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17/10/2005 – APPIO APÓIA MOVIMENTO 'GRITO NAS ESTRADAS

Os transportadores de cargas de todo o país - autônomos e empresários – protestaram dia 18 de outubro, em Brasília, pela valorização da categoria. O deputado Francisco Appio, apoiador  da mobilização, declarou: “sem o caminhoneiro, o Brasil pára”. O transporte de cargas corresponde 60% do escoamento da produção nacional e participam efetivamente das exportações brasileiras.  

Conheça a pauta de reivindicações da categoria:

1.- Definição de um novo modelo de gestão da malha rodoviária federal, com a delegação de sua conservação aos Estados e a aceleração das parcerias com a iniciativa privada, dando-se à CIDE incidente sobre os combustíveis, em todos os casos, a destinação prevista na Constituição, inclusive como forma de redução do valor dos pedágios.


2.- Rediscussão da segunda etapa das concessões rodoviárias, na perspectiva do item anterior, de forma a evitar os erros cometidos na primeira etapa, sobretudo no que diz respeito ao tratamento discriminatório reservado aos veículos de carga.


3.- Fiscalização rigorosa, em todo o País, do excesso de peso nos caminhões.


4.- Fiscalização do estrito cumprimento da Lei federal que instituiu o vale-pedágio e aprovação de incentivo fiscal temporário, para induzir a sua adoção, a exemplo do que se fez, no passado, com o vale-transporte e o vale-refeição.


5.- Aprovação, ainda que através de Medidas Provisórias, dos três projetos de lei que se encontram prontos para serem votados junto à Mesa da Câmara dos Deputados, há mais de dois anos (já tendo sido aprovados em todas as Comissões das duas Casas do Congresso Nacional), voltados ao disciplinamento da atividade, ao controle do tempo de direção e ao combate do roubo de veículos e cargas.


6.- Depuração e divulgação dos dados do registro nacional dos transportadores (RNTRC) recentemente implantado pela ANTT.


7.- Reconhecimento dos bitrens (CVCs de 7 eixos, 19,80m de comprimento e 57 t de PBT) como veículos normais, já que hoje são mais de 100 mil deles na frota brasileira de caminhões, dispensando-os de "autorizações especiais de trânsito", tanto no nível federal quanto estadual.


8.- Redução da carga tributária incidente sobre a atividade e seus insumos, de forma a propiciar a redução de preços do pedágio e do óleo diesel (com relação a este, unificando-se, também, as alíquotas de ICMS).


9.- Adoção, como política de governo, de um PROGRAMA DE RENOVAÇÃO DA FROTA BRASILEIRA DE CAMINHÕES, que vise não só facilitar a compra de veículos novos mas estimular o sucateamento dos caminhões muito antigos, na forma de proposta a ser detalhada pela FRENTE, bem como de modernização do setor de transportes, inclusive com o financiamento de capital de giro, a prorrogação de prazos do FINAME (tendo em vista os problemas vividos pelo transporte voltado à agroindústria brasileira), e a inclusão da atividade no Programa de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (PROGEREN), do BNDES.


10.- Melhorias da infra-estrutura portuária e implantação de estacionamentos em grandes centros urbanos e rodovias.


11.- Prioridade para liberação de verbas e/ou aprovação de PPPs para obras essenciais.

Fonte: Frente Nacional dos Transportadores Rodoviários de Carga
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Panfleto FENACAM - O Gritos nas Estradas. 

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