Jornal O SUL de 08/05/05 Coluna: BEATRIZ FAGUNDES


 

A FALÁCIA DO DESARMAMENTO

 

 

A quem interessa desarmar a população pacifica e ordeira do nosso país e do resto do mundo, objetivo explicito de organizações atuantes em todos os continentes?

Tiroteios no Centro da capital, seqüestros na Região Metropolitana, assaltos cinematográficos no interior do Estado tem sido a constante dos últimos tempos no noticiário do Rio Grande do Sul. Nada diferente do quem vem acontecendo em outros Estados da Federação. Que fenômeno é esse, que vem após o presente de Natal oferecido pelo o Congresso Nacional oferecido e sancionado pela Presidência da República? Que presente foi esse? O Estatuto do Desarmamento. Não é preciso ser especialista, é necessário funcionar “os dois últimos neurônios” para perceber que uma coisa está intimamente vinculada à outra. Desde dezembro de 2003, os cidadãos do bem do país estão desarmados por força de lei. Na contramão os bandidos continuam se abastecendo no contrabando e venda ilegal de armas, comércio bilionário que, todo sabem, ê quase impossível de ser estancado num país com fronteiras colossais como as nossas. Fronteiras secas, por mar e pelo ar. O número de policiais federais considerando as dimensões continentais de nosso país, ultrapassa a barreira do ridículo. Consta que são 7 mil para todo o território. É um escárnio. Da mesma forma as policias de todos os Estados foram precarizados covardemente nos últimos anos. Seus equipamentos e políticas de treinamento são absolutamente incompetentes para fazer frente ao crime organizado, ou se quer ao bandido “chinelão” que por ler jornais e assistir aos noticiários de radio e TV, sabem que estão em uma larga vantagem. A quem interessa desarmar a população pacifica e ordeira nosso país e do resto do mundo, objetivos explicito de organizações internacionais atuantes em todos os continentes? Qual o interesse obscuro que elas defendem? Chega a ser demente ouvir os defensores do desarmamento. São os mesmo que não questionam, por um momento sequer o fato de as outra autoridades e as pessoas de grandes posses em nosso país – que não possuem armas, é verdade manterem uma escola rigorosamente armadas em seus deslocamentos. Que pagam seguranças armados para seus filhos circularem, enquanto a média da população é, principalmente os pobres estão à mercê da barbárie. Onde ocorrem as chacinas? Nas favelas. Quem é alvo constante de seqüestradores relâmpagos? O cidadão de classe média, classe média alta. Quem enfrenta os marginais portando armas de uso exclusivo das Forças Armadas, oriundas de contrabando e de e assaltos a depósitos como aconteceu aqui na nossa cidade, na semana passada? Policiais com pouquíssimo treinamento, que carregam a cintura armas absoletas e com manutenção duvidosa. O projeto aprovado pelos nossos parlamentares de BSB, que parecem cerrar um desejo cristão de paz contem uma contradição intrínseca e indesmentível: os bandidos não comprar as armas em lojas, e as armas que utilizam para seus crimes não são registradas. A grande imprensa quando notícia mortes com armas de fogo, ou ainda, estatísticas referentes ao fato, omite criminosamente se as mesmas eram registradas ou não. E mais: se a utilização delas for feita por quem tem direito, ou seja, pelo portador registrado das mesmas. Omissão deliberada, para convencer o cidadão desatento de que o simples porte de arma resulta em crime. Ora uma arma, seja qual for, não se aciona espontaneamente, há sempre um dedo no gatilho. Esta é rigorosamente uma mentira plantada e repetida a exaustão para atender a um interesse nacional com objetivos indefinidos. Em meio à avalanche de episódios violentos com armas de fogo, a população vai sendo levada por uma onda inacreditável de falácias e obscurantismo, mercê desta situação. Mais uma vez, os parlamentáveis admitem que vão aprovar um referendo sobre a questão com uma pergunta indutiva: Você é a favor do desarmamento no Brasil? È obvio que todos somo a favor da paz e contra a violência. É ponto pacífico da natureza das pessoas de bem desejarem a paz. Resta saber se os soldados do mal, se o exército das máfias e do crime organizado pensam da mesma maneira. Obviamente que não. Por isso, estamos na situação de insolvência das secretarias de Segurança Pública em todo Território Nacional. Pedir a cabeça de qualquer dirigente que trata diretamente dessa questão é inútil e irresponsável. Estamos diante de uma situação que transcende o Estado. È uma questão de uma conscientização do cidadão atento. Vai além das políticas regionais municipais ou de bairro. Os marginais, municipais ou de bairro. Os marginais não mais nos temem. Estamos, e eles tem plena consciência disto, desarmados, somos reféns dentro de nossas próprias casas. O processo é internacional e, certamente, atende a interesses sinistros e genuinamente perigosos para as liberdades individuais. Sugiro aos interessados que acessem na internet o site www.iansa.org.br para informações preciosas sobre o projeto. O Desarmamento tem caráter mundial. Outra boa fonte é www.vivabr.org Não podemos abrir mão da diferença básica que temos diante dos animais irracionais. Somos capazes de compreender e questionar os fatos ao nosso redor. Precisamos apenas de informação. Não somos uma manada de gado vacum que, se se que um esboço de reação, é levada adiante para o matadouro. Temos condições de reagir,é este é o nosso primário enquanto somo seres pensante e não ruminantes.


 

 

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