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06/12/2005
- Appio
contesta: " Não há trabalho escravo na maçã."
O Deputado Appio fez discurso hoje dia 06/12/2005, e
falar dos benefícios da maçã e rechaçou as denuncias de
trabalho escravo nos pomares do Rio Grande do Sul.
O parlamentar ouviu os
sindicatos de trabalhadores rurais da Região Nordeste do
estado para constestar as informações divulgadas no dia
1º de dezembro por um jornal de Porto Alegre.
Veja abaixo Pronunciamento do Deputado Appio
“No Rio Grande do Sul a maçã gaúcha gera milhares de
empregos em pomares, embaladoras, câmaras frias e
transportadoras. A cadeia do agronegócios da maçã
participa de respeitável fatia do Produto Interno Bruto
do sul do país.
Entre ganhos e perdas a maçã gaúcha está completando 30
anos, desde a implantação dos primeiros pomares no
chamado Capão da Herança, interior de Vacaria, no
nordeste gaúcho. Os pioneiros Angelin Pegoraro,
Aldrovando Guazzelli, os irmãos Dante e Salvador Baldin,
entre outros, foram os pioneiros com as macieiras na
década de 70.
Hoje ocupam pomares em mais de 10 mil ha dos chamados
Campos de Cima da Serra. São centenas de produtores
empenhados na melhoria da qualidade da fruta e sobretudo
das condições de trabalho de milhares de trabalhadores
rurais, com os quais mantém a saudável relação, dentro
das rigorosas normas trabalhistas.
Convém lembrar a participação ativa de Blaise Laurent
Castelet, um francês naturalizado brasileiro, na
produção de mudas, o agrônomo Genor Mussatto, os
ex-prefeitos de Vacaria Marcos Palombini e Enore Mezari,
entre outros que dedicaram-se na implantação da
fruticultura como alternativa no agronegócios.
Neste ano foi reconhecida a necessidade de redução de
carga tributária isentando a maçã de ICMS na
comercialização interna, retirando impostos das
embalagens para exportação, bem como a implantação do
seguro contra granizo, com recursos do Ministério da
Agricultura.
Destacamos outra conquista: a liberação do convênio de
combate à Cydia Pomonella. Existente nos pomares da
Argentina, está sendo bloqueada no Brasil com a
eficiente prevenção do plano de ação conjunta da
Embrapa, Ministério da Agricultura, ABPM e Agapomi.
Mas na Maçã são poucas as boas notícias, atropeladas
pelas dificuldades, algumas geradas inexplicavelmente.
Recentemente foram publicadas notícias sobre “trabalho
escravo na maçã”. Absurda, inconsistente e que não
corresponde a realidade.
Hoje as relações são exemplares, em que pese possam
ocorrer ir nos pronunciamentos várias vezes neste ano
sobre a maçã brasileira. regularidades. A fiscalização
do Ministério do Trabalho e a vigilância constante do
Ministério Público, são a garantia de normalidade no
setor . Não conseguimos compreender a quem interessa a
divulgação de notícia falsa, absurda e inconsistente.
As notícias precipitadas e irresponsáveis são repudiadas
pelos Sindicatos de Trabalhadores Rurais e pela
fiscalização do Ministério do Trabalho, pelo deputado
estadual Heitor Schuck, ex-presidente da Fetag, os
presidentes de sindicatos de trabalhadores rurais como
Sérgio Poletto (Vacaria), Olanes Borges Pinto
(Esmeralda), Luiz Carlos Palhano (Monte Alegre dos
Campos), Gelson Demori (Campestre da Serra), Lindomar do
Carmo Morais (Lagoa Vermelha), Luiz Ceron (Antonio
Prado) Raimundo Bampi (Caxias do Sul), Olir Schiavenin (Flôres
da Cunha), Victor José Fongaro (São Marcos).
Estamos propondo uma audiência da Comissão de Direitos
Humanos da Assembléia Legislativa, presidida pelo
deputado estadual Dionilso Marcon, para esclarecer os
fatos. As notícias não podem se multiplicar abalando a
imagem de uma região e sua gente.
Entretanto existem outras fortes e pesadas barreiras
para serem ultrapassadas, especialmente diante das
adversidades do tempo que vai atrasar a colheita, para o
início de fevereiro, a crise nas exportações pela
supervalorização do Real e desvalorização do dólar, o
baixo poder aquisitivo do consumidor brasileiro (o
consumo é baixo, apenas 5 kg/percapita/ano. Na
Argentinas é de 13 quilos).
Hoje (06/12/2005) entregaremos ao Ministro da
Agricultura Roberto Rodrigues, pelos presidentes Pierre
Perez da ABPM e Blaise Laurent Castelet pela Agapomi,
importantes reinvidicações associadas a comercialização
da próxima colheita de maçã com o risco de uma
desenfreada importação dos países do Mercosul.
1) É imperioso que se cumpram as normas de fiscalização
sanitária das maçãs importadas da China, Uruguai,
Argentina e Chile. Os produtores destes países atraídos
pelo nosso mercado interno (180 milhões de brasileiros),
e pela vantagem de uma moeda (real) supervalorizada
poderão derrubar os preços, se não houver um controle
adequado das importações.
2) Fiscalização e repressão ao contrabando de frutas,
através da grande faixa de fronteira com Argentina,
Uruguai e Paraguai.
3) Renegociação das dívidas dos produtores nos mesmos
moldes das outras lavouras. É injusta e discriminatória
a ausência de políticas de incentivo, bem como
renegociação das dívidas de investimento na reconversão
de pomares e novos pomares, ou custeio. Uma lavoura de
milho tem rolagem da dívida, ao lado um pomar não tem,
apesar de ser do mesmo proprietário.
Nesta Câmara Federal realizamos histórica AUDIENCIA
PÚLICA, apresentando a problemática da fruticultura
brasileira, segmento da maçã, gerador de emprego e
renda. É oportuno resgatarmos a manifestação inserida
nos anais da Câmara dos Deputados, em 21.06.25, logo
após a reunião:
DESAFIOS DOS PRODUTORES DE MAÇÃ NA COMISSÃO DA
AGRICULTURA
Na audiência pública realizada na Comissão da
Agricultura da Câmara Federal, os produtores reafirmaram
a necessidade da DESONERAÇÃO DO ICMS DA MAÇÃ.
O presidente da Associação Brasileira de Produtores de
Maçã, Dr. Pierre Nicolas Péres, considerou inadmissível
que a MAÇÃ continue com esta carga tributária. É A ÚNICA
FRUTA QUE PAGA ICMS (proposta de isenção tramita na
Reforma Tributária).
DESONERAÇÃO dos DEFENSIVOS AGRICOLAS, está na proposta
do deputado Júlio Lopes, com o Projeto de Lei
4.264/2004. Relator é o deputado ODACIR ZONTA.
O setor revelou a sua preocupação com as notícias da
possível importação da maçã Argentina, em razão do
câmbio. O dólar baixo favorece importações.
Demonstrou especial preocupação com as informações de
uma possível importação de maçã da China. Aquele país,
além de grande produtor, internou dezenas de pragas em
seus pomares, inexistentes no Brasil.
Pelo Ministério da Agricultura, o Secretário Nacional de
Defesa Vegetal, Girabis Evangelista, garante que sua
Secretaría imporá barreiras fito sanitárias,
estabelecendo as mesmas exigências que fazem aos
produtores brasileiros no exterior.
Está claro que o consumo interno precisa ser ampliado,
pois hoje é de apenas 5 kg/per capita/ano. Só para
comprarar: Na Argentina é 13 quilos.
Luiz Borges, ex-presidente da ABPM, atribui à
concentração do varejo a queda dos preços. Grandes redes
compram maçã e manipulam preços. A introdução da maçã na
merenda escolar, podería ser importante. Na Inglaterra
já foi implantada, com fruta brasileira. Poderemos
incluir a maçã na merenda escolar, através da iniciativa
das prefeituras;
O vice-presidente da BPM dr. Laor da Silva Alves,
enfatizou a importância social da maçã, pelos empregos
que gera, pelos impostos que recolhe e pela qualidade de
vida que dá ao cidadão. Estudos comprovam os benefícios
para a saúde, combatendo radicais livres, colesterol,
câncer da próstata, controle da diabetes, entre outras e
finalmente é um complemento alimentar com higiene bucal.
São 2.300 produtores no Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e Paraná. A maçã gera 52.500 empregos diretos e
135 mil empregos em toda a cadeia.
Para estocar o produto, merece recursos subsidiados.
Pois a LEC da ESTOCAGEM já foi regulamentada. Recursos
estão no Banco do Brasil.
Plano de Safras deveria ampliar os limites de custeio .
Além dos altos custos de produção e baixos preços, os
produtores ainda tem outros desafios.Com recursos do
Ministério da Agricultura, estão erradicando uma das
pragas importadas . Trata-se da Cydia Pomonella,.praga
que infesta pomares e demais árvores Frutíferas.
Neste momento a situação é de crise, pois perdemos mais
de 40% da produção, pela estiagem, no meu estado Rio
Grande do Sul. A necessidade de um Seguro Agrícola,
remete ao Ministério da Agricultura, estudos para
reduzir a burocracia e exigências para sua contratação e
cobertura.
Os preços baixaram no mercado interno, e no mercado
externo. O dólar baixou mas os preços dos agroquímicos
permanecem altos.
O tempo também não ajuda. Neste ano, até hoje tivemos
menos de 80 horas de frio ( o normal seriam 250 horas).
Os custos de produção aumentaram: eram necessárias 8
toneladas por ha, agora o custo é de 30 ton/ha.
Uma das decisões mais importantes, que o o governo
poderá adotar, será garantir a permissão para importar
agroquímicos. Poderá ser anunciada dia 29 pelo
presidente Lula, no Tratoraço dos produtores rurais do
meu estado.”
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