança. Finalmente,
chegou-se a um denominador comum. Feito o acordo em torno das divisas
da área emancipada, no dia 21 de abril de 1988, em reunião do Tribunal
Pleno do Tribunal de Justiça do Estado, era arquivado o mandado de segurança,
face a desistência do impetrante.
Sem que fosse perdido um minuto sequer, pleiteou-se ao Tribunal Regional
Eleitoral do Estado para que fosse a consulta plebiscitária novamente
marcada, e ficou designado o dia 24 de abril de 1988, quando por esmagadora
maioria a população decidiu em favor da emancipação de André da Rocha.

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