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10-08 CUIDADO COM O REFERENDO NO DIA 23 DE OUTUBRO

     O deputado Francisco Appio manifestou, hoje (10/08), da tribuna da Câmara dos Deputados, opinião sobre o Referendo das Armas, marcado para o dia 23 de outubro de 2005. Appio quer chamar a tenção da população para a manobra governista de não encarar de frente o problema da segurança e ainda tirar o direito de defesa do cidadão. Leia na íntegra o discurso do deputado: 

“Prezado presidente, senhoras e senhores deputados.

Critico e me oponho ao Estatuto do Desarmamento. Lamento que a sociedade não esteja recebendo as informações e esclarecimentos sobre o referendo de 23 de outubro. 

Volto a afirmar, é uma peça de propaganda do governo que quer passar a imagem de combate à violência. O governo não conta toda a verdade, pois seu projeto é socialista e desarmar o cidadão é uma das etapas do poder tirano. Restringiram o porte de arma, estimularam a entrega de armas pelos homens de bem, mas pouco fizeram contra o contrabando de armas. 

Estamos sentados em cima de um arsenal de armas estrangeiras e se o SIM ganhar estará completa a “farra” dos contrabandistas, do MST e do crime organizado. A proibição afetará quem tem arma registrada e porte federal, pois não poderá adquirir munições. Se votarmos SIM estaremos :

Cassando o Legítimo Direito de Defesa
Desarmando as pessoas de bons costumes
Estimulando a bandidagem que não encontrará resistência

Em 2002, na Relatoria da CPI do Crime Organizado, alertamos que estava em curso a desorganização da sociedade civil, por isso recomendados no Relatório a instauração da CPI da Segurança Pública no estado, que comprovou onde o governo de Olívio Dutra queria chegar. 

Os caminhoneiros e taxistas são presas fáceis para os assaltantes. Qualquer “bandido pé de chinelo” quando quer dinheiro para comprar drogas, aborda um caminhão ou táxi, pois sabe que os motoristas estão desarmados. Tudo Isso começou na metade da década de 80, quando os motoristas de caminhão e táxi, começaram a ser desarmados. Tiraram a arma de defesa pessoal, depois o facão e até a simples faca, utilizada nas gavetas para cozinhar. 

Quando os bandidos desconfiaram que os motoristas estavam sendo desarmados, começaram os assaltos. Hoje eles abordam caminhão ou táxi, pois tem certeza que não encontrarão resistência. O caminhoneiro hoje é você amanhã. 

O mais grave é que os motoristas não podem protestar nem pelo voto, pois estão ocupados numa atividade prejudicada pelas más estradas, assaltos, pedágios, fretes baixos, que aumenta seus prejuízos. Caminhoneiro não pode parar nem mesmo na eleição. Normalmente mais de 82% precisa justificar, pois estão em trânsito, fora de seu domicílio. 

E não podendo votar, não são ouvidos, tem poucos representantes no Parlamento. No dia 23 de outubro, espero que o caminhoneiro telefone para casa e lembre sua mulher, filhos, pais, sogros, amigos que devem votar NÃO:

Não ao projeto socialista já adotado por tiranos em vários países.
Não ao projeto que fortalece o crime organizado.
Não à tentativa de cassar o legítimo direito de defesa.

Lembro uma declaração de Thomas Jefferson, há mais de dois séculos atrás: 'elas mais encorajam, do que previnem o crime. A mais forte razão, em última análise para o cidadão ter direito à arma de defesa pessoal, é paras se proteger contra governos tiranos”. 

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