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30-08 DESARMAMENTO, seria bom de fosse verdade.
Dentro de poucos dias o país se manifestará sobre o Estatuto do Desarmamento, decidindo se haverá proibição ou não do comércio de armas e munições no país.
Intriga-me o fato de não haver justo debate sobre o assunto, com trânsito à margem do noticiário nacional, evitando a discussão e empurrando, sem esclarecimentos, esta decisão histórica.
Estamos preocupados, pois não é oferecida alternativa aos que querem manter o legítimo direito de defesa, e não querem abrir mão do direito e do dever de defender sua família e seus bens.
Não sou a favor do armamento, sou a favor do desarmamento de bandidos. Mas não será proibindo o comércio de armas e munições que o bandido será desarmado.
DESARMAMENTO, seria bom de fosse verdade.
Votarão SIM os que não querem armas e tem razão, os que já tiveram acidentes domésticos os que querem u mundo sem armas, sem violência, um mundo de paz.
Mas será assim, a vitória do SIM que se desenha hoje nas pesquisas, com forte apoio da imprensa, não retirará as armas da bandidagem, mas estimulará o contrabando e o crime organizado.
Lembro constantemente e vou fazê-lo quantas vezes me for possível dizer que “os primeiros desarmados foram os caminhoneiros e os taxistas, que hoje pagam um preço muito alto, às vezes com a própria vida, pois são presas fáceis da bandidagem”.
Um caminhoneiro escreveu no aparabarro do seu caminhão “No Referendo das Armas vou votar Não. Me pergunte porque”. O caminhoneiro hoje é você amanhã.
Melhor seria adiarmos a consulta, já que não é possível, vamos votar NÃO. Agindo assim, ficará aberta a porta para novas propostas. Pelo Estatuto, o cidadão pode possuir arma, se for registrada e com porte de arma fornecido pela Polícia Federal, desde que justificada sua posse, submetendo-se às regras rígidas, bons antecedentes e avaliação psicológica.
A União destinou em Orçamento, pouco mais de 400 milhões de reais para a Segurança Pública nos estados, mas contingenciou mais de 60%. Os estados receberão efetivamente apenas 169 milhões, o que representa pouco menos de um terço do que será gasto com o Referendo.
Inexplicável esta gastança de 600 milhões para realizar a consulta, pois poderia fazê-la conjuntamente com as eleições do próximo ano, e com o mais amplo debate.
Sem esclarecimentos muitos votarão SIM pensando em desarmar os bandidos, fechando a porta para o legítimo direito que o cidadão tem de exercer sua defesa e proteção, especialmente na área rural.
NÃO ao projeto que não desarma bandidos.
NÃO ao projeto que fortalece o contrabando e o crime organizado.
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