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10-08
TRANSPORTADOR QUESTIONA CAMPANHA PELO DESARMAMENTO
A aprovação do Estatuto do Desarmamento que está decidida em plebiscito popular marcado para o dia 23 de outubro, preocupa os transportadores rodoviários de cargas. Para a categoria, a proibição do comércio de armas e munições no país, pode apenas atender a concretização de um projeto governista, com o objetivo de enfraquecimento dos setores organizados da livre iniciativa do direito à propriedade.
Segundo o presidente do SETCERGS, Sérgio Neto, os contrabandistas do mercado de armas ilegais certamente vão ser beneficiados com essa medida. “É preciso preservar o legítimo direito do cidadão de defender a sua família e a sua propriedade. O direito de optar em ter ou não ter uma arma legal” pondera o transportador, entendendo que a aprovação da Lei do Desarmamento pode estimular um comércio ilegal, deixando vulneráveis as pessoas de bem.
Para sustentar essa posição, Sérgio Neto aponta o exemplo dos Estados Unidos, onde a decisão de permitir o porte de armas é adotada independentemente por cada estado. Ele cita o caso de
Washington, que apesar da proibição ser total, é considerada a mais violenta cidade americana. “Armas em poder da população ordeira e responsável salvam vidas e defendem propriedades. Leis de desarmamento afetam somente a população ordeira” argumenta o presidente do SETCERGS.
Outra preocupação do transportador é que a aprovação do Estatuto de Desarmamento deve afetar ainda mais a segurança de milhões de caminhoneiros, pois tem certeza de que está desarmado. Os caminhoneiros são as vítimas mais frágeis nesse clima de insegurança que impera nas ruas, avenidas e estradas do país” diz Sérgio Neto. Diante desse cenário, o presidente adverte que se o plebiscito proibir o comércio legal de armas, vai acabar o direito de defesa do cidadão, aumentar o contrabando, facilitando assim a vida dos criminosos.
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