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22/03/2006
- APPIO ALERTA: CUIDADO COM A ÁGUA POTÁVEL, POIS ELA
PODE FALTAR
Hoje é o Dia Internacional da Água, um
elementos fundamental para a sobrevivência do ser
humano. O deputado federal Francisco Appio sugeriu, da
tribuna da Câmara, que o Ministério da Educação adote,
nos currículos escolares, aulas de disciplina no consumo
d’água. “Seria muito importante que estudantes
recebessem orientações de economia e bom uso da água
potável. O desperdício pode nos custar caro amanhã,
quando for reduzido o estoque”, propôs Appio.
O deputado lembrou ainda que, apesar de o Brasil deter
12% das reservas de água potável do mundo, é ameaçado
pelas estiagem, quando regulamente sofre
desabastecimento nos interiores do país. “Além disso,
algumas fontes naturais e também mananciais de água
subterrânea estão contaminados”, alertou o parlamentar.
Ele chama a atenção que, conforme estudos da ONU, 80%
das doenças são ocasionadas pela ingestão água não
potável. A mesma situação é responsável por 33% das
mortes.
Apoio à pesquisa
Francisco Appio indicou Emenda Individual de 250 mil
reais para pesquisa e programas de uso racional da água
em Vacaria e região. O trabalho será coordenado pela
Universidade de Caxias do Sul, através do campus de
Vacaria.
01/01/2006 -
Matéria publicada no Jornal O Sul de 01 de fevereiro de
2006, alertando sobre as mudanças climáticas no planeta.
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para ver matéria -

21/11/2005 -
MANIFESTAÇÃO DO DEPUTADO APPIO SOBRE O FUTURO DA ÁGUA NO
NOSSO PLANETA
GRANDE
EXPEDIENTE Francisco Appio – Deputado Federal
21.11.2005
ÁGUA: PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE
Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados.
A água é um patrimônio universal. São responsáveis pelo
uso racional desse elemento os governos e cada cidadão.
Por isso, torna-se imprescindível que iniciemos um
debate de conscientização, incorporando o tema na
educação ambiental de nossa sociedade, principalmente
para crianças e adolescentes, que têm a oportunidade de
crescer juntamente com a reflexão sobre o futuro da água
potável no nosso planeta.
Durante os meses de agosto e setembro deste anos
realizamos, nas universidades do Rio Grande do Sul, um
debate sobre o tema. Alunos participaram do concurso que
realizamos, com a coordenação de um grupo de professores
com crônicas, destacando os três melhores trabalhos, que
transcrevemos a seguir:
1º Lugar: Nome: João Fernando Antunes Osório
Universidade de Caxias do Sul - Campus de Vacaria -
Curso: Bacharelado em Direito - 10º Semestre
Água, patrimônio de primeiro mundo.
Em um dado momento, uma tribo vivia em meio a uma densa
floresta, isolada da comunicação com qualquer outra
forma de civilização, porém, com uma grandiosa
quantidade de ouro. Ocupavam este ouro para as mais
variadas coisas, erguiam suas casas, produziam
utensílios para uso próprio, e tantas outras coisas, mas
menos como bem de valor patrimonial. Por quê? Pelo
simples fato de não conhecerem o valor monetário que
outras civilizações atribuíam àquele metal precioso e
pela abundância daquele minério naquela região, o que
lhe tornava algo comum para aquelas pessoas.
Em outras palavras, aquela tribo era rica e não sabia.
Assim é o Brasil, detentor de uma das grandes riquezas
naturais, cobiçada pelo mundo inteiro, mas com um
revestimento patrimonial que ainda não lhe atribuímos de
fato. Não fazemos nada sem água, precisamos dela para
quase tudo, e principalmente para viver, pois sem este
líquido o organismo humano não sobrevive. Por isso
dizemos que “água é sinônimo de vida” e por este motivo
já deveria receber a devida valorização que merece.
O problema é que por sermos um país bem dotado de bacias
hidrográficas, e que ao abrirmos as torneiras vemos este
bem precioso jorrar em abundância, somos levados a
pensar (ou a não pensar) como aquela tribo, ou seja, não
lhe atribuímos o real valor e deixamos escoar pelos
ralos um prejuízo que outras gerações poderão sentir na
pele, inclusive com o perecimento da própria humanidade.
Alguns críticos, preocupados e atentos com a escassez da
água e conscientes de sua importância para a perpetuação
da vida humana, apontam para um futuro próximo, onde com
o fim do petróleo, a água compulsoriamente passará a uma
valorização monetária nunca antes imaginável, e muito
caro se pagará por uma pequena quantidade. Assim, os
países detentores das maiores fontes hídricas passarão,
concomitantemente, a serem potências mundiais no aspecto
econômico.
O fato é que dentre tantos problemas ligados à água,
podemos dividi-los a nível mundial e nacional. O
problema mundial, muito mais grave e acentuado que o do
Brasil, está ligado basicamente à escassez e a falta de
fontes naturais para abastecer a demanda de países com
menos sorte que o nosso. Já no Brasil, onde as fontes
são mais abundantes, temos o problema da falta de
consciência da população quanto à preciosidade deste
bem, o que gera, por conseqüência, uma falta de
racionalização do uso.
No entanto, os desdobramentos resultantes desta falta de
consciência são preocupantes. Segundo a Organização das
Nações Unidas (ONU), no século 20, o uso da água cresceu
duas vezes mais rapidamente do que a população, o que
nos mostra que o uso racional torna-se cada vez mais uma
questão de sobrevivência e não apenas ambiental.
Mas conscientizar, infelizmente, já não é mais o
bastante. Não basta a maioria da população racionalizar
o uso da água, se continuarmos a ofender o meio ambiente
de outras formas, a exemplo da poluição, degradação de
ecossistemas, extinção de mananciais, dentre outros.
Há muito a natureza tem nos mostrado ser impiedosa em
sua vingança, e com um poder de fogo incomparável.
Exemplo disso são os furacões, tsunamis, enchentes,
secas, alterações climáticas, além de outros fenômenos
naturais que têm assolado o planeta nos mais variados
continentes.
Em nossa região, presenciamos recentemente a fúria da
natureza de diferentes formas. Quem poderia imaginar um
tornado de tamanha intensidade como o que aterrorizou a
cidade de Muitos Capões? Com relação à água, a seca a
que fomos submetidos parece um paradoxo: como um país
que detém cerca de 12% a 16% do total de água doce do
planeta pode sofrer com a falta de água, a ponto de ter
que adotar posturas governamentais de racionamento
forçado.
A indefinição das estações do ano reflete um total
desequilíbrio natural com o qual estamos sendo forçados
a nos habituar, isto sem falar nos picos climáticos, com
temperaturas cada vez mais altas, reflexo do
superaquecimento e da ineficiência da camada de ozônio,
que tende a desaparecer por completo.
São muitos os projetos e ações governamentais
trabalhando com o aspecto do uso racional de água, os
quais partem de uma atividade primária de
conscientização da população, mas parece que nada se
compara com a eficiência da comoção gerada pelas
catástrofes naturais. A natureza parece querer nos
mostrar, a duras penas, o que não conseguimos ver com os
próprios olhos.
Para os religiosos, estamos diante das profecias
apocalípticas, e muito próximo do fim dos tempos, no
entanto, prefiro ser cético, e pensar que tudo isto têm
uma provável solução, que talvez esteja na alteração do
próprio modus vivendi de cada um. O capitalismo
desmedido é inimigo direto do meio ambiente, mas de nada
adianta o acumulo de capital se não houver vida para
gozar de tudo isto.
A preocupação ambiental já ultrapassa a barreira do
natural e adentra numa questão de sobrevivência e
perpetuação da raça humana e a vida na terra. É preciso
que aprendamos com os erros, principalmente quando a
gravidade que deles decorrem são de grande monta como os
que estamos presenciando. É preciso, talvez, invertermos
nosso entendimento de riqueza como não somente aquilo
ligado ao acúmulo de capital, mas também aquilo que irá
garantir a vida de nossos netos, bisnetos, e demais
gerações vindouras.
Uma solução colocamos a público, ou nos conscientizamos
do valor da água e passamos a utilizá-la de forma
racional, ou colocamos um corante que tinja-a de ouro
para que a população pense como tal, pois entre viver na
realidade medíocre e viver na ilusão, o melhor mesmo é
VIVER.
2º Lugar: Helena Maria Santi Martins
Curso Superior em Tecnologia de Agropecuária- Sistemas
de Produção - Primeiro Semestre
O FUTURO DA ÁGUA NO PLANETA
“Depois, o senhor Deus plantou um jardim no Éden, ao
oriente e nele colocou o homem que havia formado. O
Senhor Deus fez desabrochar da terra toda espécie de
árvores agradáveis a vista e de saborosos frutos para
comer.
Um rio nascia no Éden e ia regar o jardim, dividindo-se
a seguir em 4 braços.” (Gênesis 2-8/10)
E a partir daí o homem sentiu-se dono da natureza sem o
devido respeito e amor que ela merecia.
Acreditou-se que os recursos eram inesgotáveis, que as
florestas, rios e mares, nada tinha fim, e como filho
ingrato foi sugando desta mãe tudo que podia. Era tanta
água que jamais se imaginou que um dia ela pudesse fazer
falta.
Na ânsia do imediatismo, os córregos foram desaparecendo
entulhados de lixo, os rios foram sofrendo com o
assoreamento e com o acumulo de tudo aquilo que não
tinha uma suposta utilidade.
Grandes rios e quedas d’água foram desviados, cortados,
represados em nome do crescimento e da evolução.
Esqueceram ou não se preocuparam com as possíveis
consequências.
A agricultura tem sido apontada como salvação econômica
e social de um país, mas nem assim preocupou-se com a
contaminação do solo e dos lençóis freáticos, com o uso
indiscriminado dos pesticidas e dos venenos, comumente
chamados de defensívos agrícolas que cada vez são mais
são usados.
Será que com tanto conhecimento adquirido pelo homem não
é hora de somar com as pesquisas de biotecnologia? E
também dar mais atenção a técnicas, pesquisas, projetos
como Permacultura, Cultivo Orgânico, resgate de sementes
crioulas, despoluição de rios? Tudo isso faz parte do
desenvolvimento sustentável, usado como bandeira por
tantos.
São alternativas que podem ajudar a se ter um meio
ambiente mais saudável e consequentemente a reservas de
águas em maior quantidade e mais limpas.
Recentemente começaram a fazer experimentos no mar
colocando ferro em sua profundeza com o objetivo de
aumentar as florestas de planctons que por sua vez
aumentaria a liberação de oxigênio na atmosfera. Será
mesmo que irá trazer só benefícios ou estamos inventando
mais uma maneira de poluir também os mares?
E as grandes empresas de refrigerantes coloridos que
usam enorme quantidade da nossa água pagando um preço
irrisório para transformá-la em produtos sem nenhum
valor nutricional, muito pelo contrário até prejudicais
a saúde. O que é exigido delas em relação ao meio
ambiente?
O homem é 70% água e ela é indispensável para a vida,
uma pessoa pode viver muitos dias sem comer mas viverá
poucos sem beber água.
Os povos nativos considerados como culturas diferentes
das civilizações conhecidas sempre souberam respeitar a
Grande Mãe e viver em harmonia com seu meio ambiente e
mesmo assim ainda são chamados de selvagens,
acredito que está na hora do homem branco começar a ser
“selvagem”.
O futuro do planeta água está nas mãos da humanidade,
suas ações e atitudes é que vão determinar os
resultados.
Uma vez li um texto escrito por KAKA WERÁ JACUPÉ, um
txucarramãe, que significa guerreiro sem armas , e é com
as palavras dele que gostaria de deixar a minha mensagem
final:
“O pulsar da estrela na noite é o mesmo do coração.
Homens, árvores, seres, rios e mares são um corpo, com
ações interdependentes. Esse conceito só pode ser
compreendido através do coração, ou seja da natureza de
cada um.”
3º Lugar: Tatiane Maciel Gil - Universidade de Caxias
do Sul (Campus de Vacaria)
Bacharelado em Direito - 12º Semestre
AINDA HÁ TEMPO!
O planeta terra será desertificado. Será daqui a três
semana, a falta total de água. Às 17:45 (horário oficial
de Brasília), numa sexta-feira que não é treze, e é o
melhor dia da semana. Constata-se coisas terríveis
diante da informação: não vai ter o final de semana! Não
poderemos assistir ao “FAMA”.
Quer saber como eu sei disso? Foi através de um
funcionário do SSI ( Serviço Secreto de Informação), que
me fez prometer que não contaria nada à ninguém. Mas é
impossível! Deveria ser mantido em sigilo, mas nada é
mais perigoso do que o abuso dos preciosos recursos
hídricos do mundo, apostando na tecnologia como
resposta. Não haverá salvação tecnológica para um
planeta prestes a desaparecer.
É necessário fazer algo com urgência! Caso contrário
segunda-feira, mais precisamente daqui a três semanas
quando todos devem voltar a trabalhar vai-se perceber
que o mundo acabou, sem mais nem menos, faltou os
preparativos.
“ Vivemos com a ilusão de uma oferta ilimitada de água
no planeta. Como tudo é falso! A quantidade de água doce
disponível é aproximadamente de 0,5% da existente no
planeta, o resto é água congelada nos polos norte e sul,
ou no mar. A água é o principal alimento do ser humano e
constitui 70% do seu peso. Este líquido representa a
preservação de toda a vida no planeta. Não podemos
permitir que a água, que é herança da terra, não seja
preservada como bem público protegida por uma legislação
forte, nacional e internacional. O que está em jogo é o
acesso a água que atende as necessidades básicas e
constitui um direito humano inalienável. Cabe a cada
geração zelar para que a abundância e qualidade não
sejam diminuídas em conseqüência de atividades
predatórias”. E assim vai, anúncios e mais anúncios. “A
água do planeta é limitada e está sob permanente
ameaça!”.
Penso que não estou bem! Mas, toda essa história de água
passou com um filme em minha frente e, ainda não avisei
ninguém. Quem avisarei primeiro? Não posso gerar pânico,
nem tumultuar o comércio com uma explosão de compras à
prestação.
Quem sabe divulgo pela imprensa? Não é o ideal! A
imprensa vai querer explorar a informação, vai buscar
dados mais concretos de especialista no assunto e achará
que o que digo não é confiável, e por fim acabará me
processando. Tenho que procurar outra forma!
Já sei! O governo! Este já sabe, mas como tem a função
de trabalhar pelo bem comum da população e dever de
protegê-la, terá que divulgar! Não sei se vai dar certo,
pois terá que ter reunião com o Ministério do Meio
Ambiente, será necessário termos a data correta do fim
da água, e afinal são só três semanas para preparar a
campanha “shows, publicidade, construção de monumentos”,
organizar tudo. E os gastos não estão previsto no
Orçamento da União, o dinheiro está reservado para o
mensalão.
É a oportunidade para surgir um novo imposto, com
certeza será o IPFA (Imposto Provisório para o Fim da
Água). O Estado e quem sabe o Município também vão
querer impostos. Impossível, não temos como pagar mais
impostos.
Pensando bem, a quem recorremos nas horas de
dificuldades? Vamos a igreja e rezamos. Isto mesmo, vou
recorrer aos religiosos, afinal eles sempre pregaram que
o mundo um dia acabaria. Serão três semanas de muito
tumulto e conflito, pois com certeza os religiosos irão
começar os acertos dos últimos dois mil e mais alguns
anos em uma única vez. Cansei, não dará certo com os
religiosos.
Qual será a fonte mais rápida de informação? Claro, como
não pensei nisso antes, divulgarei pela internet que nos
resta pouco tempo para: tomarmos água potável (oito
copos por dia para o adulto), defrutarmos de um bom
banho de chuveiro, roupas limpas, carros lavados com
água que sai da torneira e ainda pescar nos rios. E
informarei o que nos aguarda nos próximos dias: somente
poderemos beber um copo de água por dia, as roupas serão
descartáveis e o aumento de lixo será inevitável, a
população ficará doente pela desidratação e a pele terá
chagas provocada pelos raios ultravioletas que já não
tem a camada de ozônio que os filtrava. O comércio e a
indústria estarão paralisados e o desemprego será total.
Chegamos ao fim, a vida na terra não mais será possível
porque o homem destruiu o meio ambiente e chegamos a um
ponto irreversível.
Será que devo mesmo divulgar em alguma página? Acredito
que não vou achar uma página específica para tratar do
tema “Água e o Fim do Mundo”. A humanidade precisa se
preparar de uma forma decente para o seu fim!
Não tem jeito mesmo. O planeta será desertificado. O
mundo irá acabar. Tudo é tão complicado, afinal o fim do
mundo não é o fim do mundo. Ou é? Já não sei! O que
quero que todos compreendam é que ainda podemos fazer
algo para salvar nosso planeta!
Que este pesadelo sirva para reflexão: a quem pertence
água? Quem deve apropriar-se dela? De que leis
necessitamos para proteger a água? Qual é o papel do
governo? A quem cabe a responsabilidades de zelar pelo
“sangue azul” da natureza? Como envolver os cidadãos
neste processo?
Vamos reestruturar radicalmente nossa sociedade e o
estilo de vida a fim de reverter a depredação dos
recursos hídricos e aprender a viver com eles de forma a
sustentar os seres vivos e a natureza.
Ufa! Que pesadelo.
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O DEBATE COMEÇOU
Com a realização deste concurso atingimos parte de
nossos objetivos. A outra etapa virá a seguir com
recursos priorizados por Emenda Parlamentar, de nossa
autoria, destinando 250 mil reais, para a elaboração e
execução de um grande projeto de pesquisa das águas nos
Campos de Cima da Serra, no nordeste gaúcho. Estes
recursos serão geridos e o projeto será executado pela
Universidade de Caxias do Sul – Campus Vacaria, durante
o ano de 2006.
Reconhecemos a importância dos estudos realizados pelos
universitários participantes do concurso sobre “o futuro
da água potável em nosso planeta”. Por isso selecionamos
outros 12 trabalhos, que registramos nos anais desta
Câmara Federal, como contribuição para o debate que
iniciamos:
Fabiana Parisotto Fernandes (UCS Vacaria – Curso de
Licenciatura Plena em Pedagogia – 6º semestre)
SALVANDO NOSSO PLANETA
É estranho pensar que a água potável esteja em risco de
extinção em um planeta onde existe muito mais água do
que terra. Porém, a realidade é que menos de 1% da água
potável está disponível para consumo. As pessoas
precisam ser conscientes e comprometidas com a
sobrevivência de sua própria espécie, e uma
sobrevivência de qualidade, visualizando o futuro não só
desta geração, mas dos seus filhos, netos e assim por
diante. Mas, infelizmente precisamos pensar no assunto e
tomar uma atitude em conjunto, ou seja, todos os
segmentos da sociedade, começando pela família, nas
comunidades até chegar aos governantes, passando pelos
meios de comunicação que atualmente exercem um poder
muito grande sobre as pessoas e atingem quase todos os
lugares do mundo, pois a responsabilidade não é de
alguns, mas de todos.
É necessário deixar para atrás a visão de que a água é
um bem natural renovável e infinito e passarmos a
entender a realidade, buscando reverter um pouco do mal
que os seres humanos já fizeram para a natureza, como
desmatamento, poluição, queimadas, para que ela possa
também voltar a nos devolver benefícios como um clima
estável e água farta. Apesar da ciência ter avançado
muito nestes últimos anos, e a fórmula da água ser bem
simples, não é possível fabricar, ou seja manipular esta
fórmula para beneficiar a humanidade, por isso a
necessidade constante de manter limpas, aproveitáveis e
intactas as fontes existentes.
Todos deveríamos saber que o corpo humano a exemplo do
planeta terra, é formado em sua maioria por líquidos e
se a água potável vier faltar, a humanidade terá traçado
seu próprio fim, pois o homem pode sobreviver quase um
mês sem comer, mas somente três dias sem ingerir líquido
e, não qualquer líquido, sem tomar água, que além de
saciar nossa sede, nos traz saúde e purificação para o
organismo.
É preocupante analisarmos que, no momento, a atenção de
todos está voltada não para o futuro da água potável, ou
melhor, o futuro da própria espécie humana, mas sim,
para quem detém mais poder, quem manda mais, quem tem
mais dinheiro, quem rouba mais. E é muito engraçado que
os governantes, os grandes da situação mundial, a mídia,
os que deveriam desencadear grandes campanhas de
preservação e conscientização, pareçam ignorantes para o
assunto, não se dando conta que toda essa busca
desenfreada por poder, dominação e dinheiro será em vão
quando o maior combustível da raça humana desaparecer.
Esperamos que não tarde acontecer uma campanha de
qualidade que realmente conscientize a população da
importância de preservar o meio ambiente. Mas, é preciso
que a história comece a ser revertida agora, enquanto
alguma coisa ainda pode ser feita, porque se essa
realidade não mudar, a única cena que será vista é a
tristeza de uma população sedenta que precisará se
sacrificar, e até mesmo morrer ou matar para poder tomar
um simples copo d’água, que será mais caro que pedras
preciosas e muito mais raro no planeta. E visualizando
muito mais à frente seremos lembrados em livros de
história como uma espécie que passou pela terra, e se
ainda existirem seres humanos, viverão apenas os
cretinos e aleijados devido a ingestão de alimentos
intoxicados com pesticidas de todas as espécies.
O momento é esse, precisamos aproveitá-lo, e lutarmos de
todas as formas possíveis e imagináveis pela preservação
e continuidade da existência da água potável, e
conseqüentemente pela sobrevivência do planeta terra e
todos as suas riquezas.
Tangriane Forest Santos (UCS/Vacaria - Curso: Direito
e Gestão Ambiental Semestre: 1º ano
O Futuro da Água Potável no Nosso Planeta
Há certo tempo acreditava-se que a água potável era um
bem natural infinito. Porém, os estudos foram
aprofundando-se e pesquisas mais verticalizadas
esclareceram que o meio ambiente e a maioria de seus
bens são finitos – inclusive a água - e assim só não
serão se a humanidade dedicar cuidado, preservar o
ecossistema e desenvolver consciência ambiental,
expressando isso em atitudes no seu cotidiano.
A água potável está para a vida, como o ar está para o
homem, e ainda, o gás carbônico está para as plantas.
Sabe-se que o homem precisa, dentre outras coisas, do ar
para viver, pois se ficar cerca de três minutos sem ar,
logo ele perde a consciência, o cérebro pára e seus
órgãos cessam as funções do organismo.
Do mesmo modo, o gás carbônico que é o principal
alimento das plantas, as quais extraem água e sais
minerais do solo, gás carbônico do ar e captam a energia
solar, produzindo substâncias orgânicas e oxigênio,
sendo que esse último é liberado na atmosfera – esse é o
processo de fotossíntese, o qual exemplifica de forma
sucinta a necessidade que os seres vivos têm dos
recursos naturais para fazer perdurar a sua
sobrevivência.
Os exemplos acima descritos não diferem com relação à
água potável, pois a planta sem água não se desenvolve,
as flores não florescem, os frutos não nascem e suas
fibras acabam secando. Já o homem sem água potável é
literalmente condenado à morte, pois num período de três
a quatro dias em que permanecer sem beber água, seu
corpo padece completamente.
Assim, considerando que se opte a não beber água ou a
não regar uma planta, sabe-se o resultado disso. Mas ao
se aludir a uma falta de água permanente no planeta, ou
mesmo a escassez de água, e beber ou não água deixar de
ser uma opção, deparar-se-á então com o caos para a
continuação da vida em nosso planeta.
Quiçá disséssemos que isso é apenas uma fábula, que não
há risco de se tornar um problema real. Porém, os atuais
fatores ambientais mostram-nos que devido à degradação
que já ocorreu, bem como a que está ocorrendo no meio
ambiente, a permanência dos mananciais de água potável
do nosso planeta estão seriamente comprometidos, pois a
devastação de florestas, os cortes ilegais de árvores, o
extermínio de predadores naturais, a poluição dos rios e
do ar, dentre outras formas de degradação, afetaram tão
profundamente o ecossistema da Terra, que hodiernamente
podemos afirmar que num futuro próximo enfrentaremos a
escassez e até mesmo a falta de água potável para
abastecer a população mundial.
Hoje se tem a compreensão de que se esse problema vier a
se efetivar gerará uma guerra pela sobrevivência dos
povos, e sob uma fria e breve análise vê-se entrar na
disputa o poderio econômico, pois num mercado onde
determinado produto está escasso, valores são agregados
sobre ele, e o seu custo torna-se tão elevado que apenas
uma casta social pode ter acesso. Essa conseqüência
seria desastrosa para a humanidade, porém é um ângulo da
história do futuro da água potável que deve ser
estudada, embora seja apenas uma hipótese.
Contudo, é sabido sobre a existência de lençóis
freáticos no planeta, mas precisamos preservá-los, pois
a água tem várias fontes de poluição. A maior delas está
nas cidades. A falta de saneamento básico contribui para
que grande parte do esgoto das casas e das indústrias
sejam jogado nos rios e córregos, assim como os lixos
dos aterros municipais, que quando vazam acabam indo
para as águas subterrâneas. Produtos químicos usados nas
casas e apartamentos como solventes de tinta e
limpadores de forno são jogados no lixo ou no esgoto,
isto de uma maneira ou de outra acabam sempre indo parar
na água que abastece as cidades. Ainda pode-se citar a
chuva ácida e os produtos agrotóxicos que acabam
escorrendo para os rios, ou infiltrando-se até às águas
subterrâneas.
A consciência ambiental começa dentro de casa e no
cotidiano de cada ser humano. Podemos começar
economizando água em inúmeras situações, por exemplo,
não lavar a louça com a torneira permanentemente aberta,
ao escovar os dentes fechar a torneira e não desperdiçar
água para lavar calçadas e carros toda a semana.
Além disso, há outras atitudes diárias para preservar o
meio ambiente e que afetam de forma direta a conservação
dos mananciais de água potável do planeta, quais sejam,
separar o lixo onde há coleta seletiva, não jogar lixo
pela janela do carro, não jogar lixo no chão, não
provocar queimadas, exercer seu direito de cidadania e
exigir do poder público redes de esgoto para que os
detritos não contaminem os rios e riachos, bem como
cobrar a fiscalização no que tange a emissão de gases e
detritos indústrias. Essas atitudes condizem com o amor
pela nossa vida e pela vida que habitará esse planeta no
futuro.
Diante do exposto, podemos perceber que o ecossistema
terrestre foi transformado no decorrer dos séculos, e o
protagonista disso foi o homem. Mas agora que sabemos
que nós somos partes responsáveis pelo meio ambiente
saudável e pela continuação da vida no planeta podemos
assumir atitudes conscientes, numa unidade funcional do
ecossistema onde tudo está relacionado com tudo, de tal
maneira que não podemos tocar num elemento isolado sem
afetarmos o conjunto.
E por fim, cientes de nosso trabalho, abracemos a vida,
preservando a casa natural dos homens, o nosso Planeta
Terra.
Vanessa Scarabelot (Administração de Empresas - UCS/
8º semestre)
O FUTURO DA ÁGUA POTÁVEL NO NOSSO PLANETA
Afinal, qual o motivo para nos preocuparmos com a falta
de água potável!? Ainda mais em um país no qual existem
as maiores reservas de água potável do mundo? Em um
planeta com tantas geleiras. E o mar então, quanta água
pode-se tirar dele! Sim... mas também estamos em um país
onde sua utilização e, diga-se de passagem, os
desperdícios com água são enormes, e onde sua
distribuição não é uniforme em todo território. Estamos
em um planeta onde os custos para transformar água
salgada em água potável ainda são muito altos. E o pior,
onde grande parte da população ainda não percebe os
benefícios e a importância de termos água potável
disponível.
Poucos acreditam que a água potável terminará, afinal,
alguém descobrirá (e colocará em prática) uma forma de
utilizar melhor a água. Alguém poupará. Alguém...
Alguém... É sempre assim... “Alguém fará algo por nós.”
Então porque a preocupação antecipada!?
Em geral, uma pessoa só toma consciência da importância
da água, quando esta falta na torneira. E, acredite, a
água potável não faltará, mas, para termos acesso a ela
precisaremos pagar muito caro. E isto ocorrerá muito,
muito cedo se continuarmos ignorando este assunto. É
difícil crer, mas, em pleno racionamento, pessoas se
preocupam em lavar calçadas e carros no escuro da noite
para que as autoridades competentes não vejam; e ficar
sem encher a piscina em pleno verão então? Isso é um
crime! Pois é, alguns não pensam no crime de fazer
crianças e adultos ficarem sem água para beber, pois o
mais importante é ter um reservatório cheio para poder
tomar um banho bem demorado... e tudo isso em épocas de
racionamento. O desperdício também é absurdo em vários
setores da economia como agricultura e indústrias, onde
muitos ainda não aprenderam a importância de reutilizar
a água ou, por que não, utilizar a água da chuva. Mas
também não se dá importância para isso, afinal, dá muito
trabalho. E a água não deve faltar!?
A água já tem se tornado um elemento de disputa entre
nações. Muitos países, hoje, enfrentam a escassez
crônica da água, e este número aumentará dia a dia. Em
alguns países, as pessoas têm um volume mensal para
utilizar. Passou da cota!? Fica sem até o próximo mês.
A água potável é um elemento essencial à vida, mas ela
não estará disponível infinitamente, a nosso bel prazer.
É imprescindível que haja uma conscientização da
população mundial quanto a utilizá-la de forma mais
eficaz, ou ela estará disponível somente a poucos
privilegiados.
Quantas perguntas temos para responder... quanto é
necessário refletir... e só há uma resposta: se não
houver conscientização a água potável vai faltar para
uma grande parcela da população mundial!
Paulo Augusto Gobbi (Ciência da Computação – UCS/ 4º
semestre)
Crônica sobre o tema “O futuro da água potável no
nosso planeta”
“Nosso mundo está vivendo uma fase maravilhosa, nunca
vista antes, de perfeita paz, harmonia e sossego. Não
precisamos nos preocupar com nada. Não existem mais
assaltos, muito menos seqüestros e assassinatos. A
palavra ‘guerra’ foi banida do nosso dicionário devido à
sua falta de uso. A natureza está tão calma quanto as
pessoas, não ouvimos mais falar em terremotos,
enchentes, maremotos. O buraco da camada de ozônio parou
sua acelerada degeneração, ao contrário, nosso meio
ambiente nunca esteve tão ‘saudável’. E por falar no
nosso meio ambiente, a nossa água não para de se
renovar. Encontramos cada vez mais fontes inesgotáveis
desse bem natural. Temos que parar de captar essas novas
fontes porque em um futuro próximo, não teremos mais
onde armazenar tanta água potável”. (Jornalista Paulo
Augusto Gobbi).
Que maravilha seria encontrar manchetes como estas
descritas acima em nossos jornais, mas a realidade é
muito mais preocupante. Focalizando a natureza, ela não
para de nos mandar avisos furiosos de seu
descontentamento perante nossos atos. São ondas gigantes
que surgem do nada e matam centenas de milhares de
pessoas na Ásia. Terremotos que destroem centenas de
cidades na China. Enchentes e furacões que não deixam
nada vivo no seu rastro de destruição. Onde isso irá
parar?
Ninguém manda e nem prevê os atos da natureza. Com
certeza ela está revoltada assim devido às nossas ações
irresponsáveis para com os recursos vitais que ela nos
concede sem pedir quase nada em troca, somente respeito.
A água é a fonte da vida, mas é uma fonte que está
terminando. É tão simples, porém preocupante, imaginar
no mundo daqui alguns anos, sem a abundância de água
como encontrada hoje. Isso será, sem dúvida, o motivo da
terceira guerra mundial.
Cada um tem que se conscientizar e fazer a sua parte
para deixar, nem que seja pouca, certa herança desse bem
para nossas gerações futuras. Não quero nem imaginar, se
Deus quiser, na minha outra vida olhando lá de cima para
meus descendentes, todos em situações precárias devido à
falta de água no mundo, se armando tanto jovens como
adultos, para encarar nas linhas de frente batalhas para
conseguir tomar posse de uma pequena parcela de água
que, quando estava na minha época, era abundante e a
gente não sabia o que tinha nas mãos e não cuidamos,
deixando chegar ao ponto que está chegando.
Você imagina esta situação? Eu imagino, mas rezo e faço,
nem que seja algo mínimo, para que isso não aconteça. E
você faz a sua parte?
Edgar Bueno Silveira ( Pedagogia – UERGS Vacaria/8º
Semestre)
O Futuro da Água Potável em nosso Planeta
Teria sido um dia comum, não fossem as reflexões. Era um
sábado. Levantei às 6:10hs e desenvolvi as ações de
praxe: lavar o rosto, barbear-se, café da manhã, escovar
os dentes, etc. Cerca de cinqüenta minutos depois estava
eu já dentro do ônibus, na mesma linha que me leva todos
os dias para Campestre da Serra onde leciono o dia todo.
Chovia bastante. A bica d’ água, na famosa curva da
bica, chegava a borbulhar. A água que dela escorria,
aparentemente limpa e espumosa, em função da queda,
chamava a atenção mais do que os outros dias. Essa
beleza natural, uma bela paisagem para os amantes da
natureza, apresenta, de uns tempos para cá um novo
elemento: a placa! O que diz a placa? “Água não
potável”. Tudo bem, era de se esperar que uma água in
natura, sem cloro, sulfato de alumínio, permanganato de
potássio e outros elementos químicos poderia ser
imprópria para consumo humano.
Segui viagem até Campestre da Serra, na localidade de
São Bernardo, lecionei a manhã toda para crianças
agitadas por causa da chuva. Quem é professor ou
professora das séries iniciais sabe bem como é isso.
Não sei se por coincidência ou por ironia do destino, a
matéria que lecionei naquele dia era água. Com todo
aquele aguaceiro caindo, exemplo concreto para dar a
matéria não me faltou. Debatemos com os alunos algumas
formas de prevenção à poluição da água, bem como formas
de evitar o seu desperdício. A maioria das crianças
falou em escovar os dentes com a torneira fechada e não
ficar brincando embaixo do chuveiro. Outros, mais
maduros, criticaram o uso de agrotóxicos próximos a rios
e açudes.
Ao final da manhã, o tempo mudou. E mudou bastante. O
sol, assim de repente, surgiu por entre as nuvens, que
deixaram de despejar milhares de gotas de chuva. E assim
foi o restante do dia: ensolarado.
O ônibus que tomo para retornar a Vacaria chega às 13:00
hs. Voltei para casa, almocei, evidentemente fora do
horário convencional. À tarde, resolvi lavar o carro.
Precisava! Foram quase três meses sem lavá-lo, apenas
passava o aspirador de pó e trocava os jornais, que
e1stavam quase sempre limpos, sem quaisquer manchas de
barro, água, ou umidade. Felizmente voltara a chover
forte. Havíamos passado um período de longa estiagem,
incomum para o Rio Grande do Sul. Foram quase quatro
meses praticamente sem chuva, com racionamento,
campanhas para evitar-se o desperdício de água e todo o
transtorno que uma situação dessas traz.
Após buscar todo o material necessário, percebi que
havia um vazamento na peça da mangueira que permite a
saída da água. Eu havia emprestado a mangueira. Que
grande besteira! Devolveram-me estragada. Ou a água
jorrava sem parar, ou não saía nada da mangueira. Fiz um
reparo com um alicate, e continuei a lavagem do carro.
Após a lavagem do carro, aproveitando a mangueira,
resolvi aproveitar também o calor e dar banho no
cachorro, ou melhor, na Princesa. Ela, para variar, não
gostou muito da idéia. Rosnou, ameaçou de me morder,
latiu, fez um escarcéu que a vizinhança toda saiu às
janelas olhar o que se passava. Não sei qual de nós dois
foi mais persistente: eu a segurar ela como podia, e ela
a tentar cravar-me os dentes ou escapar. O fato é que
foi uma “briga de cachorro grande”. Ela, rosnava e
mordia. Eu, tapeava e xingava.
Há noite, após um bom banho e jantar com a família, fui
ao computador. Ao acessar a internet, uma mensagem me
chamou a atenção. O Instituto Patulus, uma ONG, Santana
do Livramento, cujo presidente é também universitário da
UERGS, abrira um concurso com o tema “Água Fonte de
Vida”. A partir daí comecei a pensar.
A água do café da manhã, a água que utilizei para lavar
o rosto, escovar os dentes e se barbear, a água não
potável da bica, a água da lavam do carro, a água da
briga, aliás, do banho na Princesa... parei de pensar.
A água doce em nosso planeta soma menos de três por
cento de toda a água da hidrosfera. Os outros noventa e
sete por cento são de água salgada, ou congelada nos
pólos. Fora a isso, a dessalinização em diversos países
do mundo é uma saída, muito embora a água dessalinizada
não sirva para consumo humano. As técnicas de
transformação do sereno da noite água para a agricultura
também são conhecidas em diversos pontos do globo, porém
se prestam apenas para este fim.
O Brasil dispõe, além do “pulmão do mundo”, cobiçado
pelos americanos, uma das maiores reservas de água doce
do mundo. Dois dos maiores rios do mundo, o Amazonas e o
São Francisco, cortam o território de nosso país. Isso
tudo sem falar no Aqüífero Guarani, no nosso subsolo.
Não pensei em termos mundiais. Refleti apenas em termos
nacionais.
Água doce não é sinônimo de água potável. De que adianta
um rio da extensão do Tietê, com suas águas poluídas,
mal cheirosas e não potáveis. De que adianta a beleza da
Bica, com suas águas volumosas e espumantes,
acompanhadas da placa de “Água não potável”. Seja em
Vacaria, seja em São Paulo, o ser humano está acabando
com esse importante recurso natural. Ganham com isso as
empresas de água mineral. A população com um padrão de
vida mais elevado recorrem a ela, ou a filtros e
purificadores domésticos. Ambos nada mais são do que
“remédios”. Não seria mais interessante prevenir do que
remediar?
A água potável em nosso planeta tem um futuro incerto.
Seja poluição, por desperdício, por mangueiras com
vazamento sem reparo, por banhos em cachorros, carros e
calçadas lavadas sem esperar o fim do racionamento, o
ser humano não se conscientiza quanto a isso. Pelo
contrário. Apenas reclama da conta de água no fim do
mês.
A natureza está se vingando de nós. Ciclones
extra-tropicais que se formam sobre as águas do mar e
ondas gigantes que arrasam cidades litorâneas e
costeiras, maremotos, o descongelamento das calotas
polares, a seca, são tantos os exemplos. Quando o homem
irá repensar as suas atitudes quanto a recursos
hídricos, bem como ao meio ambiente?
Com muitos dos adultos talvez não adianta mais tomar
qualquer atitude. Com outros, por campanhas, programas e
pela força da mídia, ainda é possível tentar uma melhor
conscientização. Talvez a solução sejam os jovens e as
crianças. Os primeiros, com a sua criticidade
característica. Os segundos, pela sua vitalidade,
energia e disposição. E ambos, por aceitarem encarar
desafios.
O fato é que precisamos reverter esse quadro. Precisamos
tornar em futuro certo essas incertezas quanto às
condições da água potável de nosso planeta.
Um futuro sem água potável no planeta é um futuro sem
vida.
Sérgio Agostinho Baldasso (Habilitação em Recursos
Humanos – UCS/8º semestre)
O FUTURO DA ÁGUA POTÁVEL DO NOSSO PLANETA
Desde a criação do mundo, sentiu-se uma necessidade de
algo para saciar a vontade não só dos animais, mas
também dos humanos. Deus, então criou a água juntamente
com o fogo e o trigo.
Para tudo na vida há um começo e um fim, para tudo
sempre há uma resposta de quem diga o que poderia ser o
planeta terra sem a água. Nem sempre o homem é capaz de
tornar a razão pela verdade, pois a ganância é mais
forte que sua virtude, e por isso acaba levando a pior.
No planeta terra tudo poderia ser melhor distribuído sem
ter enormes áreas sem água e um verde deslumbrante de
encher os olhos em outras, como há em certos lugares
desta terra sem fim.
O pão para alimentar não só os que têm fome, mas também
os que necessitam de alimento espiritual, para que
tenham consciência da força da natureza, que prejudicada
ataca o homem de forma implacável sob a vingança de
provar que ela é infinitamente soberana o que cada
cidadão há de passar, para que não erre o passo, pois o
abismo torna-se profundo quando se fala de pessoas com
pensamentos virados para outras idéias.
A luz para iluminar os caminhos do homem, para que seja
mais racional nas duvidas e decisões que surgem no dia a
dia. Iluminar as idéias para que tenhamos uma vida digna
de viver.
O mundo, com certeza seria mais alegre se tudo
acontecesse como se planejara. É claro que seria
impossível colher mel se não existissem flores nem
abelhas, imaginar um pássaro á procura da companheira
para construir o seu ninho sem que houvesse espaço para
voar, ou então, um homem desesperado morrendo sufocado
sem ter oxigênio para respirar. Como seria a natureza
sem as árvores regadas pelo orvalho úmido das manhas de
primavera, ou ainda um lago repleto de peixes, mas sem
água.
Por fim a água, produto este que geralmente brota em
meio às pedras e vai correndo ladeira abaixo formando
córregos, lagos e rios para tornar a natureza mais bela,
dando vida não só para os seres humanos, mas sim para os
animais e árvores e, para que estas se tornem à
saliência da terra. Água que também vem da chuva,
formada por vapores que depois de evaporarem forma
nuvens, tornando a terra em forma de gotas.
Tem sido assim a nossa comutação, desde o momento da
criação a água esteve presente nas grandes
transformações e metamorfoses que sofremos até chegar à
condição de ser humano supremo, dono de ser o
responsável pela condução e preservação do planeta.
Hoje o ser humano inteligente, culto e educado está
sofrendo uma segunda metamorfose mas agora com prelúdios
de destruição. Água abundante que te quero para consumo,
asseio e alimentação, também te quero para sustentar
minha insensatez, ignorância e indiferença.
É você água límpida e ingênua que recolhe diariamente o
volume da minha incompetência e a conduz para o oceano
distante, o mesmo oceano que me abastece com o oxigênio
que me é fundamental para que eu viva, pense e continue
a maltratar você fonte da minha vida.
A vida que Deus nos deu e batizou com o símbolo da
pureza, que em breve não mais permitirei aos meus filhos
receberem a mesma benção. Estamos criando uma geração de
ignorantes ecológicos, pessoas movidas por interesses
pessoais, ganância e o desejo extrativista do obter
riquezas sem o comprometimento com a perpetuação.
A água límpida e cristalina que corre nas artérias da
terra também é a mesma água que num derradeiro suspiro
final, deste maio ambiente maltratado e convalescido,
transforma-se em lágrimas impiedosas a inundar e
arrastar os restos inescrupulosos de uma civilização
apática às questões preservacionistas.
Ainda há tempo, a natureza possui um poder cicatrizante
muito grande, capaz de recuperar as moléculas deixadas
pela indiferença e até mesmo capaz de perdoar aos que em
algum dia se voltaram contra ela pelo simples interesse
capitalista.
Às vezes castigando o homem em forma de tempestades,
varrendo tudo que pode provocando enchentes e inundações
como forma de vingança aos maus tratos do homem com a
natureza. Nem em tudo o homem pode se sentir culpado,
pois às vezes faz com que ele seja a própria vitima de
sua ignorância e ganância por querer tudo sem querer
fazer nada.
A água que hoje envolve mais de 3/4 do nosso planeta
mais de 90% dos 1384 sextilhões de litros de água está
nos oceanos, isto quer dizer que toda essa água é
salgada e não da para op consumo humano. O restante está
em geleiras, lagos, rios e nas profundezas da terra onde
pode se conservar por muitos anos. O ser humano nunca
deu valor para esse líquido pois sempre achou que havia
em abundância, mas se enganou.
Algumas pessoas estão atentas e já há algum tempo
percebeu que no futuro bem próximo não haverá mais água
potável no planeta. Isto se não forem tomadas algumas
providencias imediatas.
Na construção de grandes lagos talvez seja uma forma de
armazenar água pois cada dia que passa os rios estão com
capacidade menor de volume fluvial. Se isto não bastasse
às autoridades competentes de cada país terá que tomar
suas próprias providencias em consumo, desperdício e
tratamento de água, pois num futuro bem próximo estes
remos como o planeta Marte, isto é, seco.
Tudo isso poderá acontecer, desde que nossos lideres
políticos souberem dominar a riqueza que há no Brasil,
pois ontem tinha em demasia, hoje estamos controlando e
amanhã poderá faltar na nossa mesa.
Vinícius Adão Bartnicki (Curso Superior de Tecnologia
em Agropecuária: Sistemas de Produção - UERGS Vacaria/4º
Semestre)
“O FUTURO DA ÁGUA POTÁVEL NO NOSSO PLANETA”
A população preocupa-se cada vez mais com as respostas
que a “mãe natureza” pode dar no futuro devido os modos
de ação utilizados pelo homem para usufruir de seus
recursos.
Os recursos naturais são utilizados pelo homem desde o
surgimento dos primeiros povos, pois a sobrevivência do
mesmo sempre se limitou a esses recursos. Quando o homem
deixou de ser nômade e passou a ser sedentário, esses
recursos começaram a ser explorados com maior
intensidade e mais localizados, porque com o modelo de
vida sedentária ele começou a se fixar em determinados
locais, deixando para trás um modo de vida baseado na
exploração de determinadas áreas e como conseqüência
obrigava-se a se mudar para outras não exploradas. Na
verdade o que ocorreu foi por obrigação, ou seja, o
aumento da população fez com que ele adotasse esse modo
de vida e criasse maneiras para conseguir sobreviver. O
início da agricultura foi e é o principal pilar que
sustenta esse modo de vida, porque a produção em grande
escala traz excedente que é utilizado nos meses não
apropriados para o cultivo de alimentos. A utilização da
irrigação na agricultura possibilitou e possibilita o
cultivo em locais não apropriados, pois a base para o
desenvolvimento dos vegetais é a água. Assim, o
desenvolvimento da agricultura sempre esteve limitado a
disponibilidade de água nos locais a serem cultivados.
Além disso, o homem primitivo com o tempo começou a
elaborar hipóteses e métodos para se fazer o plantio,
como por exemplo: qual a época mais adequada para o
mesmo.
A preocupação com a natureza, especialmente com os
recursos hídricos, nos últimos anos aumentou de uma
maneira extraordinária, partindo de uma pequena fração
da população atingindo um rol enorme da população. Em
alguns países a conscientização já fazia parte do
cotidiano de seus habitantes, ou seja, existem países em
que a água potável é disponibilizada limitadamente todos
os dias entre sua população. Essa limitação não é
necessariamente devido ao mau uso deste recurso pelos
antepassados, mas geralmente porque são locais em que a
disponibilidade sempre foi baixa e que tornou-se mais
ainda com a entrada dos seres humanos nestes locais.
Enquanto isso existem países em que a disponibilidade
hídrica é utopicamente infinita, porém a conscientização
nestes deve ser dobrada, pois infelizmente são exceções.
A conscientização não deve basear-se somente ao não
abuso da utilização deste recurso, mas deve-se levar em
conta também a não poluição dos rios, dos lagos e dos
solos, porque a qualidade da água diminui com esse
fator. A poluição dos rios e dos lagos ocorre
principalmente através dos resíduos lançados pelas
indústrias, com atenção multiplicada sobre as
petroquímicas. Enquanto isso, o solo é o principal
caminho que os resíduos tem de ultrapassar para chegar
aos maiores reservatórios de água doce. O Brasil, país
subdesenvolvido, mais propriamente o sul deste
encontra-se acima do aqüífero guarani, o qual é
considerado um dos maiores do mundo, porém este estará
comprometido num futuro próximo se o homem continuar
liberando resíduos para o solo. Salienta-se que nesta
região encontram-se solos altamente cultiváveis
associados com um clima excelente que favorece a
intensificação da agricultura e conseqüentemente maior
uso de produtos químicos, sejam para controlar plantas
daninhas, doenças ou pragas.
Na década de sessenta com a “Revolução Verde” implantada
pelos países capitalistas baseada em pacotes
tecnológicos para produção em grande escala de cereais
sem preocupação com o meio ambiente, devastando-se
florestas e usando produtos químicos com intensidade em
lavouras alcançou-se o maior pico de poluição do meio
ambiente causado pela agricultura até hoje. Além disso,
entre outras conseqüências pode-se citar o êxodo rural
que foi a saída de pequenos agricultores sem condições
de aderir estes pacotes tecnológicos em suas
propriedades indo para grandes cidades em busca de algo
novo, porém não foi bem isto o que aconteceu.
A partir da década de oitenta com a implantação do
plantio direto em quase todo o mundo começou-se a usar o
solo de uma maneira menos agressiva ao meio ambiente e
economicamente viável aos agricultores. Hoje, além deste
sistema, os agricultores têm em mãos as sementes
transgênicas que reduzem a aplicação de herbicidas nas
lavouras. Além de sementes transgênicas resistentes a
herbicidas possuem sementes resistentes a pragas, a
doenças e, num futuro próximo estarão no mercado
cultivares resistentes a seca, beneficiando diretamente
regiões áridas que necessitam de irrigação.
Dessa forma, a educação da sociedade como um todo é um
dos meios para se conseguir diminuir os danos causados
pelo homem ao meio ambiente com exclusividade aos
recursos hídricos, ou seja, o não abuso no uso da água
potável associado com menores taxas de resíduos
liberados pelas indústrias e pela agricultura aumentam
as chances do planeta terra continuar sendo planeta
terra somente no nome e para que cada habitante possa
saciar sua sede em qualquer local que tenha água.
Verena Alzira Schneider Alves (Bacharelado em
Enfermagem - Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves/3º
sementre)
“O Futuro da água potável no nosso planeta”
Em momentos como setembro e outubro de 2005: quando a
corrupção invade nossos lares através dos jornais,
rádio, televisão e internet; enquanto nós brasileiros,
ainda temos o referendo do desarmamento, que irá decidir
a legalização ou não da venda de armas e munições, no
qual somos obrigados a votar. Caso contrário estaremos
sujeitos a pagamento de multa nas próximas eleições.
Neste momento em que estamos sob pressão precisamos
parar e refletir sobre nossa postura diante da vida.
“Quem sou?” “Que quero?” “Como quero?” “Qual a minha
contribuição?” “Quero realmente viver?” “Com que
qualidade?”
Esquecemos muitas vezes que somos parte integrante da
natureza, do planeta. “O planeta Terra pede socorro!” O
homem polui terra, ar, água provocando desequilíbrio na
cadeia alimentar afetando a vida de muitas espécies e de
si próprio.
Na natureza a água é considerada como solvente orgânico
universal, assim como o nosso corpo é composto
aproximadamente de 70% de água no planeta Terra tem
participação ainda maior. A água de acordo com sua
origem pode ser genericamente classificada como:
meteóricas, superficiais e subterrâneas. A água devido a
sua capacidade de dissolver quase todos os elementos e
compostos químicos é considerado em composto bastante
simples, mas é o mais importante de todos os nutrientes
essenciais para a manutenção da vida, serve como meio de
transporte mais importante na natureza.
Água potável é aquela adequada para o consumo
humano,livre de microorganismos patogênicos e
substancias tóxicas como por exemplo chumbo e mercúrio.
Em 1999 um artigo “ÁGUA POTAVEL TENDE AO ESGOTAMENTO”,
de Roberto de Oliveira, no qual comparava a água limpa
do planeta com o papel que teve o petróleo em 1973,
provocar crise econômica mundial.
A água disponível para beber representa uma porcentagem
inferior a 1% do total de água do planeta. O Brasil
privilegiado com 12% da doce corrente. Água fonte da
vida está sendo ameaçada! Vamos tomar atitudes
racionais, mesmo sabendo das dificuldades a serem
encontradas, mas a palavra é “reciclar”.
Importantes pesquisas já estão sendo realizadas, bem
como algumas soluções já se encontram no mercado em
relação a reciclagem de “lixo”.
Os principais poluentes das águas são: resíduos
agrícolas, industrias, lançamento nos rios dos esgotos
cloacais, petróleo e detergentes, os quais permanecem
por mito tempo contaminado a natureza.
Não podemos deixar de ressaltar uma pesquisa recente
realizada por Gérard Moss, 50 anos e sua mulher Margi
Moss, 50anos, ele inglês naturalizado brasileiro, em
busca da qualidade das águas doces no Brasil. Tem o
objetivo de fazer um levantamento inédito e divulgar a
importância da água doce no Brasil.
Com todos esses dados, questionamentos, pesquisas,
resultados, poluentes e lixos... começar a reciclagem,
reciclando consciente “o meu próprio lixo”. Cada um
fazendo sua parte, salvaremos a água potável no nosso
planeta?
O desafio foi lançado!
Ademir de Jesus Abreu (Curso Superior em
Agropecuária, Sistemas de Produção – UERGS Vacaria/1º
Semestre)
DE DOIS LADOS DE UM A MOEDA, UM PODE SER FALSO
Em todos os lugares, a toda a hora se lêem crônicas,
então pensei, o que poderia escrever para fazer um
alerta aos leitores, também consumidores de água. Em
primeiro lugar pensei no título, e esse não poderia em
nada ser relacionado com, mensalão, corrupção e muito
menos com política. As pessoas estão muito descrentes
com parte desta classe e conseqüentemente, nem iriam ler
esta crônica. Até pensei em um título que fosse direto
ao assunto e que falasse do futuro da água em nosso
planeta. Parei e pensei novamente. Se já no título eu
falasse em água, pouco adiantaria, pois as pessoas só
dão bola quando a água está faltando, então acho que
também não leriam. Aí, então pensei em outro título. Até
mais sugestivo como. “Ganhe muito dinheiro de forma
muito fácil e em pouco tempo”. Com certeza eu teria
sucesso, mas como o assunto no momento não é esse então,
falarei da água para eu justificar meu título. Sei que é
muito difícil falar em água sem falar, em barragens,
transposição, enfim falar nos interesses que giram em
torno disso.
Quando se fala em barragens, já associam a elas a
produção energética, mas não vêem que existem muitos
interesses implícitos por trás disso tudo, os quais
controlam a água em todo planeta. No Brasil, há 18% da
água potável do mundo e um grande potencial energético,
impulsionado pela força das águas, Muitas não sabem que,
na bacia do rio Uruguai, estão projetadas vinte e sete
grandes barragens. A de Ita e Machadinho, que já estão
produzindo, a de Barra Grande, Campos novos que se
encontram em fase de alagamento, havendo também debates
para a construção de Paiquerê e Foz do Chapecó. Estão
projetadas em todo o Brasil, mais de quatrocentas
barragens, conseqüentemente hidroelétricas, portanto com
todo este percentual, o controle do setor energético
brasileiro está sob o controle de grandes grupos
econômicos estrangeiros, as tais multinacionais, as
quais acham-se com o direito não só de mandar em nossas
águas, mas também em nossos rios, e tudo que os rodeiam.
Entre os quais pode-se citar: Grupo Alcoa Alumínio,
Grupo Ibeldrola (Espanha), Grupo VBC, aparentemente é
brasileiro¨ parece mas não¨ é, pois saibam que o (V) é
do famoso grupo Votorantin, que entra com todo o cimento
para a realização das obras, o (B) é do Banco Bradesco,
que entra com os financiamentos, juros, etc. Em fim,
estes sabem ganhar dinheiro, pois nunca fiquei sabendo
que perderam algo, e o (C) é da famosa Camargo Correia,
potência que hoje já está na fase de conclusão da obra,
da Barra Grande no Pinhal da Serra, a qual entra com a
mão de obra, contratando profissionais de todo o Brasil.
Até aí tudo bem, mas problema maior é que a grande parte
das ações destes grupos que pensamos ser brasileiros, na
verdade, não são. Como se diz na TV, “isso já não nos
pertence mais”. Há o grupo Tracktbel Suez, ( Suiça), que
controla grande parte da energia e saneamento básico em
grande parte da Europa, inclusive com o controle da
água, o qual nem se pode chegar próximo dos rios pois
estes acham-se os donos de tudo, este mesmo é um dos
grupos que atua em mais de 100 países em todo o mundo, e
sem a gente perceber já detêm mais de 10% do controle
energético. Aqui na região sul, controlando Ita e
Machadinho, que estão localizadas na bacia do rio
Uruguai. Também administram a de Cana Brava, Peixes e
São Salvador, na bacia do rio Tocantins.
Já sabemos que água potável é um problema mundial, não
só pela escassez, mas também pela sua má qualidade. Como
exemplo, cita-se parte da Europa, Ásia, EUA, que já a
muito tempo usam água de esgoto tratada, não só para a
irrigação , na agricultura, mas também ,para o uso
doméstico e consumo humano. Provavelmente este é o
motivo da água na Ásia ser mais cara que o próprio
petróleo, esperem para ver o que poderá acontecer com a
gente! Nós aqui achamos que pagamos caro pela água que
bebemos, esta mesma que damos para nossos filhos. Mas
fiquem sabendo que por enquanto só estamos pagando pela
manutenção e tratamento, o básico, se continuar assim
num futuro bem próximo , infelizmente , pagaremos a água
a peso de dólar,principalmente quando estes grupos que
estão chegando de mansinho tomarem conta de tudo, daí
então será muito tarde, pois depois de toda as suas
barragens prontas, acharão que são os donos de nossos
rios ,águas e com certeza vão querer ditar suas próprias
regras.
Agora pergunto: a exemplo de Vacaria, com a grande
estiagem de 2004, havia pessoas que diziam que a
alternativa para seca, seria o rio Santana ou o rio
Pelotas! Será que logo após a usina da Barra Grande
estar produzindo, vão aceitar que se faça um desvio, ou
seja, uma transposição do curso do rio pelotas? E o
aqüífero Guarani a maior reserva de água potável do
mundo, a qual temos o privilégio de ter uma parte em
cinco estados brasileiros mais parte no Uruguai, e na
Argentina.
Outro grande problema a nível nacional é a transposição
do rio São Francisco.Vejam só, que é para ser construído
mais de seiscentos km de canais de concreto, para levar
a água do São Chico à região do semi-árido, com todo
esse concreto esquecem da flora e da fauna, mas tenham a
certeza de que alguém ganhará muito dinheiro com a venda
desse cimento, para a construção desse canal. Pouco se
sabe das reais vantagens de tal projeto, esta obra é
orçada em R$ 4,5 bilhões, a quem irá a maior parte desta
verba? Uns defendem que esta obra dará trabalho a mais
de cinco anos, para as pessoas da região, mas não falam
que a maior parte da mão de obra é de pessoas
especializadas, que já acompanham as empreiteiras, e são
de outros estados. Agora parando para pensar: como a mão
de obra para cinco anos, se a obra em si, tem previsão
para término e conclusão total em dois anos. Alguma
coisa não está certa! O impacto ambiental será
irreversível, será que não seria melhor revitalizar
primeiro todo este rio, como deveria ser feito em todo
os rios brasileiros, antes de pensar em outras coisas,
sem falar que há críticos que alegam que`, quem
realmente precisa de água, não será beneficiado, ou
seja, as comunidades isoladas ficarão ¨a não ver navios¨
Por isto, fala-se em dois lados da moeda, pois falam que
já está incluído a revitalização no projeto , mas pelo
que se sabe, nada, foi feito no São Chico.
Voltando para a Barra Grande do Pinhal da Serra,
pergunta-se: Com toda a falta de moradia no Brasil
inteiro, não seria mais conveniente extrair toda a
madeira que ficará submersa e antes doar para as pessoas
necessitadas, para a construção de moradias populares,
sem contar com a mortandade dos peixes que morrerão com
o monóxido de carbono produzido por estas mesmas
árvores, que hoje nos fornecem o oxigênio, mas que
infelizmente morrerão submersas pela falta de bom senso.
Depois dessas informações fica o questionamento. Por que
a imprensa, em fim, os meios de comunicação não promovem
debates, seminários, fóruns destes assuntos, que a
população deveria estar sabendo de tudo em relação a
nossas águas?
Também tenho certeza de que divulgarei de qualquer forma
estas informações, já tendo a certeza de que, um dia
alguém dirá ¨ Eu já tinha lido algo sobre isso em algum
lugar¨...
Adriana Pancotto (Administração de Empresas - Bento
Gonçalves/9º semestre)
O futuro da água potável no nosso planeta
Olho para uma foto batida de um amanhecer com um nascer
do sol e a penumbra de um bairro submerso: o meu bairro.
O verde das folhas e frutos de uma bergamoteira
contrastam com o furta-cor de todo o cenário. Tenho um
mural em minha casa, se é que assim se pode dizer, a
“porta do freezer”. Está cheio de recados, entre eles
“Concurso - crônica: O Futuro da Água Potável”.
São 4h e 25min da manhã de 06 de outubro de 2005. Dou-me
conta que nesse universo tão pequeno da porta do freezer
estou eu, aliás, estamos (minha família e eu). Todos se
orientam e encontram nos verbos conjugados no infinito:
“Visitar Bienal, comprar remédio para a Laika, renovar
livros, gravar filme do Érico, buscar moletom do pai,
...” entre outras listas de compras ou anúncios
imantados.
Mas o que tem a ver tudo isso com a água potável? A
impressão que tive no primeiro momento nada, porém ao
analisar elemento por elemento do pequeno universo de
informações de um mural que não congela atividades,
senti um “click” na minha consciência, talvez despertada
após beber um bom copo d’água potável, aliás, não direto
da torneira como fazia há pelo menos vinte anos atrás.
Tomei água mineral “Da Pedra” comprada em bombona de 20
litros, pois a da torneira, quem se atreve a bebê-la?
Gosto ruim. É a mesma que eu e quantos lavamos roupa,
louça e descarregamos no vaso do banheiro. Vai pelo
esgoto, chega à barragem e, depois de tratada pela
Corsan, volta a minha casa.
E assim acontece com as indústrias, a lavoura, com a
destruição das árvores ribeirinhas às fontes e aos rios.
As cidades estão crescendo desordenadamente e muitas
moradias estão sendo construídas. A 200 metros da minha
casa um córrego morreu. É, morreu. Não secou porque o
que corre nele é o esgoto das casas próximas. E o pior é
que cheira muito mal e cria moscas e mosquitos. Se algum
ser vivo sobreviver lá, com certeza terá alguma garrafa
PET como abrigo, ou quem sabe, resíduos de embalagens
jogadas pelos moradores da redondeza. Meu pai há dias
contou-me que nesse mesmo córrego, há 30 anos, pescava
peixes com um chapéu de palha. Assustador e preocupante.
Volto ao freezer. E os verbos deste mural me fazem
lembrar de outros verbos ligados à água potável: NÃO
POLUIR, ECONOMIZAR, POUPAR, TRATAR, RECICLAR,... Na
natureza não existe água pura. É ela que o ícone mais
importante capaz de dissolver quase todos os elementos
compostos químicos, e para isso fazemos uso das nossas
reservas. A água é um recurso renovável, mas limitado.
Sua disponibilidade é determinada pela degradação da
qualidade e assim inviabiliza determinados usos. Os
mananciais estão cada vez mais poluídos e deteriorados
pela falta de controle, tratamento e disposição final de
esgotos e na disposição inadequada de resíduos sólidos.
Tudo bem. Sou brasileira. Fico pensando na
universalidade da água e poderia até estar tranqüila, no
que diz respeito à água doce e até potável. Pois o
Brasil que é um país privilegiado, possui 20% de toda a
água doce superficial da Terra e atende grande parte da
população. Até quando esses dados permanecerão estáveis,
se temos sérios problemas de saneamento tanto no que se
refere à distribuição, coleta e tratamento de esgotos
domésticos? Nesse nosso planeta mãe, 70% da água potável
se usa na agricultura, 22% na indústria e apenas 8% para
o consumo direto nas cidades. Pois é, eu faço parte do
percentual de consumo direto, porém indiretamente
percorro pelos outros índices. Preciso de alimentos,
vestuário, remédios, móveis, eletrodomésticos e, quem
sabe agora, nesse exato momento, quantos brasileirinhos
estariam nascendo e a equipe médica precisando do H2O,
no seu estado mais puro possível, que contribua para o
primeiro momento de vida?
Lembro-me de um dado importante da Gazeta do Povo, não
tenho precisão da data, porém não saiu da minha memória
a seguinte citação: “Caso toda a água do mundo coubesse
em uma garrafa de dois litros, a quantidade que
efetivamente teria qualidade para ser consumida
equivaleria à metade do volume da tampa”.
Quantos de nós brasileiros conhecemos esses dados? Aqui
entra um fator fundamental que poderá solucionar a
escassez da água no futuro.
EDUCAR: mais um verbo importante e quem sabe, o
principal que não podemos excluir da nossa lista. A
educação é um meio preventivo, informativo, capaz de
orientar a população mundial sobre seus hábitos de
apropriação desse recurso de uso comum e bem universal
que é a água.
E agora o mural do freezer ficou completo. Só não
podemos congelar a ação conotativa desse verbo.
Conscientes,
Se o Brasil, em menos de 50 anos, perdeu cerca de 30% de
seus estoques de água doce para o consumo, qual será o
futuro dos rios e riachos? Minguarão ou desaparecerão?
Faz muito que o célebre Ipiranga em cujas “margens
plácidas” ouviu-se o brado retumbante de um povo
heróico, já desapareceu no meio do cimento e dos esgotos
da cidade de São Paulo.
A água é a marca registrada deste nosso Planeta Azul. É
o sangue da Terra. Por onde passa alimento e vida e com
certeza assegura a sua continuação. Se desaparecerem
seus veios, os desertos é que vão aparecer e sufocar os
povos civilizados. E quando poluída, espalhará a doença,
comprometendo a vida e levando à morte.
Ter água potável é direito básico, como se tem direito à
vida, à saúde, ao alimento. É questão de causa e
conseqüência. Se você proteger o meio ambiente como um
todo, terá como conseqüência uma degradação
irreversível.
Na verdade devemos agir como cidadãos. È bem importante
ter uma idéia clara da aplicação de novas técnicas na
regra da agricultura, usando menor quantidade de água e
obtendo melhor qualidade de produção. Não poluir as
fontes, os mananciais e os aqüíferos, permitir o
reflorestamento. Captar água doce e gerenciar as águas
disponíveis para que possam tornar-se acessíveis às
populações.
Deixo um apelo final a todos. Vamos sair de uma posição
passiva e tranqüila para uma ação de vigilância e
monitoramento em torno da preservação dos recursos
hídricos mundiais.
A água pode morrer, assim como todos nós humanos que a
temos no sangue e em cada partícula do nosso organismo.
Magali Romio (Administração em produção - Faculdade
Cenecista de Bento Gonçalves/6º semestre)
“ O futuro da água potável no nosso planeta”
Observando todas as tragédias naturais que estão
ocorrendo nos últimos tempos, não é difícil acreditar na
revolta da natureza contra o homem. Nas enchentes que
assolam parte das grandes cidades , o lixo que é jogado
inadequadamente nos rios, surge imponente nas ruas ,
destruindo tudo o que tem pela frente.
Descaso, soberba que o homem pode tudo , não livra da
poluição o bem mais simples e mais importante , como a
água potável. Sem ela, não produziríamos o alimento ,
pois o solo seria seco e improdutivo, as cidades se
tornariam desertas e sem economia .
Não precisa ir muito longe , ao sertão nordestino, é só
lembrar da forte estiagem que atingiu o sul do país ano
passado. Prejuízos financeiros para as famílias, muitos
perderam toda a plantação, os animais morreram de sede,
e o choro de quem andou quilômetros para encher alguns
baldes de água. Seria simples apenas ficar indignado com
o governo, mas é preciso que o cidadão, indiferente de
cor , classe social ou qualquer outra coisa , tenha
consciência dos seus deveres, de fazer sua parte.
Colocar o lixo num lugar adequado para reciclagem,
adequar o esgoto das residências , para trata-lo ,
cuidar do rios e da mata que o cerca , são medidas
simples de preservação ambiental.
Assim teremos água potável , para um banho gostoso no
final do dia , para saciar a sede ou espantar o calor
nos dias fortes de verão. Ficar de braços cruzados, é
aceitar que nossos filhos ou netos , não tenham esse
privilegio . Por isso não vamos desperdiçar!
ACENDEU O SINAL AMARELO
Senhor Presidente, senhoras e senhores
deputados,gostaria de lembrar e ressaltar que o
movimento de cuidado com a água é de cada ser humano e
de todas as organizações, sejam elas do 1º setor
(governo), 2º setor (iniciativa privada) e 3º setor
(organizações sem fins lucrativos, de origem privada e
interesse público).
Diz, a declaração dos direitos dos mananciais, em 5
artigos:
1º - Todo manancial tem direito a ter sua nascente
protegida.
2º- Todo manancial tem direito a ter sua fauna e flora
nativas preservadas.
3º - Todo manancial tem direito a ter suas águas não
poluídas e não contaminadas.
4º - Todo manancial tem direito a ter seu leito não
interrompido, retificado ou represado sem justa causa.
5º - Todo manancial tem direito a ter a utilização de
suas águas baseada em critérios de justiça social,
econômica e ambiental.
Uma saída pelo consumo
A humanidade caminha para um beco sem saída. Se o atual
ritmo de exploração do planeta continuar, em um século
não haverá fontes de água ou de energia, reservas de ar
puro nem terras para agricultura em quantidade
suficiente para a preservação da vida.
Hoje, mesmo com metade da humanidade situada abaixo da
linha de pobreza, já se consome 20% a mais do que a
Terra consegue renovar. Se a população do mundo passasse
a consumir como os americanos, seriam necessários mais
três planetas iguais a este para garantir produtos e
serviços básicos como água, energia e alimentos para
todo mundo.
Como é evidentemente impossível arranjar mais três
Terras, nem os americanos poderão continuar com o mesmo
modelo de consumo, nem a população mundial poderá
adotá-lo. A única saída é todos adotarmos padrões de
produção e de consumo sustentáveis. Para os países
ricos, isso significa, por exemplo, procurar fontes de
energia menos poluidoras, diminuir a produção de lixo e
reciclar o máximo possível, além de repensar sobre quais
produtos e bens são realmente necessários para alcançar
o bem-estar. Aos países em desenvolvimento, que têm todo
o direito a crescer economicamente, cabe o desafio de
não repetir o modelo predatório e buscar alternativas
para gerar riquezas sem destruir florestas ou contaminar
fontes de água.
Nesse processo, o consumidor consciente tem um papel
fundamental. Nas suas escolhas cotidianas, seja na forma
como consome recursos naturais, produtos e serviços,
seja pela escolha das empresas das quais vai comprar em
função de sua responsabilidade social, pode ajudar a
construir uma sociedade mais sustentável e justa. Água
para metade da população mundial está ameaçada
(19 de Setembro de 2005 Fonte: E-Civicus, Instituto
Akatu)
Preservar as fontes de água é imprescindível para a
sustentabilidade socioambiental. O consumidor colabora
quando não desperdiça este recurso não-renovável (ao
também consumir de forma responsável alimentos, papel,
energia elétrica etc.) e apóia empresas social e
ambientalmente responsáveis.
Mas, em várias partes do mundo, o abastecimento de água
está ameaçado, devido à ocupação e à exploração indevida
de áreas de florestas nativas. Desmatamento,
assoreamento de rios, poluição, secas causadas por
enormes demandas de água para irrigação e enchentes
provocadas pelo derretimento de geleiras graças ao
aquecimento global são algumas das conseqüências da ação
humana irresponsável sobre o planeta.
No início de setembro de 2005 foi lançado um relatório
que chama a atenção para a situação do continente
asiático, o mais populoso do mundo, onde a falta de um
desenvolvimento econômico ambientalmente sustentável põe
em risco a água que abastece cerca de metade da
população mundial.
Segundo o estudo, patrocinado por organizações ligadas à
ONU, os rios da região passaram a apresentar níveis
recordes de assoreamento, o que colabora para desastres
naturais como secas, enchentes e até tempestades de
areia. Menos de 3% das bacias hidrográficas da região
estão protegidas, e cerca de 50 lagos surgiram no Nepal
e no Butão devido ao derretimento de geleiras no topo
das montanhas.
Na China, o equivalente a 7% das geleiras do país
derrete anualmente. Projeções indicam que, em 2050, 64%
dessas geleiras, responsáveis por abastecer cerca de 300
milhões de pessoas, terão desaparecido, caso o processo
não seja minimizado ou interrompido. A biodiversidade
local pode ser comprometida em até 80%; certas espécies
animais, como o leopardo da neve, correm o risco de
extinção.
Para tentar frear o processo, especialistas indicam
investimentos maciços na proteção das bacias e da
biodiversidade. As empresas precisam avaliar o
custo-benefício dos investimentos em modos de produção
alternativos, como a substituição do uso de energia a
partir da queima de combustíveis fósseis por modelos
mais limpos. E os consumidores devem apoiar estas
mudanças.
http://www.globio.info/press/2005-09-05.cfm
Nosso projeto de uso racional das águas, passa
obrigatoriamente por ações efetivas nas escolas
públicas, como condutoras de normas, experiências e
recomendações. Na seqüência destacamos as principais
sugestões que além do uso racional das águas, passa
também pela energia elétrica, pois esta é resultado, em
sua grande maioria, de geração hidrelétrica.
CUIDADO COM A FALSA ABUNDÂNCIA
A existência de um enorme lençol d'água subterrâneo, que
supriria as demandas mundiais por 200 anos, pode gerar a
falsa ilusão de abundância, provocando desperdícios
irremediáveis. Convém conhecermos melhor esta reserva
natural, que não está livre de contaminação.
O Aqüífero Guarani é o maior manancial de água doce
subterrânea transfronteiriço do mundo. Está localizado
na região centro-leste da América do Sul, entre 12º e
35º de latitude sul e entre 47º e 65º de longitude oeste
e ocupa uma área de 1,2 milhões de Km², estendendo-se
pelo Brasil (840.000l Km²), Paraguai (58.500 Km²),
Uruguai (58.500 Km²) e Argentina (255.000 Km²).
Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3
da área total), abrangendo os Estados de Goiás, Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul.
Localização do Aqüífero Guarani
Esse reservatório de proporções gigantescas de água
subterrânea é formado por derrames de basalto ocorridos
nos Períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo Inferior
(entre 200 e 132 milhões de anos). É constituído pelos
sedimentos arenosos da Formação Pirambóia na Base
(Formação Buena Vista na Argentina e Uruguai) e arenitos
Botucatu no topo (Missiones no Paraguai, Tacuarembó no
Uruguai e na Argentina).
A espessura total do aqüífero varia de valores
superiores a 800 metros até a ausência completa de
espessura em áreas internas da bacia. Considerando uma
espessura média aqüífera de 250 metros e porosidade
efetiva de 15%, estima-se que as reservas permanentes do
aqüífero (água acumulada ao longo do tempo) sejam da
ordem de 45.000 Km³.
O Aquífero Guarani constitui-se em uma importante
reserva estratégica para o abastecimento da população,
para o desenvolvimento das atividades econômicas e do
lazer.
Sua recarga natural anual (principalmente pelas chuvas)
é de 160 Km³/ano, sendo que desta, 40 Km³/ano constitui
o potencial explotável sem riscos para o sistema
aqüífero.
As águas em geral são de boa qualidade para o
abastecimento público e outros usos, sendo que em sua
porção confinada, os poços tem cerca de 1.500 m de
profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m³/h.
No Estado de São Paulo, o Guarani é explorado por mais
de 1000 poços e ocorre numa faixa no sentido
sudoeste-nordeste.
Sua área de recarga ocupa cerca de 17.000 Km² onde se
encontram a maior parte dos poços. Esta área é a mais
vulnerável e deve ser objeto de programas de
planejamento e gestão ambiental permanentes para se
evitar a contaminação da água subterrânea e
sobrexplotação do aqüífero com o consequente
rebaixamento do lençol freático e o impacto nos corpos
d'água superficiais.
Fonte: Estudo Hidroquímico e Isotópico das Águas
subterrâneas do Aqüífero Botucatu no Estado de São Paulo
- 1983
A combinação da qualidade da água ser, regra geral,
adequada para consumo humano, com o fato do aqüífero
apresentar boa proteção contra os agentes de poluição
que afetam rapidamente as águas dos rios e outros
mananciais de água de superfície, aliado ao fato de
haver uma possibilidade de captação nos locais onde
ocorrem as demandas e serem grandes as suas reservas de
água, faz com que o Aqüífero Guarani seja o manancial
mais econômico, social e flexível para abastecimento do
consumo humano na área.
Por ser um aquífero de extensão continental com
característica confinada, muitas vezes jorrante, sua
dinâmica ainda é pouco conhecida, necessitando maiores
estudos para seu entendimento, de forma a possibilitar
uma utilização mais racional e o estabelecimento de
estratégias de preservação mais eficientes.
Entenda:
Afloramentos
Para impedir a contaminação pelo derrame de agrotóxicos,
um dia a agricultura que utiliza fertilizantes e
pesticidas poderá ser proibida nestas regiões.
Aquecimento
Em regiões onde o aqüífero é profundo, as fazendas
poderão aproveitar a água naturalmente quente para
combater geadas. Ou para reduzir o consumo de energia
elétrica em chuveiros e aquecedores.
Irrigação
Usar água tão boa para regar plantas é um desperdício.
Mas, segundo os geólogos, essa pode ser a única solução
para lavoura em áreas em risco de desertificação, como o
sul de Goiás e o oeste do Rio Grande do Sul.
Aqueduto
Transportar líquido a grandes distâncias é caro e
acarreta perdas imensas por vazamento. Mas, para a
cidade de São Paulo, que despeja 90% de seus esgotos nos
rios, sem tratamento nenhum, o Guarani poderá, um dia,
ser a única fonte.
No Rio Grande do Sul, uma Comissão Especial da
Assembléia Legislativa pesquisou e publicou interessante
estudo do Aquifero Guarani no subsolo gaúcho. Mas
ampliou o debate revelando o quadro mundial .
QUANTIDADE DE ÁGUA NO PLANETA
Cerca de 70% da superfície da Terra encontra-se coberta
pelas águas num volume de aproximadamente 1.385.984.610
km³. Deste total, 97,5% constitui-se de água salgada e
apenas 2,5% em água doce, ou seja: 1,351 bilhões km3 e
34,6 milhões km³, respectivamente.
Do total do volume de água doce (34,6 milhões km³) do
planeta, cerca de 30,2% (10,5 milhões de km³) pode ser
utilizada para a vida vegetal e animal nas terras
emersas, pois 69,8% encontram-se nas calotas polares,
geleiras e solos gelados. (VER TABELA 1.1)
Dos 10,5 milhões de km3 de água doce, cerca de 98,7%
(10,34 milhões de km³), corresponde à parcela de água
subterrânea, e apenas 92,2 mil km³ (0,9%) corresponde ao
volume de água doce superficial (rios e lagos),
diretamente disponível para as demandas humanas, que
corresponde a 0, 008% do total de água no mundo.
CICLO HIDROLÓGICO
O calor do sol aquece a água dos oceanos e da superfície
terrestre, que se evapora, passando a formar parte da
atmosfera, por onde circula até que se condensa e
precipita sobre os oceanos e continentes (alimentando
rios, lagos, aqüíferos, glaciários) Anualmente o ciclo
hidrológico envolve um volume total de água de 577.000
km³, sendo que o volume envolvido na evaporação é igual
ao envolvido na precipitação (IHP/UNESCO, 1998).
Em termos gerais, esse volume de água que intervém no
ciclo hidrológico é praticamente constante; sem dúvida,
espacialmente está modificando-se a nível continental,
regional e local toda vez que a hidrologia de uma região
está condicionada, entre outros, por fatores climáticos,
topográficos, geológicos, de vegetação e da atividade
humana (poluição e degradação).
POTENCIAL E DISPONIBILIDADE HÍDRICA NO MUNDO
A América do Sul e a Ásia concentram os maiores
potenciais de recursos hídricos do mundo, com 12.379 e
11.727 km³/ano, respectivamente, seguidas pela América
do Norte com 7.480 km³/ano e a Europa com 6.631 km³/ano
(FAO, 2002a). Os menores potenciais encontram-se na
África, Oceania e América Central (3.950, 1.711 e 781
km³/ano, respectivamente).
Contudo, os maiores volumes de recursos hídricos
renováveis do mundo estão concentrados em seis países do
mundo: Brasil, Rússia, USA, Canadá, China e Indonésia (SHIKLOMANOV,
1999).
A disponibilidade de água em todos os continentes tende
a diminuir cada vez mais, demonstrando a real
necessidade de se rever o sistema de consumo e a solução
do problema de disponibilidade em curto prazo (GONÇALVES
et al., 2001).
A conscientização da sociedade e a sua participação na
preservação dos recursos hídricos, associada ao controle
do crescimento populacional, poderiam representar, em
curto prazo, medidas prioritárias para evitar a escassez
de água nos próximos anos.
USO DE ÁGUA NO MUNDO
De acordo com os dados da FAO (2002a) o consumo anual de
água no mundo em 2000 foi de 3.811,4 km³, sendo 69%
(2.652,1 km³) destinado no setor agrícola, 21% (783,1
km³) no industrial e apenas 10% (376,3 km³) no doméstico
(consumo humano, uso sanitário, serviços urbanos
municipais). A Ásia é o continente que mais consome água
no mundo. Os cinco países que mais consomem água no
mundo são Índia, China, Estados Unidos, Paquistão e
Japão.
Fonte da Pesquisa e elaboração: Sr. Hypólito Martinez
INCLUSÃO DIGITAL
As ações destinadas a proteger o homem e a natureza
passam obrigatoriamente pela adoção de ferramentas
modernas que agilizam pesquisas, multiplicam
conhecimento e recuperam terreno perdido. Em 2004
iniciamos a informatização das escolas municipais,
começando por Vacaria com o empenho, liberação e
pagamento de 100 mil suficientes para a instalação de
laboratórios de informática nas escolas Nabor Moura de
Azevedo (Bairro Imperial), Cecy Sá Brito (Km 5) e Dom
Henrique Gelain (Bairro São José)
Neste ano de 2005, priorizamos no OGU a emenda de um
milhão de reais, para beneficiar escolas de 39
municípios da região, que serão contempladas com
computadores. Entretanto, apesar de fazer parte do
Programa do Governo Lula, estes recursos ainda não foram
empenhados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.
Fazemos de público um apelo ao senhor Ministro Sergio
Rezende, para adote as providências, para a realização
dos convênios com as prefeituras indicadas. É uma
geração de jovens estudantes que tem o direito das
Inclusão Digital.
Justamente os mais pobres, que não tem acesso ao mundo
da informática, pela impossibilidade de aquisição de
computadores.
Neste sentido, para mostrar a utilidade do computador
como ferramenta de trabalho, para ampliação do
conhecimento, realizamos diversos concursos literários,
premiando os melhores trabalhos, crônicas, redações,
narrações.
Registramos nos anais desta Câmara Federal, o fruto
deste trabalho, materializado em belas páginas, escritas
em salas de aulas. As principais crônicas premiadas
foram nos concursos:
VACARIA
Estudantes do Ensino Fundamental (2004)
1° Lugar - Patrícia Faoro de Almeida
2° Lugar - Ana Júlia Fronza
3° Lugar - Rafael Bonella Zuglianello
Professores Municipais (2004)
1º Lugar: Professora Gorete de Lima Duarte
2º Lugar: Professora Adriana Ferreira Boeira
3º Lugar: Professora Neiva Terezinha Paganin Vanaz
Universitários de Direito (2005)
Vencedor: João Fernando Antunes Osório
CAXIAS DO SUL
Estudantes do Ensino Fundamental (2005)
1º Lugar: Maria Elizabete Moreira Silveira
2º Lugar: Pâmela Rodrigues de Carvalho
3º Lugar: Ismael Fiamenghi
SÃO MARCOS
Estudantes do Ensino Fundamental (2005)
1º Lugar: Luiz Eduardo Romano
2º Lugar: Lucas Guzzon
3º Lugar: Marieli Guzzon
ANTÔNIO PRADO
Estudantes do Ensino Fundamental (2005)
1º Lugar: Leonardo Contin
2º Lugar: Maicon Renosto
3º Lugar: Roberto Della Giustina Manera
IPÊ
Estudantes do Ensino Fundamental (2005)
1º Lugar: Marco Antônio Zaccani Ferreira
2º Lugar: Nathalia Scapin Barp
3º Lugar: Valéria Carlesso Pichetti
LAGOA VERMELHA
Ensino Superior (2004)
Vencedora: Vera Giaretta
Ensino Fundamental – 2005
1º Lugar Poesia: Bruna Telles da Veiga
2º Lugar Poesia: Elizabeth Bérgamo Leal
1º Lugar Crônica: Laura Accorsi Moreira
2º Lugar Crônica: Patrícia Franciscon
MATAPAU: FIGURA QUASE LENDÁRIA DO RODEIO
Em todas as épocas surgem figuras míticas que empolgam
multidões por uma peculiaridade que ninguém explica. O
mito surge por um esplendor de uma estrela e como o som
de um trovão e morre nostálgico como um pôr-do-sol,
sobre o mar. Em todos os Rodeios Crioulos Internacionais
de Vacaria, uma figura chamada Matapau torna-se
imprescindível nas festas. A alcunha invulgar e até
jocosa, Matapau herdou-a do avô carpinteiro, antigo
imigrante da terra de Verdi.
Matapau surgiu com o ímpeto de um vendaval, com força de
um ciclone e, já nos primeiros Rodeios, era figura
expressiva e, posteriormente, estrela de primeira
grandeza em todos os Rodeios sul-americanos. Surge de
repente, este italiano desconhecido e despontou como um
rojão na calada da noite.
Nunca foi criança e nem teve privilégios de infância,
porque já nasceu grande e forte. Como a figura lendária
do herói grego Hércules, tinha força de seis gigantes, e
zombava de qualquer perigo. Conhecedor das lides
campeiras era o pé-de-boi da estância do pai, poupando
os irmãos de tarefas mais árduas. É difícil definir um
homem cuja força e habilidade como um hábil prestigiador
faz um eqüino xucro patinar, resvalar ou mesmo tombar de
patas para o ar, segurando-lhe apenas pelas orelhas com
o pulso de uma só mão, enquanto na outra leva um velho
chapéu que lhe serve de amuleto e acena para o povo que
o aplaude. Como a figura lendária de Hércules teria
também esmagado a primeira serpente que o afrontasse.
Nos rodeios, a voz empolgada do locutor, misturando-se
com as aclamações do público: Matapau! Olhem o Matapau!
Matapau dominando outro animal xucro! Houve quem
duvidasse que no sul do Brasil houvesse gente com tal
força, um homem que dominasse um animal feito fera e o
abrandasse, conduzindo-o tal cordeiro, após uma peleja
na luta titânica entre homem e fera.
Matapau não está aqui, mas o tempo, o vento e o minuano
que castigou Ana Terra, arrefeceram parte do seu
desempenho, os açoites da vida apagaram parte de seu
sorriso franco. As adversidades colheram-no de surpresa
e o gigante com alma de criança declinou, faltou-lhe
saúde e, já no Rodeio do ano 2000, participou apenas
pela insistência do povo que conclamava seu nome. Tudo
passa, o tempo, a areia que é levada pela maré, as
noites frias e invernais, a lua que passa em quartos, o
luar que bronzeia o horizonte, o frio, a neve e a geada
que castiga o limbo do gaúcho e do pingo repontando o
gado nas coxilhas.
Matapau não está mais aqui, Deus o levou, mas enquanto
existir um rodeio nesta terra ele lá estará em espírito
firme zombando da força do baio, xingando o zaino,
orelhando o preto, achatando o focinho da gateada,
trançando a crina do branco, acariciando o topete do
potro xucro, filho da égua que já orelhou em outros
Rodeios, chorando o sacrifico da égua 33. Ele estará lá,
tilintando esporas, perdendo o chapéu, cominando feras
para o grande coliseu.
Matapau tão aplaudido pelas multidões nos rodeios, pela
sua coragem e destemor frente a um potro bravo, sabia
ser cordial para com o público. Tinha enlevo pela
música, e especialmente pelas suas amizades.
A coragem não lhe permitia correr do perigo. Matapau
tinha a força de seis gigantes e chorava quando ficava
emocionado. Matapau, um homem com tanta força, amigo
leal, sorriso franco, tradicionalista, cultivava sua
origem, fazia o que fazia porque gostava, sempre
disponível para qualquer rodeio.
Este homem que admirou os olhos de uma empresa
multinacional onde queriam que ele fizesse um comercial
da Coca-Cola, e não aceitando pela sua humildade e
simplicidade, pois dizia: “Faço o que faço por amor ao
tradicionalismo”.
As pessoas não o conheciam pelo seu nome de batismo e
sim pelo seu apelido, Matapau. Poucos o conheciam como
Osvaldir Faoro.
A vida nos guarda muita surpresa. Este grande homem que
fazia de um cavalo xucro seu brinquedo... pois foram
oitenta e cinco cavalos de força contribuíram para a sua
morte. Nascido em 12 de dezembro de 1933, morreu em um
acidente com sua camionete em 30 de setembro de 2000.
Lenda? Mito?
Não! Este gigante ginete existiu, foi apenas um homem
valente, um qüera dos campos de vacaria.
-Matapau, como é mesmo seu nome?
- Osvaldir, Valdir, Faoro.
Ora, Matapau mesmo!
Patrícia Faoro de Almeida - Vacaria/RS
CATEDRAL DIOCESANA NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA
Sábados, domingos, feriados santos, ou dias da semana...
Centenas de pessoas entram, fazem um sinal de
reverência, com os olhos voltados ao altar, entram e
sentam, esperando a hora certa para a missa começar.
Às vezes até esqueço de prestar atenção ao sermão do
padre, pois meus olhos se perdem analisando a linda
imagem de Nossa Senhora, mãe de Jesus, no fundo do
altar, cada detalhe do granito que compõe o pedestal.
Fico pensando, de quem foi a idéia genial de fazer cada
detalhe. E os vitrais, gosto de ir olhando um a um,
tentando descobrir qual é igual a qual; a missa
continua... rezo junto com o padre, canto, ouço as
leituras... sem perceber novamente o que o padre fala,
me pego mergulhada nas pinturas do teto, fico imaginando
como, já por volta do ano 1870, tinham habilidade, de
onde vieram os pincéis, as tintas. E os artistas, como
passaram tanto tempo na difícil posição de pintar acima
de suas cabeças.
Novamente meus olhos vagueiam, vão descendo e olhando
cada detalhe, flores, cruzes, pombos, imagens santas,
anjos, velas...
Consigo acompanhar mais uma parte da missa, já é hora de
comungar, vou para a fila sem deixar de olhar os quadros
da Paixão de Cristo, imaginando como conseguiram
retratar cada detalhe, dando a volta certinha ao redor
da Igreja, que se acompanharmos com os olhos não
precisamos de palavras para entender cada passo e
reconstruir cada detalhe do sofrimento de Cristo até sua
crucificação. Então é hora da bênção final, quando me
viro para o fundo da igreja e fico analisando aquela
estrutura de madeira no fundo que é toda torneada como
se fosse outra igreja. Desço as escadas de pedra moura,
atravesso a rua e meus olhos se voltam novamente aquela
majestosa construção com a bela Nossa Senhora de
Oliveira no alto.
Nas minhas preces nunca me lembrei de pedir para N. Sra.
Da Oliveira agradecer ao carpinteiro José Santana que
comandou todas as obras da construção da matriz, bem
como a Inácia Rodrigues de Jesus e seus filhos, que
doaram o terreno para a construção da matriz, e ao padre
Barnabé Correia da Câmara, que em 1871 promoveu a
campanha para a pintura da antiga Matriz, e ao padre
Miguel Zito que organizou a campanha para a pintura a
óleo da velha igreja. Mas terei que pedir especialmente
para Frei Pacífico e ao Frei Efrem. Na verdade, além
destes muitos doadores, contribuintes de valores em
dinheiro, como de trabalho, esforços, gestos...
Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo e um ramo de
oliveira na mão não foi escolhida a padroeira só por ser
uma bela imagem, ela é a padroeira por um motivo muito
especial: no dia 8 de setembro de 1750 um fazendeiro de
posse do campo que mais tarde faria parte da Sesmarias
cedida a Manuel Rodrigues de Jesus, no lugar
compreendido entre os arroios Uruguaizinho e Carazinho,
no centro da atual cidade de Vacaria, havia ateado fogo
ao campo. O fogo foi se alastrando, deixando de queimar
um pequeno trato presidido por uma pedra. Vendo aquelas
touceiras de capim por queimar, colocou fogo outra vez.
Ao cair da tarde, o camponês vê por entre as labaredas
uma imagem sob a pedra, uma imagem pequena de madeira
que trazia na plana a inscrição N. S. da Oliveira.
Levou-a para casa, em seguida é erguida uma capelania.
Sem demora começaram a construir vários ranchos que
deram formação a um povoado, futura cidade de Vacaria.
A catedral N. S. da Oliveira majestosa e imponente, onde
no momento da missa meus olhos vagam sem parar
apreciando a beleza artística da arte sacra precisa
novamente dos esforços de homens que se empenham em uma
campanha de restauração no interior da igreja pois nas
belas paredes aparecem algumas rachaduras, o mofo e o
bolor também estão presentes na parede como a tinta
descascada, alguns vitrais estão rachados e outros
detalhes que nos passam despercebidos.
Fico pensando e torcendo para que um dos freis citados
acima ilumine a vontade de um homem ou mulher da
comunidade para que eles tenham tempo e coragem de se
dedicar a essa causa que na verdade de hoje seria bem
mais fácil do que na época da construção, já que o
número de pessoas que vivem atualmente aqui é muito
maior, poderia contar com o auxílio de órgão públicos,
empresas privadas e outras com boa vontade.
Atualmente a Catedral N. S. da Oliveira é considerada
uma das mais belas do Estado, também um ponto turístico
de nossa cidade.
Catedral Nossa Senhora da Oliveira, lugar sagrado, que
faz parte da vida de nossa família, unindo jovens
sonhadores e apaixonados nas cerimônias de casamento,
que voltam com seus belos bebês para o batizado, passado
alguns anos crianças na primeira Eucaristia, jovens para
o crisma e as missas de formatura, e novamente os
casamentos... Neste grandioso templo onde a solidez
disputa com a beleza.
Ana Júlia Fronza - Vacaria – RS
O Ratinho: Humildade, Capacidade Saudade
Nasceu aqui na Borges e Medeiros, no ano de 1947, aquele
menino louro de D. Verônica e seu Bépe Leonardelli.
E quem diria que o piazito esmirrado e feio, fosse o
radialista das nossas rádios, de maior estaque na
duração e desenvolvimento de seus programas? Sim, foi
ele, o Oscar Leonardelli, por longos anos o maioral na
locução vacariana.
Entre nós, a piazada, fizemos uma eleição, certa vez,
para saber quem era o destaque, aquele que gostávamos de
ouvir diariamente.
Um dos colegas falou:
- Vou pelo que disse o Paulinho seu amigo, o Ratinho é
todo humildade. Retrucou o outro:
- Tio Miguel com relação ao Ratinho avisou-me: Ele é
todo capacidade. E no fecho daquela enquete ganha “de
luz” o Ratinho – quase unanimidade.
Que falem os irmãos maristas do colégio São Francisco!
Que falem seus professores da UCS, de onde trouxe seu
diploma de advogado!
A sua assiduidade aos compromissos e o devotamento à
emissora onde trabalhara foram calçando o seu caráter e
sua personalidade como a própria Borges que ele,
engatinhando, começou seus primeiros passos, para lá no
final da rua surgiu o programa Oscar Leonardelli; ah!
quem colocara paralelepípedos um a um todos os dias na
rua dos sonhos, na avenida da sua esperança com certeza
do que quer alcançar.
E ele alcançou! Alcançou mas não cansou! Parou! Parou
porque o “Mestre da Radiofonia Celestial” o escolheu
para organizar os ouvintes “lá de cima” para escutarem o
que ficou gravado nas fitas do seu programa: “Bom dia
senhoras e senhores, estamos aqui novamente para ajudar
a todos na medida do possível! Com o Marlom na técnica,
com o carinho da minha esposa Joanete Maria, com a ajuda
das filhas Marlova e Mariele, através das ondas dessa
emissora o nosso programa está lhes dizendo:
- Muito bom dia a todos os vacarianos, a todos os
rio-grandenses!”
Rafael Bonella Zuglianello – Vacaria/RS
Realidade virtual : uma visão futura do ensino
A informática está em toda parte. É incrível a rapidez
com que a informação chega até nós. O assunto é atual.
Ou será que deveríamos dizer virtual? Vivemos hoje em
meio a tantos gigabytes, e-mails, entre outras mil
palavras e funções que invadiram o nosso cotidiano. É a
era da informática que traz consigo uma avalanche de
informações, tornandose indispensável ao conhecimento. O
problema é que para a maioria ela é mais do que virtual,
no contexto social em que estamos inseridos, são poucas
as escolas que podem oportunizar um ambiente equipado e
disponível aos alunos.
O Universo escolar ganha uma nova dimensão na era da
informática, trazendo inovação no ensino e motivando
crianças e adolescentes a querer saber sempre mais. O
resultado, se todos tivessem acesso, certamente seriam
crianças mais espertas, criativas e capazes de
desenvolver sua inteligência na velocidade da
luz.Imagine, em uma escola da rede pública de ensino, um
laboratório com computadores ligados em rede, com acesso
ao conteúdo da aula? Visualizar a matéria em animação
gráfica, com som e imagem, usando recursos multimídia
que permitem até mesmo um aprendizado dinâmico de outras
línguas. A conexão simultânea através da internet, a
possibilidade de um contato real com pessoas de outras
culturas, o acesso a grandes bibliotecas virtuais, a
instrumentos de pesquisa, tudo isso cria um ambiente
propício ao aprendizado, a criatividade e a curiosidade.
É o aluno desenvolvendo todo o seu potencial, colocando
em prática a capacidade de se comunicar, de ler,
escrever e imaginar.
Embora isso possa lhe parecer virtual , este é o caminho
que estamos seguindo. Andamos sem pressa, mas acredite
você ou não, a informática tem participação decisiva no
aprendizado da criança, isso é um fato. A exemplo, uma
garotinha que aos 12 anos descobriu o quanto gostava de
escrever usando o editor de textos, criando seus poemas,
suas crônicas e mais tarde tornando-se uma grande
escritora. Assim surgem os matemáticos que descobrem as
fórmulas do Excel, os programadores que criam os
softwares da Microsoft. Todos um dia foram crianças e
certamente seguiram seus sonhos. Com a chegada da
informatização, as portas se abrem diante de um clique.
São de suma importância as iniciativas que estimulem o
contato do aluno, com a informática de alguma forma.
Essa aproximação da criança com o computador e com as
possibilidades que a informatização traz consigo,
aproxima cada vez mais o virtual do real. E isso é que
torna fundamental a participação do governo, da
iniciativa privada, e dos professores na construção de
um futuro próximo e muito mais promissor aos nossos
alunos.
O ambiente escolar, tendo a informática como aliada, se
tornará, não obstante, um lugar onde o sonho é algo real
e ao alcance de todos.
Professora Gorete de Lima Duarte – Vacaria/RS
AULAS INESQUECÍVEIS
Mariano estudava na 5ª série, tinha 11 anos de idade e
morava no interior do município.Seus irmãos e ele
pegavam o ônibus para ir a escola as seis da manhã.
Apesar desta dificuldade, sabiam a importância de não
perder nenhum dia de aula, pois a cada dia surgiam
momentos inesquecíveis. Um dos momentos inesquecíveis na
sua vida foi a sua primeira aula no laboratório de
informática. Na sala de aula, sua professora explicou
como seriam as aulas e respondeu a muitas perguntas
feitas pelos seus colegas.
Levou-os para o laboratório. No caminho, Mariano sentiu
uma sensação estranha, suas mãos estavam molhadas, as
pernas tremiam, a boca estava seca e as palavras
sumiram. Ao abrir a porta, viu uma sala diferente das
salas de aula que conhecia. Um ambiente que despertava a
sua imaginação. O assunto que estudaram foi à água.
Comentaram sobre as experiências que fizeram em sala de
aula e sobre a importância da água em suas vidas.
A professora lançou o desafio:
_ Vamos utilizar o nosso amigo computador para
complementar o estudo sobre água!
Mariano ficou curioso: Como o computador poderia
contribuir para este estudo?
_ Vamos descobrir muitas novidades, aprenderemos juntos!
_ Comentou a professora.
O computador estava na sua frente, o monitor com sua
imagem colorida e em movimento lhe atraia. Então,
pesquisaram na internet curiosidades sobre a água e
fizeram a leitura de diversos textos que tratavam do
desperdício da água no planeta. A cada página que se
abria, a surpresa era maior. As informações surgiam
rapidamente e estavam ao seu alcance num simples clique
do mouse. Mariano ficou encantado com tanta novidade.A
aula estava tão interessante e divertida que a turma não
viu o tempo passar. Já era hora de retornar a sala de
aula. Prosseguiram o debate, falaram sobre suas
descobertas e trocaram informações. Mariano e seus
colegas contavam os dias para retornar ao laboratório.
Nas aulas seguintes no laboratório realizaram outras
atividades: conversaram num ambiente virtual com alunos
de outras cidades sobre a contaminação da água, montaram
gráficos sobre os índices de contaminação e desperdício,
confeccionaram cartazes para sensibilizar as pessoas
sobre o tema e produziram textos. Mariano ficou
fascinado com o computador:
_ Olha só! O computador mostra quando me engano na
escrita de alguma palavra.
Assim eu sei que preciso corrigir!
Mariano e sua turma tiveram inúmeras aulas no
laboratório de informática. Utilizaram o computador para
estudar os conteúdos de todas as disciplinas. Com o uso
do computador as aulas se tornaram mais divertidas e o
interesse de Mariano pelos estudos aumentou. O menino
percebeu que existem distâncias físicas, mas com o
auxílio do computador, poderia conhecer diferentes
culturas, lugares e pessoas. Enfim, poderia viajar pelo
mundo sem sair do lugar. Atualmente, Mariano está na 8ª
série e continua morando no interior. Está motivado para
seguir seus estudos e sabe que através do computador,
terá acesso a um universo fantástico de conhecimentos.
Sente-se capaz de navegar neste mar de informações sem
limites.
Professora Adriana Ferreira Boeira – Vacaria/RS
A importância da informática no ensino fundamental
Estamos vivendo a era do conhecimento e da comunicação.
Não podemos mais escolher entre gostar ou não gostar de
computadores. Se trabalhamos com educação precisamos
gostar e utilizar este recurso para a melhor qualidade
do ensino.
O mundo exige jovens capazes de interpretar informações,
comparar, pensar, realizar
trabalhos complexos com maior rapidez e eficiência. A
utilização da informática na escola contribuirá para o
desenvolvimento de habilidades e atitudes compatíveis
com o mercado de trabalho. Sabemos que a informática na
escola não serve somente para informar, mas poderá abrir
suas portas para o mundo onde esta divulgará trabalhos e
pesquisas. Os pais poderão consultar notas, presenças e
se comunicar com a direção e professores através do
correio eletrônico. Ainda enriquece o ambiente escolar
proporcionando a construção do conhecimento de forma
ativa e criativa, permitindo a alunos e professores o
estabelecimento de novas relações, novas formas de
atividade mental, de pensar e aprender.A utilização da
informática motiva os alunos a pesquisa, consulta em
várias fontes, seleção, comparação, organização e a
socialização do conhecimento. Permite a utilização de
recursos rápidos para
realização de cálculos, a transformação de dados, onde
pode ser dedicado mais tempo para a interpretação e
elaboração de conclusões.
O professor não será substituído pela máquina e
continuará exercendo papel importante quando seleciona
conteúdos, instiga a curiosidade dos alunos, solicitando
e criando situações de aprendizagem. As propostas
pedagógicas serão integradas com outras propostas de
ensinoaprendizagem. É necessário saber que podemos
utilizar a informática no ensino fundamental e continuar
criando um ambiente onde o aluno resolve situações
problemas com soluções pessoais. Com a utilização
adequada deste recurso com treinamento dos professores
podemos ter certeza que a informática no ensino
fundamental vem para
somar e inovar a prática pedagógica.
Professora Neiva Terezinha Paganin Vanaz – Vacaria/RS
Digitalização do ser humano
Talvez a questão mais óbvia e mais acertada seria dizer
o quão importante seria a digitalização na educação. É
pacífico que a informática é de sobremaneira importante
no ensino global, tanto em séries iniciais como nas mais
avançadas. Mas em que princípios devemos nos apoiar para
falarmos a respeito desta questão.
Confesso que seria muito mais fácil argumentar sobre os
BENEFÍCIOS que a informática trouxe ao mundo. Afinal,
eles parecem ser muito mais louváveis aos olhos da
grande massa. Neste aspecto, poderia falar sobre as
evoluções tecnológicas, sobre a rapidez na troca de
informações, sobre comunicação em tempo real, sobre
grandes softwares, afinal, vivemos a chamada “Era
Digital”, onde tudo se sistematiza, tudo parece ser
muito mais fácil com a internet, com os computadores e
as suas mirabolantes capacidades de controlar “quase”
tudo.
Desta forma, caberia simplesmente dizer que a
digitalização na educação é simplesmente essencial, uma
vez que hodiernamente nada se faz sem o uso da
informática, e que, portanto, seria uma questão até
mesmo de sobrevivência aprender a lidar com este “bicho”
o quanto antes, e de preferência na escola, uma vez que
o impiedoso mercado de trabalho me espera, desde que eu
entenda do assunto.
Mas prefiro falar sobre um outro ângulo de visão.
Penso na informática (ou no computador, como queiram)
como mera ferramenta, sim uma ferramenta como qualquer
outra, como um martelo ou um serrote para o marceneiro,
como uma chuteira para o jogador de futebol, ou como uma
folha de papel para o escritor.
Mas esta ferramenta, de tão aprimorada que lhe
projetaram, parece estar tentando inverter os sujeitos
da ação, e com grande sutileza parece estar conseguindo
seu objetivo.
Estamos cada dia que passa vivendo cada vez mais em
função da máquina, quando na verdade ela deveria estar
trabalhando para nós, para o nosso benefício, e não nos
trazendo inconvenientes que nem sequer conseguimos
notar.
Com um computador não preciso mais sair de casa. Faço
movimentações bancárias, compras, leio jornal, assisto
filmes e até mesmo o meu trabalho posso fazer em casa,
pelo computador é claro.
Tudo se assemelha muito a um vício. Quando começamos a
aprender pensamos em uma finalidade para a qual aquilo
irá nos servir, mas logo nos envolvemos com tamanha
eloqüência que... Zupt... entramos na era digital, um
novo mundo, um mundo onde tenho tudo num toque mágica,
ou devo dizer em um clique de mouse?
O certo é que ao adentrarmos neste novo mundo,
inevitavelmente estamos abandonando o antigo mundo, e
este é o grande problema.
Não acordo mais no domingo de manhã e vou até a banca da
esquina para comprar o jornal e dar aquela boa caminhada
matinal, pra quê, se é só abrir meu laptop e pronto,
está tudo ali, e sem precisar sair da cama. Ir até o
banco, enfrentar fila, conversar com outras pessoas, ter
que se relacionar em um ambiente social, me estressar,
pra quê, se tenho tudo a meu alcance sem sair de casa.
Escrever de forma refinada, com um bom português, isso
não importa, é cafona. Quanto menos letras melhor. Esta
é a linguagem cibernética, da moda, e assim se vão
muitos Érico Veríssimos, Guimarães Rosa e tantos outros
bons escritores que nem chegaram a nascer. Por quê?
Porque estamos na Era Digital, onde quanto mais prático
melhor. Sedentário? Sedentário sim, mas prático,
extremamente prático, é assim que meu computador
precisa, e assim vamos levando a vida, e começando a
viver para o computador, da maneira como ele nos
determina, e aqui reside o maior problema, o foco de
disseminação de uma sociedade. Enfim, me refiro ao que
classifico como os MALEFÍCIOS da Era Digital.
E o maior problema é que o problema não está no
computador, não está na internet, não está no
programador, e muito menos no Bill Gates. O problema
está no ser humano. Isto mesmo, em nós.
Gostamos de tudo que é mais fácil, mais prático, mais
rápido, e somos tão volúveis que nos deixamos levar por
uma simples máquina, tão pequena no tamanho, mas tão
potente na capacidade de fazer as pessoas mudarem suas
vidas, seus costumes, seus prazeres, seus objetivos, e
porque não dizer mudar seus próprios princípios.
O fato é que informática é um instrumento para se chegar
a um fim, e não o próprio fim a ser alcançado, e fazer
as pessoas compreenderem isto antes de serem tomados
pela Era Digital é mais importante do que qualquer outra
coisa.
É tempo de acordar e começarmos a ser mais homo sapiens,
mais seres humanos.
A capacidade que desenvolvemos em milhões de anos de
viver em sociedade e nos relacionarmos uns com os outros
é algo que deve ser preservado acima de qualquer coisa.
Namorar corpo a corpo, olho no olho, beijar na boca,
nada se compara a esta sensação. Mesmo assim ainda sou
obrigado a ouvir aqueles que se dizem namoradores
virtuais, mas que nem sequer sabem direito a cor dos
olhos do suposto “namorado”.
Por este motivo é que sou adepto de que duas disciplinas
devam ser inseridas nos programas educacionais, sendo
uma, pré-requisito da outra.
A primeira deveria ser totalmente psicológica, no
intuito de alertar os futuros integrantes da Era Digital
a não se deixarem levar pelas suas armadilhas. Ensinar a
verem o computador como um simples instrumento,
ferramenta que deve trabalhar para o ser humano, sem que
para isto precise mudar seu modo de viver, seus gostos,
seus costumes. Ensinar que não se deve abdicar do
emprego do lápis, da caneta, e, principalmente, de um
bom português. Enfim, ensinar que não se devem jogar
fora certos princípios de vida, e que para sentarmos a
frente de um computador não precisamos ser
necessariamente “BIOS”.
Por último, apresentaria aos alunos o tão esperado
computador, ensinando-lhes a utilizar aquela ferramenta
da melhor maneira possível, mas com todo o medo
necessário.
Acadêmico João Fernando Antunes Osório
Inclusão Digital
Certa noite em 2004, deparei-me de frente com a máquina
esquisita pois, teria aula de informática nesta noite.
Suei frio, pois nunca tinha pego no mouse e nem ficado
defronte a tela do computador. Quantas pessoas não
sentiriam a mesma sensação, pois com nossas vidas
humildes, o computador não faz parte de nossos dias.
Hoje, porém essa realidade está mudando pois foi criada
a inclusão digital em nossas escolas públicas. Assim,
pessoas de baixa renda que nunca pensaram poder “ mexer
com essas máquinas que no início parecem um bicho de
sete cabeças estão tendo acesso a elas.
Existe hoje a oportunidade de ficar frente a frente com
o computador e ver que isso é uma realidade que pode sim
ser alcançada por todos, inclusive por nós que
freqüentamos o ensino fundamental em uma escola pública.
Aluna Maria Elisabete Moreira Silveira – Caxias do
Sul/RS
Inclusão Digital no Ensino Fundamental
A inclusão digital no ensino fundamental é importante,
principalmente, para alunos de baixa renda aprenderem a
usar o computador, a conhecerem o teclado, o mouse, e
demais assessórios. É importante também para propiciar
lazer e cultura com jogos, trabalhos para exposição, e
contar notícias da escola.
Assim se diferencia um pouco a aula, porque só escrever,
claro, cansa. As crianças, como eu disse, de baixa renda
têm curiosidade em saber, em mexer com computadores. Os
pais dessas crianças não têm condições nem mesmo de
pagar um curso ou obter um computador em casa. A única
forma de eles aprenderem é através da escola ou em
instituições de caridade, cursos gratuitos, mas, mesmo
assim, nem sempre isso é possível.
Essa é a grande realidade: alunos carentes só podem ter
acesso a digitação em escolas, onde, sabemos, as aulas
ficam mais ricas, tornando-se mais interessantes. As
escolas necessitam de computadores para os alunos
usufruírem e aprenderem mais um ofício, enriquecendo o
seu currículo e transformando um sonho em realidade.
Aluna Pâmela Rodrigues de Carvalho – Caxias do Sul/RS
“A INCLUSÃO DIGITAL NO ENSINO FUNDAMENTAL”
Geralmente as pessoas mais ricas e inteligentes é que
possuem computador porque são muito caros. Então
dificulta muito comprar um. Na escola e em casa é bom
para melhorar o ensino, mas nem todos podem ter – seria
muito bom que todos tivessem. Eles ajudam a dar
informações até de emprego e substituem o homem em
trabalhos, os robôs, que são usados para evitar
acidentes. Os jovens estão trocando esportes pelo
computador. Eu me sentiria muito bem se pudesse usar o
computador na escola. Seria bom que todos pudessem
aprender a lidar com ele.
Ismael Fiamenghi – Caxias do Sul/RS
INCLUSÃO DIGITAL NO ENSINO: ALGO FUNDAMENTAL
Inclusão digital, um assunto importantíssimo! Ao
recebê-lo como tema de um concurso, fiquei surpreso,
achei-o difícil! Pensei, usei os neurônios ao máximo!
Como irei descrever um assunto tão atual e interessante
em poucas linhas e em pouco tempo? Procurei lembrar-me
de noticiários. Cheguei a uma conclusão e botei no papel
as primeiras linhas.
“Como é importante a informatização aos jovens e a
inclusão digital no ensino.” Esta
primeira linha não era um elogio ao tema para ganhar o
concurso. Era a minha opinião. Sei disso, pois na escola
em que estudo não há computadores, e vejo como é difícil
não ter essa máquina que é muito útil (tanto que a
redação do concurso deveria ser entregue em disquete).
Continuei.
“Todos nós percebemos a importância da informatização
nas escolas. O Brasil implora por isso. Assistimos na TV
a muitas crianças sem expectativa de vida, sem esperança
de um futuro melhor, e vemos, no computador, o começo da
caminhada para mudarmos essa realidade. Mas,
infelizmente, sabemos que a construção de escolas
informatizadas em todo o país é muito difícil, pois
faltam, principalmente, recursos.”
“E cadê o governo nessa hora? Some? Todos sabem da
importância da inclusão digital, mas ninguém faz nada! E
os impostos, vão aonde? Servem para quê? Para dar
informatização e tecnologia a Cabo Verde e a outros
países africanos? E o Brasil, como é que fica?” Juro a
você leitor, que quando cheguei a esta parte da crônica,
fiquei irritado, parei um pouco de escrever e pensei em
quantas injustiças acontecem e não fazemos nada para
mudá-las. Perdi a calma, as idéias sumiram! Quando elas
retornaram a minha mente, voltei a pegar meu lápis e
escrevi.
“Fico muito triste ao saber como é o estudo de uma
criança sem um computador.
Entendo como é ruim, pois fiquei até a 4ª série sem um
computador para realizar as tarefas escolares. Quando
ganhei minha máquina, fiquei surpreso! Como pode um
pequeno objeto fazer tantas coisas com tanta rapidez,
nos ensinar tanto? O computador agora não é apenas um
simples objeto que só as famílias de média e alta renda
podem ter. Ele faz parte do cotidiano e deve estar
presente na vida de todos os cidadãos.”
Nesse momento fecho meu caderno, guardo meu lápis,
mostro o trabalho à professora
e fico feliz por expor minha opinião sobre a
informatização no ensino, esperando ganhar o concurso e
tendo a certeza de que minha opinião será valorizada.
Aluno Luiz Eduardo Romano – São Marcos/RS
A inclusão digital no ensino fundamental
Quando começamos a freqüentar a escola, embora muito
pequeno, já tínhamos em mente alguns sonhos e projetos.
A inclusão digital no ensino fundamental fazia parte dos
meus sonhos. Hoje, cursando a 6ª série não pude ver o
meu sonho realizado.
Ter acesso a computadores pode contribuir na busca e na
escolha profissional, pois através de pesquisas na
internet podem-se abrir novos horizontes, que nos
auxiliam na escolha de uma futura profissão.
Basta observarmos o auxílio que os computadores prestam
na vida dos profissionais do comércio, escritórios e
indústrias em geral, sem contar com a rapidez e a
precisão que se obtém as informações. No futuro, as
crianças e jovens vão ser profissionais bem sucedidos se
desde cedo tiverem acesso e forem adaptadas às práticas
digitais, pois isto serve de incentivo e entusiasmo para
que as crianças freqüentem a escola.
A inclusão digital na escola, com certeza, irá
acrescentar muito ao aprendizado dos alunos, pois as
buscas na internet despertam muitas curiosidades e isso
pode contribuir para uma maior ampliação de
conhecimentos.
Na minha opinião, se as escolas não adotarem o sistema
digital com urgência, os nossos conhecimentos certamente
ficarão defasados, pois a mudança nos tempos atuais
acontece muito rapidamente.
Se a inclusão digital na escola pode nos beneficiar na
escolha profissional, no resultado que se obtém no
trabalho, no entusiasmo em freqüentar à escola e na
vontade de buscar conhecimentos, essa inclusão é muito
importante no ensino fundamental.
Aluno Lucas Guzzon – São Marcos/RS
A Inclusão Digital no Ensino
Desde que entrei na escola, lá pelo ano de 1998, tenho
procurado me dedicar ao máximo aos estudos. Sempre
procurei me informar e pesquisar sobre os assuntos
comentados em sala de aula, mas em revistas e jornais. O
computador não era muito usado, por isto, nunca pensei
que este pudesse ser tão necessário como é. Hoje me
encontro na 7ª série e vejo que a informática na escola
tem uma importância fundamental para o aprendizado do
aluno, mas que ainda não é uma realidade apenas um
sonho.
A informática, junto a sua tecnologia, nos trás vários
benefícios como o de conseguirmos nos comunicar,
informar e conhecer melhor o país e o mundo em que
vivemos, nesta há também uma série de jogos dos quais
muitos servem para desenvolver melhor e com mais rapidez
a nossa memória.
Seria bom se pudéssemos adquirir este fantástico meio de
comunicação em nossas escolas, pois ajudaria muito no
desempenho dos alunos e conhecimento com o mundo, assim
os professores poderiam transmitir uma melhor imagem do
assunto comentado. Sabemos que o computador e a sua
tecnologia, sem dúvida, são muito importantes na nossa
educação, pois facilita na realização de trabalhos que
tem que ser pesquisados e, com certeza, muitos outros
assuntos de alta importância.
Além disso, a internet nos ligaria com o mundo todo,
possibilitando, assim, que tivéssemos acesso a realidade
que, para nós hoje, é muito distante. Poderíamos
conhecer lugares que nos encantam em revistas, tv,
jornais que nos dá até vontade de viver lá. Mas, através
da rede, conheceríamos também lugares que nos faria
repensar nossos valores e assim, dar importância aquilo
que temos.
Bem, mas a verdade tem que ser dita: se hoje já estamos
pensando na inclusão digital no ensino, meu sonho não é
uma realidade assim tão longe, e, logo, logo, essa
estrada digital estará presente em todas as escolas.
Aluna Marieli Guzzon – São Marcos/RS
A importância da Tecnologia nas Escolas
Era uma vez uma máquina pensante ... ou um cérebro
eletrônico chamado computador, que surgiu em 1938 como
calculadora de seqüência automática, controlada,
denominada Marki.
Um dia numa pequena cidadezinha do interior, um diretor
de escola sentiu a necessidade de modernizar sua escola
e descobriu a evolução tecnológica para o ensino
fundamental e achou interessante. Pensou, pensou e
resolveu fazer a Inclusão Digital no seu estabelecimento
escolar.
Vendo o interesse desse diretor, um cientista ofereceu o
computador para ele. Ta na cara que o diretor sem
nenhum, adorou o oferecimento e carregou-o até sua casa
e depois para sua escola. Mas ai é que foi o seu
espanto. Quando ligou o computador notou que ele
oferecia uma série de possibilidades , de soluções para
a atividade criativa do homem, em vários setores de ação
de pensamento e de sentimentos.
O diretor observando tudo aquilo ficou admirado e criou
na sua escola a Inclusão digital para melhorar os
recursos e a qualidade de ensino para aprimoramento e o
auxílio aos professores e alunos na comunicação. Os
alunos no seu primeiro dia de aula com o computador
adoraram a idéia e começaram com muita empolgação
realizar seus trabalhos com maior alegria. Com o tempo,
os alunos foram fazendo seus trabalhos mais complexos e
com maior rapidez e eficiência, realizando trabalhos com
capacidade criadora de crescimento e amadurecimento.
Os professores satisfeitos sugeriram também que fosse
colocada a Internet. Depois de instalada a Internet o
ensino fundamental na escola se tornou extraordinário,
pois acelerou as telecomunicações, notícias, informações
e a troca de conhecimentos em todas as áreas de
aprendizagem, fazendo a difusão de culturas, usos,
costumes e interferindo no modo de agir e pensar dos
alunos. Com essa modernização e globalização cultural o
ensino fundamental desta escola ficou mais interessante
e educativo, pois com este meio de cultura pedagógica
puderam trocar idéias e experiências diferentes entre
escolas, cidades e estados.
O diretor e os professores com a Inclusão Digital
implantada na escola avançaram na tecnologia e deram
oportunidade aos alunos para ampliarem seus horizontes e
se tornarem mais capacitados para o futuro pessoal e
profissional. Os cientistas vendo o desempenho e a
criatividade desses alunos, professores e diretores se
empenharam e desenvolveram computadores menores e mais
ágeis; inventando o celular como sendo uma das grandes
tecnologias que existem hoje, formando assim uma “ nova
era digital”.
Aluno Leonardo Contin – Antônio Prado/RS
“INCLUSÃO DIGITAL NO ENSINO FUNDAMENTAL, EIS A
QUESTÃO”
O termo “inclusão digital” de tão usado já se tornou um
jargão. O problema é que virou moda falar do assunto,
ainda mais num país como o Brasil, com tantas
dificuldades em educação. Mas a inclusão digital veio
para facilitar e melhorar a vida das pessoas.
A “inclusão digital no ensino fundamental”, antes de
tudo, significa uma perspectiva de melhores condições de
vida para crianças sem possibilidades de adquirir um
computador, ou simplesmente de fazer um curso para
aprender a lidar com essa invenção tecnológica.
Para incluir digitalmente as crianças não basta apenas
“alfabetizá-las” em informática, mas também melhorar os
quadros sociais a partir do manuseio do computador.
Ensinar o bê-á-bá da informática não é suficiente, é
necessário mostrar como, no futuro, elas poderão ganhar
dinheiro e melhorar suas condições de vida com ajuda do
computador, que aprendera a manusear na escola.
O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha
que ensinar uma criança a usar o computador é colocá-la
na frente do computador e orientá-la no uso de alguns
programas e pacotes. Aanalogia errônea, a irritar os
especialistas, ajuda a propagar cenários surreais da
chamada inclusão digital, como é o caso de algumas
escolas que recebem computadores novos, mas que nunca
são utilizados, porque não há telefone para conectar a
internet ou porque faltam professores qualificados para
repassar o conhecimento necessário.
Estamos na era da digitação, da informação e da
comunicação. Nossas crianças têm contato com a
tecnologia desde cedo. Isso nos faz pensar na progressão
que professores e pais, que não pertencem à geração
digital, precisam adquirir não só para acompanhar o
desenvolvimento dessas crianças, mas principalmente os
avanços que surgem em decorrência dessa geração.
Então, a importância da inclusão digital é ensinar as
crianças a manusear os computadores e usufruir de seus
benefícios. Com este aprendizado as crianças terão
capacidade para enfrentar as situações onde são
necessários os conhecimentos tecnológicos, como em
bancos, supermercados, caixas eletrônicos, cartões de
crédito, etc. E, com esses conhecimentos, vão tentar
concorrer a uma vaga no mercado de trabalho.
Aluno Maicon Renosto – Antônio Prado/RS
A INLUSÃO DIGITAL NO ENSINO FUNDAMENTAL
Cada vez mais o mundo eletrônico está presente em nossas
vidas, e nos mais diversos contextos. A escola não está
desassociada desta realidade, pois tanto os professores
quanto os alunos, buscam cada vez mais aprimorar os seus
conhecimentos na área digital para poder melhor se
adaptar a esta sociedade em que vivemos. Mas nem sempre
foi assim muitas evoluções e revoluções ocorreram para
chegarmos onde estamos.
No inicio os homens comunicavam-se através de gestos,
depois através da fala e posteriormente através dos
desenhos e da escrita. Seus conhecimentos eram
transmitidos através da fala, mas os homens antigos
sentiram a necessidade de registrar estes conhecimentos,
então surgiu a escrita e conseqüentemente para
transmitir estes conhecimentos a escola. A escola nem
sempre foi acessível a todos, pois somente os ricos
podiam freqüenta-las, mas, mais tarde como todos tem os
mesmos direitos, todas as crianças e jovens poderiam
freqüentar a escola, conseqüentemente o número de
escolas e professores aumentou e com isso as formas de
ensino haveriam de ser mais ágeis. Assim surgiram os
livros e outros materiais didáticos. Essa foi uma
revolução tão grande quanto hoje é a internet e a
informatização. Hoje é cada vez mais necessária a nossa
adaptação a esse mundo digital, pois tudo gira em torno
dele. Não podemos parar no tempo, pois nada é eterno,
tudo se transforma.
Assim, entendemos que devemos ser sempre melhores ou
outras pessoas o serão, ou seja, precisamos dançar
conforme a música. Nas escolas é preciso que professores
e alunos tenham acesso e possam desfrutar destes
conhecimentos tecnológicos buscando sempre a sua
atualização e construção de seu conhecimento. Portanto,
entendemos que todo o conhecimento e desenvolvimento
cientifico e tecnológico devem ser sempre explorados
visando sempre a sua medida correta.
Aluna Roberto Della Giustina Manera - Antônio Prado/RS
Inclusão Digital
Dar espaço para os alunos do ensino fundamental do nosso
município, discorrerem sobre a inclusão digital para mim
é muito marcante, e uma grande oportunidade, porque a
inclusão digital abre novos caminhos na educação,
permite avistar novos horizontes. Saber que alguém está
preocupado com a garantia de acesso a novas tecnologias
e a informação, significa um grande avanço, considerando
que os alunos de todo o país serão beneficiados.
Possibilitar e permitir o acesso à internet a todo o
aluno, amplia seu conhecimento através de um modo mais
fácil e agradável, além de interá-lo ao mundo digital.
Será um sonho ou uma realidade?
Na minha opinião ter acesso à internet é tudo o que o
estudante do mundo moderno quer, porém é preciso
considerar que a leitura de bons livros também deve
fazer parte do nosso dia-a-dia. Estes, não merecem ser
descartados, pois sempre contribuíram muito para nossa
formação, como forma de aprimoramento do conhecimento.
Dominar parte dos recursos da informática, e ter acesso
aos computadores, muito contribuirá para a aprendizagem
de todo o aluno, que consequentemente, se tornará mais
capaz e melhor com a ajuda virtual.Penso que o acesso à
internet trará mais oportunidades de atualização e
acesso ao conhecimento produzido no mundo. Nós somos
futuro, alunos do século XXI, e muito ainda temos a
contribuir.
Nossa escola municipal não possui sala de informática,
apenas existe um computador para uso da secretaria. A
internet está aí, e dela devemos usufruir, considerando
seus pontos positivos. Todo o aluno deve usufruir deste
bem, desde que seu uso seja canalizado para sua
formação. A tecnologia oportuniza a busca do saber como
algo prazeroso, principalmente, quando o aluno valoriza
as diversas formas de aprender. Assistimos ultimamente a
grandes avanços quanto a tecnologia que envolve a
comunicação, e particularmente, vejo que tudo isto é
fantástico, a integração de sons, imagens, textos,
mensagens e jogos, sem contar que podemos ser levados
para o outro lado do mundo. Neste contexto maravilhoso,
é impossível acreditar que ainda uma minoria tem acesso,
considerando o universo estudantil deste país. A solução
para isto é, arregaçar as mangas, elaborar projetos,
envolver inclusive os governos que muito podem
contribuir. Pois, a partir disto, muitos programas
sociais poderão ser criados e socializados,
democratizando o conhecimento.
É importante para o aluno, que a própria escola
reconheça também, que o acesso a novas tecnologias,
transformará todo o processo educativo, e quem tem o
direito de impedir a universalização deste bem tão
importante para a formação do estudante? A quem cabe
garantir este acesso? Não é possível falar em cidadania
plena, sem que haja garantia de acesso ao saber
acumulado de tantas gerações. É este o fato.
Aluno Marco Antônio Zaccani Ferreira Série – Ipê/RS
A INFORMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL
A informática é, hoje, fundamental no ensino, está
ajudando as crianças a aprenderem com mais facilidade.
Com ela a garotada brinca, se diverte, aumentando o
interesse pela leitura, pela escrita e pela pesquisa.
Este método é utilizado de um modo que a criança vai
mexendo com o ratinho, o mouse, vai digitando letras,
formando palavras, enfim se alfabetizando, do outro lado
se divertindo. Esta tecnologia está sendo utilizada nas
escolas, nos bancos, nas lojas, nos supermercados, na
nossa casa e no trabalho do pai. Para vermos a
informática do lado positivo, precisamos ver como é
usada. Algumas pessoas dizem que o computador tira da
criança a brincadeira e a capacidade de pensar, outras,
muito pelo contrário, dizem que no computador abrem-se
muitas outras possibilidades para a criança imaginar.
A informática vista do lado negativo tira da criança a
fantasia, o raciocínio e a criatividade, pois no micro é
tudo pronto. Um meio termo seria o computador poder
ajudar e ele ao mesmo tempo não prejudicar. Para não
prejudicar a criança precisa ser orientada para escolher
muito bem os programas e o momento de utilizar. Por
exemplo não adianta a criança só ficar no paint
(programa de desenho) ela vai se cansar logo. Resumindo,
o computador faz a criança se divertir e brincar, mas
dessa maneira se divertindo e brincando, é que ela vai
aprender.
Aluna Nathalia Scapin Barp – Ipê/RS
A INTERNET É FUNDAMENTAL PARA A NOSSA EDUCAÇÃO
A inclusão digital é um fator importante na vida de cada
um e da educação como um
todo. É indispensável a presença do computador nas
escolas , porque se torna uma coisa diferente e capaz de
melhorar na qualidade do ensino , pois o aluno não fique
preso só à sala de aula. Os trabalhos que os professores
solicitam para os alunos podem ser pesquisados e
complementados com o uso do computador. Mas para isso é
preciso ter acesso a Internet pois através dela o aluno
pode obter mais informações , ficar pôr dentro das
notícias, manter contato com outras pessoas, fazer
amizades e estar interligado com o mundo todo.
O bom uso da informática é importante numa escola,
deixando todos os alunos com uma aprendizagem mais
avançada capaz de auxiliá-lo para além da escola.
Através do computador , hoje já é possível conseguir
emprego, fazer negócios , além de economizar tempo e
dinheiro. Mas não é muito fácil ter acesso a Internet,
pois este recurso é muito caro e as pessoas de baixa
renda não tem condições para dispor desse valioso meio
de comunicação. Com a Internet é possível conhecer
pessoas novas, trocar idéias , conhecer um pouco mais do
mundo e até mesmo atividades para o lazer. A tecnologia
lado a lado com a informação estão avançando diariamente
em contraponto com a grande maioria da população e das
escolas que não acesso a este recurso A informática nas
escolas é essencial para o sucesso da educação.
Aluna Valéria Carlesso Pichetti – Ipê/RS
RECORDANDO O PASSADO
Pseudônimo: COLIBRI
Antônio Formighieri Lângaro, iniciou suas atividades
como locutor da Rádio Cacique nos anos de 1962, nos
porões da Igreja São Paulo Apóstolo. Com atuação
marcante, teve uma trajetória brilhante pelos estúdios
da emissora, servindo de exemplo para os seus
sucessores.
As seis horas da manhã, diariamente, “colocava a rádio
no ar”, com o seu programa regionalista, dirigido aos
ouvintes que acordavam ao amanhecer. Pedindo licença
para adentrar aos seus lares, com carisma, alegria e
facilidade de comunicação, suas mensagens de otimismo,
fé e esperança, fluíam de maneira positiva. No decorrer
do programa, tecia críticas construtivas de forma
humorística, sem ofensas, sempre com muita educação,
primando pela qualidade do seu trabalho e demonstrando
ter responsabilidade, sendo ele, o grande comunicador
que era.
Nesses tempos idos, onde não havia tecnologia, o
inesquecível Lângaro, com sua comunicação
extraordinária, fazia três programas ao vivo, com
desenvoltura e criatividade. Levava aos ouvintes boas
músicas, notícias e humor, enriquecidos com relatos
pitorescos de suas caminhadas pelo interior do
município, mostrando que ‘Quem sabe, faz ao Vivo’!
Com maior audiência nos sábados às dezoito horas, no
“Recordando o Passado”, momento ímpar, quase mágico, em
que os lagoenses interrompiam suas atividades,
envolvidos num turbilhão de lembranças, eram brindados
com músicas nostálgicas, preferencialmente, de Nelson
Gonçalves, como “Volta do Boêmio”, “Fica Comigo essa
Noite”, entre outras. Com belas dedicatórias, oferecia
músicas aquebrantando corações apaixonados e acalentando
corações solitários, que transbordavam de
sentimentalismo, nostalgia e saudades. Recordando o
Passado, fez história nos 15 anos de Lângaro frente à
Rádio Cacique, pois, permanece na memória de cada
ouvinte dos bons tempos, onde o rádio era o melhor meio
de comunicação transmitida por uma voz amiga. Ao
alvorecer dos domingos, no “Paisagem Sertaneja”, com a
melhor fala gaudéria, apresentava um seleto repertório
de músicas gauchescas que enalteciam nossas tradições e
afloravam o orgulho de sermos gaúchos.
A história da Rádio Cacique está inegavelmente vinculada
à brilhante atuação desse locutor, com o dom inato de
bem se comunicar, sem os recursos técnicos de hoje.
Sempre ao vivo, pelas ondas da Rádio Cacique, com muita
dedicação e amor, em cada palavra proferida, colocava o
coração, benquerença, alargando seus laços de amizade
por toda a grande Lagoa Vermelha.
Antônio Lângaro, tornou-se ícone da Rádio Cacique.
Partiu para a eternidade em dezembro de 1977, com 59
anos, tal qual um cometa, deixando um rastro de brilho
de uma pessoa vitoriosa, que marcou época como grande
locutor, homem de caráter ilibado e pai de família
zeloso.
Universitária Vera Giaretta
NOITES DE SERÃO
NO TEMPO DA VOVÓ
TUDO ERA DIFERENTE
LEVANTAVA-SE AO CANTAR DO GALO
IAM PRÁ ROÇA CONTENTE.
A IMAGINAÇÃO CORRIA A SOLTA
NAS NOITES DE SERÃO,
HISTÓRIAS DE LOBISOMEM
MULA SEM CABEÇA E ATÉ ASSOMBRAÇÃO.
O RESPEITO ERA SAGRADO
PARA O PAI, MÃE E TIO
E O MENINO RESPONDÃO
NAQUELE TEMPO NINGUÉM VIU.
HOJE A COISA ESTÁ MUDADA
TEM TV, TELEFONE E INTERNET,
E AS HISTÓRIAS DA VOVÓ
SÃO VENDIDAS EM DISQUETE.
O MUNDO EVOLUIU,
O DIÁLOGO DESPARECEU,
A FAMÍLIA DIMUNUIU,
O HOMEM EMPOBRECEU.
A VIOLÊNCIA TRANSFORMOU
HOMENS EM ANIMAIS,
A GANÂNCIA, A POBREZA
ESTAMPADA NOS JORNAIS.
NO TEMPO DA VOVÓ
NÃO TINHA TODA ESSA INFORMAÇÃO.
COM CERTEZA AINDA PREFIRO
AQUELAS NOITES DE SERÃO.
Bruna Telles da Veiga
Pra crescer e ser feliz...
De repente cresci
Talvez muita gente nem notou
e borbulharam perguntas,
nem eu mesma sei quem sou.
A boneca que eu embalava
vem a cama enfeitar
deu lugar a outros sonhos
que só eu posso acalentar...
Mesmo abraçada me sinto carente.
Na multidão ainda me sinto sozinha,
mas sou forte, sou adolescente,
e isso me faz ser diferente.
Adolescente é como ser uma flor
é ter espinho
é causar dor...
é como amar com ódio
e odiar com amor.
Adolescente é
nadar contra corrente,
chorar mesmo contente
achar que tudo está
contra a gente.
É sentir calor no gelo,
dançar sem música,
gritar com medo...
e enfrentar o desespero.
Mas pra crescer e ser feliz,
não precisa mudar a essência...
é só ser a gente mesmo
e viver a vida com
inteligência.
Elizabeth Bérgamo Leal
A DIFÍCIL TRAVESSIA
“Havia um tempo em que eu vivia um sentimento quase
infantil.”
Vinha cantarolando o Renato Russo, quando caí na real.
Eu entendi, de repente e de sopetão, o que significam as
palavras do poeta! Foi como um raio iluminando uma
paisagem meio nebulosa, como aquelas por que a gente
passa todos os dias e nem vê mais. Puxa, tenho quinze
anos e já vivi “um sentimento infantil.”
Eu não sei de vocês, mas para mim, faz pouco tempo.
Antes eu era a pequenina da turma, da família, do
bairro. Tudo era engraçadinho, bonitinho... Preocupação
– só de voltar logo às bonecas e às brincadeiras
interrompidas; era a “queridinha da titia,” “a
tampinha,” a “Laurinha”. De repente me chamam de Laura.
Devo me levantar sozinha pela manhã e me arranjar com o
café. Não me lembram a hora do tema, nem me mandam
estudar.
Passada a surpresa, entendi o que estava ocorrendo. Eu
adquiria um ângulo diferente da realidade. Meus olhos
ganharam um cisquinho que me dera outra visão do mundo.
Não sei se isso é bom ou ruim. Mas, que ganhei, ganhei
mesmo – percebi que sapatos novos não nascem em árvores,
portanto precisam de cuidados; que ganhar um cão
significa limpar o chão, dar comida, agüentar água no
rosto quando se banha a criatura; que as bonecas e
panelinhas não eram assim tão divertidas; que a minha
saia jeans predileta não encolhera, eu é que crescera
bastante ultimamente...
“Havia um tempo em que eu vivia um sentimento quase
infantil...” – Santo Renato, você sabia tudo. O que
dizer, então, da zona interior – aquela proibida, a que
só deixamos entrar a quem queremos bem e em quem
confiamos? Aqui, também, as transformações foram
rápidas. Ontem, Papai Noel e coelhinho da Páscoa; hoje,
limites, compromissos, dúvidas – futuro, dificuldades.
Esperança, perdas, ganhos...
É a vida. Para mim, um inquietante início dessa
travessia. Adolescência é coisa pra gente de fibra:
complicada, angustiante, desafiadora – mas, o que dizer
da sensação de liberdade, de poder, de vida toda para
ser saboreada?
Difícil travessia que exige equilíbrio e humildade. E as
mãos estendidas da família (as dos anjos também!) para
amparar nos escorregões.
Prometo: Você não me ouvirá fazendo reclamações das
pedras dessa travessia porque eu sei que, apesar de
tudo, logo, logo, serei mais uma com saudades da
adolescência.
Laura Accorsi Moreira
FELICIDADE
Qual é o significado da palavra felicidade? Será que
todas as pessoas são realmente felizes? Ou será que elas
pensam que são felizes? Muitas vezes as pessoas se
enganam com a felicidade, pois pelo simples fato de
mostrarem um sorriso diariamente, se acham capazes de
dizer que são pessoas felizes, e é aí que elas se
enganam. Felicidade não é apenas mostrar um sorriso, mas
sim estar de bem com a vida, com o emprego, com a
família, amigos, enfim, estar de bem consigo mesmo.
A felicidade é um sentimento muito prazeroso, desde que
você esteja com sua auto-estima elevada. Muitas vezes
nem percebemos como somos pessoas bonitas, divertidas e
inteligentes. Para sermos felizes não precisamos estar
sob efeito do álcool ou drogas, muito pelo contrário é
na lucidez que a gente aproveita os melhores momentos de
nossas vidas, afinal de contas nossa vida é tão curta e
ela passa tão depressa que não haveria graça alguma
passar um dia se quer fora de si e após algumas horas
ter que se esconder de vergonha dos atos que cometeu
anteriormente. Justamente por nossa vida passar tão
rápido, devemos ir atrás da felicidade. Apesar de tudo a
felicidade existe para que possamos desfrutar dela.
Se você pensa que está totalmente infeliz, faça uma boa
ação, ajude uma pessoa que precisa de você, como, por
exemplo, um morador de rua. Ele ficaria muito feliz com
a sua ajuda e você, muito mais feliz ainda em saber que
pode ajudar. Pense nisso; a felicidade existe para quem
acredita nela.
Patrícia Franciscon
Assim finalizamos esse grande ensaio educativo, senhor
presidente, senhoras e senhores deputados.
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