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15/06/2006 CTG DE BOM JESUS, FOLHA DO NORDESTE E HEPATITES SÃO TEMAS DE DISCURSO.

 
O parlamentar fez um alerta da tribuna, sobre a necessidade urgente de tratamentos e detecções dos mais de seis milhões de infectados pelas hepatites B e C. Leia o pronunciamento na íntegra.
 

Pronunciamento

06/06/2006 - ENCONTRO NACIONAL DEBATE HEPATITE

 A ONG Walmor Pereira Ramos participou do V Encontro Nacional das ONG's de Apoio a Portadores de Hepatites e recolheu alguma recomendações, como a Carta do Vírus da Hepatite C a seu portador e também uma posição da TRANS PÁTICA sobre mudanças no critério de distribuição de fígados para transplantes.

Clique abaixo para vizualizar:

Carta do vírus da hepatite C a seu Portador

Posição da TRANS PÁTICA sobre mudanças no critério de distribuição de fígados.

 

08/05/2006 - HEPATITE É TEMA DE ENCONTRO NA CÂMARA

 A Câmara dos Deputados realiza, amanhã (9), às 14h, no auditório Freitas Nobre, palestra "Apresentação do Consenso referente ao Protocolo das Hepatites – Programa Nacional das Hepatites Virais – PNHV”. A iniciativa é da Frente Parlamentar das Hepatites e Transplantes e contará com a presença do Doutor Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

O objetivo do encontro será demonstrar a importância da disponibilidade de recursos na aquisição de medicamentos, exames laboratoriais e tratamento para os portadores das hepatites virais. “Os remédios são de custos elevadíssimos e não estão ao alcance da maioria dos portadores do vírus da hepatite. Isso ameaça suas vidas e coloca em risco a vida de muitas pessoas ou a sua qualidade de vida”, disse o deputado federal Francisco Appio.
O parlamentar lembra que 1,7 % da população é portadora do vírus da hepatite. Médico de transplante de fígados em Passo Fundo/RS, Araby Nácul participará da audiência. Também estará presente a presidente da ONG Walmor Pereira Ramos, Salete Pereira Ramos. “Nessa reunião abriremos novas oportunidades para tratamentos, além de difundir com mais intensidade campanhas de prevenção. A hepatite é considerada tão ruim, ou mais grave que a AIDS, no atual momento”, disse Appio.

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08/05/2006 - A maior epidemia da história da humanidade – Cuidado!

HEPATITE C

A maior epidemia da história da humanidade – Cuidado!

 De cada 40 pessoas que você conhece, uma delas já foi infectada com o vírus da hepatite C. Pode ser qualquer uma. Inclusive você!

No mundo, a epidemia da hepatite C já atinge 200 milhões de pessoas. Um número cinco vezes maior que a epidemia de AIDS.

No Brasil, 4,5 milhões de pessoas podem estar infectadas com o vírus da hepatite C, sendo que 4,4 milhões ainda desconhecem que estão doentes. Fique atento, pois você pode fazer parte deste grupo.

As pessoas infestadas não apresentam sintomas.
Se necessário, faça um teste de detecção.
Leia atentamente esta página.

Quando detectadas precocemente, a hepatite C tem tratamento, inclusive gratuito. A hepatite C tem cura.

GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
Rio de Janeiro – Brasil – ONG – Registro nº 176.655 – RCPJ-RJ
e-mail: hepato@hepato.com – Internet: www.hepato.com
Tel: (21) 9973.6832

Campanha Internacional da luta contra as Hepatites Virais

Não realizar campanhas de detecção da hepatite C no Brasil pode acarretar mais de 1.000.000 casos de cirroses nos próximos 10 anos. Se detectada precocemente, até 600.000 mortes poderão ser evitadas. “Não saber é ruim, não querer saber é pior, mas não se preocupar com as conseqüências dessa omissão é imperdoável”

A hepatite C é causada por um vírus (o vírus C) que ataca o fígado de forma lenta e silenciosa, sem sintomas físicos para o portador. O vírus C pode destruir o fígado da pessoa contaminada, ocasionando, às vezes, cirrose e câncer hepático. A evolução do dano hepático é diferente para casa indivíduo, podendo levar até 20 anos. O portador de hepatite C leva uma vida totalmente normal, pois a doença não apresenta riscos de contágio na vida social, na família ou no trabalho.

A maior fonte de contaminação aconteceu no passado com transfusões sangüíneas, possibilidade hoje descarta pelos testes de sangue nos hemocentros. O compartilhamento de seringas e agulhas de injeção por uso médico é coisa do passado, já que hoje se emprega material descartável. Atualmente, os maiores fatores de risco de contaminação são o compartilhamento de utensílios empregados para o uso de drogas, injetáveis ou aspiradas, que representa dois terços das novas infeções, e acidentes com instrumentos perfuro-cortantes, inclusive com instrumentos de manicura ou pedicuro.

Infecta-se com o Vírus da hepatite C é muito difícil, pois ela somente se transmite através do contato com sangue contaminado. Não há comprovação de contaminação por fluidos corporais como saliva, suor, lágrimas, semem o leite materno (a mãe contaminada pode amamentar). Não ocorre transmissão do vírus C por meio de abraços, beijos ou pelo compartilhamento de pratos, copos talheres ou roupas. A contaminação sexual é possível, porém de ocorrência muito rara.

A prevenção é importante, porem é muito mais importante detectar os milhões de infectados existentes e evitar que evoluam para danos irreversíveis na sua saúde

É muito importante que você realize o teste de detecção, caso faça parte dos grupos de maior risco de já estarem contaminados que são:

- Indivíduos que receberam transfusão de sangue antes de 1993;
- Usuários de drogas injetáveis, inclusive aqueles que fizeram só uma vez, em qualquer época da vida ;
- Pessoas que apresenta resultados de transminases anormais, ou evidências de dano hepático;
- Profissionais de saúde, após acidente percutâneo ou nas mucosas com sangue contaminado;
- Filhos de mães contaminadas com a hepatite C;
- Doentes renais em hemodiálise; hemofílicos e contaminados pelo HIVAIDS.

Você deve considerar a conveniência de realizar o teste de detecção se pertence a um dos grupos de risco indefinido:

- pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou com histórico de doenças sexualmente transmissíveis;
- usuário de cocaína inalada;
- pessoas com tatuagens ou piercings;
- pessoas com mais de 40 anos;
- transplantados que receberam tecidos, como córneas, pele, esperam ou óvulos.

O teste de detecção, chamado ANTI-HCV é simples, barato, não é traumático (praticamente não dói). È coberto por todos os planos de Saúde, podendo ainda ser realizado, nos hospitais públicos, nos Centros de Testagem e Acompanhamento – CTA e ainda em alguns postos de Saúde.

Na sua próxima consulta médica, converse com seu médico sobre a conveniência de realizar o teste de detecção de hepatite C. Se tiver um resultado positivo, procure assistência médica especializada (hepatologistas, gastroenterologistas ou infectologistas) ou os hospitais de referência do SUS.

O Grupo Otimismo de Apoio a Portadores de Hepatite C disponibiliza uma completa página com informações no endereço www.hepato.com

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 15/03/2006 - ONG WALMOR PEREIRA RAMOS REALIZOU 1ª REUNIÃO

A Organização Não Governamental Walmor Pereira Ramos realizou a primeira reunião no último sábado (11/03), em Vacaria. Reuniu portadores do vírus da Hepatite C, familiares de vítimas e colaboradores voluntários. Na reunião administrativa foram traçadas diretrizes, definida a presidência, que ficará a cargo de Salete Pereira Ramos, e ainda as finalidades da ONG. Entre as quais, apoio direto aos portadores do vírus C.
 

Um dos participantes foi o médico José Luiz Felipe, que palestrou durante duas horas, respondendo perguntas dos presentes, esclarecendo dúvidas e transmitindo orientações. A primeira medida a ser adotada pela Organização, segundo o deputado Appio, foi a elaboração de uma cartilha com dicas de prevenção da doença, particularmente dos portadores não-ativos. Além disso, foram encaminhadas reivindicações para atendimento na área de consultas, exames e remédios.
 

Criada em Vacaria a Associação Walmor Pereira Ramos, voltada para auxiliar portadores do vírus da Hepatite. Walmor era caminhoneiro e morreu vítima da doença. Conheça aqui mais sobre a hepatite e a história do motorista.

 

 

  

 

Dr. Paulo Reichard, Walmor P Ramos e Dr. Araby Nácul

 

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 CONHEÇA A HISTÓRIA DO CAMINHONEIRO WALMOR PEREIRA RAMOS


“O caminhoneiro Walmor Pereira Ramos viveu durante anos enfrentando os perigos das rodovias brasileiras. Mas foi com a Hepatite C que Walmor enfrentou o seu maior inimigo, seu maior duelo. Tendo realizado transplante em Passo Fundo, durante dois anos e dois meses, realizou um bem sucedido tratamento para a eliminação do problema que o acompanhava. Porém, no exame de rotina, caiu nocauteado pela anestesia que provocou parada cardíaca. A família do caminhoneiro criou a Associação Walmor Pereira Ramos, destinada a apoiar portadores de hepatite e familiares, com prestação de serviços, palestras e encaminhamentos. A esposa, Salete B. Ramos, preside a associação, em Vacaria. A primeira reunião será no dia 11 de março.”

Francisco Appio – Deputado Federal 

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 CUIDADOS COM A HEPATITE C

 

Hepatite C é a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado. Essa inflamação ocorre na maioria das pessoas que adquire o vírus e, dependendo da intensidade e tempo de duração, pode levar a cirrose e câncer do fígado.

 

 

Como se adquire? Situações de risco são as transfusões de sangue, uso compartilhado de seringas e agulhas (usuários de drogas) e acidentes nos quais profissionais da saúde fincam-se com agulhas ou são atingidos por secreções de paciente contaminado. 

Portanto, adquire-se hepatite C pelo contato entre o sangue ou secreção corporal contaminada com o sangue, mucosas ou pele machucada. Não foram demonstrados casos de transmissão da Hepatite C entre casais que mantiveram exclusivamente relações vaginais e fora do período menstrual. A transmissão em outras formas de relação sexual não está estabelecida. A transmissão materno-fetal é rara. Não são conhecidos casos de transmissão de hepatite C pelo leite materno. 

Apesar das formas conhecidas de transmissão, 20 a 30% dos casos ocorrem sem que se possa demonstrar a via de contaminação. 

O que se sente e como se desenvolve? 

Diferentemente das hepatites A e B, a grande maioria dos casos de hepatite C não apresenta sintomas na fase aguda ou, se ocorrem, são muito leves e semelhantes aos de uma gripe. 

Mais de 80% dos contaminados pelo vírus da hepatite C desenvolverão hepatite crônica e só descobrirão que têm a doença ao realizar exames por outros motivos, como por exemplo, para doação de sangue. 

Outros casos aparecerão até décadas após a contaminação, através das complicações: cirrose em 20% e câncer de fígado, também, em 20%. 


Como o médico faz o diagnóstico? 

Na fase antes do aparecimento das complicações, exames de sangue realizados por qualquer motivo podem revelar a elevação de uma enzima hepática conhecida por TGP ou ALT. Essa alteração deve motivar uma investigação de doenças hepáticas, entre elas, a hepatite C. 

A pesquisa diagnóstica busca anticorpos circulantes contra o vírus C (anti-HCV). Quando presentes, podem indicar infecção passada ou atual. 

Com a evolução aparecem alterações nos exames de sangue e na ecografia de abdômen. Muitas vezes o médico irá necessitar de uma biópsia hepática (retirada de um fragmento do fígado com uma agulha) para determinar o grau da doença e a necessidade ou não de tratamento. 
São realizados também a detecção do tipo de vírus (genotipagem) e da quantidade de vírus circulante (carga viral), fatores importantes na decisão do tratamento. 


Como se trata? 

Nos raros casos em que a hepatite C é descoberta na fase aguda, o tratamento está indicado por diminuir muito o risco de evolução para hepatite crônica, prevenindo assim o risco de cirrose e câncer. Usa-se para esses casos o interferon, ainda não estando bem estabelecido o uso associado da ribavirina. 

O tratamento da hepatite crônica C ainda tem resultados insuficientes, pois boa parte dos pacientes não respondem. Utiliza-se também, nestes casos, uma combinação de interferon e ribavirina. O sucesso do tratamento varia conforme o genótipo do vírus, carga viral e estágio da doença determinado pela biópsia hepática. Pacientes mais jovens, com infecção há menos tempo, sem cirrose, com infecção pelos genótipos 2 e 3 e com menor carga viral tem as melhores chances de sucesso. 

Os efeitos indesejáveis dos remédios utilizados em geral são toleráveis e contornáveis, porém raramente são uma limitação à continuidade do tratamento. 

A decisão de tratar ou não, quando tratar, por quanto tempo e com que esquema tratar são difíceis e exigem um entendimento entre o paciente e seu especialista médico. 

Um novo tipo de interferon, o interferon peguilado ou "peg-interferon" é uma alternativa com resultados promissores que brevemente estará disponível para o uso. 


Como se previne? 


A prevenção da hepatite C é feita pelo rigoroso controle de qualidade dos bancos de sangue, o que no Brasil, já ocorre, tornando pequeno o risco de adquirir a doença em transfusões 
Seringas e agulhas para injeção de drogas não podem ser compartilhadas 
Profissionais da área da saúde devem utilizar todas as medidas conhecidas de proteção contra acidentes com sangue e secreções de pacientes, como por exemplo, uso de luvas, máscara e óculos de proteção 
Não há benefício conhecido no uso de preservativo nas relações sexuais vaginais em casais nos quais um dos dois é portador de Hepatite C. No caso de um dos parceiros ser portador de lesões no pênis ou vagina, em relações anais e no período menstrual, como o risco de transmissão não é conhecido, recomenda-se o uso de preservativo. 



Perguntas que você pode fazer ao seu médico 

Qual o tipo de hepatite que eu tenho? 
Como se pega? Há risco para as pessoas que vivem perto de mim? 
Quanto tempo vou levar para ficar bom? 
Essa doença tem cura ou vou ficar com hepatite crônica? 
O tratamento com remédios é necessário? 
O remédio funciona em todos? 
Quais os efeitos adversos (colaterais) do tratamento? 
Há risco de cirrose? E de câncer? 
Existe vacina para hepatite? Adiantaria eu ou as pessoas próximas a mim fazerem agora?
Autores: Equipe ABC da Saúde