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10/05/2008 - COLUNA DO APPIO - CORREIO VACARIENSE

 

VACARIA DAS FAZENDAS aos pomares de maçã, tem 243 anos de enfrentamento das dificuldades geográficas, rios e penhascos, animais silvestres, hostilidades dos indígenas, isolamento por falta de rodovias e comunicações. No século 20, a região começou a crescer, mas já tinha 50 anos de emancipação. No concurso literário “243 anos da chegada dos açorianos aos Campos de Cima da Serra”, cujos trabalhos deverão ser entregues até 10 de outubro, via internet, estamos resgatando personagens históricos e fatos que não podem ser esquecidos, acesse www.appio.com.br para mais informações. Uma das obras-primas de Rigotti, na foto ao lado, reproduz em pintura a óleo, antiga fazenda e passagem de tropeiros, atual sede da AABB, capa de nosso suplemento mais recente. A área foi permutada com Firmino Camargo Branco, mas outrora pertenceu a uma das famílias mais tradicionais, com descendência direta dos pioneiros. O pediatra Flávio M. Guazzelli confirma a informação de 26/04 e acrescenta “a sede da Fazenda pertenceu ao meu avô Benício Borges da Silva. Neste local nasceu a minha mãe Maria Elça Borges Guazzelli. O Sr. Firmino Branco adquiriu a terra quando não mais existia a casa e galpão. A sede que a crônica refere, repito, pertenceu ao meu avô Benício Borges da Silva e na inauguração da sede da AABB, minha mãe foi convidada especial e homenageada, já que o local pertenceu ao pai dela”. Cumpre registrar que Benício era filho de Juvêncio, este filho de Luís, por sua vez filho de Balbina, filha de Francisco B.Vieira, e este, filho de Antonio Borges Vieira e Teresa Rodrigues de Jesus. O Dr. Flávio, está na 7ª geração dos descendentes dos fundadores.

EM MUITOS CAPÕES, a Festa do Pinhão enfrentou chuva, vento e frio, mas a organização garantiu seu sucesso. A prefeita Mara Barcelos consolidou a Festa do Pinhão, com organização perfeita e grandes atrações, fazendo justiça a um dos municípios que mais cresce no Estado. Muitos Capões foi ponto de atração em 1, 2, 3 e 4 de maio, com visitantes impressionados com o crescimento da cidade, reconstruída após o tornado de 2005. Prédios públicos, asfalto de ruas e avenidas, praça, prefeitura, câmara de vereadores, oficinas da prefeitura, posto de saúde, escola municipal, laboratório de informática, ginásio de esportes, eletrificação rural, ponte do Passo Velho, boas estradas no interior e em breve o Centro de Eventos, em fase conclusão. Na foto, a missa crioula pelo Pe. João Zanela (Esmeralda), animada por casais de Lagoa Vermelha, Nereu Cirino (violão), Élio Moreira e Nelson Vargas (sanfona). Lenços de chimangos e maragatos, entrelaçados na cruz de guamirin, sob o altar da missa crioula. Muitos Capões incentiva a produção de grãos, frutas, pecuária, florestas comerciais e recentemente alho e uva. Vinhos Randon e Aliprandini, elaborados com uvas produzidas aqui, foram selecionados entre os melhores no Congresso de Enologia de Bento Gonçalves.

LAGOA VERMELHA, 127 ANOS – Primeiro a se desmembrar da Vacaria dos Pinhais, Lagoa Vermelha foi sede do município logo após a emancipação de 1850. As constantes disputas políticas ocorriam mais pelas dificuldades de comunicação dos vereadores e habitantes, em razão da transposição dos rios no inverno e precariedade das estradas. Pela disputa da sede, a Assembléia Legislativa cancelou a autonomia da região, suspendendo o município. A luta pelas DELEGACIAS REGIONAIS aquece a antiga rivalidade. Se prevalecer o critério dos conselheiros políticos da governadora Yeda, cada COREDE terá sua Coordenadoria de Educação, a Regional de Polícia e Comando Militar. A rede on-line reduz a burocracia, libera funcionários públicos das atividades meios, para atividades fins, mas coordenação e comandos regionais são indispensáveis. Cada região tem necessidades próprias e status, que não quer ceder.