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VACARIA DAS FAZENDAS
aos pomares de maçã, tem 243 anos de enfrentamento das
dificuldades geográficas, rios e penhascos, animais
silvestres, hostilidades dos indígenas, isolamento por falta
de rodovias e comunicações. No século 20, a região começou a
crescer, mas já tinha 50 anos de emancipação. No concurso
literário “243 anos da chegada dos açorianos aos Campos de
Cima da Serra”, cujos trabalhos deverão ser entregues até 10
de outubro, via internet, estamos resgatando personagens
históricos e fatos que não podem ser esquecidos, acesse
www.appio.com.br para mais informações. Uma das
obras-primas de Rigotti, na foto ao lado, reproduz em pintura
a óleo, antiga fazenda e passagem de tropeiros, atual sede da
AABB, capa de nosso suplemento mais recente. A área foi
permutada com Firmino Camargo Branco, mas outrora pertenceu a
uma das famílias mais tradicionais, com descendência direta
dos pioneiros. O pediatra Flávio M. Guazzelli confirma a
informação de 26/04 e acrescenta “a sede da Fazenda pertenceu
ao meu avô Benício Borges da Silva. Neste local nasceu a minha
mãe Maria Elça Borges Guazzelli. O Sr. Firmino Branco adquiriu
a terra quando não mais existia a casa e galpão. A sede que a
crônica refere, repito, pertenceu ao meu avô Benício Borges da
Silva e na inauguração da sede da AABB, minha mãe foi
convidada especial e homenageada, já que o local pertenceu ao
pai dela”. Cumpre registrar que Benício era filho de Juvêncio,
este filho de Luís, por sua vez filho de Balbina, filha de
Francisco B.Vieira, e este, filho de Antonio Borges Vieira e
Teresa Rodrigues de Jesus. O Dr. Flávio, está na 7ª geração
dos descendentes dos fundadores.
EM MUITOS CAPÕES,
a Festa do Pinhão enfrentou chuva, vento e frio, mas a
organização garantiu seu sucesso. A prefeita Mara Barcelos
consolidou a Festa do Pinhão, com organização perfeita e
grandes atrações, fazendo justiça a um dos municípios que mais
cresce no Estado. Muitos Capões foi ponto de atração em 1, 2,
3 e 4 de maio, com visitantes impressionados com o crescimento
da cidade, reconstruída após o tornado de 2005. Prédios
públicos, asfalto de ruas e avenidas, praça, prefeitura,
câmara de vereadores, oficinas da prefeitura, posto de saúde,
escola municipal, laboratório de informática, ginásio de
esportes, eletrificação rural, ponte do Passo Velho, boas
estradas no interior e em breve o Centro de Eventos, em fase
conclusão. Na foto, a missa crioula pelo Pe. João Zanela
(Esmeralda), animada por casais de Lagoa Vermelha, Nereu
Cirino (violão), Élio Moreira e Nelson Vargas (sanfona).
Lenços de chimangos e maragatos, entrelaçados na cruz de
guamirin, sob o altar da missa crioula. Muitos Capões
incentiva a produção de grãos, frutas, pecuária, florestas
comerciais e recentemente alho e uva. Vinhos Randon e
Aliprandini, elaborados com uvas produzidas aqui, foram
selecionados entre os melhores no Congresso de Enologia de
Bento Gonçalves.
LAGOA VERMELHA, 127
ANOS – Primeiro a se desmembrar da Vacaria dos
Pinhais, Lagoa Vermelha foi sede do município logo após a
emancipação de 1850. As constantes disputas políticas ocorriam
mais pelas dificuldades de comunicação dos vereadores e
habitantes, em razão da transposição dos rios no inverno e
precariedade das estradas. Pela disputa da sede, a Assembléia
Legislativa cancelou a autonomia da região, suspendendo o
município. A luta pelas DELEGACIAS REGIONAIS aquece a antiga
rivalidade. Se prevalecer o critério dos conselheiros
políticos da governadora Yeda, cada COREDE terá sua
Coordenadoria de Educação, a Regional de Polícia e Comando
Militar. A rede on-line reduz a burocracia, libera
funcionários públicos das atividades meios, para atividades
fins, mas coordenação e comandos regionais são indispensáveis.
Cada região tem necessidades próprias e status, que não quer
ceder. |