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 22/03/2006 - APPIO ALERTA: CUIDADO COM A ÁGUA POTÁVEL, POIS ELA PODE FALTAR
 

Hoje é o Dia Internacional da Água, um elementos fundamental para a sobrevivência do ser humano. O deputado federal Francisco Appio sugeriu, da tribuna da Câmara, que o Ministério da Educação adote, nos currículos escolares, aulas de disciplina no consumo d’água. “Seria muito importante que estudantes recebessem orientações de economia e bom uso da água potável. O desperdício pode nos custar caro amanhã, quando for reduzido o estoque”, propôs Appio.
O deputado lembrou ainda que, apesar de o Brasil deter 12% das reservas de água potável do mundo, é ameaçado pelas estiagem, quando regulamente sofre desabastecimento nos interiores do país. “Além disso, algumas fontes naturais e também mananciais de água subterrânea estão contaminados”, alertou o parlamentar. Ele chama a atenção que, conforme estudos da ONU, 80% das doenças são ocasionadas pela ingestão água não potável. A mesma situação é responsável por 33% das mortes.

Apoio à pesquisa

Francisco Appio indicou Emenda Individual de 250 mil reais para pesquisa e programas de uso racional da água em Vacaria e região. O trabalho será coordenado pela Universidade de Caxias do Sul, através do campus de Vacaria.

01/01/2006 - Matéria publicada no Jornal O Sul de 01 de fevereiro de 2006, alertando sobre as mudanças climáticas no planeta.

Clique na imagem  para ver  matéria  -

21/11/2005 - MANIFESTAÇÃO DO DEPUTADO APPIO SOBRE O FUTURO DA ÁGUA NO NOSSO PLANETA

 GRANDE EXPEDIENTE Francisco Appio – Deputado Federal  21.11.2005


ÁGUA: PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados.

A água é um patrimônio universal. São responsáveis pelo uso racional desse elemento os governos e cada cidadão. Por isso, torna-se imprescindível que iniciemos um debate de conscientização, incorporando o tema na educação ambiental de nossa sociedade, principalmente para crianças e adolescentes, que têm a oportunidade de crescer juntamente com a reflexão sobre o futuro da água potável no nosso planeta.
Durante os meses de agosto e setembro deste anos realizamos, nas universidades do Rio Grande do Sul, um debate sobre o tema. Alunos participaram do concurso que realizamos, com a coordenação de um grupo de professores com crônicas, destacando os três melhores trabalhos, que transcrevemos a seguir:
 

1º Lugar: Nome: João Fernando Antunes Osório Universidade de Caxias do Sul - Campus de Vacaria - Curso: Bacharelado em Direito - 10º Semestre

Água, patrimônio de primeiro mundo.

Em um dado momento, uma tribo vivia em meio a uma densa floresta, isolada da comunicação com qualquer outra forma de civilização, porém, com uma grandiosa quantidade de ouro. Ocupavam este ouro para as mais variadas coisas, erguiam suas casas, produziam utensílios para uso próprio, e tantas outras coisas, mas menos como bem de valor patrimonial. Por quê? Pelo simples fato de não conhecerem o valor monetário que outras civilizações atribuíam àquele metal precioso e pela abundância daquele minério naquela região, o que lhe tornava algo comum para aquelas pessoas.
Em outras palavras, aquela tribo era rica e não sabia.
Assim é o Brasil, detentor de uma das grandes riquezas naturais, cobiçada pelo mundo inteiro, mas com um revestimento patrimonial que ainda não lhe atribuímos de fato. Não fazemos nada sem água, precisamos dela para quase tudo, e principalmente para viver, pois sem este líquido o organismo humano não sobrevive. Por isso dizemos que “água é sinônimo de vida” e por este motivo já deveria receber a devida valorização que merece.
O problema é que por sermos um país bem dotado de bacias hidrográficas, e que ao abrirmos as torneiras vemos este bem precioso jorrar em abundância, somos levados a pensar (ou a não pensar) como aquela tribo, ou seja, não lhe atribuímos o real valor e deixamos escoar pelos ralos um prejuízo que outras gerações poderão sentir na pele, inclusive com o perecimento da própria humanidade.
Alguns críticos, preocupados e atentos com a escassez da água e conscientes de sua importância para a perpetuação da vida humana, apontam para um futuro próximo, onde com o fim do petróleo, a água compulsoriamente passará a uma valorização monetária nunca antes imaginável, e muito caro se pagará por uma pequena quantidade. Assim, os países detentores das maiores fontes hídricas passarão, concomitantemente, a serem potências mundiais no aspecto econômico.
O fato é que dentre tantos problemas ligados à água, podemos dividi-los a nível mundial e nacional. O problema mundial, muito mais grave e acentuado que o do Brasil, está ligado basicamente à escassez e a falta de fontes naturais para abastecer a demanda de países com menos sorte que o nosso. Já no Brasil, onde as fontes são mais abundantes, temos o problema da falta de consciência da população quanto à preciosidade deste bem, o que gera, por conseqüência, uma falta de racionalização do uso.
No entanto, os desdobramentos resultantes desta falta de consciência são preocupantes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), no século 20, o uso da água cresceu duas vezes mais rapidamente do que a população, o que nos mostra que o uso racional torna-se cada vez mais uma questão de sobrevivência e não apenas ambiental.
Mas conscientizar, infelizmente, já não é mais o bastante. Não basta a maioria da população racionalizar o uso da água, se continuarmos a ofender o meio ambiente de outras formas, a exemplo da poluição, degradação de ecossistemas, extinção de mananciais, dentre outros.
Há muito a natureza tem nos mostrado ser impiedosa em sua vingança, e com um poder de fogo incomparável. Exemplo disso são os furacões, tsunamis, enchentes, secas, alterações climáticas, além de outros fenômenos naturais que têm assolado o planeta nos mais variados continentes.
Em nossa região, presenciamos recentemente a fúria da natureza de diferentes formas. Quem poderia imaginar um tornado de tamanha intensidade como o que aterrorizou a cidade de Muitos Capões? Com relação à água, a seca a que fomos submetidos parece um paradoxo: como um país que detém cerca de 12% a 16% do total de água doce do planeta pode sofrer com a falta de água, a ponto de ter que adotar posturas governamentais de racionamento forçado.
A indefinição das estações do ano reflete um total desequilíbrio natural com o qual estamos sendo forçados a nos habituar, isto sem falar nos picos climáticos, com temperaturas cada vez mais altas, reflexo do superaquecimento e da ineficiência da camada de ozônio, que tende a desaparecer por completo.
São muitos os projetos e ações governamentais trabalhando com o aspecto do uso racional de água, os quais partem de uma atividade primária de conscientização da população, mas parece que nada se compara com a eficiência da comoção gerada pelas catástrofes naturais. A natureza parece querer nos mostrar, a duras penas, o que não conseguimos ver com os próprios olhos.
Para os religiosos, estamos diante das profecias apocalípticas, e muito próximo do fim dos tempos, no entanto, prefiro ser cético, e pensar que tudo isto têm uma provável solução, que talvez esteja na alteração do próprio modus vivendi de cada um. O capitalismo desmedido é inimigo direto do meio ambiente, mas de nada adianta o acumulo de capital se não houver vida para gozar de tudo isto.
A preocupação ambiental já ultrapassa a barreira do natural e adentra numa questão de sobrevivência e perpetuação da raça humana e a vida na terra. É preciso que aprendamos com os erros, principalmente quando a gravidade que deles decorrem são de grande monta como os que estamos presenciando. É preciso, talvez, invertermos nosso entendimento de riqueza como não somente aquilo ligado ao acúmulo de capital, mas também aquilo que irá garantir a vida de nossos netos, bisnetos, e demais gerações vindouras.
Uma solução colocamos a público, ou nos conscientizamos do valor da água e passamos a utilizá-la de forma racional, ou colocamos um corante que tinja-a de ouro para que a população pense como tal, pois entre viver na realidade medíocre e viver na ilusão, o melhor mesmo é VIVER.

2º Lugar: Helena Maria Santi Martins
Curso Superior em Tecnologia de Agropecuária- Sistemas de Produção - Primeiro Semestre


O FUTURO DA ÁGUA NO PLANETA


“Depois, o senhor Deus plantou um jardim no Éden, ao oriente e nele colocou o homem que havia formado. O Senhor Deus fez desabrochar da terra toda espécie de árvores agradáveis a vista e de saborosos frutos para comer.
Um rio nascia no Éden e ia regar o jardim, dividindo-se a seguir em 4 braços.” (Gênesis 2-8/10)
E a partir daí o homem sentiu-se dono da natureza sem o devido respeito e amor que ela merecia.
Acreditou-se que os recursos eram inesgotáveis, que as florestas, rios e mares, nada tinha fim, e como filho ingrato foi sugando desta mãe tudo que podia. Era tanta água que jamais se imaginou que um dia ela pudesse fazer falta.
Na ânsia do imediatismo, os córregos foram desaparecendo entulhados de lixo, os rios foram sofrendo com o assoreamento e com o acumulo de tudo aquilo que não tinha uma suposta utilidade.
Grandes rios e quedas d’água foram desviados, cortados, represados em nome do crescimento e da evolução. Esqueceram ou não se preocuparam com as possíveis consequências.
A agricultura tem sido apontada como salvação econômica e social de um país, mas nem assim preocupou-se com a contaminação do solo e dos lençóis freáticos, com o uso indiscriminado dos pesticidas e dos venenos, comumente chamados de defensívos agrícolas que cada vez são mais são usados.
Será que com tanto conhecimento adquirido pelo homem não é hora de somar com as pesquisas de biotecnologia? E também dar mais atenção a técnicas, pesquisas, projetos como Permacultura, Cultivo Orgânico, resgate de sementes crioulas, despoluição de rios? Tudo isso faz parte do desenvolvimento sustentável, usado como bandeira por tantos.
São alternativas que podem ajudar a se ter um meio ambiente mais saudável e consequentemente a reservas de águas em maior quantidade e mais limpas.
Recentemente começaram a fazer experimentos no mar colocando ferro em sua profundeza com o objetivo de aumentar as florestas de planctons que por sua vez aumentaria a liberação de oxigênio na atmosfera. Será mesmo que irá trazer só benefícios ou estamos inventando mais uma maneira de poluir também os mares?
E as grandes empresas de refrigerantes coloridos que usam enorme quantidade da nossa água pagando um preço irrisório para transformá-la em produtos sem nenhum valor nutricional, muito pelo contrário até prejudicais a saúde. O que é exigido delas em relação ao meio ambiente?
O homem é 70% água e ela é indispensável para a vida, uma pessoa pode viver muitos dias sem comer mas viverá poucos sem beber água.
Os povos nativos considerados como culturas diferentes das civilizações conhecidas sempre souberam respeitar a Grande Mãe e viver em harmonia com seu meio ambiente e mesmo assim ainda são chamados de selvagens,
acredito que está na hora do homem branco começar a ser “selvagem”.
O futuro do planeta água está nas mãos da humanidade, suas ações e atitudes é que vão determinar os resultados.
Uma vez li um texto escrito por KAKA WERÁ JACUPÉ, um txucarramãe, que significa guerreiro sem armas , e é com as palavras dele que gostaria de deixar a minha mensagem final:
“O pulsar da estrela na noite é o mesmo do coração. Homens, árvores, seres, rios e mares são um corpo, com ações interdependentes. Esse conceito só pode ser compreendido através do coração, ou seja da natureza de cada um.”

3º Lugar: Tatiane Maciel Gil - Universidade de Caxias do Sul (Campus de Vacaria)
Bacharelado em Direito - 12º Semestre


AINDA HÁ TEMPO!

O planeta terra será desertificado. Será daqui a três semana, a falta total de água. Às 17:45 (horário oficial de Brasília), numa sexta-feira que não é treze, e é o melhor dia da semana. Constata-se coisas terríveis diante da informação: não vai ter o final de semana! Não poderemos assistir ao “FAMA”.
Quer saber como eu sei disso? Foi através de um funcionário do SSI ( Serviço Secreto de Informação), que me fez prometer que não contaria nada à ninguém. Mas é impossível! Deveria ser mantido em sigilo, mas nada é mais perigoso do que o abuso dos preciosos recursos hídricos do mundo, apostando na tecnologia como resposta. Não haverá salvação tecnológica para um planeta prestes a desaparecer.
É necessário fazer algo com urgência! Caso contrário segunda-feira, mais precisamente daqui a três semanas quando todos devem voltar a trabalhar vai-se perceber que o mundo acabou, sem mais nem menos, faltou os preparativos.
“ Vivemos com a ilusão de uma oferta ilimitada de água no planeta. Como tudo é falso! A quantidade de água doce disponível é aproximadamente de 0,5% da existente no planeta, o resto é água congelada nos polos norte e sul, ou no mar. A água é o principal alimento do ser humano e constitui 70% do seu peso. Este líquido representa a preservação de toda a vida no planeta. Não podemos permitir que a água, que é herança da terra, não seja preservada como bem público protegida por uma legislação forte, nacional e internacional. O que está em jogo é o acesso a água que atende as necessidades básicas e constitui um direito humano inalienável. Cabe a cada geração zelar para que a abundância e qualidade não sejam diminuídas em conseqüência de atividades predatórias”. E assim vai, anúncios e mais anúncios. “A água do planeta é limitada e está sob permanente ameaça!”.
Penso que não estou bem! Mas, toda essa história de água passou com um filme em minha frente e, ainda não avisei ninguém. Quem avisarei primeiro? Não posso gerar pânico, nem tumultuar o comércio com uma explosão de compras à prestação.
Quem sabe divulgo pela imprensa? Não é o ideal! A imprensa vai querer explorar a informação, vai buscar dados mais concretos de especialista no assunto e achará que o que digo não é confiável, e por fim acabará me processando. Tenho que procurar outra forma!
Já sei! O governo! Este já sabe, mas como tem a função de trabalhar pelo bem comum da população e dever de protegê-la, terá que divulgar! Não sei se vai dar certo, pois terá que ter reunião com o Ministério do Meio Ambiente, será necessário termos a data correta do fim da água, e afinal são só três semanas para preparar a campanha “shows, publicidade, construção de monumentos”, organizar tudo. E os gastos não estão previsto no Orçamento da União, o dinheiro está reservado para o mensalão.
É a oportunidade para surgir um novo imposto, com certeza será o IPFA (Imposto Provisório para o Fim da Água). O Estado e quem sabe o Município também vão querer impostos. Impossível, não temos como pagar mais impostos.
Pensando bem, a quem recorremos nas horas de dificuldades? Vamos a igreja e rezamos. Isto mesmo, vou recorrer aos religiosos, afinal eles sempre pregaram que o mundo um dia acabaria. Serão três semanas de muito tumulto e conflito, pois com certeza os religiosos irão começar os acertos dos últimos dois mil e mais alguns anos em uma única vez. Cansei, não dará certo com os religiosos.
Qual será a fonte mais rápida de informação? Claro, como não pensei nisso antes, divulgarei pela internet que nos resta pouco tempo para: tomarmos água potável (oito copos por dia para o adulto), defrutarmos de um bom banho de chuveiro, roupas limpas, carros lavados com água que sai da torneira e ainda pescar nos rios. E informarei o que nos aguarda nos próximos dias: somente poderemos beber um copo de água por dia, as roupas serão descartáveis e o aumento de lixo será inevitável, a população ficará doente pela desidratação e a pele terá chagas provocada pelos raios ultravioletas que já não tem a camada de ozônio que os filtrava. O comércio e a indústria estarão paralisados e o desemprego será total. Chegamos ao fim, a vida na terra não mais será possível porque o homem destruiu o meio ambiente e chegamos a um ponto irreversível.
Será que devo mesmo divulgar em alguma página? Acredito que não vou achar uma página específica para tratar do tema “Água e o Fim do Mundo”. A humanidade precisa se preparar de uma forma decente para o seu fim!
Não tem jeito mesmo. O planeta será desertificado. O mundo irá acabar. Tudo é tão complicado, afinal o fim do mundo não é o fim do mundo. Ou é? Já não sei! O que quero que todos compreendam é que ainda podemos fazer algo para salvar nosso planeta!
Que este pesadelo sirva para reflexão: a quem pertence água? Quem deve apropriar-se dela? De que leis necessitamos para proteger a água? Qual é o papel do governo? A quem cabe a responsabilidades de zelar pelo “sangue azul” da natureza? Como envolver os cidadãos neste processo?
Vamos reestruturar radicalmente nossa sociedade e o estilo de vida a fim de reverter a depredação dos recursos hídricos e aprender a viver com eles de forma a sustentar os seres vivos e a natureza.
Ufa! Que pesadelo.
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O DEBATE COMEÇOU

Com a realização deste concurso atingimos parte de nossos objetivos. A outra etapa virá a seguir com recursos priorizados por Emenda Parlamentar, de nossa autoria, destinando 250 mil reais, para a elaboração e execução de um grande projeto de pesquisa das águas nos Campos de Cima da Serra, no nordeste gaúcho. Estes recursos serão geridos e o projeto será executado pela Universidade de Caxias do Sul – Campus Vacaria, durante o ano de 2006.

Reconhecemos a importância dos estudos realizados pelos universitários participantes do concurso sobre “o futuro da água potável em nosso planeta”. Por isso selecionamos outros 12 trabalhos, que registramos nos anais desta Câmara Federal, como contribuição para o debate que iniciamos:

Fabiana Parisotto Fernandes (UCS Vacaria – Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia – 6º semestre)

SALVANDO NOSSO PLANETA

É estranho pensar que a água potável esteja em risco de extinção em um planeta onde existe muito mais água do que terra. Porém, a realidade é que menos de 1% da água potável está disponível para consumo. As pessoas precisam ser conscientes e comprometidas com a sobrevivência de sua própria espécie, e uma sobrevivência de qualidade, visualizando o futuro não só desta geração, mas dos seus filhos, netos e assim por diante. Mas, infelizmente precisamos pensar no assunto e tomar uma atitude em conjunto, ou seja, todos os segmentos da sociedade, começando pela família, nas comunidades até chegar aos governantes, passando pelos meios de comunicação que atualmente exercem um poder muito grande sobre as pessoas e atingem quase todos os lugares do mundo, pois a responsabilidade não é de alguns, mas de todos.
É necessário deixar para atrás a visão de que a água é um bem natural renovável e infinito e passarmos a entender a realidade, buscando reverter um pouco do mal que os seres humanos já fizeram para a natureza, como desmatamento, poluição, queimadas, para que ela possa também voltar a nos devolver benefícios como um clima estável e água farta. Apesar da ciência ter avançado muito nestes últimos anos, e a fórmula da água ser bem simples, não é possível fabricar, ou seja manipular esta fórmula para beneficiar a humanidade, por isso a necessidade constante de manter limpas, aproveitáveis e intactas as fontes existentes.
Todos deveríamos saber que o corpo humano a exemplo do planeta terra, é formado em sua maioria por líquidos e se a água potável vier faltar, a humanidade terá traçado seu próprio fim, pois o homem pode sobreviver quase um mês sem comer, mas somente três dias sem ingerir líquido e, não qualquer líquido, sem tomar água, que além de saciar nossa sede, nos traz saúde e purificação para o organismo.
É preocupante analisarmos que, no momento, a atenção de todos está voltada não para o futuro da água potável, ou melhor, o futuro da própria espécie humana, mas sim, para quem detém mais poder, quem manda mais, quem tem mais dinheiro, quem rouba mais. E é muito engraçado que os governantes, os grandes da situação mundial, a mídia, os que deveriam desencadear grandes campanhas de preservação e conscientização, pareçam ignorantes para o assunto, não se dando conta que toda essa busca desenfreada por poder, dominação e dinheiro será em vão quando o maior combustível da raça humana desaparecer. Esperamos que não tarde acontecer uma campanha de qualidade que realmente conscientize a população da importância de preservar o meio ambiente. Mas, é preciso que a história comece a ser revertida agora, enquanto alguma coisa ainda pode ser feita, porque se essa realidade não mudar, a única cena que será vista é a tristeza de uma população sedenta que precisará se sacrificar, e até mesmo morrer ou matar para poder tomar um simples copo d’água, que será mais caro que pedras preciosas e muito mais raro no planeta. E visualizando muito mais à frente seremos lembrados em livros de história como uma espécie que passou pela terra, e se ainda existirem seres humanos, viverão apenas os cretinos e aleijados devido a ingestão de alimentos intoxicados com pesticidas de todas as espécies.
O momento é esse, precisamos aproveitá-lo, e lutarmos de todas as formas possíveis e imagináveis pela preservação e continuidade da existência da água potável, e conseqüentemente pela sobrevivência do planeta terra e todos as suas riquezas.


Tangriane Forest Santos (UCS/Vacaria - Curso: Direito e Gestão Ambiental Semestre: 1º ano

O Futuro da Água Potável no Nosso Planeta

Há certo tempo acreditava-se que a água potável era um bem natural infinito. Porém, os estudos foram aprofundando-se e pesquisas mais verticalizadas esclareceram que o meio ambiente e a maioria de seus bens são finitos – inclusive a água - e assim só não serão se a humanidade dedicar cuidado, preservar o ecossistema e desenvolver consciência ambiental, expressando isso em atitudes no seu cotidiano.
A água potável está para a vida, como o ar está para o homem, e ainda, o gás carbônico está para as plantas. Sabe-se que o homem precisa, dentre outras coisas, do ar para viver, pois se ficar cerca de três minutos sem ar, logo ele perde a consciência, o cérebro pára e seus órgãos cessam as funções do organismo.
Do mesmo modo, o gás carbônico que é o principal alimento das plantas, as quais extraem água e sais minerais do solo, gás carbônico do ar e captam a energia solar, produzindo substâncias orgânicas e oxigênio, sendo que esse último é liberado na atmosfera – esse é o processo de fotossíntese, o qual exemplifica de forma sucinta a necessidade que os seres vivos têm dos recursos naturais para fazer perdurar a sua sobrevivência.
Os exemplos acima descritos não diferem com relação à água potável, pois a planta sem água não se desenvolve, as flores não florescem, os frutos não nascem e suas fibras acabam secando. Já o homem sem água potável é literalmente condenado à morte, pois num período de três a quatro dias em que permanecer sem beber água, seu corpo padece completamente.
Assim, considerando que se opte a não beber água ou a não regar uma planta, sabe-se o resultado disso. Mas ao se aludir a uma falta de água permanente no planeta, ou mesmo a escassez de água, e beber ou não água deixar de ser uma opção, deparar-se-á então com o caos para a continuação da vida em nosso planeta.
Quiçá disséssemos que isso é apenas uma fábula, que não há risco de se tornar um problema real. Porém, os atuais fatores ambientais mostram-nos que devido à degradação que já ocorreu, bem como a que está ocorrendo no meio ambiente, a permanência dos mananciais de água potável do nosso planeta estão seriamente comprometidos, pois a devastação de florestas, os cortes ilegais de árvores, o extermínio de predadores naturais, a poluição dos rios e do ar, dentre outras formas de degradação, afetaram tão profundamente o ecossistema da Terra, que hodiernamente podemos afirmar que num futuro próximo enfrentaremos a escassez e até mesmo a falta de água potável para abastecer a população mundial.
Hoje se tem a compreensão de que se esse problema vier a se efetivar gerará uma guerra pela sobrevivência dos povos, e sob uma fria e breve análise vê-se entrar na disputa o poderio econômico, pois num mercado onde determinado produto está escasso, valores são agregados sobre ele, e o seu custo torna-se tão elevado que apenas uma casta social pode ter acesso. Essa conseqüência seria desastrosa para a humanidade, porém é um ângulo da história do futuro da água potável que deve ser estudada, embora seja apenas uma hipótese.
Contudo, é sabido sobre a existência de lençóis freáticos no planeta, mas precisamos preservá-los, pois a água tem várias fontes de poluição. A maior delas está nas cidades. A falta de saneamento básico contribui para que grande parte do esgoto das casas e das indústrias sejam jogado nos rios e córregos, assim como os lixos dos aterros municipais, que quando vazam acabam indo para as águas subterrâneas. Produtos químicos usados nas casas e apartamentos como solventes de tinta e limpadores de forno são jogados no lixo ou no esgoto, isto de uma maneira ou de outra acabam sempre indo parar na água que abastece as cidades. Ainda pode-se citar a chuva ácida e os produtos agrotóxicos que acabam escorrendo para os rios, ou infiltrando-se até às águas subterrâneas.
A consciência ambiental começa dentro de casa e no cotidiano de cada ser humano. Podemos começar economizando água em inúmeras situações, por exemplo, não lavar a louça com a torneira permanentemente aberta, ao escovar os dentes fechar a torneira e não desperdiçar água para lavar calçadas e carros toda a semana.
Além disso, há outras atitudes diárias para preservar o meio ambiente e que afetam de forma direta a conservação dos mananciais de água potável do planeta, quais sejam, separar o lixo onde há coleta seletiva, não jogar lixo pela janela do carro, não jogar lixo no chão, não provocar queimadas, exercer seu direito de cidadania e exigir do poder público redes de esgoto para que os detritos não contaminem os rios e riachos, bem como cobrar a fiscalização no que tange a emissão de gases e detritos indústrias. Essas atitudes condizem com o amor pela nossa vida e pela vida que habitará esse planeta no futuro.
Diante do exposto, podemos perceber que o ecossistema terrestre foi transformado no decorrer dos séculos, e o protagonista disso foi o homem. Mas agora que sabemos que nós somos partes responsáveis pelo meio ambiente saudável e pela continuação da vida no planeta podemos assumir atitudes conscientes, numa unidade funcional do ecossistema onde tudo está relacionado com tudo, de tal maneira que não podemos tocar num elemento isolado sem afetarmos o conjunto.
E por fim, cientes de nosso trabalho, abracemos a vida, preservando a casa natural dos homens, o nosso Planeta Terra.


Vanessa Scarabelot (Administração de Empresas - UCS/ 8º semestre)


O FUTURO DA ÁGUA POTÁVEL NO NOSSO PLANETA

Afinal, qual o motivo para nos preocuparmos com a falta de água potável!? Ainda mais em um país no qual existem as maiores reservas de água potável do mundo? Em um planeta com tantas geleiras. E o mar então, quanta água pode-se tirar dele! Sim... mas também estamos em um país onde sua utilização e, diga-se de passagem, os desperdícios com água são enormes, e onde sua distribuição não é uniforme em todo território. Estamos em um planeta onde os custos para transformar água salgada em água potável ainda são muito altos. E o pior, onde grande parte da população ainda não percebe os benefícios e a importância de termos água potável disponível.
Poucos acreditam que a água potável terminará, afinal, alguém descobrirá (e colocará em prática) uma forma de utilizar melhor a água. Alguém poupará. Alguém... Alguém... É sempre assim... “Alguém fará algo por nós.” Então porque a preocupação antecipada!?
Em geral, uma pessoa só toma consciência da importância da água, quando esta falta na torneira. E, acredite, a água potável não faltará, mas, para termos acesso a ela precisaremos pagar muito caro. E isto ocorrerá muito, muito cedo se continuarmos ignorando este assunto. É difícil crer, mas, em pleno racionamento, pessoas se preocupam em lavar calçadas e carros no escuro da noite para que as autoridades competentes não vejam; e ficar sem encher a piscina em pleno verão então? Isso é um crime! Pois é, alguns não pensam no crime de fazer crianças e adultos ficarem sem água para beber, pois o mais importante é ter um reservatório cheio para poder tomar um banho bem demorado... e tudo isso em épocas de racionamento. O desperdício também é absurdo em vários setores da economia como agricultura e indústrias, onde muitos ainda não aprenderam a importância de reutilizar a água ou, por que não, utilizar a água da chuva. Mas também não se dá importância para isso, afinal, dá muito trabalho. E a água não deve faltar!?
A água já tem se tornado um elemento de disputa entre nações. Muitos países, hoje, enfrentam a escassez crônica da água, e este número aumentará dia a dia. Em alguns países, as pessoas têm um volume mensal para utilizar. Passou da cota!? Fica sem até o próximo mês.
A água potável é um elemento essencial à vida, mas ela não estará disponível infinitamente, a nosso bel prazer. É imprescindível que haja uma conscientização da população mundial quanto a utilizá-la de forma mais eficaz, ou ela estará disponível somente a poucos privilegiados.
Quantas perguntas temos para responder... quanto é necessário refletir... e só há uma resposta: se não houver conscientização a água potável vai faltar para uma grande parcela da população mundial!


Paulo Augusto Gobbi (Ciência da Computação – UCS/ 4º semestre)


Crônica sobre o tema “O futuro da água potável no nosso planeta”

“Nosso mundo está vivendo uma fase maravilhosa, nunca vista antes, de perfeita paz, harmonia e sossego. Não precisamos nos preocupar com nada. Não existem mais assaltos, muito menos seqüestros e assassinatos. A palavra ‘guerra’ foi banida do nosso dicionário devido à sua falta de uso. A natureza está tão calma quanto as pessoas, não ouvimos mais falar em terremotos, enchentes, maremotos. O buraco da camada de ozônio parou sua acelerada degeneração, ao contrário, nosso meio ambiente nunca esteve tão ‘saudável’. E por falar no nosso meio ambiente, a nossa água não para de se renovar. Encontramos cada vez mais fontes inesgotáveis desse bem natural. Temos que parar de captar essas novas fontes porque em um futuro próximo, não teremos mais onde armazenar tanta água potável”. (Jornalista Paulo Augusto Gobbi).
Que maravilha seria encontrar manchetes como estas descritas acima em nossos jornais, mas a realidade é muito mais preocupante. Focalizando a natureza, ela não para de nos mandar avisos furiosos de seu descontentamento perante nossos atos. São ondas gigantes que surgem do nada e matam centenas de milhares de pessoas na Ásia. Terremotos que destroem centenas de cidades na China. Enchentes e furacões que não deixam nada vivo no seu rastro de destruição. Onde isso irá parar?
Ninguém manda e nem prevê os atos da natureza. Com certeza ela está revoltada assim devido às nossas ações irresponsáveis para com os recursos vitais que ela nos concede sem pedir quase nada em troca, somente respeito.
A água é a fonte da vida, mas é uma fonte que está terminando. É tão simples, porém preocupante, imaginar no mundo daqui alguns anos, sem a abundância de água como encontrada hoje. Isso será, sem dúvida, o motivo da terceira guerra mundial.
Cada um tem que se conscientizar e fazer a sua parte para deixar, nem que seja pouca, certa herança desse bem para nossas gerações futuras. Não quero nem imaginar, se Deus quiser, na minha outra vida olhando lá de cima para meus descendentes, todos em situações precárias devido à falta de água no mundo, se armando tanto jovens como adultos, para encarar nas linhas de frente batalhas para conseguir tomar posse de uma pequena parcela de água que, quando estava na minha época, era abundante e a gente não sabia o que tinha nas mãos e não cuidamos, deixando chegar ao ponto que está chegando.
Você imagina esta situação? Eu imagino, mas rezo e faço, nem que seja algo mínimo, para que isso não aconteça. E você faz a sua parte?



Edgar Bueno Silveira ( Pedagogia – UERGS Vacaria/8º Semestre)


O Futuro da Água Potável em nosso Planeta


Teria sido um dia comum, não fossem as reflexões. Era um sábado. Levantei às 6:10hs e desenvolvi as ações de praxe: lavar o rosto, barbear-se, café da manhã, escovar os dentes, etc. Cerca de cinqüenta minutos depois estava eu já dentro do ônibus, na mesma linha que me leva todos os dias para Campestre da Serra onde leciono o dia todo. Chovia bastante. A bica d’ água, na famosa curva da bica, chegava a borbulhar. A água que dela escorria, aparentemente limpa e espumosa, em função da queda, chamava a atenção mais do que os outros dias. Essa beleza natural, uma bela paisagem para os amantes da natureza, apresenta, de uns tempos para cá um novo elemento: a placa! O que diz a placa? “Água não potável”. Tudo bem, era de se esperar que uma água in natura, sem cloro, sulfato de alumínio, permanganato de potássio e outros elementos químicos poderia ser imprópria para consumo humano.
Segui viagem até Campestre da Serra, na localidade de São Bernardo, lecionei a manhã toda para crianças agitadas por causa da chuva. Quem é professor ou professora das séries iniciais sabe bem como é isso.
Não sei se por coincidência ou por ironia do destino, a matéria que lecionei naquele dia era água. Com todo aquele aguaceiro caindo, exemplo concreto para dar a matéria não me faltou. Debatemos com os alunos algumas formas de prevenção à poluição da água, bem como formas de evitar o seu desperdício. A maioria das crianças falou em escovar os dentes com a torneira fechada e não ficar brincando embaixo do chuveiro. Outros, mais maduros, criticaram o uso de agrotóxicos próximos a rios e açudes.
Ao final da manhã, o tempo mudou. E mudou bastante. O sol, assim de repente, surgiu por entre as nuvens, que deixaram de despejar milhares de gotas de chuva. E assim foi o restante do dia: ensolarado.
O ônibus que tomo para retornar a Vacaria chega às 13:00 hs. Voltei para casa, almocei, evidentemente fora do horário convencional. À tarde, resolvi lavar o carro. Precisava! Foram quase três meses sem lavá-lo, apenas passava o aspirador de pó e trocava os jornais, que e1stavam quase sempre limpos, sem quaisquer manchas de barro, água, ou umidade. Felizmente voltara a chover forte. Havíamos passado um período de longa estiagem, incomum para o Rio Grande do Sul. Foram quase quatro meses praticamente sem chuva, com racionamento, campanhas para evitar-se o desperdício de água e todo o transtorno que uma situação dessas traz.
Após buscar todo o material necessário, percebi que havia um vazamento na peça da mangueira que permite a saída da água. Eu havia emprestado a mangueira. Que grande besteira! Devolveram-me estragada. Ou a água jorrava sem parar, ou não saía nada da mangueira. Fiz um reparo com um alicate, e continuei a lavagem do carro.
Após a lavagem do carro, aproveitando a mangueira, resolvi aproveitar também o calor e dar banho no cachorro, ou melhor, na Princesa. Ela, para variar, não gostou muito da idéia. Rosnou, ameaçou de me morder, latiu, fez um escarcéu que a vizinhança toda saiu às janelas olhar o que se passava. Não sei qual de nós dois foi mais persistente: eu a segurar ela como podia, e ela a tentar cravar-me os dentes ou escapar. O fato é que foi uma “briga de cachorro grande”. Ela, rosnava e mordia. Eu, tapeava e xingava.
Há noite, após um bom banho e jantar com a família, fui ao computador. Ao acessar a internet, uma mensagem me chamou a atenção. O Instituto Patulus, uma ONG, Santana do Livramento, cujo presidente é também universitário da UERGS, abrira um concurso com o tema “Água Fonte de Vida”. A partir daí comecei a pensar.
A água do café da manhã, a água que utilizei para lavar o rosto, escovar os dentes e se barbear, a água não potável da bica, a água da lavam do carro, a água da briga, aliás, do banho na Princesa... parei de pensar.
A água doce em nosso planeta soma menos de três por cento de toda a água da hidrosfera. Os outros noventa e sete por cento são de água salgada, ou congelada nos pólos. Fora a isso, a dessalinização em diversos países do mundo é uma saída, muito embora a água dessalinizada não sirva para consumo humano. As técnicas de transformação do sereno da noite água para a agricultura também são conhecidas em diversos pontos do globo, porém se prestam apenas para este fim.
O Brasil dispõe, além do “pulmão do mundo”, cobiçado pelos americanos, uma das maiores reservas de água doce do mundo. Dois dos maiores rios do mundo, o Amazonas e o São Francisco, cortam o território de nosso país. Isso tudo sem falar no Aqüífero Guarani, no nosso subsolo.
Não pensei em termos mundiais. Refleti apenas em termos nacionais.
Água doce não é sinônimo de água potável. De que adianta um rio da extensão do Tietê, com suas águas poluídas, mal cheirosas e não potáveis. De que adianta a beleza da Bica, com suas águas volumosas e espumantes, acompanhadas da placa de “Água não potável”. Seja em Vacaria, seja em São Paulo, o ser humano está acabando com esse importante recurso natural. Ganham com isso as empresas de água mineral. A população com um padrão de vida mais elevado recorrem a ela, ou a filtros e purificadores domésticos. Ambos nada mais são do que “remédios”. Não seria mais interessante prevenir do que remediar?
A água potável em nosso planeta tem um futuro incerto. Seja poluição, por desperdício, por mangueiras com vazamento sem reparo, por banhos em cachorros, carros e calçadas lavadas sem esperar o fim do racionamento, o ser humano não se conscientiza quanto a isso. Pelo contrário. Apenas reclama da conta de água no fim do mês.
A natureza está se vingando de nós. Ciclones extra-tropicais que se formam sobre as águas do mar e ondas gigantes que arrasam cidades litorâneas e costeiras, maremotos, o descongelamento das calotas polares, a seca, são tantos os exemplos. Quando o homem irá repensar as suas atitudes quanto a recursos hídricos, bem como ao meio ambiente?
Com muitos dos adultos talvez não adianta mais tomar qualquer atitude. Com outros, por campanhas, programas e pela força da mídia, ainda é possível tentar uma melhor conscientização. Talvez a solução sejam os jovens e as crianças. Os primeiros, com a sua criticidade característica. Os segundos, pela sua vitalidade, energia e disposição. E ambos, por aceitarem encarar desafios.
O fato é que precisamos reverter esse quadro. Precisamos tornar em futuro certo essas incertezas quanto às condições da água potável de nosso planeta.
Um futuro sem água potável no planeta é um futuro sem vida.


Sérgio Agostinho Baldasso (Habilitação em Recursos Humanos – UCS/8º semestre)


O FUTURO DA ÁGUA POTÁVEL DO NOSSO PLANETA

Desde a criação do mundo, sentiu-se uma necessidade de algo para saciar a vontade não só dos animais, mas também dos humanos. Deus, então criou a água juntamente com o fogo e o trigo.
Para tudo na vida há um começo e um fim, para tudo sempre há uma resposta de quem diga o que poderia ser o planeta terra sem a água. Nem sempre o homem é capaz de tornar a razão pela verdade, pois a ganância é mais forte que sua virtude, e por isso acaba levando a pior. No planeta terra tudo poderia ser melhor distribuído sem ter enormes áreas sem água e um verde deslumbrante de encher os olhos em outras, como há em certos lugares desta terra sem fim.
O pão para alimentar não só os que têm fome, mas também os que necessitam de alimento espiritual, para que tenham consciência da força da natureza, que prejudicada ataca o homem de forma implacável sob a vingança de provar que ela é infinitamente soberana o que cada cidadão há de passar, para que não erre o passo, pois o abismo torna-se profundo quando se fala de pessoas com pensamentos virados para outras idéias.
A luz para iluminar os caminhos do homem, para que seja mais racional nas duvidas e decisões que surgem no dia a dia. Iluminar as idéias para que tenhamos uma vida digna de viver.
O mundo, com certeza seria mais alegre se tudo acontecesse como se planejara. É claro que seria impossível colher mel se não existissem flores nem abelhas, imaginar um pássaro á procura da companheira para construir o seu ninho sem que houvesse espaço para voar, ou então, um homem desesperado morrendo sufocado sem ter oxigênio para respirar. Como seria a natureza sem as árvores regadas pelo orvalho úmido das manhas de primavera, ou ainda um lago repleto de peixes, mas sem água.
Por fim a água, produto este que geralmente brota em meio às pedras e vai correndo ladeira abaixo formando córregos, lagos e rios para tornar a natureza mais bela, dando vida não só para os seres humanos, mas sim para os animais e árvores e, para que estas se tornem à saliência da terra. Água que também vem da chuva, formada por vapores que depois de evaporarem forma nuvens, tornando a terra em forma de gotas.
Tem sido assim a nossa comutação, desde o momento da criação a água esteve presente nas grandes transformações e metamorfoses que sofremos até chegar à condição de ser humano supremo, dono de ser o responsável pela condução e preservação do planeta.
Hoje o ser humano inteligente, culto e educado está sofrendo uma segunda metamorfose mas agora com prelúdios de destruição. Água abundante que te quero para consumo, asseio e alimentação, também te quero para sustentar minha insensatez, ignorância e indiferença.
É você água límpida e ingênua que recolhe diariamente o volume da minha incompetência e a conduz para o oceano distante, o mesmo oceano que me abastece com o oxigênio que me é fundamental para que eu viva, pense e continue a maltratar você fonte da minha vida.
A vida que Deus nos deu e batizou com o símbolo da pureza, que em breve não mais permitirei aos meus filhos receberem a mesma benção. Estamos criando uma geração de ignorantes ecológicos, pessoas movidas por interesses pessoais, ganância e o desejo extrativista do obter riquezas sem o comprometimento com a perpetuação.
A água límpida e cristalina que corre nas artérias da terra também é a mesma água que num derradeiro suspiro final, deste maio ambiente maltratado e convalescido, transforma-se em lágrimas impiedosas a inundar e arrastar os restos inescrupulosos de uma civilização apática às questões preservacionistas.
Ainda há tempo, a natureza possui um poder cicatrizante muito grande, capaz de recuperar as moléculas deixadas pela indiferença e até mesmo capaz de perdoar aos que em algum dia se voltaram contra ela pelo simples interesse capitalista.
Às vezes castigando o homem em forma de tempestades, varrendo tudo que pode provocando enchentes e inundações como forma de vingança aos maus tratos do homem com a natureza. Nem em tudo o homem pode se sentir culpado, pois às vezes faz com que ele seja a própria vitima de sua ignorância e ganância por querer tudo sem querer fazer nada.
A água que hoje envolve mais de 3/4 do nosso planeta mais de 90% dos 1384 sextilhões de litros de água está nos oceanos, isto quer dizer que toda essa água é salgada e não da para op consumo humano. O restante está em geleiras, lagos, rios e nas profundezas da terra onde pode se conservar por muitos anos. O ser humano nunca deu valor para esse líquido pois sempre achou que havia em abundância, mas se enganou.
Algumas pessoas estão atentas e já há algum tempo percebeu que no futuro bem próximo não haverá mais água potável no planeta. Isto se não forem tomadas algumas providencias imediatas.
Na construção de grandes lagos talvez seja uma forma de armazenar água pois cada dia que passa os rios estão com capacidade menor de volume fluvial. Se isto não bastasse às autoridades competentes de cada país terá que tomar suas próprias providencias em consumo, desperdício e tratamento de água, pois num futuro bem próximo estes remos como o planeta Marte, isto é, seco.
Tudo isso poderá acontecer, desde que nossos lideres políticos souberem dominar a riqueza que há no Brasil, pois ontem tinha em demasia, hoje estamos controlando e amanhã poderá faltar na nossa mesa.

Vinícius Adão Bartnicki (Curso Superior de Tecnologia em Agropecuária: Sistemas de Produção - UERGS Vacaria/4º Semestre)

“O FUTURO DA ÁGUA POTÁVEL NO NOSSO PLANETA”


A população preocupa-se cada vez mais com as respostas que a “mãe natureza” pode dar no futuro devido os modos de ação utilizados pelo homem para usufruir de seus recursos.
Os recursos naturais são utilizados pelo homem desde o surgimento dos primeiros povos, pois a sobrevivência do mesmo sempre se limitou a esses recursos. Quando o homem deixou de ser nômade e passou a ser sedentário, esses recursos começaram a ser explorados com maior intensidade e mais localizados, porque com o modelo de vida sedentária ele começou a se fixar em determinados locais, deixando para trás um modo de vida baseado na exploração de determinadas áreas e como conseqüência obrigava-se a se mudar para outras não exploradas. Na verdade o que ocorreu foi por obrigação, ou seja, o aumento da população fez com que ele adotasse esse modo de vida e criasse maneiras para conseguir sobreviver. O início da agricultura foi e é o principal pilar que sustenta esse modo de vida, porque a produção em grande escala traz excedente que é utilizado nos meses não apropriados para o cultivo de alimentos. A utilização da irrigação na agricultura possibilitou e possibilita o cultivo em locais não apropriados, pois a base para o desenvolvimento dos vegetais é a água. Assim, o desenvolvimento da agricultura sempre esteve limitado a disponibilidade de água nos locais a serem cultivados. Além disso, o homem primitivo com o tempo começou a elaborar hipóteses e métodos para se fazer o plantio, como por exemplo: qual a época mais adequada para o mesmo.
A preocupação com a natureza, especialmente com os recursos hídricos, nos últimos anos aumentou de uma maneira extraordinária, partindo de uma pequena fração da população atingindo um rol enorme da população. Em alguns países a conscientização já fazia parte do cotidiano de seus habitantes, ou seja, existem países em que a água potável é disponibilizada limitadamente todos os dias entre sua população. Essa limitação não é necessariamente devido ao mau uso deste recurso pelos antepassados, mas geralmente porque são locais em que a disponibilidade sempre foi baixa e que tornou-se mais ainda com a entrada dos seres humanos nestes locais. Enquanto isso existem países em que a disponibilidade hídrica é utopicamente infinita, porém a conscientização nestes deve ser dobrada, pois infelizmente são exceções. A conscientização não deve basear-se somente ao não abuso da utilização deste recurso, mas deve-se levar em conta também a não poluição dos rios, dos lagos e dos solos, porque a qualidade da água diminui com esse fator. A poluição dos rios e dos lagos ocorre principalmente através dos resíduos lançados pelas indústrias, com atenção multiplicada sobre as petroquímicas. Enquanto isso, o solo é o principal caminho que os resíduos tem de ultrapassar para chegar aos maiores reservatórios de água doce. O Brasil, país subdesenvolvido, mais propriamente o sul deste encontra-se acima do aqüífero guarani, o qual é considerado um dos maiores do mundo, porém este estará comprometido num futuro próximo se o homem continuar liberando resíduos para o solo. Salienta-se que nesta região encontram-se solos altamente cultiváveis associados com um clima excelente que favorece a intensificação da agricultura e conseqüentemente maior uso de produtos químicos, sejam para controlar plantas daninhas, doenças ou pragas.
Na década de sessenta com a “Revolução Verde” implantada pelos países capitalistas baseada em pacotes tecnológicos para produção em grande escala de cereais sem preocupação com o meio ambiente, devastando-se florestas e usando produtos químicos com intensidade em lavouras alcançou-se o maior pico de poluição do meio ambiente causado pela agricultura até hoje. Além disso, entre outras conseqüências pode-se citar o êxodo rural que foi a saída de pequenos agricultores sem condições de aderir estes pacotes tecnológicos em suas propriedades indo para grandes cidades em busca de algo novo, porém não foi bem isto o que aconteceu.
A partir da década de oitenta com a implantação do plantio direto em quase todo o mundo começou-se a usar o solo de uma maneira menos agressiva ao meio ambiente e economicamente viável aos agricultores. Hoje, além deste sistema, os agricultores têm em mãos as sementes transgênicas que reduzem a aplicação de herbicidas nas lavouras. Além de sementes transgênicas resistentes a herbicidas possuem sementes resistentes a pragas, a doenças e, num futuro próximo estarão no mercado cultivares resistentes a seca, beneficiando diretamente regiões áridas que necessitam de irrigação.
Dessa forma, a educação da sociedade como um todo é um dos meios para se conseguir diminuir os danos causados pelo homem ao meio ambiente com exclusividade aos recursos hídricos, ou seja, o não abuso no uso da água potável associado com menores taxas de resíduos liberados pelas indústrias e pela agricultura aumentam as chances do planeta terra continuar sendo planeta terra somente no nome e para que cada habitante possa saciar sua sede em qualquer local que tenha água.


Verena Alzira Schneider Alves (Bacharelado em Enfermagem - Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves/3º sementre)

“O Futuro da água potável no nosso planeta”



Em momentos como setembro e outubro de 2005: quando a corrupção invade nossos lares através dos jornais, rádio, televisão e internet; enquanto nós brasileiros, ainda temos o referendo do desarmamento, que irá decidir a legalização ou não da venda de armas e munições, no qual somos obrigados a votar. Caso contrário estaremos sujeitos a pagamento de multa nas próximas eleições.
Neste momento em que estamos sob pressão precisamos parar e refletir sobre nossa postura diante da vida. “Quem sou?” “Que quero?” “Como quero?” “Qual a minha contribuição?” “Quero realmente viver?” “Com que qualidade?”
Esquecemos muitas vezes que somos parte integrante da natureza, do planeta. “O planeta Terra pede socorro!” O homem polui terra, ar, água provocando desequilíbrio na cadeia alimentar afetando a vida de muitas espécies e de si próprio.
Na natureza a água é considerada como solvente orgânico universal, assim como o nosso corpo é composto aproximadamente de 70% de água no planeta Terra tem participação ainda maior. A água de acordo com sua origem pode ser genericamente classificada como: meteóricas, superficiais e subterrâneas. A água devido a sua capacidade de dissolver quase todos os elementos e compostos químicos é considerado em composto bastante simples, mas é o mais importante de todos os nutrientes essenciais para a manutenção da vida, serve como meio de transporte mais importante na natureza.
Água potável é aquela adequada para o consumo humano,livre de microorganismos patogênicos e substancias tóxicas como por exemplo chumbo e mercúrio. Em 1999 um artigo “ÁGUA POTAVEL TENDE AO ESGOTAMENTO”, de Roberto de Oliveira, no qual comparava a água limpa do planeta com o papel que teve o petróleo em 1973, provocar crise econômica mundial.
A água disponível para beber representa uma porcentagem inferior a 1% do total de água do planeta. O Brasil privilegiado com 12% da doce corrente. Água fonte da vida está sendo ameaçada! Vamos tomar atitudes racionais, mesmo sabendo das dificuldades a serem encontradas, mas a palavra é “reciclar”.
Importantes pesquisas já estão sendo realizadas, bem como algumas soluções já se encontram no mercado em relação a reciclagem de “lixo”.
Os principais poluentes das águas são: resíduos agrícolas, industrias, lançamento nos rios dos esgotos cloacais, petróleo e detergentes, os quais permanecem por mito tempo contaminado a natureza.
Não podemos deixar de ressaltar uma pesquisa recente realizada por Gérard Moss, 50 anos e sua mulher Margi Moss, 50anos, ele inglês naturalizado brasileiro, em busca da qualidade das águas doces no Brasil. Tem o objetivo de fazer um levantamento inédito e divulgar a importância da água doce no Brasil.
Com todos esses dados, questionamentos, pesquisas, resultados, poluentes e lixos... começar a reciclagem, reciclando consciente “o meu próprio lixo”. Cada um fazendo sua parte, salvaremos a água potável no nosso planeta?
O desafio foi lançado!


Ademir de Jesus Abreu (Curso Superior em Agropecuária, Sistemas de Produção – UERGS Vacaria/1º Semestre)


DE DOIS LADOS DE UM A MOEDA, UM PODE SER FALSO


Em todos os lugares, a toda a hora se lêem crônicas, então pensei, o que poderia escrever para fazer um alerta aos leitores, também consumidores de água. Em primeiro lugar pensei no título, e esse não poderia em nada ser relacionado com, mensalão, corrupção e muito menos com política. As pessoas estão muito descrentes com parte desta classe e conseqüentemente, nem iriam ler esta crônica. Até pensei em um título que fosse direto ao assunto e que falasse do futuro da água em nosso planeta. Parei e pensei novamente. Se já no título eu falasse em água, pouco adiantaria, pois as pessoas só dão bola quando a água está faltando, então acho que também não leriam. Aí, então pensei em outro título. Até mais sugestivo como. “Ganhe muito dinheiro de forma muito fácil e em pouco tempo”. Com certeza eu teria sucesso, mas como o assunto no momento não é esse então, falarei da água para eu justificar meu título. Sei que é muito difícil falar em água sem falar, em barragens, transposição, enfim falar nos interesses que giram em torno disso.
Quando se fala em barragens, já associam a elas a produção energética, mas não vêem que existem muitos interesses implícitos por trás disso tudo, os quais controlam a água em todo planeta. No Brasil, há 18% da água potável do mundo e um grande potencial energético, impulsionado pela força das águas, Muitas não sabem que, na bacia do rio Uruguai, estão projetadas vinte e sete grandes barragens. A de Ita e Machadinho, que já estão produzindo, a de Barra Grande, Campos novos que se encontram em fase de alagamento, havendo também debates para a construção de Paiquerê e Foz do Chapecó. Estão projetadas em todo o Brasil, mais de quatrocentas barragens, conseqüentemente hidroelétricas, portanto com todo este percentual, o controle do setor energético brasileiro está sob o controle de grandes grupos econômicos estrangeiros, as tais multinacionais, as quais acham-se com o direito não só de mandar em nossas águas, mas também em nossos rios, e tudo que os rodeiam. Entre os quais pode-se citar: Grupo Alcoa Alumínio, Grupo Ibeldrola (Espanha), Grupo VBC, aparentemente é brasileiro¨ parece mas não¨ é, pois saibam que o (V) é do famoso grupo Votorantin, que entra com todo o cimento para a realização das obras, o (B) é do Banco Bradesco, que entra com os financiamentos, juros, etc. Em fim, estes sabem ganhar dinheiro, pois nunca fiquei sabendo que perderam algo, e o (C) é da famosa Camargo Correia, potência que hoje já está na fase de conclusão da obra, da Barra Grande no Pinhal da Serra, a qual entra com a mão de obra, contratando profissionais de todo o Brasil. Até aí tudo bem, mas problema maior é que a grande parte das ações destes grupos que pensamos ser brasileiros, na verdade, não são. Como se diz na TV, “isso já não nos pertence mais”. Há o grupo Tracktbel Suez, ( Suiça), que controla grande parte da energia e saneamento básico em grande parte da Europa, inclusive com o controle da água, o qual nem se pode chegar próximo dos rios pois estes acham-se os donos de tudo, este mesmo é um dos grupos que atua em mais de 100 países em todo o mundo, e sem a gente perceber já detêm mais de 10% do controle energético. Aqui na região sul, controlando Ita e Machadinho, que estão localizadas na bacia do rio Uruguai. Também administram a de Cana Brava, Peixes e São Salvador, na bacia do rio Tocantins.
Já sabemos que água potável é um problema mundial, não só pela escassez, mas também pela sua má qualidade. Como exemplo, cita-se parte da Europa, Ásia, EUA, que já a muito tempo usam água de esgoto tratada, não só para a irrigação , na agricultura, mas também ,para o uso doméstico e consumo humano. Provavelmente este é o motivo da água na Ásia ser mais cara que o próprio petróleo, esperem para ver o que poderá acontecer com a gente! Nós aqui achamos que pagamos caro pela água que bebemos, esta mesma que damos para nossos filhos. Mas fiquem sabendo que por enquanto só estamos pagando pela manutenção e tratamento, o básico, se continuar assim num futuro bem próximo , infelizmente , pagaremos a água a peso de dólar,principalmente quando estes grupos que estão chegando de mansinho tomarem conta de tudo, daí então será muito tarde, pois depois de toda as suas barragens prontas, acharão que são os donos de nossos rios ,águas e com certeza vão querer ditar suas próprias regras.
Agora pergunto: a exemplo de Vacaria, com a grande estiagem de 2004, havia pessoas que diziam que a alternativa para seca, seria o rio Santana ou o rio Pelotas! Será que logo após a usina da Barra Grande estar produzindo, vão aceitar que se faça um desvio, ou seja, uma transposição do curso do rio pelotas? E o aqüífero Guarani a maior reserva de água potável do mundo, a qual temos o privilégio de ter uma parte em cinco estados brasileiros mais parte no Uruguai, e na Argentina.
Outro grande problema a nível nacional é a transposição do rio São Francisco.Vejam só, que é para ser construído mais de seiscentos km de canais de concreto, para levar a água do São Chico à região do semi-árido, com todo esse concreto esquecem da flora e da fauna, mas tenham a certeza de que alguém ganhará muito dinheiro com a venda desse cimento, para a construção desse canal. Pouco se sabe das reais vantagens de tal projeto, esta obra é orçada em R$ 4,5 bilhões, a quem irá a maior parte desta verba? Uns defendem que esta obra dará trabalho a mais de cinco anos, para as pessoas da região, mas não falam que a maior parte da mão de obra é de pessoas especializadas, que já acompanham as empreiteiras, e são de outros estados. Agora parando para pensar: como a mão de obra para cinco anos, se a obra em si, tem previsão para término e conclusão total em dois anos. Alguma coisa não está certa! O impacto ambiental será irreversível, será que não seria melhor revitalizar primeiro todo este rio, como deveria ser feito em todo os rios brasileiros, antes de pensar em outras coisas, sem falar que há críticos que alegam que`, quem realmente precisa de água, não será beneficiado, ou seja, as comunidades isoladas ficarão ¨a não ver navios¨ Por isto, fala-se em dois lados da moeda, pois falam que já está incluído a revitalização no projeto , mas pelo que se sabe, nada, foi feito no São Chico.
Voltando para a Barra Grande do Pinhal da Serra, pergunta-se: Com toda a falta de moradia no Brasil inteiro, não seria mais conveniente extrair toda a madeira que ficará submersa e antes doar para as pessoas necessitadas, para a construção de moradias populares, sem contar com a mortandade dos peixes que morrerão com o monóxido de carbono produzido por estas mesmas árvores, que hoje nos fornecem o oxigênio, mas que infelizmente morrerão submersas pela falta de bom senso.
Depois dessas informações fica o questionamento. Por que a imprensa, em fim, os meios de comunicação não promovem debates, seminários, fóruns destes assuntos, que a população deveria estar sabendo de tudo em relação a nossas águas?
Também tenho certeza de que divulgarei de qualquer forma estas informações, já tendo a certeza de que, um dia alguém dirá ¨ Eu já tinha lido algo sobre isso em algum lugar¨...

Adriana Pancotto (Administração de Empresas - Bento Gonçalves/9º semestre)

O futuro da água potável no nosso planeta


Olho para uma foto batida de um amanhecer com um nascer do sol e a penumbra de um bairro submerso: o meu bairro. O verde das folhas e frutos de uma bergamoteira contrastam com o furta-cor de todo o cenário. Tenho um mural em minha casa, se é que assim se pode dizer, a “porta do freezer”. Está cheio de recados, entre eles “Concurso - crônica: O Futuro da Água Potável”.
São 4h e 25min da manhã de 06 de outubro de 2005. Dou-me conta que nesse universo tão pequeno da porta do freezer estou eu, aliás, estamos (minha família e eu). Todos se orientam e encontram nos verbos conjugados no infinito: “Visitar Bienal, comprar remédio para a Laika, renovar livros, gravar filme do Érico, buscar moletom do pai, ...” entre outras listas de compras ou anúncios imantados.
Mas o que tem a ver tudo isso com a água potável? A impressão que tive no primeiro momento nada, porém ao analisar elemento por elemento do pequeno universo de informações de um mural que não congela atividades, senti um “click” na minha consciência, talvez despertada após beber um bom copo d’água potável, aliás, não direto da torneira como fazia há pelo menos vinte anos atrás. Tomei água mineral “Da Pedra” comprada em bombona de 20 litros, pois a da torneira, quem se atreve a bebê-la? Gosto ruim. É a mesma que eu e quantos lavamos roupa, louça e descarregamos no vaso do banheiro. Vai pelo esgoto, chega à barragem e, depois de tratada pela Corsan, volta a minha casa.
E assim acontece com as indústrias, a lavoura, com a destruição das árvores ribeirinhas às fontes e aos rios. As cidades estão crescendo desordenadamente e muitas moradias estão sendo construídas. A 200 metros da minha casa um córrego morreu. É, morreu. Não secou porque o que corre nele é o esgoto das casas próximas. E o pior é que cheira muito mal e cria moscas e mosquitos. Se algum ser vivo sobreviver lá, com certeza terá alguma garrafa PET como abrigo, ou quem sabe, resíduos de embalagens jogadas pelos moradores da redondeza. Meu pai há dias contou-me que nesse mesmo córrego, há 30 anos, pescava peixes com um chapéu de palha. Assustador e preocupante.
Volto ao freezer. E os verbos deste mural me fazem lembrar de outros verbos ligados à água potável: NÃO POLUIR, ECONOMIZAR, POUPAR, TRATAR, RECICLAR,... Na natureza não existe água pura. É ela que o ícone mais importante capaz de dissolver quase todos os elementos compostos químicos, e para isso fazemos uso das nossas reservas. A água é um recurso renovável, mas limitado. Sua disponibilidade é determinada pela degradação da qualidade e assim inviabiliza determinados usos. Os mananciais estão cada vez mais poluídos e deteriorados pela falta de controle, tratamento e disposição final de esgotos e na disposição inadequada de resíduos sólidos.

Tudo bem. Sou brasileira. Fico pensando na universalidade da água e poderia até estar tranqüila, no que diz respeito à água doce e até potável. Pois o Brasil que é um país privilegiado, possui 20% de toda a água doce superficial da Terra e atende grande parte da população. Até quando esses dados permanecerão estáveis, se temos sérios problemas de saneamento tanto no que se refere à distribuição, coleta e tratamento de esgotos domésticos? Nesse nosso planeta mãe, 70% da água potável se usa na agricultura, 22% na indústria e apenas 8% para o consumo direto nas cidades. Pois é, eu faço parte do percentual de consumo direto, porém indiretamente percorro pelos outros índices. Preciso de alimentos, vestuário, remédios, móveis, eletrodomésticos e, quem sabe agora, nesse exato momento, quantos brasileirinhos estariam nascendo e a equipe médica precisando do H2O, no seu estado mais puro possível, que contribua para o primeiro momento de vida?

Lembro-me de um dado importante da Gazeta do Povo, não tenho precisão da data, porém não saiu da minha memória a seguinte citação: “Caso toda a água do mundo coubesse em uma garrafa de dois litros, a quantidade que efetivamente teria qualidade para ser consumida equivaleria à metade do volume da tampa”.

Quantos de nós brasileiros conhecemos esses dados? Aqui entra um fator fundamental que poderá solucionar a escassez da água no futuro.
EDUCAR: mais um verbo importante e quem sabe, o principal que não podemos excluir da nossa lista. A educação é um meio preventivo, informativo, capaz de orientar a população mundial sobre seus hábitos de apropriação desse recurso de uso comum e bem universal que é a água.
E agora o mural do freezer ficou completo. Só não podemos congelar a ação conotativa desse verbo. Conscientes,

Se o Brasil, em menos de 50 anos, perdeu cerca de 30% de seus estoques de água doce para o consumo, qual será o futuro dos rios e riachos? Minguarão ou desaparecerão? Faz muito que o célebre Ipiranga em cujas “margens plácidas” ouviu-se o brado retumbante de um povo heróico, já desapareceu no meio do cimento e dos esgotos da cidade de São Paulo.
A água é a marca registrada deste nosso Planeta Azul. É o sangue da Terra. Por onde passa alimento e vida e com certeza assegura a sua continuação. Se desaparecerem seus veios, os desertos é que vão aparecer e sufocar os povos civilizados. E quando poluída, espalhará a doença, comprometendo a vida e levando à morte.
Ter água potável é direito básico, como se tem direito à vida, à saúde, ao alimento. É questão de causa e conseqüência. Se você proteger o meio ambiente como um todo, terá como conseqüência uma degradação irreversível.
Na verdade devemos agir como cidadãos. È bem importante ter uma idéia clara da aplicação de novas técnicas na regra da agricultura, usando menor quantidade de água e obtendo melhor qualidade de produção. Não poluir as fontes, os mananciais e os aqüíferos, permitir o reflorestamento. Captar água doce e gerenciar as águas disponíveis para que possam tornar-se acessíveis às populações.
Deixo um apelo final a todos. Vamos sair de uma posição passiva e tranqüila para uma ação de vigilância e monitoramento em torno da preservação dos recursos hídricos mundiais.
A água pode morrer, assim como todos nós humanos que a temos no sangue e em cada partícula do nosso organismo.


Magali Romio (Administração em produção - Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves/6º semestre)

“ O futuro da água potável no nosso planeta”



Observando todas as tragédias naturais que estão ocorrendo nos últimos tempos, não é difícil acreditar na revolta da natureza contra o homem. Nas enchentes que assolam parte das grandes cidades , o lixo que é jogado inadequadamente nos rios, surge imponente nas ruas , destruindo tudo o que tem pela frente.
Descaso, soberba que o homem pode tudo , não livra da poluição o bem mais simples e mais importante , como a água potável. Sem ela, não produziríamos o alimento , pois o solo seria seco e improdutivo, as cidades se tornariam desertas e sem economia .
Não precisa ir muito longe , ao sertão nordestino, é só lembrar da forte estiagem que atingiu o sul do país ano passado. Prejuízos financeiros para as famílias, muitos perderam toda a plantação, os animais morreram de sede, e o choro de quem andou quilômetros para encher alguns baldes de água. Seria simples apenas ficar indignado com o governo, mas é preciso que o cidadão, indiferente de cor , classe social ou qualquer outra coisa , tenha consciência dos seus deveres, de fazer sua parte. Colocar o lixo num lugar adequado para reciclagem, adequar o esgoto das residências , para trata-lo , cuidar do rios e da mata que o cerca , são medidas simples de preservação ambiental.
Assim teremos água potável , para um banho gostoso no final do dia , para saciar a sede ou espantar o calor nos dias fortes de verão. Ficar de braços cruzados, é aceitar que nossos filhos ou netos , não tenham esse privilegio . Por isso não vamos desperdiçar!


ACENDEU O SINAL AMARELO


Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados,gostaria de lembrar e ressaltar que o movimento de cuidado com a água é de cada ser humano e de todas as organizações, sejam elas do 1º setor (governo), 2º setor (iniciativa privada) e 3º setor (organizações sem fins lucrativos, de origem privada e interesse público).


Diz, a declaração dos direitos dos mananciais, em 5 artigos:

1º - Todo manancial tem direito a ter sua nascente protegida.
2º- Todo manancial tem direito a ter sua fauna e flora nativas preservadas.
3º - Todo manancial tem direito a ter suas águas não poluídas e não contaminadas.
4º - Todo manancial tem direito a ter seu leito não interrompido, retificado ou represado sem justa causa.
5º - Todo manancial tem direito a ter a utilização de suas águas baseada em critérios de justiça social, econômica e ambiental.


Uma saída pelo consumo

A humanidade caminha para um beco sem saída. Se o atual ritmo de exploração do planeta continuar, em um século não haverá fontes de água ou de energia, reservas de ar puro nem terras para agricultura em quantidade suficiente para a preservação da vida.

Hoje, mesmo com metade da humanidade situada abaixo da linha de pobreza, já se consome 20% a mais do que a Terra consegue renovar. Se a população do mundo passasse a consumir como os americanos, seriam necessários mais três planetas iguais a este para garantir produtos e serviços básicos como água, energia e alimentos para todo mundo.

Como é evidentemente impossível arranjar mais três Terras, nem os americanos poderão continuar com o mesmo modelo de consumo, nem a população mundial poderá adotá-lo. A única saída é todos adotarmos padrões de produção e de consumo sustentáveis. Para os países ricos, isso significa, por exemplo, procurar fontes de energia menos poluidoras, diminuir a produção de lixo e reciclar o máximo possível, além de repensar sobre quais produtos e bens são realmente necessários para alcançar o bem-estar. Aos países em desenvolvimento, que têm todo o direito a crescer economicamente, cabe o desafio de não repetir o modelo predatório e buscar alternativas para gerar riquezas sem destruir florestas ou contaminar fontes de água.

Nesse processo, o consumidor consciente tem um papel fundamental. Nas suas escolhas cotidianas, seja na forma como consome recursos naturais, produtos e serviços, seja pela escolha das empresas das quais vai comprar em função de sua responsabilidade social, pode ajudar a construir uma sociedade mais sustentável e justa. Água para metade da população mundial está ameaçada

(19 de Setembro de 2005 Fonte: E-Civicus, Instituto Akatu)

Preservar as fontes de água é imprescindível para a sustentabilidade socioambiental. O consumidor colabora quando não desperdiça este recurso não-renovável (ao também consumir de forma responsável alimentos, papel, energia elétrica etc.) e apóia empresas social e ambientalmente responsáveis.

Mas, em várias partes do mundo, o abastecimento de água está ameaçado, devido à ocupação e à exploração indevida de áreas de florestas nativas. Desmatamento, assoreamento de rios, poluição, secas causadas por enormes demandas de água para irrigação e enchentes provocadas pelo derretimento de geleiras graças ao aquecimento global são algumas das conseqüências da ação humana irresponsável sobre o planeta.

No início de setembro de 2005 foi lançado um relatório que chama a atenção para a situação do continente asiático, o mais populoso do mundo, onde a falta de um desenvolvimento econômico ambientalmente sustentável põe em risco a água que abastece cerca de metade da população mundial.

Segundo o estudo, patrocinado por organizações ligadas à ONU, os rios da região passaram a apresentar níveis recordes de assoreamento, o que colabora para desastres naturais como secas, enchentes e até tempestades de areia. Menos de 3% das bacias hidrográficas da região estão protegidas, e cerca de 50 lagos surgiram no Nepal e no Butão devido ao derretimento de geleiras no topo das montanhas.

Na China, o equivalente a 7% das geleiras do país derrete anualmente. Projeções indicam que, em 2050, 64% dessas geleiras, responsáveis por abastecer cerca de 300 milhões de pessoas, terão desaparecido, caso o processo não seja minimizado ou interrompido. A biodiversidade local pode ser comprometida em até 80%; certas espécies animais, como o leopardo da neve, correm o risco de extinção.
Para tentar frear o processo, especialistas indicam investimentos maciços na proteção das bacias e da biodiversidade. As empresas precisam avaliar o custo-benefício dos investimentos em modos de produção alternativos, como a substituição do uso de energia a partir da queima de combustíveis fósseis por modelos mais limpos. E os consumidores devem apoiar estas mudanças.

http://www.globio.info/press/2005-09-05.cfm


Nosso projeto de uso racional das águas, passa obrigatoriamente por ações efetivas nas escolas públicas, como condutoras de normas, experiências e recomendações. Na seqüência destacamos as principais sugestões que além do uso racional das águas, passa também pela energia elétrica, pois esta é resultado, em sua grande maioria, de geração hidrelétrica.



CUIDADO COM A FALSA ABUNDÂNCIA

A existência de um enorme lençol d'água subterrâneo, que supriria as demandas mundiais por 200 anos, pode gerar a falsa ilusão de abundância, provocando desperdícios irremediáveis. Convém conhecermos melhor esta reserva natural, que não está livre de contaminação.

O Aqüífero Guarani é o maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo. Está localizado na região centro-leste da América do Sul, entre 12º e 35º de latitude sul e entre 47º e 65º de longitude oeste e ocupa uma área de 1,2 milhões de Km², estendendo-se pelo Brasil (840.000l Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina (255.000 Km²).

Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.



Localização do Aqüífero Guarani
Esse reservatório de proporções gigantescas de água subterrânea é formado por derrames de basalto ocorridos nos Períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo Inferior (entre 200 e 132 milhões de anos). É constituído pelos sedimentos arenosos da Formação Pirambóia na Base (Formação Buena Vista na Argentina e Uruguai) e arenitos Botucatu no topo (Missiones no Paraguai, Tacuarembó no Uruguai e na Argentina).

A espessura total do aqüífero varia de valores superiores a 800 metros até a ausência completa de espessura em áreas internas da bacia. Considerando uma espessura média aqüífera de 250 metros e porosidade efetiva de 15%, estima-se que as reservas permanentes do aqüífero (água acumulada ao longo do tempo) sejam da ordem de 45.000 Km³.

O Aquífero Guarani constitui-se em uma importante reserva estratégica para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer.

Sua recarga natural anual (principalmente pelas chuvas) é de 160 Km³/ano, sendo que desta, 40 Km³/ano constitui o potencial explotável sem riscos para o sistema aqüífero.

As águas em geral são de boa qualidade para o abastecimento público e outros usos, sendo que em sua porção confinada, os poços tem cerca de 1.500 m de profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m³/h.
No Estado de São Paulo, o Guarani é explorado por mais de 1000 poços e ocorre numa faixa no sentido sudoeste-nordeste.
Sua área de recarga ocupa cerca de 17.000 Km² onde se encontram a maior parte dos poços. Esta área é a mais vulnerável e deve ser objeto de programas de planejamento e gestão ambiental permanentes para se evitar a contaminação da água subterrânea e sobrexplotação do aqüífero com o consequente rebaixamento do lençol freático e o impacto nos corpos d'água superficiais.

Fonte: Estudo Hidroquímico e Isotópico das Águas subterrâneas do Aqüífero Botucatu no Estado de São Paulo - 1983

A combinação da qualidade da água ser, regra geral, adequada para consumo humano, com o fato do aqüífero apresentar boa proteção contra os agentes de poluição que afetam rapidamente as águas dos rios e outros mananciais de água de superfície, aliado ao fato de haver uma possibilidade de captação nos locais onde ocorrem as demandas e serem grandes as suas reservas de água, faz com que o Aqüífero Guarani seja o manancial mais econômico, social e flexível para abastecimento do consumo humano na área.

Por ser um aquífero de extensão continental com característica confinada, muitas vezes jorrante, sua dinâmica ainda é pouco conhecida, necessitando maiores estudos para seu entendimento, de forma a possibilitar uma utilização mais racional e o estabelecimento de estratégias de preservação mais eficientes.

Entenda:

Afloramentos
Para impedir a contaminação pelo derrame de agrotóxicos, um dia a agricultura que utiliza fertilizantes e pesticidas poderá ser proibida nestas regiões.
Aquecimento
Em regiões onde o aqüífero é profundo, as fazendas poderão aproveitar a água naturalmente quente para combater geadas. Ou para reduzir o consumo de energia elétrica em chuveiros e aquecedores.
Irrigação
Usar água tão boa para regar plantas é um desperdício. Mas, segundo os geólogos, essa pode ser a única solução para lavoura em áreas em risco de desertificação, como o sul de Goiás e o oeste do Rio Grande do Sul.
Aqueduto
Transportar líquido a grandes distâncias é caro e acarreta perdas imensas por vazamento. Mas, para a cidade de São Paulo, que despeja 90% de seus esgotos nos rios, sem tratamento nenhum, o Guarani poderá, um dia, ser a única fonte.

No Rio Grande do Sul, uma Comissão Especial da Assembléia Legislativa pesquisou e publicou interessante estudo do Aquifero Guarani no subsolo gaúcho. Mas ampliou o debate revelando o quadro mundial .

QUANTIDADE DE ÁGUA NO PLANETA

Cerca de 70% da superfície da Terra encontra-se coberta pelas águas num volume de aproximadamente 1.385.984.610 km³. Deste total, 97,5% constitui-se de água salgada e apenas 2,5% em água doce, ou seja: 1,351 bilhões km3 e 34,6 milhões km³, respectivamente.

Do total do volume de água doce (34,6 milhões km³) do planeta, cerca de 30,2% (10,5 milhões de km³) pode ser utilizada para a vida vegetal e animal nas terras emersas, pois 69,8% encontram-se nas calotas polares, geleiras e solos gelados. (VER TABELA 1.1)

Dos 10,5 milhões de km3 de água doce, cerca de 98,7% (10,34 milhões de km³), corresponde à parcela de água subterrânea, e apenas 92,2 mil km³ (0,9%) corresponde ao volume de água doce superficial (rios e lagos), diretamente disponível para as demandas humanas, que corresponde a 0, 008% do total de água no mundo.



CICLO HIDROLÓGICO


O calor do sol aquece a água dos oceanos e da superfície terrestre, que se evapora, passando a formar parte da atmosfera, por onde circula até que se condensa e precipita sobre os oceanos e continentes (alimentando rios, lagos, aqüíferos, glaciários) Anualmente o ciclo hidrológico envolve um volume total de água de 577.000 km³, sendo que o volume envolvido na evaporação é igual ao envolvido na precipitação (IHP/UNESCO, 1998).

Em termos gerais, esse volume de água que intervém no ciclo hidrológico é praticamente constante; sem dúvida, espacialmente está modificando-se a nível continental, regional e local toda vez que a hidrologia de uma região está condicionada, entre outros, por fatores climáticos, topográficos, geológicos, de vegetação e da atividade humana (poluição e degradação).


POTENCIAL E DISPONIBILIDADE HÍDRICA NO MUNDO

A América do Sul e a Ásia concentram os maiores potenciais de recursos hídricos do mundo, com 12.379 e 11.727 km³/ano, respectivamente, seguidas pela América do Norte com 7.480 km³/ano e a Europa com 6.631 km³/ano (FAO, 2002a). Os menores potenciais encontram-se na África, Oceania e América Central (3.950, 1.711 e 781 km³/ano, respectivamente).

Contudo, os maiores volumes de recursos hídricos renováveis do mundo estão concentrados em seis países do mundo: Brasil, Rússia, USA, Canadá, China e Indonésia (SHIKLOMANOV, 1999).

A disponibilidade de água em todos os continentes tende a diminuir cada vez mais, demonstrando a real necessidade de se rever o sistema de consumo e a solução do problema de disponibilidade em curto prazo (GONÇALVES et al., 2001).

A conscientização da sociedade e a sua participação na preservação dos recursos hídricos, associada ao controle do crescimento populacional, poderiam representar, em curto prazo, medidas prioritárias para evitar a escassez de água nos próximos anos.

USO DE ÁGUA NO MUNDO

De acordo com os dados da FAO (2002a) o consumo anual de água no mundo em 2000 foi de 3.811,4 km³, sendo 69% (2.652,1 km³) destinado no setor agrícola, 21% (783,1 km³) no industrial e apenas 10% (376,3 km³) no doméstico (consumo humano, uso sanitário, serviços urbanos municipais). A Ásia é o continente que mais consome água no mundo. Os cinco países que mais consomem água no mundo são Índia, China, Estados Unidos, Paquistão e Japão.

Fonte da Pesquisa e elaboração: Sr. Hypólito Martinez


INCLUSÃO DIGITAL

As ações destinadas a proteger o homem e a natureza passam obrigatoriamente pela adoção de ferramentas modernas que agilizam pesquisas, multiplicam conhecimento e recuperam terreno perdido. Em 2004 iniciamos a informatização das escolas municipais, começando por Vacaria com o empenho, liberação e pagamento de 100 mil suficientes para a instalação de laboratórios de informática nas escolas Nabor Moura de Azevedo (Bairro Imperial), Cecy Sá Brito (Km 5) e Dom Henrique Gelain (Bairro São José)
Neste ano de 2005, priorizamos no OGU a emenda de um milhão de reais, para beneficiar escolas de 39 municípios da região, que serão contempladas com computadores. Entretanto, apesar de fazer parte do Programa do Governo Lula, estes recursos ainda não foram empenhados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.
Fazemos de público um apelo ao senhor Ministro Sergio Rezende, para adote as providências, para a realização dos convênios com as prefeituras indicadas. É uma geração de jovens estudantes que tem o direito das Inclusão Digital.
Justamente os mais pobres, que não tem acesso ao mundo da informática, pela impossibilidade de aquisição de computadores.
Neste sentido, para mostrar a utilidade do computador como ferramenta de trabalho, para ampliação do conhecimento, realizamos diversos concursos literários, premiando os melhores trabalhos, crônicas, redações, narrações.
Registramos nos anais desta Câmara Federal, o fruto deste trabalho, materializado em belas páginas, escritas em salas de aulas. As principais crônicas premiadas foram nos concursos:


VACARIA

Estudantes do Ensino Fundamental (2004)
1° Lugar - Patrícia Faoro de Almeida
2° Lugar - Ana Júlia Fronza
3° Lugar - Rafael Bonella Zuglianello

Professores Municipais (2004)
1º Lugar: Professora Gorete de Lima Duarte
2º Lugar: Professora Adriana Ferreira Boeira
3º Lugar: Professora Neiva Terezinha Paganin Vanaz

Universitários de Direito (2005)
Vencedor: João Fernando Antunes Osório

CAXIAS DO SUL

Estudantes do Ensino Fundamental (2005)
1º Lugar: Maria Elizabete Moreira Silveira
2º Lugar: Pâmela Rodrigues de Carvalho
3º Lugar: Ismael Fiamenghi

SÃO MARCOS

Estudantes do Ensino Fundamental (2005)
1º Lugar: Luiz Eduardo Romano
2º Lugar: Lucas Guzzon
3º Lugar: Marieli Guzzon

ANTÔNIO PRADO

Estudantes do Ensino Fundamental (2005)
1º Lugar: Leonardo Contin
2º Lugar: Maicon Renosto
3º Lugar: Roberto Della Giustina Manera

IPÊ

Estudantes do Ensino Fundamental (2005)
1º Lugar: Marco Antônio Zaccani Ferreira
2º Lugar: Nathalia Scapin Barp
3º Lugar: Valéria Carlesso Pichetti

LAGOA VERMELHA

Ensino Superior (2004)
Vencedora: Vera Giaretta

Ensino Fundamental – 2005
1º Lugar Poesia: Bruna Telles da Veiga
2º Lugar Poesia: Elizabeth Bérgamo Leal
1º Lugar Crônica: Laura Accorsi Moreira
2º Lugar Crônica: Patrícia Franciscon

MATAPAU: FIGURA QUASE LENDÁRIA DO RODEIO

Em todas as épocas surgem figuras míticas que empolgam multidões por uma peculiaridade que ninguém explica. O mito surge por um esplendor de uma estrela e como o som de um trovão e morre nostálgico como um pôr-do-sol, sobre o mar. Em todos os Rodeios Crioulos Internacionais de Vacaria, uma figura chamada Matapau torna-se imprescindível nas festas. A alcunha invulgar e até jocosa, Matapau herdou-a do avô carpinteiro, antigo imigrante da terra de Verdi.

Matapau surgiu com o ímpeto de um vendaval, com força de um ciclone e, já nos primeiros Rodeios, era figura expressiva e, posteriormente, estrela de primeira grandeza em todos os Rodeios sul-americanos. Surge de repente, este italiano desconhecido e despontou como um rojão na calada da noite.

Nunca foi criança e nem teve privilégios de infância, porque já nasceu grande e forte. Como a figura lendária do herói grego Hércules, tinha força de seis gigantes, e zombava de qualquer perigo. Conhecedor das lides campeiras era o pé-de-boi da estância do pai, poupando os irmãos de tarefas mais árduas. É difícil definir um homem cuja força e habilidade como um hábil prestigiador faz um eqüino xucro patinar, resvalar ou mesmo tombar de patas para o ar, segurando-lhe apenas pelas orelhas com o pulso de uma só mão, enquanto na outra leva um velho chapéu que lhe serve de amuleto e acena para o povo que o aplaude. Como a figura lendária de Hércules teria também esmagado a primeira serpente que o afrontasse.

Nos rodeios, a voz empolgada do locutor, misturando-se com as aclamações do público: Matapau! Olhem o Matapau! Matapau dominando outro animal xucro! Houve quem duvidasse que no sul do Brasil houvesse gente com tal força, um homem que dominasse um animal feito fera e o abrandasse, conduzindo-o tal cordeiro, após uma peleja na luta titânica entre homem e fera.

Matapau não está aqui, mas o tempo, o vento e o minuano que castigou Ana Terra, arrefeceram parte do seu desempenho, os açoites da vida apagaram parte de seu sorriso franco. As adversidades colheram-no de surpresa e o gigante com alma de criança declinou, faltou-lhe saúde e, já no Rodeio do ano 2000, participou apenas pela insistência do povo que conclamava seu nome. Tudo passa, o tempo, a areia que é levada pela maré, as noites frias e invernais, a lua que passa em quartos, o luar que bronzeia o horizonte, o frio, a neve e a geada que castiga o limbo do gaúcho e do pingo repontando o gado nas coxilhas.

Matapau não está mais aqui, Deus o levou, mas enquanto existir um rodeio nesta terra ele lá estará em espírito firme zombando da força do baio, xingando o zaino, orelhando o preto, achatando o focinho da gateada, trançando a crina do branco, acariciando o topete do potro xucro, filho da égua que já orelhou em outros Rodeios, chorando o sacrifico da égua 33. Ele estará lá, tilintando esporas, perdendo o chapéu, cominando feras para o grande coliseu.

Matapau tão aplaudido pelas multidões nos rodeios, pela sua coragem e destemor frente a um potro bravo, sabia ser cordial para com o público. Tinha enlevo pela música, e especialmente pelas suas amizades.

A coragem não lhe permitia correr do perigo. Matapau tinha a força de seis gigantes e chorava quando ficava emocionado. Matapau, um homem com tanta força, amigo leal, sorriso franco, tradicionalista, cultivava sua origem, fazia o que fazia porque gostava, sempre disponível para qualquer rodeio.

Este homem que admirou os olhos de uma empresa multinacional onde queriam que ele fizesse um comercial da Coca-Cola, e não aceitando pela sua humildade e simplicidade, pois dizia: “Faço o que faço por amor ao tradicionalismo”.

As pessoas não o conheciam pelo seu nome de batismo e sim pelo seu apelido, Matapau. Poucos o conheciam como Osvaldir Faoro.

A vida nos guarda muita surpresa. Este grande homem que fazia de um cavalo xucro seu brinquedo... pois foram oitenta e cinco cavalos de força contribuíram para a sua morte. Nascido em 12 de dezembro de 1933, morreu em um acidente com sua camionete em 30 de setembro de 2000.

Lenda? Mito?

Não! Este gigante ginete existiu, foi apenas um homem valente, um qüera dos campos de vacaria.

-Matapau, como é mesmo seu nome?

- Osvaldir, Valdir, Faoro.

Ora, Matapau mesmo!

Patrícia Faoro de Almeida - Vacaria/RS


CATEDRAL DIOCESANA NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA


Sábados, domingos, feriados santos, ou dias da semana... Centenas de pessoas entram, fazem um sinal de reverência, com os olhos voltados ao altar, entram e sentam, esperando a hora certa para a missa começar.
Às vezes até esqueço de prestar atenção ao sermão do padre, pois meus olhos se perdem analisando a linda imagem de Nossa Senhora, mãe de Jesus, no fundo do altar, cada detalhe do granito que compõe o pedestal. Fico pensando, de quem foi a idéia genial de fazer cada detalhe. E os vitrais, gosto de ir olhando um a um, tentando descobrir qual é igual a qual; a missa continua... rezo junto com o padre, canto, ouço as leituras... sem perceber novamente o que o padre fala, me pego mergulhada nas pinturas do teto, fico imaginando como, já por volta do ano 1870, tinham habilidade, de onde vieram os pincéis, as tintas. E os artistas, como passaram tanto tempo na difícil posição de pintar acima de suas cabeças.
Novamente meus olhos vagueiam, vão descendo e olhando cada detalhe, flores, cruzes, pombos, imagens santas, anjos, velas...
Consigo acompanhar mais uma parte da missa, já é hora de comungar, vou para a fila sem deixar de olhar os quadros da Paixão de Cristo, imaginando como conseguiram retratar cada detalhe, dando a volta certinha ao redor da Igreja, que se acompanharmos com os olhos não precisamos de palavras para entender cada passo e reconstruir cada detalhe do sofrimento de Cristo até sua crucificação. Então é hora da bênção final, quando me viro para o fundo da igreja e fico analisando aquela estrutura de madeira no fundo que é toda torneada como se fosse outra igreja. Desço as escadas de pedra moura, atravesso a rua e meus olhos se voltam novamente aquela majestosa construção com a bela Nossa Senhora de Oliveira no alto.
Nas minhas preces nunca me lembrei de pedir para N. Sra. Da Oliveira agradecer ao carpinteiro José Santana que comandou todas as obras da construção da matriz, bem como a Inácia Rodrigues de Jesus e seus filhos, que doaram o terreno para a construção da matriz, e ao padre Barnabé Correia da Câmara, que em 1871 promoveu a campanha para a pintura da antiga Matriz, e ao padre Miguel Zito que organizou a campanha para a pintura a óleo da velha igreja. Mas terei que pedir especialmente para Frei Pacífico e ao Frei Efrem. Na verdade, além destes muitos doadores, contribuintes de valores em dinheiro, como de trabalho, esforços, gestos...
Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo e um ramo de oliveira na mão não foi escolhida a padroeira só por ser uma bela imagem, ela é a padroeira por um motivo muito especial: no dia 8 de setembro de 1750 um fazendeiro de posse do campo que mais tarde faria parte da Sesmarias cedida a Manuel Rodrigues de Jesus, no lugar compreendido entre os arroios Uruguaizinho e Carazinho, no centro da atual cidade de Vacaria, havia ateado fogo ao campo. O fogo foi se alastrando, deixando de queimar um pequeno trato presidido por uma pedra. Vendo aquelas touceiras de capim por queimar, colocou fogo outra vez. Ao cair da tarde, o camponês vê por entre as labaredas uma imagem sob a pedra, uma imagem pequena de madeira que trazia na plana a inscrição N. S. da Oliveira. Levou-a para casa, em seguida é erguida uma capelania. Sem demora começaram a construir vários ranchos que deram formação a um povoado, futura cidade de Vacaria.
A catedral N. S. da Oliveira majestosa e imponente, onde no momento da missa meus olhos vagam sem parar apreciando a beleza artística da arte sacra precisa novamente dos esforços de homens que se empenham em uma campanha de restauração no interior da igreja pois nas belas paredes aparecem algumas rachaduras, o mofo e o bolor também estão presentes na parede como a tinta descascada, alguns vitrais estão rachados e outros detalhes que nos passam despercebidos.
Fico pensando e torcendo para que um dos freis citados acima ilumine a vontade de um homem ou mulher da comunidade para que eles tenham tempo e coragem de se dedicar a essa causa que na verdade de hoje seria bem mais fácil do que na época da construção, já que o número de pessoas que vivem atualmente aqui é muito maior, poderia contar com o auxílio de órgão públicos, empresas privadas e outras com boa vontade.
Atualmente a Catedral N. S. da Oliveira é considerada uma das mais belas do Estado, também um ponto turístico de nossa cidade.
Catedral Nossa Senhora da Oliveira, lugar sagrado, que faz parte da vida de nossa família, unindo jovens sonhadores e apaixonados nas cerimônias de casamento, que voltam com seus belos bebês para o batizado, passado alguns anos crianças na primeira Eucaristia, jovens para o crisma e as missas de formatura, e novamente os casamentos... Neste grandioso templo onde a solidez disputa com a beleza.

Ana Júlia Fronza - Vacaria – RS



O Ratinho: Humildade, Capacidade Saudade


Nasceu aqui na Borges e Medeiros, no ano de 1947, aquele menino louro de D. Verônica e seu Bépe Leonardelli.
E quem diria que o piazito esmirrado e feio, fosse o radialista das nossas rádios, de maior estaque na duração e desenvolvimento de seus programas? Sim, foi ele, o Oscar Leonardelli, por longos anos o maioral na locução vacariana.
Entre nós, a piazada, fizemos uma eleição, certa vez, para saber quem era o destaque, aquele que gostávamos de ouvir diariamente.
Um dos colegas falou:
- Vou pelo que disse o Paulinho seu amigo, o Ratinho é todo humildade. Retrucou o outro:
- Tio Miguel com relação ao Ratinho avisou-me: Ele é todo capacidade. E no fecho daquela enquete ganha “de luz” o Ratinho – quase unanimidade.
Que falem os irmãos maristas do colégio São Francisco! Que falem seus professores da UCS, de onde trouxe seu diploma de advogado!
A sua assiduidade aos compromissos e o devotamento à emissora onde trabalhara foram calçando o seu caráter e sua personalidade como a própria Borges que ele, engatinhando, começou seus primeiros passos, para lá no final da rua surgiu o programa Oscar Leonardelli; ah! quem colocara paralelepípedos um a um todos os dias na rua dos sonhos, na avenida da sua esperança com certeza do que quer alcançar.
E ele alcançou! Alcançou mas não cansou! Parou! Parou porque o “Mestre da Radiofonia Celestial” o escolheu para organizar os ouvintes “lá de cima” para escutarem o que ficou gravado nas fitas do seu programa: “Bom dia senhoras e senhores, estamos aqui novamente para ajudar a todos na medida do possível! Com o Marlom na técnica, com o carinho da minha esposa Joanete Maria, com a ajuda das filhas Marlova e Mariele, através das ondas dessa emissora o nosso programa está lhes dizendo:
- Muito bom dia a todos os vacarianos, a todos os rio-grandenses!”

Rafael Bonella Zuglianello – Vacaria/RS




Realidade virtual : uma visão futura do ensino

A informática está em toda parte. É incrível a rapidez com que a informação chega até nós. O assunto é atual. Ou será que deveríamos dizer virtual? Vivemos hoje em meio a tantos gigabytes, e-mails, entre outras mil palavras e funções que invadiram o nosso cotidiano. É a era da informática que traz consigo uma avalanche de informações, tornandose indispensável ao conhecimento. O problema é que para a maioria ela é mais do que virtual, no contexto social em que estamos inseridos, são poucas as escolas que podem oportunizar um ambiente equipado e disponível aos alunos.
O Universo escolar ganha uma nova dimensão na era da informática, trazendo inovação no ensino e motivando crianças e adolescentes a querer saber sempre mais. O resultado, se todos tivessem acesso, certamente seriam crianças mais espertas, criativas e capazes de desenvolver sua inteligência na velocidade da luz.Imagine, em uma escola da rede pública de ensino, um laboratório com computadores ligados em rede, com acesso ao conteúdo da aula? Visualizar a matéria em animação gráfica, com som e imagem, usando recursos multimídia que permitem até mesmo um aprendizado dinâmico de outras línguas. A conexão simultânea através da internet, a possibilidade de um contato real com pessoas de outras culturas, o acesso a grandes bibliotecas virtuais, a instrumentos de pesquisa, tudo isso cria um ambiente propício ao aprendizado, a criatividade e a curiosidade. É o aluno desenvolvendo todo o seu potencial, colocando em prática a capacidade de se comunicar, de ler, escrever e imaginar.
Embora isso possa lhe parecer virtual , este é o caminho que estamos seguindo. Andamos sem pressa, mas acredite você ou não, a informática tem participação decisiva no aprendizado da criança, isso é um fato. A exemplo, uma garotinha que aos 12 anos descobriu o quanto gostava de escrever usando o editor de textos, criando seus poemas, suas crônicas e mais tarde tornando-se uma grande escritora. Assim surgem os matemáticos que descobrem as fórmulas do Excel, os programadores que criam os softwares da Microsoft. Todos um dia foram crianças e certamente seguiram seus sonhos. Com a chegada da informatização, as portas se abrem diante de um clique.
São de suma importância as iniciativas que estimulem o contato do aluno, com a informática de alguma forma. Essa aproximação da criança com o computador e com as possibilidades que a informatização traz consigo, aproxima cada vez mais o virtual do real. E isso é que torna fundamental a participação do governo, da iniciativa privada, e dos professores na construção de um futuro próximo e muito mais promissor aos nossos alunos.
O ambiente escolar, tendo a informática como aliada, se tornará, não obstante, um lugar onde o sonho é algo real e ao alcance de todos.

Professora Gorete de Lima Duarte – Vacaria/RS



AULAS INESQUECÍVEIS

Mariano estudava na 5ª série, tinha 11 anos de idade e morava no interior do município.Seus irmãos e ele pegavam o ônibus para ir a escola as seis da manhã. Apesar desta dificuldade, sabiam a importância de não perder nenhum dia de aula, pois a cada dia surgiam momentos inesquecíveis. Um dos momentos inesquecíveis na sua vida foi a sua primeira aula no laboratório de informática. Na sala de aula, sua professora explicou como seriam as aulas e respondeu a muitas perguntas feitas pelos seus colegas.
Levou-os para o laboratório. No caminho, Mariano sentiu uma sensação estranha, suas mãos estavam molhadas, as pernas tremiam, a boca estava seca e as palavras sumiram. Ao abrir a porta, viu uma sala diferente das salas de aula que conhecia. Um ambiente que despertava a sua imaginação. O assunto que estudaram foi à água. Comentaram sobre as experiências que fizeram em sala de aula e sobre a importância da água em suas vidas.
A professora lançou o desafio:
_ Vamos utilizar o nosso amigo computador para complementar o estudo sobre água!
Mariano ficou curioso: Como o computador poderia contribuir para este estudo?
_ Vamos descobrir muitas novidades, aprenderemos juntos! _ Comentou a professora.
O computador estava na sua frente, o monitor com sua imagem colorida e em movimento lhe atraia. Então, pesquisaram na internet curiosidades sobre a água e fizeram a leitura de diversos textos que tratavam do desperdício da água no planeta. A cada página que se abria, a surpresa era maior. As informações surgiam rapidamente e estavam ao seu alcance num simples clique do mouse. Mariano ficou encantado com tanta novidade.A aula estava tão interessante e divertida que a turma não viu o tempo passar. Já era hora de retornar a sala de aula. Prosseguiram o debate, falaram sobre suas descobertas e trocaram informações. Mariano e seus colegas contavam os dias para retornar ao laboratório.
Nas aulas seguintes no laboratório realizaram outras atividades: conversaram num ambiente virtual com alunos de outras cidades sobre a contaminação da água, montaram gráficos sobre os índices de contaminação e desperdício, confeccionaram cartazes para sensibilizar as pessoas sobre o tema e produziram textos. Mariano ficou fascinado com o computador:
_ Olha só! O computador mostra quando me engano na escrita de alguma palavra.
Assim eu sei que preciso corrigir!
Mariano e sua turma tiveram inúmeras aulas no laboratório de informática. Utilizaram o computador para estudar os conteúdos de todas as disciplinas. Com o uso do computador as aulas se tornaram mais divertidas e o interesse de Mariano pelos estudos aumentou. O menino percebeu que existem distâncias físicas, mas com o auxílio do computador, poderia conhecer diferentes culturas, lugares e pessoas. Enfim, poderia viajar pelo mundo sem sair do lugar. Atualmente, Mariano está na 8ª série e continua morando no interior. Está motivado para seguir seus estudos e sabe que através do computador, terá acesso a um universo fantástico de conhecimentos. Sente-se capaz de navegar neste mar de informações sem limites.

Professora Adriana Ferreira Boeira – Vacaria/RS




A importância da informática no ensino fundamental

Estamos vivendo a era do conhecimento e da comunicação. Não podemos mais escolher entre gostar ou não gostar de computadores. Se trabalhamos com educação precisamos gostar e utilizar este recurso para a melhor qualidade do ensino.
O mundo exige jovens capazes de interpretar informações, comparar, pensar, realizar
trabalhos complexos com maior rapidez e eficiência. A utilização da informática na escola contribuirá para o desenvolvimento de habilidades e atitudes compatíveis com o mercado de trabalho. Sabemos que a informática na escola não serve somente para informar, mas poderá abrir suas portas para o mundo onde esta divulgará trabalhos e pesquisas. Os pais poderão consultar notas, presenças e se comunicar com a direção e professores através do correio eletrônico. Ainda enriquece o ambiente escolar proporcionando a construção do conhecimento de forma ativa e criativa, permitindo a alunos e professores o estabelecimento de novas relações, novas formas de atividade mental, de pensar e aprender.A utilização da informática motiva os alunos a pesquisa, consulta em várias fontes, seleção, comparação, organização e a socialização do conhecimento. Permite a utilização de recursos rápidos para
realização de cálculos, a transformação de dados, onde pode ser dedicado mais tempo para a interpretação e elaboração de conclusões.
O professor não será substituído pela máquina e continuará exercendo papel importante quando seleciona conteúdos, instiga a curiosidade dos alunos, solicitando e criando situações de aprendizagem. As propostas pedagógicas serão integradas com outras propostas de ensinoaprendizagem. É necessário saber que podemos utilizar a informática no ensino fundamental e continuar criando um ambiente onde o aluno resolve situações problemas com soluções pessoais. Com a utilização adequada deste recurso com treinamento dos professores podemos ter certeza que a informática no ensino fundamental vem para
somar e inovar a prática pedagógica.

Professora Neiva Terezinha Paganin Vanaz – Vacaria/RS


Digitalização do ser humano

Talvez a questão mais óbvia e mais acertada seria dizer o quão importante seria a digitalização na educação. É pacífico que a informática é de sobremaneira importante no ensino global, tanto em séries iniciais como nas mais avançadas. Mas em que princípios devemos nos apoiar para falarmos a respeito desta questão.
Confesso que seria muito mais fácil argumentar sobre os BENEFÍCIOS que a informática trouxe ao mundo. Afinal, eles parecem ser muito mais louváveis aos olhos da grande massa. Neste aspecto, poderia falar sobre as evoluções tecnológicas, sobre a rapidez na troca de informações, sobre comunicação em tempo real, sobre grandes softwares, afinal, vivemos a chamada “Era Digital”, onde tudo se sistematiza, tudo parece ser muito mais fácil com a internet, com os computadores e as suas mirabolantes capacidades de controlar “quase” tudo.
Desta forma, caberia simplesmente dizer que a digitalização na educação é simplesmente essencial, uma vez que hodiernamente nada se faz sem o uso da informática, e que, portanto, seria uma questão até mesmo de sobrevivência aprender a lidar com este “bicho” o quanto antes, e de preferência na escola, uma vez que o impiedoso mercado de trabalho me espera, desde que eu entenda do assunto.
Mas prefiro falar sobre um outro ângulo de visão.
Penso na informática (ou no computador, como queiram) como mera ferramenta, sim uma ferramenta como qualquer outra, como um martelo ou um serrote para o marceneiro, como uma chuteira para o jogador de futebol, ou como uma folha de papel para o escritor.
Mas esta ferramenta, de tão aprimorada que lhe projetaram, parece estar tentando inverter os sujeitos da ação, e com grande sutileza parece estar conseguindo seu objetivo.
Estamos cada dia que passa vivendo cada vez mais em função da máquina, quando na verdade ela deveria estar trabalhando para nós, para o nosso benefício, e não nos trazendo inconvenientes que nem sequer conseguimos notar.
Com um computador não preciso mais sair de casa. Faço movimentações bancárias, compras, leio jornal, assisto filmes e até mesmo o meu trabalho posso fazer em casa, pelo computador é claro.
Tudo se assemelha muito a um vício. Quando começamos a aprender pensamos em uma finalidade para a qual aquilo irá nos servir, mas logo nos envolvemos com tamanha eloqüência que... Zupt... entramos na era digital, um novo mundo, um mundo onde tenho tudo num toque mágica, ou devo dizer em um clique de mouse?
O certo é que ao adentrarmos neste novo mundo, inevitavelmente estamos abandonando o antigo mundo, e este é o grande problema.
Não acordo mais no domingo de manhã e vou até a banca da esquina para comprar o jornal e dar aquela boa caminhada matinal, pra quê, se é só abrir meu laptop e pronto, está tudo ali, e sem precisar sair da cama. Ir até o banco, enfrentar fila, conversar com outras pessoas, ter que se relacionar em um ambiente social, me estressar, pra quê, se tenho tudo a meu alcance sem sair de casa.
Escrever de forma refinada, com um bom português, isso não importa, é cafona. Quanto menos letras melhor. Esta é a linguagem cibernética, da moda, e assim se vão muitos Érico Veríssimos, Guimarães Rosa e tantos outros bons escritores que nem chegaram a nascer. Por quê? Porque estamos na Era Digital, onde quanto mais prático melhor. Sedentário? Sedentário sim, mas prático, extremamente prático, é assim que meu computador precisa, e assim vamos levando a vida, e começando a viver para o computador, da maneira como ele nos determina, e aqui reside o maior problema, o foco de disseminação de uma sociedade. Enfim, me refiro ao que classifico como os MALEFÍCIOS da Era Digital.
E o maior problema é que o problema não está no computador, não está na internet, não está no programador, e muito menos no Bill Gates. O problema está no ser humano. Isto mesmo, em nós.
Gostamos de tudo que é mais fácil, mais prático, mais rápido, e somos tão volúveis que nos deixamos levar por uma simples máquina, tão pequena no tamanho, mas tão potente na capacidade de fazer as pessoas mudarem suas vidas, seus costumes, seus prazeres, seus objetivos, e porque não dizer mudar seus próprios princípios.
O fato é que informática é um instrumento para se chegar a um fim, e não o próprio fim a ser alcançado, e fazer as pessoas compreenderem isto antes de serem tomados pela Era Digital é mais importante do que qualquer outra coisa.
É tempo de acordar e começarmos a ser mais homo sapiens, mais seres humanos.
A capacidade que desenvolvemos em milhões de anos de viver em sociedade e nos relacionarmos uns com os outros é algo que deve ser preservado acima de qualquer coisa.
Namorar corpo a corpo, olho no olho, beijar na boca, nada se compara a esta sensação. Mesmo assim ainda sou obrigado a ouvir aqueles que se dizem namoradores virtuais, mas que nem sequer sabem direito a cor dos olhos do suposto “namorado”.
Por este motivo é que sou adepto de que duas disciplinas devam ser inseridas nos programas educacionais, sendo uma, pré-requisito da outra.
A primeira deveria ser totalmente psicológica, no intuito de alertar os futuros integrantes da Era Digital a não se deixarem levar pelas suas armadilhas. Ensinar a verem o computador como um simples instrumento, ferramenta que deve trabalhar para o ser humano, sem que para isto precise mudar seu modo de viver, seus gostos, seus costumes. Ensinar que não se deve abdicar do emprego do lápis, da caneta, e, principalmente, de um bom português. Enfim, ensinar que não se devem jogar fora certos princípios de vida, e que para sentarmos a frente de um computador não precisamos ser necessariamente “BIOS”.
Por último, apresentaria aos alunos o tão esperado computador, ensinando-lhes a utilizar aquela ferramenta da melhor maneira possível, mas com todo o medo necessário.

Acadêmico João Fernando Antunes Osório


Inclusão Digital

Certa noite em 2004, deparei-me de frente com a máquina esquisita pois, teria aula de informática nesta noite. Suei frio, pois nunca tinha pego no mouse e nem ficado defronte a tela do computador. Quantas pessoas não sentiriam a mesma sensação, pois com nossas vidas humildes, o computador não faz parte de nossos dias.
Hoje, porém essa realidade está mudando pois foi criada a inclusão digital em nossas escolas públicas. Assim, pessoas de baixa renda que nunca pensaram poder “ mexer com essas máquinas que no início parecem um bicho de sete cabeças estão tendo acesso a elas.
Existe hoje a oportunidade de ficar frente a frente com o computador e ver que isso é uma realidade que pode sim ser alcançada por todos, inclusive por nós que freqüentamos o ensino fundamental em uma escola pública.

Aluna Maria Elisabete Moreira Silveira – Caxias do Sul/RS


Inclusão Digital no Ensino Fundamental

A inclusão digital no ensino fundamental é importante, principalmente, para alunos de baixa renda aprenderem a usar o computador, a conhecerem o teclado, o mouse, e demais assessórios. É importante também para propiciar lazer e cultura com jogos, trabalhos para exposição, e contar notícias da escola.
Assim se diferencia um pouco a aula, porque só escrever, claro, cansa. As crianças, como eu disse, de baixa renda têm curiosidade em saber, em mexer com computadores. Os pais dessas crianças não têm condições nem mesmo de pagar um curso ou obter um computador em casa. A única forma de eles aprenderem é através da escola ou em instituições de caridade, cursos gratuitos, mas, mesmo assim, nem sempre isso é possível.
Essa é a grande realidade: alunos carentes só podem ter acesso a digitação em escolas, onde, sabemos, as aulas ficam mais ricas, tornando-se mais interessantes. As escolas necessitam de computadores para os alunos usufruírem e aprenderem mais um ofício, enriquecendo o seu currículo e transformando um sonho em realidade.

Aluna Pâmela Rodrigues de Carvalho – Caxias do Sul/RS


“A INCLUSÃO DIGITAL NO ENSINO FUNDAMENTAL”

Geralmente as pessoas mais ricas e inteligentes é que possuem computador porque são muito caros. Então dificulta muito comprar um. Na escola e em casa é bom para melhorar o ensino, mas nem todos podem ter – seria muito bom que todos tivessem. Eles ajudam a dar informações até de emprego e substituem o homem em trabalhos, os robôs, que são usados para evitar acidentes. Os jovens estão trocando esportes pelo computador. Eu me sentiria muito bem se pudesse usar o computador na escola. Seria bom que todos pudessem aprender a lidar com ele.

Ismael Fiamenghi – Caxias do Sul/RS


INCLUSÃO DIGITAL NO ENSINO: ALGO FUNDAMENTAL

Inclusão digital, um assunto importantíssimo! Ao recebê-lo como tema de um concurso, fiquei surpreso, achei-o difícil! Pensei, usei os neurônios ao máximo! Como irei descrever um assunto tão atual e interessante em poucas linhas e em pouco tempo? Procurei lembrar-me de noticiários. Cheguei a uma conclusão e botei no papel as primeiras linhas.
“Como é importante a informatização aos jovens e a inclusão digital no ensino.” Esta
primeira linha não era um elogio ao tema para ganhar o concurso. Era a minha opinião. Sei disso, pois na escola em que estudo não há computadores, e vejo como é difícil não ter essa máquina que é muito útil (tanto que a redação do concurso deveria ser entregue em disquete). Continuei.
“Todos nós percebemos a importância da informatização nas escolas. O Brasil implora por isso. Assistimos na TV a muitas crianças sem expectativa de vida, sem esperança de um futuro melhor, e vemos, no computador, o começo da caminhada para mudarmos essa realidade. Mas, infelizmente, sabemos que a construção de escolas informatizadas em todo o país é muito difícil, pois faltam, principalmente, recursos.”
“E cadê o governo nessa hora? Some? Todos sabem da importância da inclusão digital, mas ninguém faz nada! E os impostos, vão aonde? Servem para quê? Para dar informatização e tecnologia a Cabo Verde e a outros países africanos? E o Brasil, como é que fica?” Juro a você leitor, que quando cheguei a esta parte da crônica, fiquei irritado, parei um pouco de escrever e pensei em quantas injustiças acontecem e não fazemos nada para mudá-las. Perdi a calma, as idéias sumiram! Quando elas retornaram a minha mente, voltei a pegar meu lápis e escrevi.
“Fico muito triste ao saber como é o estudo de uma criança sem um computador.
Entendo como é ruim, pois fiquei até a 4ª série sem um computador para realizar as tarefas escolares. Quando ganhei minha máquina, fiquei surpreso! Como pode um pequeno objeto fazer tantas coisas com tanta rapidez, nos ensinar tanto? O computador agora não é apenas um simples objeto que só as famílias de média e alta renda podem ter. Ele faz parte do cotidiano e deve estar presente na vida de todos os cidadãos.”
Nesse momento fecho meu caderno, guardo meu lápis, mostro o trabalho à professora
e fico feliz por expor minha opinião sobre a informatização no ensino, esperando ganhar o concurso e tendo a certeza de que minha opinião será valorizada.

Aluno Luiz Eduardo Romano – São Marcos/RS


A inclusão digital no ensino fundamental

Quando começamos a freqüentar a escola, embora muito pequeno, já tínhamos em mente alguns sonhos e projetos. A inclusão digital no ensino fundamental fazia parte dos meus sonhos. Hoje, cursando a 6ª série não pude ver o meu sonho realizado.
Ter acesso a computadores pode contribuir na busca e na escolha profissional, pois através de pesquisas na internet podem-se abrir novos horizontes, que nos auxiliam na escolha de uma futura profissão.
Basta observarmos o auxílio que os computadores prestam na vida dos profissionais do comércio, escritórios e indústrias em geral, sem contar com a rapidez e a precisão que se obtém as informações. No futuro, as crianças e jovens vão ser profissionais bem sucedidos se desde cedo tiverem acesso e forem adaptadas às práticas digitais, pois isto serve de incentivo e entusiasmo para que as crianças freqüentem a escola.
A inclusão digital na escola, com certeza, irá acrescentar muito ao aprendizado dos alunos, pois as buscas na internet despertam muitas curiosidades e isso pode contribuir para uma maior ampliação de conhecimentos.
Na minha opinião, se as escolas não adotarem o sistema digital com urgência, os nossos conhecimentos certamente ficarão defasados, pois a mudança nos tempos atuais acontece muito rapidamente.
Se a inclusão digital na escola pode nos beneficiar na escolha profissional, no resultado que se obtém no trabalho, no entusiasmo em freqüentar à escola e na vontade de buscar conhecimentos, essa inclusão é muito importante no ensino fundamental.

Aluno Lucas Guzzon – São Marcos/RS


A Inclusão Digital no Ensino

Desde que entrei na escola, lá pelo ano de 1998, tenho procurado me dedicar ao máximo aos estudos. Sempre procurei me informar e pesquisar sobre os assuntos comentados em sala de aula, mas em revistas e jornais. O computador não era muito usado, por isto, nunca pensei que este pudesse ser tão necessário como é. Hoje me encontro na 7ª série e vejo que a informática na escola tem uma importância fundamental para o aprendizado do aluno, mas que ainda não é uma realidade apenas um sonho.
A informática, junto a sua tecnologia, nos trás vários benefícios como o de conseguirmos nos comunicar, informar e conhecer melhor o país e o mundo em que vivemos, nesta há também uma série de jogos dos quais muitos servem para desenvolver melhor e com mais rapidez a nossa memória.
Seria bom se pudéssemos adquirir este fantástico meio de comunicação em nossas escolas, pois ajudaria muito no desempenho dos alunos e conhecimento com o mundo, assim os professores poderiam transmitir uma melhor imagem do assunto comentado. Sabemos que o computador e a sua tecnologia, sem dúvida, são muito importantes na nossa educação, pois facilita na realização de trabalhos que tem que ser pesquisados e, com certeza, muitos outros assuntos de alta importância.
Além disso, a internet nos ligaria com o mundo todo, possibilitando, assim, que tivéssemos acesso a realidade que, para nós hoje, é muito distante. Poderíamos conhecer lugares que nos encantam em revistas, tv, jornais que nos dá até vontade de viver lá. Mas, através da rede, conheceríamos também lugares que nos faria repensar nossos valores e assim, dar importância aquilo que temos.
Bem, mas a verdade tem que ser dita: se hoje já estamos pensando na inclusão digital no ensino, meu sonho não é uma realidade assim tão longe, e, logo, logo, essa estrada digital estará presente em todas as escolas.

Aluna Marieli Guzzon – São Marcos/RS


A importância da Tecnologia nas Escolas


Era uma vez uma máquina pensante ... ou um cérebro eletrônico chamado computador, que surgiu em 1938 como calculadora de seqüência automática, controlada, denominada Marki.
Um dia numa pequena cidadezinha do interior, um diretor de escola sentiu a necessidade de modernizar sua escola e descobriu a evolução tecnológica para o ensino fundamental e achou interessante. Pensou, pensou e resolveu fazer a Inclusão Digital no seu estabelecimento escolar.
Vendo o interesse desse diretor, um cientista ofereceu o computador para ele. Ta na cara que o diretor sem nenhum, adorou o oferecimento e carregou-o até sua casa e depois para sua escola. Mas ai é que foi o seu espanto. Quando ligou o computador notou que ele oferecia uma série de possibilidades , de soluções para a atividade criativa do homem, em vários setores de ação de pensamento e de sentimentos.
O diretor observando tudo aquilo ficou admirado e criou na sua escola a Inclusão digital para melhorar os recursos e a qualidade de ensino para aprimoramento e o auxílio aos professores e alunos na comunicação. Os alunos no seu primeiro dia de aula com o computador adoraram a idéia e começaram com muita empolgação realizar seus trabalhos com maior alegria. Com o tempo, os alunos foram fazendo seus trabalhos mais complexos e com maior rapidez e eficiência, realizando trabalhos com capacidade criadora de crescimento e amadurecimento.
Os professores satisfeitos sugeriram também que fosse colocada a Internet. Depois de instalada a Internet o ensino fundamental na escola se tornou extraordinário, pois acelerou as telecomunicações, notícias, informações e a troca de conhecimentos em todas as áreas de aprendizagem, fazendo a difusão de culturas, usos, costumes e interferindo no modo de agir e pensar dos alunos. Com essa modernização e globalização cultural o ensino fundamental desta escola ficou mais interessante e educativo, pois com este meio de cultura pedagógica
puderam trocar idéias e experiências diferentes entre escolas, cidades e estados.
O diretor e os professores com a Inclusão Digital implantada na escola avançaram na tecnologia e deram oportunidade aos alunos para ampliarem seus horizontes e se tornarem mais capacitados para o futuro pessoal e profissional. Os cientistas vendo o desempenho e a criatividade desses alunos, professores e diretores se empenharam e desenvolveram computadores menores e mais ágeis; inventando o celular como sendo uma das grandes tecnologias que existem hoje, formando assim uma “ nova era digital”.

Aluno Leonardo Contin – Antônio Prado/RS


“INCLUSÃO DIGITAL NO ENSINO FUNDAMENTAL, EIS A QUESTÃO”

O termo “inclusão digital” de tão usado já se tornou um jargão. O problema é que virou moda falar do assunto, ainda mais num país como o Brasil, com tantas dificuldades em educação. Mas a inclusão digital veio para facilitar e melhorar a vida das pessoas.
A “inclusão digital no ensino fundamental”, antes de tudo, significa uma perspectiva de melhores condições de vida para crianças sem possibilidades de adquirir um computador, ou simplesmente de fazer um curso para aprender a lidar com essa invenção tecnológica.
Para incluir digitalmente as crianças não basta apenas “alfabetizá-las” em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio do computador. Ensinar o bê-á-bá da informática não é suficiente, é necessário mostrar como, no futuro, elas poderão ganhar dinheiro e melhorar suas condições de vida com ajuda do computador, que aprendera a manusear na escola.
O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que ensinar uma criança a usar o computador é colocá-la na frente do computador e orientá-la no uso de alguns programas e pacotes. Aanalogia errônea, a irritar os especialistas, ajuda a propagar cenários surreais da chamada inclusão digital, como é o caso de algumas escolas que recebem computadores novos, mas que nunca são utilizados, porque não há telefone para conectar a internet ou porque faltam professores qualificados para repassar o conhecimento necessário.
Estamos na era da digitação, da informação e da comunicação. Nossas crianças têm contato com a tecnologia desde cedo. Isso nos faz pensar na progressão que professores e pais, que não pertencem à geração digital, precisam adquirir não só para acompanhar o desenvolvimento dessas crianças, mas principalmente os avanços que surgem em decorrência dessa geração.
Então, a importância da inclusão digital é ensinar as crianças a manusear os computadores e usufruir de seus benefícios. Com este aprendizado as crianças terão capacidade para enfrentar as situações onde são necessários os conhecimentos tecnológicos, como em bancos, supermercados, caixas eletrônicos, cartões de crédito, etc. E, com esses conhecimentos, vão tentar concorrer a uma vaga no mercado de trabalho.

Aluno Maicon Renosto – Antônio Prado/RS



A INLUSÃO DIGITAL NO ENSINO FUNDAMENTAL

Cada vez mais o mundo eletrônico está presente em nossas vidas, e nos mais diversos contextos. A escola não está desassociada desta realidade, pois tanto os professores quanto os alunos, buscam cada vez mais aprimorar os seus conhecimentos na área digital para poder melhor se adaptar a esta sociedade em que vivemos. Mas nem sempre foi assim muitas evoluções e revoluções ocorreram para chegarmos onde estamos.
No inicio os homens comunicavam-se através de gestos, depois através da fala e posteriormente através dos desenhos e da escrita. Seus conhecimentos eram transmitidos através da fala, mas os homens antigos sentiram a necessidade de registrar estes conhecimentos, então surgiu a escrita e conseqüentemente para transmitir estes conhecimentos a escola. A escola nem sempre foi acessível a todos, pois somente os ricos podiam freqüenta-las, mas, mais tarde como todos tem os mesmos direitos, todas as crianças e jovens poderiam freqüentar a escola, conseqüentemente o número de escolas e professores aumentou e com isso as formas de ensino haveriam de ser mais ágeis. Assim surgiram os livros e outros materiais didáticos. Essa foi uma revolução tão grande quanto hoje é a internet e a informatização. Hoje é cada vez mais necessária a nossa adaptação a esse mundo digital, pois tudo gira em torno dele. Não podemos parar no tempo, pois nada é eterno, tudo se transforma.
Assim, entendemos que devemos ser sempre melhores ou outras pessoas o serão, ou seja, precisamos dançar conforme a música. Nas escolas é preciso que professores e alunos tenham acesso e possam desfrutar destes conhecimentos tecnológicos buscando sempre a sua atualização e construção de seu conhecimento. Portanto, entendemos que todo o conhecimento e desenvolvimento cientifico e tecnológico devem ser sempre explorados visando sempre a sua medida correta.

Aluna Roberto Della Giustina Manera - Antônio Prado/RS



Inclusão Digital

Dar espaço para os alunos do ensino fundamental do nosso município, discorrerem sobre a inclusão digital para mim é muito marcante, e uma grande oportunidade, porque a inclusão digital abre novos caminhos na educação, permite avistar novos horizontes. Saber que alguém está preocupado com a garantia de acesso a novas tecnologias e a informação, significa um grande avanço, considerando que os alunos de todo o país serão beneficiados.
Possibilitar e permitir o acesso à internet a todo o aluno, amplia seu conhecimento através de um modo mais fácil e agradável, além de interá-lo ao mundo digital. Será um sonho ou uma realidade?
Na minha opinião ter acesso à internet é tudo o que o estudante do mundo moderno quer, porém é preciso considerar que a leitura de bons livros também deve fazer parte do nosso dia-a-dia. Estes, não merecem ser descartados, pois sempre contribuíram muito para nossa formação, como forma de aprimoramento do conhecimento.
Dominar parte dos recursos da informática, e ter acesso aos computadores, muito contribuirá para a aprendizagem de todo o aluno, que consequentemente, se tornará mais capaz e melhor com a ajuda virtual.Penso que o acesso à internet trará mais oportunidades de atualização e acesso ao conhecimento produzido no mundo. Nós somos futuro, alunos do século XXI, e muito ainda temos a contribuir.
Nossa escola municipal não possui sala de informática, apenas existe um computador para uso da secretaria. A internet está aí, e dela devemos usufruir, considerando seus pontos positivos. Todo o aluno deve usufruir deste bem, desde que seu uso seja canalizado para sua
formação. A tecnologia oportuniza a busca do saber como algo prazeroso, principalmente, quando o aluno valoriza as diversas formas de aprender. Assistimos ultimamente a grandes avanços quanto a tecnologia que envolve a comunicação, e particularmente, vejo que tudo isto é fantástico, a integração de sons, imagens, textos, mensagens e jogos, sem contar que podemos ser levados para o outro lado do mundo. Neste contexto maravilhoso, é impossível acreditar que ainda uma minoria tem acesso, considerando o universo estudantil deste país. A solução para isto é, arregaçar as mangas, elaborar projetos, envolver inclusive os governos que muito podem contribuir. Pois, a partir disto, muitos programas sociais poderão ser criados e socializados, democratizando o conhecimento.
É importante para o aluno, que a própria escola reconheça também, que o acesso a novas tecnologias, transformará todo o processo educativo, e quem tem o direito de impedir a universalização deste bem tão importante para a formação do estudante? A quem cabe garantir este acesso? Não é possível falar em cidadania plena, sem que haja garantia de acesso ao saber acumulado de tantas gerações. É este o fato.

Aluno Marco Antônio Zaccani Ferreira Série – Ipê/RS


A INFORMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL

A informática é, hoje, fundamental no ensino, está ajudando as crianças a aprenderem com mais facilidade. Com ela a garotada brinca, se diverte, aumentando o interesse pela leitura, pela escrita e pela pesquisa.
Este método é utilizado de um modo que a criança vai mexendo com o ratinho, o mouse, vai digitando letras, formando palavras, enfim se alfabetizando, do outro lado se divertindo. Esta tecnologia está sendo utilizada nas escolas, nos bancos, nas lojas, nos supermercados, na nossa casa e no trabalho do pai. Para vermos a informática do lado positivo, precisamos ver como é usada. Algumas pessoas dizem que o computador tira da criança a brincadeira e a capacidade de pensar, outras, muito pelo contrário, dizem que no computador abrem-se muitas outras possibilidades para a criança imaginar.
A informática vista do lado negativo tira da criança a fantasia, o raciocínio e a criatividade, pois no micro é tudo pronto. Um meio termo seria o computador poder ajudar e ele ao mesmo tempo não prejudicar. Para não prejudicar a criança precisa ser orientada para escolher muito bem os programas e o momento de utilizar. Por exemplo não adianta a criança só ficar no paint (programa de desenho) ela vai se cansar logo. Resumindo, o computador faz a criança se divertir e brincar, mas dessa maneira se divertindo e brincando, é que ela vai aprender.

Aluna Nathalia Scapin Barp – Ipê/RS


A INTERNET É FUNDAMENTAL PARA A NOSSA EDUCAÇÃO

A inclusão digital é um fator importante na vida de cada um e da educação como um
todo. É indispensável a presença do computador nas escolas , porque se torna uma coisa diferente e capaz de melhorar na qualidade do ensino , pois o aluno não fique preso só à sala de aula. Os trabalhos que os professores solicitam para os alunos podem ser pesquisados e complementados com o uso do computador. Mas para isso é preciso ter acesso a Internet pois através dela o aluno pode obter mais informações , ficar pôr dentro das notícias, manter contato com outras pessoas, fazer amizades e estar interligado com o mundo todo.
O bom uso da informática é importante numa escola, deixando todos os alunos com uma aprendizagem mais avançada capaz de auxiliá-lo para além da escola. Através do computador , hoje já é possível conseguir emprego, fazer negócios , além de economizar tempo e dinheiro. Mas não é muito fácil ter acesso a Internet, pois este recurso é muito caro e as pessoas de baixa renda não tem condições para dispor desse valioso meio de comunicação. Com a Internet é possível conhecer pessoas novas, trocar idéias , conhecer um pouco mais do mundo e até mesmo atividades para o lazer. A tecnologia lado a lado com a informação estão avançando diariamente em contraponto com a grande maioria da população e das escolas que não acesso a este recurso A informática nas escolas é essencial para o sucesso da educação.

Aluna Valéria Carlesso Pichetti – Ipê/RS


RECORDANDO O PASSADO
Pseudônimo: COLIBRI


Antônio Formighieri Lângaro, iniciou suas atividades como locutor da Rádio Cacique nos anos de 1962, nos porões da Igreja São Paulo Apóstolo. Com atuação marcante, teve uma trajetória brilhante pelos estúdios da emissora, servindo de exemplo para os seus sucessores.
As seis horas da manhã, diariamente, “colocava a rádio no ar”, com o seu programa regionalista, dirigido aos ouvintes que acordavam ao amanhecer. Pedindo licença para adentrar aos seus lares, com carisma, alegria e facilidade de comunicação, suas mensagens de otimismo, fé e esperança, fluíam de maneira positiva. No decorrer do programa, tecia críticas construtivas de forma humorística, sem ofensas, sempre com muita educação, primando pela qualidade do seu trabalho e demonstrando ter responsabilidade, sendo ele, o grande comunicador que era.
Nesses tempos idos, onde não havia tecnologia, o inesquecível Lângaro, com sua comunicação extraordinária, fazia três programas ao vivo, com desenvoltura e criatividade. Levava aos ouvintes boas músicas, notícias e humor, enriquecidos com relatos pitorescos de suas caminhadas pelo interior do município, mostrando que ‘Quem sabe, faz ao Vivo’!
Com maior audiência nos sábados às dezoito horas, no “Recordando o Passado”, momento ímpar, quase mágico, em que os lagoenses interrompiam suas atividades, envolvidos num turbilhão de lembranças, eram brindados com músicas nostálgicas, preferencialmente, de Nelson Gonçalves, como “Volta do Boêmio”, “Fica Comigo essa Noite”, entre outras. Com belas dedicatórias, oferecia músicas aquebrantando corações apaixonados e acalentando corações solitários, que transbordavam de sentimentalismo, nostalgia e saudades. Recordando o Passado, fez história nos 15 anos de Lângaro frente à Rádio Cacique, pois, permanece na memória de cada ouvinte dos bons tempos, onde o rádio era o melhor meio de comunicação transmitida por uma voz amiga. Ao alvorecer dos domingos, no “Paisagem Sertaneja”, com a melhor fala gaudéria, apresentava um seleto repertório de músicas gauchescas que enalteciam nossas tradições e afloravam o orgulho de sermos gaúchos.
A história da Rádio Cacique está inegavelmente vinculada à brilhante atuação desse locutor, com o dom inato de bem se comunicar, sem os recursos técnicos de hoje. Sempre ao vivo, pelas ondas da Rádio Cacique, com muita dedicação e amor, em cada palavra proferida, colocava o coração, benquerença, alargando seus laços de amizade por toda a grande Lagoa Vermelha.
Antônio Lângaro, tornou-se ícone da Rádio Cacique. Partiu para a eternidade em dezembro de 1977, com 59 anos, tal qual um cometa, deixando um rastro de brilho de uma pessoa vitoriosa, que marcou época como grande locutor, homem de caráter ilibado e pai de família zeloso.
Universitária Vera Giaretta



NOITES DE SERÃO


NO TEMPO DA VOVÓ

TUDO ERA DIFERENTE

LEVANTAVA-SE AO CANTAR DO GALO

IAM PRÁ ROÇA CONTENTE.


A IMAGINAÇÃO CORRIA A SOLTA

NAS NOITES DE SERÃO,

HISTÓRIAS DE LOBISOMEM
MULA SEM CABEÇA E ATÉ ASSOMBRAÇÃO.

O RESPEITO ERA SAGRADO

PARA O PAI, MÃE E TIO

E O MENINO RESPONDÃO

NAQUELE TEMPO NINGUÉM VIU.


HOJE A COISA ESTÁ MUDADA

TEM TV, TELEFONE E INTERNET,

E AS HISTÓRIAS DA VOVÓ

SÃO VENDIDAS EM DISQUETE.

O MUNDO EVOLUIU,

O DIÁLOGO DESPARECEU,

A FAMÍLIA DIMUNUIU,

O HOMEM EMPOBRECEU.

A VIOLÊNCIA TRANSFORMOU

HOMENS EM ANIMAIS,

A GANÂNCIA, A POBREZA

ESTAMPADA NOS JORNAIS.

NO TEMPO DA VOVÓ

NÃO TINHA TODA ESSA INFORMAÇÃO.

COM CERTEZA AINDA PREFIRO

AQUELAS NOITES DE SERÃO.

Bruna Telles da Veiga

Pra crescer e ser feliz...

De repente cresci

Talvez muita gente nem notou

e borbulharam perguntas,

nem eu mesma sei quem sou.

A boneca que eu embalava

vem a cama enfeitar

deu lugar a outros sonhos

que só eu posso acalentar...

Mesmo abraçada me sinto carente.

Na multidão ainda me sinto sozinha,

mas sou forte, sou adolescente,

e isso me faz ser diferente.

Adolescente é como ser uma flor

é ter espinho

é causar dor...

é como amar com ódio

e odiar com amor.
Adolescente é

nadar contra corrente,

chorar mesmo contente

achar que tudo está

contra a gente.

É sentir calor no gelo,

dançar sem música,

gritar com medo...

e enfrentar o desespero.

Mas pra crescer e ser feliz,

não precisa mudar a essência...

é só ser a gente mesmo

e viver a vida com

inteligência.


Elizabeth Bérgamo Leal




A DIFÍCIL TRAVESSIA


“Havia um tempo em que eu vivia um sentimento quase infantil.”

Vinha cantarolando o Renato Russo, quando caí na real. Eu entendi, de repente e de sopetão, o que significam as palavras do poeta! Foi como um raio iluminando uma paisagem meio nebulosa, como aquelas por que a gente passa todos os dias e nem vê mais. Puxa, tenho quinze anos e já vivi “um sentimento infantil.”
Eu não sei de vocês, mas para mim, faz pouco tempo.

Antes eu era a pequenina da turma, da família, do bairro. Tudo era engraçadinho, bonitinho... Preocupação – só de voltar logo às bonecas e às brincadeiras interrompidas; era a “queridinha da titia,” “a tampinha,” a “Laurinha”. De repente me chamam de Laura. Devo me levantar sozinha pela manhã e me arranjar com o café. Não me lembram a hora do tema, nem me mandam estudar.

Passada a surpresa, entendi o que estava ocorrendo. Eu adquiria um ângulo diferente da realidade. Meus olhos ganharam um cisquinho que me dera outra visão do mundo. Não sei se isso é bom ou ruim. Mas, que ganhei, ganhei mesmo – percebi que sapatos novos não nascem em árvores, portanto precisam de cuidados; que ganhar um cão significa limpar o chão, dar comida, agüentar água no rosto quando se banha a criatura; que as bonecas e panelinhas não eram assim tão divertidas; que a minha saia jeans predileta não encolhera, eu é que crescera bastante ultimamente...

“Havia um tempo em que eu vivia um sentimento quase infantil...” – Santo Renato, você sabia tudo. O que dizer, então, da zona interior – aquela proibida, a que só deixamos entrar a quem queremos bem e em quem confiamos? Aqui, também, as transformações foram rápidas. Ontem, Papai Noel e coelhinho da Páscoa; hoje, limites, compromissos, dúvidas – futuro, dificuldades. Esperança, perdas, ganhos...

É a vida. Para mim, um inquietante início dessa travessia. Adolescência é coisa pra gente de fibra: complicada, angustiante, desafiadora – mas, o que dizer da sensação de liberdade, de poder, de vida toda para ser saboreada?

Difícil travessia que exige equilíbrio e humildade. E as mãos estendidas da família (as dos anjos também!) para amparar nos escorregões.

Prometo: Você não me ouvirá fazendo reclamações das pedras dessa travessia porque eu sei que, apesar de tudo, logo, logo, serei mais uma com saudades da adolescência.
Laura Accorsi Moreira


FELICIDADE


Qual é o significado da palavra felicidade? Será que todas as pessoas são realmente felizes? Ou será que elas pensam que são felizes? Muitas vezes as pessoas se enganam com a felicidade, pois pelo simples fato de mostrarem um sorriso diariamente, se acham capazes de dizer que são pessoas felizes, e é aí que elas se enganam. Felicidade não é apenas mostrar um sorriso, mas sim estar de bem com a vida, com o emprego, com a família, amigos, enfim, estar de bem consigo mesmo.


A felicidade é um sentimento muito prazeroso, desde que você esteja com sua auto-estima elevada. Muitas vezes nem percebemos como somos pessoas bonitas, divertidas e inteligentes. Para sermos felizes não precisamos estar sob efeito do álcool ou drogas, muito pelo contrário é na lucidez que a gente aproveita os melhores momentos de nossas vidas, afinal de contas nossa vida é tão curta e ela passa tão depressa que não haveria graça alguma passar um dia se quer fora de si e após algumas horas ter que se esconder de vergonha dos atos que cometeu anteriormente. Justamente por nossa vida passar tão rápido, devemos ir atrás da felicidade. Apesar de tudo a felicidade existe para que possamos desfrutar dela.


Se você pensa que está totalmente infeliz, faça uma boa ação, ajude uma pessoa que precisa de você, como, por exemplo, um morador de rua. Ele ficaria muito feliz com a sua ajuda e você, muito mais feliz ainda em saber que pode ajudar. Pense nisso; a felicidade existe para quem acredita nela.

Patrícia Franciscon

Assim finalizamos esse grande ensaio educativo, senhor presidente, senhoras e senhores deputados.